Pelos vistos a passagem de Socrates por Portugal parece ser curta. Depois da estadia em Paris, há quem o queira mandar para Bruxelas como Comissário Europeu. Percebo a intenção de Seguro, já que José Sócrates tem sido a voz principal contra este governo. De Seguro não se ouve nada a não ser promessas de ganhar eleições. Era uma boa ideia Seguro mandar Sócrates para Bruxelas, até para que o ex-PM não se tornasse a principal voz contra um hipotético governo socialista liderado por Seguro porque duraria menos tempo que o executivo de PPC está a conseguir aguentar-se.
Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
Ideias Políticas XXI: Abstenção e voto em branco
Não sei em quem votar ou simplesmente aqueles que se apresentam como candidatos não preenchem o perfil desejado. Que fazer então? Abster-me ou votar em branco?
A questão é pertinente até para a estatística final.
A abstenção representa um claro desinteresse pelo acto eleitoral. No entanto, pode significar um protesto ao sistema político na globalidade. O voto em branco diz-nos que aqueles que estão em jogo não merecem a minha confiança. Normalmente os números da abstenção são estudados com pormenor, enquanto que os votos em branco passam ao lado dos comentários. De facto, quem não interesse, vontade em participar no jogo político não precisa de ir às urnas. No entanto, aquele que não vota porque não concorda com o sistema na globalidade está a dar razão para que nada se altere, além do mais permite que outros decidam por si.
Aquele que vota em branco vai com intuito de protestar e afirma a sua posição ao não considerar nenhum dos participantes competentes para merecer a sua confiança. Ao mesmo tempo está a pedir mudanças e ao votar as suas exigências tornam-se legítimas porque participou no acto eleitoral. O abstencionista não tem a mesma legitimidade que aquele que vota em branco, porque recusa participar. Em meu entender, quem não participa não pode reclamar nem exigir seja o que for. Mais, o voto em branco é a única forma de protesto legítima numa eleição, ao contrário do que muitos afirmam ser a abstenção o indicador de descontentamento. Penso que se dá pouca importância aos que vão votar mas que optam por protestar no próprio acto eleitoral.
A abstenção tem várias leituras possíveis, enquanto que o voto em branco só tem um significado possível. A primeira forma significa a ausência total de participação e um profundo desprezo pelas instituições que vão a votos.
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La sagrada família
Na passada quarta feira celebrou-se o dia mundial da família. Esta instituição tem sofrido ao longo dos últimos tempos diversas modificações. Em primeiro foi a legalização do divórcio e mais tarde o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Hoje mesmo ficámos a saber que o parlamento aprovou a co-adopção por casais do mesmo sexo. Na prática quer dizer que um filho de um membro do casal homossexual vai poder ser adoptado por esse mesmo casal. No fundo, atribuem-se direitos sociais, no entanto esquecem o que é mais importante para a criança.
Ao longo do tempo, a família tem sofrido vários atropelos à sua sobrevivência. Com a introdução de novos institutos começou a se dar menos importância a aspectos relacionados com a família, como foi o casamento. Embora constituir família seja a prioridade número um da maior parte das pessoas, muitos optam em primeira instância pelas várias alternativas a este modo de vida. Foram as próprias que introduziram outros modus vivendi, colocando em causa a importância desta instituição. A família é o culminar de vários passos que uma pessoa dá na vida, assumindo um compromisso para o resto da vida. Este é o único compromisso que assumimos até ao fim dos nossos dias, pelo que dar esse passo nem sempre é fácil. Mesmo no que toca a direitos sociais já não há grandes benefícios para as famílias, pelo que não é de admirar que as pessoas queiram retardar ao máximo consumar esse passo. Qualquer pessoa singular é tratada da mesma forma que um agregado familiar numeroso. Os incentivos sociais poderiam ser um passo importante para a reabilitação da instituição como factor de equilíbrio social. Note-se que após a queda da ditadura o célebre "Deus, Pátria, Família" de Salazar deixou de fazer sentido num país que acolheu a liberdade.
