Os Estados Unidos cumpriram as ameaças de atacar o Irão, embora sem o recurso a tropas no terreno. A primeira fase da Operação "Epic Fury" visa destruir o equipamento militar iraniano, sobretudo as armas nucleares que já poderão estar desenvolvidas.
Durante a última semana só se falou em bombardeamentos aéreos para impedir uma resposta do inimigo através da mesma forma. Ou seja, o objectivo principal passa por impedir que Teerão tenha capacidade para efectuar o mesmo tipo de ataques. Contudo, existiram algumas retaliações, nomeadamente contra os países vizinhos, que causaram bastantes danos. Até ao momento, 12 países sofreram danos por causa dos misseís e drones iranianos.
A morte do Ayatollah Khamenei acaba por ser o acontecimento mais importante desde o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, mas o regime continua sólido porque já se pensa num substituto. As guardas revolucionárias também estão intactas, pelo que, dificilmente se pode falar num grande vitória. Contudo, a substituição do regime não é a prioridade de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, que preferem ver o inimigo fragilizado ao ponto de não se conseguir reerguer no plano militar.
Uma acção terrestre, como aconteceu no Iraque, iria ter custos muito significativos para a administração norte-americana, mas também para a liderança israelita. A morte de muitos soldados não seria bem vista em Washington e Telavive, apesar do sentimento contra o regime iraniano ter aumentado no Médio-Oriente.