A segunda intervenção militar dos Estados Unidos contra o Irão em menos de um ano pode estar iminente após as declarações do Presidente Donald Trump, que só deixa duas opções em aberto. Ou se alcança um acordo ou haverá mais ataques contra Teerão.
Não existem outras maneiras de resolver o conflito. Ou seja, Ayatollah Khamenei não tem muito por onde escolher, nomeadamente se continuar a recusar uma proposta norte-americana. Pode ter uma vantagem na defesa do próprio território porque mais bombardeamentos contra instalações nucleares não causa instabilidade, mas vai continuar a haver pressão de Washington durante algum tempo.
Uma invasão terrestre, como aconteceu no Iraque, só faz sentido se o objectivo da actual administração norte-americana for a mudança de regime. No entanto, o assunto não foi incluído nas linhas orientadores após a reunião que decorreu em Genebra nesta semana. Não acredito que haja capacidade para capturar o líder espiritual iraniano, como aconteceu com Nicolás Maduro na Venezuela. A última hipótese é a realização de ataques aéreos contra alvos civis, que originem uma rendição.
O desejo de obrigar o Irão a assinar um acordo nuclear através do uso da força parece complicado de realizar a não ser que hajam outras intenções, como substituir a liderança no país, mas isso causaria alguma condenação internacional, sobretudo depois do que aconteceu na Venezuela e mortes de soldados que nunca seriam perdoadas por quem pretende acabar com conflitos desnecessários.