Por alguma razão Salazar defendia esta frase. A educação nacional não tem de ser um conservadorismo bacoco mas também não pode deixar de atender a certos valores e princípios. E a sociedade portuguesa tem esquecido alguns bons valores conquistados ao longo do século XX.
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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Alguns nomes que estão a ser lançados
As autárquicas aproximam-se e os candidatos começam a saltar cá para fora. A lista de nomes para as autarquias, assembleias e freguesias é infinita e não é possível decorá-la. Nesta altura a curiosidade é enorme para saber quem é o "candidato" da terra. Alguns são meros militantes partidários de base que avançam em nome do partido mas outros fazem-no pelo apego à vila onde nasceram. As autárquicas têm esta particularidade especial: a vontade de estar à frente dos destinos da "terra" onde sempre nasceram é sempre especial.
Dos inúmeros nomes que já são conhecidos, cabe-me destacar dois pela negativa: João Ribeiro, ex porta voz do PS e candidato à Câmara de Setúbal e Carlos Abreu Amorim, deputado pelo PSD que concorre à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, onde vai tentar fazer esquecer Luís Filipe Menezes. Conhecendo o perfil político dos dois candidatos só posso afirmar que é uma má opção por parte dos dois partidos. Tanto um como o outro não fizeram muito trabalho quando tiveram responsabilidades nos respectivos partidos, no entanto isso não é problema para alguém que queira ser candidato. A questão está relacionada com o peso de quem vai avançar. Tanto João Ribeiro como Abreu Amorim têm tarefas complicadas. O primeiro joga em terreno comunista e não sendo ele um histórico socialista não me parece que tenha a força suficiente para mudar. O PS costuma jogar forte em Lisboa e Porto e esquece as restantes capitais de distrito, locais onde normalmente o PSD consegue vencer. A aposta em João Ribeiro é revela isto mesmo. Já Abreu Amorim não tem o perfil indicado para aqueles que apoiaram Menezes durante anos o vejam como alguém capaz de o substituir. É verdade que não é fácil chegar aos calcanhares de Menezes em Gaia, no entanto a aposta em alguém que faz parte do círculo histórico do PSD faria mais sentido. Talvez Rui Rio quem sabe.....
As autárquicas estão à porta e apesar da crise vai ser interessante saber qual será a cor do cartão que os portugueses darão ao governo, contudo a aposta do PS em nomes pouco sonantes pode dar a Seguro uma vitória moral e não uma banhada como se espera.
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De volta à glória europeia
O Benfica pode hoje voltar à glória europeia. 51 anos depois da última taça dos campeões europeus, a equipa encarnada está à distância de uma vitória para voltar a meter a mão num troféu europeu. A 9ª final europeia do clube da Luz pode representar o terceiro título europeu. Foi com Jorge Jesus que o Benfica voltou às grandes noites europeias, não esquecendo que em 2011 os encarnados chegaram às meias desta mesma competição, ganha pelo FCP na altura. Apesar de cometer erros frente ao FCP, Jesus devolveu aquilo que os benfiquistas mais desejavam: conquistar um troféu europeu. Recorde-se que em 13 anos, esta é a quinta participação de um clube português numa final europeia, depois das conquistas do FCP em 2003 e 2004, da final do Sporting em 2005 e da vitória azul e branca há dois anos na estreia desta competição.
O futebol continua a colocar o nome de Portugal no mapa da Europa, é por isso que este desporto tem forte visibilidade no nosso país. Hoje todos os caminhos vão dar a Amesterdão, e a verdade é que a conquista deste troféu vai fazer esquecer os fracassos em termos nacionais.
