sexta-feira, 24 de março de 2017

Ano 2009: A crise da Zona Euro começou com a queda do Lehman Brothers

A queda do Lehman Brothers aconteceu em 2008, mas os verdadeiros efeitos da crise começaram a surgir um ano depois.

Os Estados Unidos e a Europa foram os continentes mais afectados. Barack Obama entrou na Casa Branca no início dos problemas, tendo feito um bom trabalho no plano económico.

A recuperação financeira nos Estados Unidos não teve efeitos na Europa. Alguns países sofreram bastante com o que se passou do outro lado do Atlântico, mas também houve erros próprios.

Os países mais afectados foram o Reino Unido, Espanha, além dos três que tiveram de pedir assistência financeira ao FMI. A Grécia deu o primeiro passo, seguido da Irlanda, enquanto Portugal só se apercebeu dos problemas em 2011. 

A crise na zona Euro acabou por ser mais profunda e com consequências sociais bastante graves. Também houve mudanças políticas resultantes das opções tomadas. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

A Rússia e o sistema de saúde são batalhas perdidas por Trump

O presidente norte-americano vai ter que deixar cair dois aspectos do projecto político. A aliança com a Rússia e o novo sistema de saúde. 

As confirmações das agências de segurança sobre as ligações de Trump aos russos na recente campanha eleitoral é o maior problema político. A partir deste momento, não há mais condições para estabelecer relações privilegiadas com Moscovo porque a ideia que transparece é de Putin ter Trump na mão. 

A única saída para o Chefe do Estado norte-americano é escolher um novo amigo externo. As relações com a Rússia podem ser diferentes do que aconteceu no mandato de Obama, mas já não pode haver contacto especial.

Nunca se vai saber a verdade total sobre a relação do empresário com Moscovo. O problema é que a opinião pública e publicada já está a ser contaminada, pelo que, a única forma de Trump continuar em alta passa por tratar a Rússia como um parceiro igual aos outros.

A revogação do Obamacare também é uma batalha perdida para Trump. A forma como ameaçou os congressistas republicanos é mais um sinal de autoritarismo. As posições adoptadas confirmam que o Congresso vai ser o principal opositor do Presidente. Mesmo que o Obamacare seja revogado, também não há certeza que o novo sistema de saúde seja aprovado. 

O líder norte-americano enfrenta inúmeros desafios nos primeiros meses de mandato. Não haverá cheques em branco, apesar da maioria republicana na Câmara dos Representantes e no Senado, que não gosta de ser ameaçada.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Duas atitudes diferentes

As polémicas declarações do presidente do Eurogrupo, cujo nome não arrisco a escrever, provocaram reacções fortes nos países atingidos. Ou seja, no Sul da Europa, sendo que, Portugal já reagiu através do primeiro-ministro e do Presidente da República.

Os dois representantes portugueses fazem em defender os interesses nacionais, já que, Portugal não pode continuar a ser humilhado nas instituições europeias. A frase do líder do Eurogrupo mostra que existe duas atitudes diferentes sempre que o assunto diz respeito a países mais fracos.

Os líderes europeus não podem continuar a criar divisões internas e externas para proteger os interesses da União Europeia. As constantes interferências nos actos eleitorais em cada país é um sinal de desespero, que se começou a verificar desde a vitória do Brexit em Junho de 2016.

Apesar de Costa e Marcelo não estarem a realizar um bom trabalho, os dois têm sido importantes na defesa do nome de Portugal dentro da União Europeia.

O que me espanta é teimosia de alguns dirigentes face às mudanças políticas que acontecem também por desnorte em termos de declarações e atitudes.

terça-feira, 21 de março de 2017

Especial 10º aniversário: Mudanças na Música

A música é uma das formas de expressão artística mais versátil, não só a nível dos géneros musicais diversos (que permitem diferentes tipos de expressões) mas também a nível da sua comunicação e partilha (cada vez mais digital). 

O mundo actual actua cada vez mais a nível digital, permitindo por um lado a facilitação ao acesso dos álbuns e temas, e por outro lado, despoleta uma crescente procura pelo contacto directo com quem nos inspira, nos traz bons sentimentos, momentos de diversão e sobretudo, de ausência de "stress". Este cenário é interessante desde que exista a valorização dos profissionais e das obras. Ainda que se verifique uma tendência positiva a este nível (o Consumidor está um pouco mais sensibilizado para a questão da sustentabilidade da actividade artística, disponibilizando-se a pagar pelos espectáculos e pelas peças, em formato cada vez mais digital, e ainda na forma de CD, entre outras), ainda estamos longe chegar a uma consciência global sobre este aspecto. 
  
