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quarta-feira, 23 de julho de 2025

A Rússia quer continuar a mostrar superioridade e força, apesar de não estar a ganhar a guerra

 A falta de entendimento na terceira ronda de negociações entre a Rússia e a Ucrânia mostra que a guerra está muito longe de acabar, ao contrário do que pretendem Donald Trump e Recep Tayyip Erdogan. Neste momento, o único ponto positivo é mais uma troca de prisioneiros de guerra.

Desta vez nem foi preciso uma hora para mostrar que dificilmente será alcançado um acordo relativamente ao controlo do leste ucraniano, à soberania da Crimeia e se a Ucrânia pode ou não entrar na NATO e na União Europeia. O posicionamento da Rússia relativamente à Europa também deve ser debatido para evitar novos conflitos no futuro. 

Perante a falta de diálogo é natural que não se coloque a hipótese de um cessar-fogo, que obviamente serviria para iniciar um caminho sobre as questões mais importantes. A Ucrânia continua a mostrar disponibilidade para acabar com os ataques em território russo com o objectivo de ganhar a confiança de Donald Trump, enquanto Moscovo assume uma posição de força que vai ser prejudicial no futuro. 

Um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky também está fora de questão. Contudo, o líder ucraniano continua aberto à realização da única reunião que acabava com a guerra. O Presidente da Rússia entende que não tem de fazer cedências porque se encontra numa posição mais favorável, apesar de nunca ter conquistado Kiev.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Donald Trump continua muito longe de estar no lado certo da história relativamente à guerra na Ucrânia

 Desde que iniciou o segundo mandato como Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não mudou de posição relativamente ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Apesar de querer uma solução pacífica para resolver a guerra que dura há três anos, as opções tomadas favorecem a vontade de Moscovo de manter o controlo sobre o leste do país vizinho.

O líder norte-americano continua a culpabilizar Volodymyr Zelensky pelo que aconteceu e nunca teve a intenção de apontar o dedo ao verdadeiro responsável pela invasão. A Rússia é que atacou a integriadade territorial da Ucrânia. No entanto, pode haver uma vontade do líder ucraniano de não querer alcançar a paz nas actuais condições.

O problema é que a Casa Branca vai colocar sempre pressão na parte mais fraca, que neste caso é Kiev, para que se chegue a um entendimento. Ou seja, a estratégia nunca será de condicionar ou ameaçar Putin caso não se sente à mesa das negociações, sendo que, haverá uma vontade de oferecer muita coisa e de reforçar os laços de amizade com Moscovo.

Nunca se pode dizer que Donald Trump recebe ordens directas de Putin, mas acabou com o isolamento internacional da Rússia que se verificou desde o início da invasão da Ucrânia, que incluiu rejeições por parte de alguns aliados tradicionais, como a China e o Brasil.  

terça-feira, 4 de março de 2025

Volodymyr Zelensky perdeu a ajuda dos Estados Unidos por culpa própria

O desentendimento entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky na Sala Oval mostram que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia vai ser complicado de resolver, mesmo com a ajuda dos países mais importantes do Ocidente. Os ucranianos nunca vão aceitar a cedência dos territórios ocupados, mas também já perceberam que dificilmente os recuperam.

A posição do Ocidente passa por apoiar incondicionalmente a Ucrânia, embora com a promessa de haver uma decisão relativamente ao futuro. Não basta impedir o avanço da Rússia até Kiev ou para além disso, só que, não será possível manter uma ajuda por muito mais tempo, sobretudo se for necessário colocar tropas no terreno.

A postura do líder ucraniano não tem sido a melhor porque faz promessas de um entendimento só que depois continua a pretender mais ajuda sem obter resultados. Isto é, sem conseguir recuperar o território perdido. Percebe-se a intenção de Zelensky, mas prolongar o conflito pode causar problemas em termos internos. 

O acordo estabelecido com os Estados Unidos deveria incluir mais medidas de segurança ou mesmo a inclusão de equipamento militar durante o período em que fosse feito a exploração de minerais. No entanto, tudo ficou estragado com a reacção intempestiva na Sala Oval, apesar de ter sido provocada pelo Vice-Presidente, JD Vance. 

A tentativa de colar-se aos norte-americanos, mesmo deixando a ajuda proveniente da Europa em segundo plano, foi bastante prejudicial para o Chefe de Estado ucraniano, que gerou alguma desconfiança em muitos sectores do Partido Republicano. As intromissões na política interna, por culpa dos democratas, também acabou por complicar a relações.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Os Estados Unidos não vão permitir que Putin continue a atacar a Ucrânia

Na primeira semana como o 47º Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já efectuou inúmeras mudanças, sobretudo no plano interno, através de mais de duzentas ordens executivas. No entanto, a política externa não ficou esquecida com o anúncio das saídas do Acordo de Paris e da Organização Mundial de Saúde. 

Os rivais externos também não foram esquecidos, embora não tivessem sido aplicadas nenhuma decisão porque a força dos Estados Unidos tem vindo a diminuir. O novo inquilino na Casa Branca escolheu atacar Vladimir Putin em vez de Xi Jinping, nomeadamente por causa da guerra na Ucrânia. 

A ameaça de sanções por parte de Washington a Moscovo não é novo, tendo em conta a posição de Joe Biden nos últimos quatro anos. A rivalidade entre os dois países é algo que o mundo conhece, mas Donald Trump sempre mostrou vontade em ouvir as explicações do líder do Kremlin. No entanto, parece que a vontade de perceber as razões da invasão russa ao vizinho começa a esfriar-se.

É verdade que terá de existir um encontro bilateral entre os Estados Unidos e a Rússia, como vai acontecer entre Trump e Xi Jinping, mas dificilmente vai existir mudança de posições relativamente à questão ucraniana. Ou seja, uns querem o fim do conflito, enquanto os outros pretendem mantê-lo ou mesmo causar mais danos. 

Perante isto, os norte-americanos terão de continuar a aplicar sanções e quem sabe continuar a usufruir do equipamento militar da NATO e dos aliados para pressionar o velho inimigo que representará sempre uma ameaça à segurança. 

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