Terça-feira, 14 de Maio de 2013
A frustração leva ao anti-benfiquismo
A paixão clubistica leva muitas vezes a que se cometam exageros nomeadamente em relação a violência, quer física quer verbal. Como se sabe há uma enorme rivalidade entre os quatro grandes clubes portugueses, sendo que o Sp.Braga ainda não é um clube com dimensão nacional a nível de adeptos. Estando em disputa o título nacional entre FCP e SLB, os adeptos do Sporting apoiam o clube azul e branco como é óbvio. No entanto, é raro os adeptos benfiquistas torcerem pelo Sporting quando o clube leonino luta com os azuis para o título. Os adeptos do FCP como estão habituados a correr pelo título todos os anos já nem se lembram de quem apoiar entre Benfica e Sporting. A última vez que os dois clubes de Lisboa estiveram na luta pelo título foi em 2005.....
Considerando que nos últimos anos se tem assistido a uma luta entre Benfica e FCP, os adeptos leoninos preferem que seja o rival do Norte a vencer o campeonato em detrimento do clube da Luz. No entanto, festejar vitórias alheias apenas por ódio ao clube da Luz não me parece correcto nem saudável, ainda para mais num momento em que o clube de Alvalade registou a pior classificação de sempre ao não se apurar para as competições europeias e tendo a participação na fase de grupos da taça da liga em risco, é no mínimo estranho, roçando o rídiculo. Eu percebo que muitos sportinguistas sofram com o facto de o seu clube não ganhar nada há vários anos e estando em risco de acabar. Contudo, a frustração não pode ser sempre virada para o eterno rival, porque se isso acontece é porque lhe estão a dar a grandeza que o clube da Luz merece. Os sportinguistas deviam primeiro arrumar a casa e só depois saltar com as vitórias do FCP contra o Benfica. Esta atitude só mostra o quão FCP e Sporting estão ligados e como o clube leonino se submete à vontade azul e branca. Ninguém me tira da memória a forma como João Moutinho foi para o Dragão, hoje o ex capitão é uma pedra fundamental no onze portista.
Este anti-benfiquismo que se verifica é apenas resultado da frustração sentida pela falta de títulos que o clube de Alvalade sente. Nem a Taça da Liga conseguem ganhar...
Portas às avessas
Ainda não percebi muito bem qual é a jogada de Paulo Portas. Se ficar o mais tempo possível no executivo e depois culpar o PSD pelo fracasso na coligação, ou então sair para ter mais votos através dos mesmos argumentos. Uma coisa é certa, se esta coligação se aguentar até 2015 o CDS sairá fortemente penalizado, porque a sua continuidade no governo depende do resultado eleitoral que o PSD obter. O líder centrista não quer ser traído pelo seu parceiro de coligação após 2015, pelo que, prefere trair e assim retirar dividendos políticos mas não só. O alarido criado em torno da posição dos centristas em relação à sobretaxa nas pensões é estratégico e está pensado de forma a causar instabilidade no seio dos ministros sociais democratas do governo bem como dentro do próprio PSD. Portas pretende sair com a cara lavada de um processo que seguramente vai correr mal para Passos Coelho. A não ser que no futuro soprem ventos de mudança.....
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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
Como o povo sofre
No sábado passado o país parou para ver o clássico FCP-SLB. Tal como acontece noutras situações, a bola faz parar o país inteiro, especialmente quando se trata de eventos internacionais onde participa a nossa selecção. Não vi esta "loucura" quando o PM fez uma comunicação ao país para anunciar novas medidas de austeridade. É normal que assim seja, já que anunciar cortes e aumento de impostos não é aquilo que mais gostamos de ouvir.
A minha crítica vai para as prioridades das pessoas. Ou seja, um jogo de futebol é mais importante do que saber a situação financeira do país e no fundo perceber se há perspectivas de melhora. Por aqui já se nota um maior interesse relativamente ao futebol em detrimento da política. É óbvio que o primeiro mexe com o coração das pessoas e a segunda actividade merece o repúdio de grande parte da população, além do mais só causa tristeza e não traz emoção. Em termos mediáticos, um desafio de futebol é mais aliciante que uma curta declaração política ao país, mesmo que se trate de uma questão de sobrevivência como aquele que vivemos. Sempre foi assim e continuará a ser enquanto o futebol for uma espécie de "refúgio" para alguns problemas que as pessoas tenham. Valerá a pena encontrar as razões porque a bola é mais interessante do que um debate político.