No seguimento de uma sociedade robotizada, exigente e egoísta, o Ser Humano procura momentos em que se possa ligar a algo positivo, que lhe traga alegria e que o faça esquecer um pouco a rotina, as correrias, os problemas que surgem no dia a dia. Desta forma, os concertos têm sido cada vez mais o ponto de encontro entre o artista e os seus fãs (ou potenciais fãs), no qual existe a partilha directa da música, e de todo o significado que a mesma implica. 

A música é cada vez mais uma companhia, uma terapia para quem a faz e para quem a ouve. Não tem barreiras, não tem estatuto, não há preconceitos (ou pelo menos, há cada vez menos). E é assim que deve ser. Liberdade e respeito porque actua e cria, e por quem escuta e recebe.

Texto de Sofia Hoffmann

Jobs for the family

O presidente norte-americano prometeu transparência em Washington ao acabar com a política de interesses entre os vários sectores da sociedade. 

Os primeiros passos estão a ser dados no sentido contrário com a nomeação de familiares para cargos dentro da administração e na Casa Branca. 

Os sinais são preocupantes porque contrariam a limpeza anunciada por Donald Trump. Não era isso que as pessoas esperavam do novo Chefe do Estado. A promessa de mais empregos afinal tem de esperar mais tempo porque a prioridade passa por colocar os genros e a filha em lugares de destaque. 

O tema merece ser analisado porque durante um ano o discurso era no sentido de dar oportunidades a todos, mas parece que os familiares podem passar por cima do cidadão comum.

Parece que as mudanças não se vão concretizar e nalgumas situações a tendência é para piorar, como no acesso da família do presidente a assuntos do Estado. 

Trump não consegue arranjar emprego para os familiares no partido porque tem pouca influência no seio dos republicanos, mas pretende mais ouvidos e olhos para saber o que se passa em Washington. Qualquer semelhança com Frank Underwood da série House of Cards parece ser apenas coincidência.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Apostas fortes, mas perdedoras do CDS e PSD para Lisboa

As candidaturas de Assunção Cristas e Teresa Leal Coelho à Câmara Municipal de Lisboa por parte do CDS e do PSD são apostas fortes, mas claramente perdedoras nas próximas eleições. A dirigente social-democrata tem possibilidade de vir a ser presidente se continuar como vereadora e não ambicionar um lugar no governo caso o PSD volte ao poder em 2019.

As duas concorrentes são competentes e trazem novas ideias à política portuguesa, além de elevarem o nível do debate. O problema é que nenhuma delas se vai candidatar a Lisboa com o coração na capital. A líder centrista pretende tomar o pulso ao eleitorado antes de novo teste em congresso e a social-democrata é apenas uma solução temporária. 

Perante as adversárias principais, Fernando Medina só tem de continuar a fazer obras por toda a cidade. O autarca escolheu muito bem timing para dar um novo look a Lisboa, mas não precisava de ter pressa, porque não tem ninguém à altura para discutir o cargo. Aos poucos o PSD e CDS vão perdendo eleitorado na cidade. 

A verdade é que os últimos presidentes socialistas colocaram Lisboa no mapa, aumentando a visibilidade, trazendo turistas e investidores estrangeiros. A economia cresceu bastante nos últimos dois anos, sobretudo ao nível do pequeno comércio. 

Não acredito que haja forma de contrariar a obra realizada pelo socialista, pelo que, CDS e PSD não quiseram jogar forte, queimando candidaturas importantes, porque ainda faltam dois anos para as legislativas, embora um mau resultado seja preocupante para a defesa das lideranças de Passos Coelho e Cristas em 2018.

sábado, 18 de março de 2017

Figuras da Semana

Por Cima

Mark Rutte - O primeiro-ministro voltou a ganhar as eleições, tendo ficado bastante à frente do antigo parceiro de coligação. Rutte tem possibilidades de fazer nova coligação para assegurar estabilidade governativa e controlar os populistas do PVV, bem como manter o PvdA em baixa.


No Meio

União Europeia - Os responsáveis europeus ficaram contentes com o resultado eleitoral. O primeiro fantasma está ultrapassado, mas o grande desafio é nas eleições presidenciais em Abril. O problema para os líderes da Europa é o número de vezes que irão ter que alertar as populações de cada país. 

Em Baixo

Geert Wilders -  O partido liderado por Wilders ficou em segundo com mais cinco deputados que a legislatura anterior. O problema é que o PVV vai ter que ficar na oposição, já que, o VVD anunciou que não tem intenção de se coligar com populistas. O crescimento do sentimento nacionalista é evidente, mas na oposição Wilders tem que ter outro comportamento, sendo obrigado a concordar com as medidas do governo. A manutenção da actual mensagem política pode ser um erro a pagar nas próximas legislativas.
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