A cultura e maturidade de um povo também se medem em pormenores como estes.
Aliança desfeita
Se dúvidas houvesse sobre o desnorte em que se encontra o governo, a questão da sobretaxa nas pensões acaba com as especulações.
O PM e o Ministro das finanças fazem as coisas sem consultar Paulo Portas, logo o restante staff do CDS também não é informado. Assim sendo, chovem um coro de críticas por parte de membros centristas relativamente às políticas, não de Passos Coelho mas às opções de Vitor Gaspar. O choque é entre Gaspar e Portas e não tanto em relação a Passos e o líder do CDS. À semelhança do que aconteceu em 2004 com Durão e o mesmo Portas, a coligação só se aguentou durante dois anos. Há aqui um problema de convivência entre os dois partidos, que no princípio da legislatura são os dois melhores amigos, mas há medida que o tempo passa acabam por se zangar. Portas já se chateou com Marcelo, Durão Barroso e agora Passos Coelho. A estabilidade política passa muito pelo PSD conseguir maioria absoluta nas eleições, contudo nenhum líder até hoje conseguiu formar governo sem a ajuda do CDS de Portas. Como o líder centrista não está para aturar certas e determinadas orientações, é normal que as mais recentes Alianças Democráticas venham a cair, possibilitando ao PS formar governo em futuros actos eleitorais e ainda para mais com maiorias absolutas no Parlamento. No entanto, desta vez há uma questão importante: Cavaco não quer Seguro como PM, pelo que vai aguentar este barco até onde puder. Já se notou que o CDS tem uma força enorme neste governo e que basta Portas ameaçar fechar com a porta que o barco afunda definitivamente. Para bem do país e dos reformados, ainda bem que a sobretaxa não vai para a frente, contudo este recuo representa mais uma derrota para Vítor Gaspar.
Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
Ir a Marte e ficar
Emigrar está na moda, ainda por cima com a crise que atravessamos, esta palavra torna-se quase numa certeza.
Recentemente foi aberto um site para inscrições com o objectivo de ir viver para Marte. Não se trata de uma experiência passageira mas de uma realidade permanente. Ou seja, quem for já não volta à Terra. Nada melhor que usar humanos para fazer experiências noutros planetas. Os cobaias desta aventura espacial querem fugir da Terra porque aqui não encontram a felicidade.
Explorar o espaço deve ser interessante, no entanto viver num planeta diferente não deve ser uma sensação agradável, ainda para mais quando se sabe que dificilmente poderão voltar a pisar o solo, além do mais o planeta vermelho não deve ser o melhor sítio do universo para construir uma família, arranjar trabalho e fazer outras coisas do dia-a-dia. A partir de 2022 haverá notícias do espaço............
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Provocar a águia
Amanhã o país vai estar ligado à televisão a ver o clássico FCP-Benfica. O jogo do título desta vez decide-se no Dragão e não na Luz como nos últimos dois anos. Os protagonistas de um lado e de outro são quase os mesmos. O árbitro do jogo é Pedro Proença, tal como no jogo do famoso fora de jogo de Maicon.
Pelo terceira vez Proença vai apitar um FCP-SLB decisivo para as contas do campeonato. Quem não se lembra do penalty marcado contra o Benfica após Lisandro se ter atirado para a piscina. Não vale a pena recordar o golo que deu a reviravolta no campeonato a favor dos azuis e brancos. Não se coloca em causa a competência de Proença, até porque o melhor árbitro português vem de uma final da champions e da final do Euro 2012, e para supervisionar o jogo mais importante do campeonato, é necessário o melhor árbitro. No entanto, há que ter em conta o passado deste juiz no histórico destes jogos, além da sua preferência clubística que o tem impedido de fazer juízos imparciais.
A nomeação de Proença é uma afronta ao Benfica que entra em campo condicionado. Não em termos de jogo mas psicologicamente. O que se espera do jogo de amanhã é uma arbitragem isenta e limpa e que no fim ganhe o melhor, haja ou não campeão no fim do jogo. A verdade é que vai ser um desafio bem ríjinho e cheio de casos.
Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
O Porto tem candidato!
Tenho acompanhado com algum interesse a pré campanha autárquica de Rui Moreira. O independente que tem o apoio do CDS por detrás, tem seguido uma linha interessante do ponto de vista eleitoral. Para o eleitor autárquico é necessário que o candidato faça uma boa propaganda do concelho. Rui Moreira tem aproveitado este factor para chegar junto dos corações portuenses.
Com a candidatura de Luís Filipe Menezes pendente da decisão do Tribunal da Relação e com um PS fraco na Invicta, Moreira vai fazendo a sua campanha de forma tranquila e serena. Sem ataques pessoais ou palavras fáceis, no fundo mantendo a linha de Rui Rio, pelo que não é de estranhar o apoio do actual autarca ao candidato.
Sem Menezes, o PSD dificilmente arranjará um candidato de igual notoriedade que o actual Presidente da Câmara de Gaia e que consiga competir com Rui Moreira. As próximas eleições podem assistir a um novel Presidente da Câmara, o que representaria uma derrota para PSD e uma vitória, ainda que indirecta; do CDS.
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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
Sem a troika mas com austeridade
A segunda emissão de dívida em cinco meses trouxe confiança aos mercados, às agências de rating, ao BCE.
Não há dúvida que no plano externo a imagem de Portugal melhora a cada dia que passa, sendo de antever o cumprimento dos prazos estabelecidos para a saída da troika no nosso país. Se assim for ainda bem para Portugal, porque isso significa que os objectivos foram cumpridos e desde logo o cenário de bancarrota é colocado de parte. Cumprido o memorando da troika, isso não significa que os sacrifícios vão acabar. Colocar as contas em dia vai demorar anos, pelo que haverá necessariamente de continuar a cortar em alguma coisa. Não é pelo facto da troika estar de saída do nosso país que o trabalho estará cumprido. O balão de oxigénio que o governo vai ganhar caso consiga mandar a troika daqui para fora em 2014 será enorme ao ponto de poder pensar num voto de confiança para 2015. Resta saber qual será a política após 2015.....
Neste momento estamos perante duas realidade completamente diferentes. Externamente ganhamos credibilidade junto das instituições que investem em Portugal, mas os números internos são preocupantes. Perante estes dados é natural que o PR continue a dar um voto de confiança ao executivo, porque acredita sinceramente que em 2014 já estaremos por nossa conta. Apesar da austeridade excessiva, penso que é importante criar as condições para "irmos à nossa vidinha", contudo que no futuro não se cometam os erros do passado. É esse o trabalho que o governo está a fazer.
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Bye bye Fergie
Alex Ferguson vai sair do comando técnico do Manchester United. Um dos mais conceituados treinadores do Mundo vai abandonar o cargo ao fim de 27 anos e após ter conquistado 38 troféus. O mítico treinador sai ao fim de uma carreira de enorme sucesso e respeito. Fergie não só ganhou quase 40 troféus como é respeitado em qualquer estádio. Após ter sido novamente campeão, Alex sai de forma positiva do clube onde esteve toda a sua vida. Fecha-se um ciclo, inicia-se outro. O sucessor de Alex Ferguson terá a pesada herança de continuar o sucesso do treinador escocês. Fala-se em Mourinho mas o português não é homem para ficar no mesmo clube durante muito tempo, além do mais ao United fica melhor ter um timoneiro britânico, no entanto a memória do Sir ficará gravada para sempre numa das bancadas do Old Trafford.
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As mexidas na função pública
O anúncio de novas medidas de austeridade pareceu-me acertado. Há muito para fazer no sector da administração pública, nomeadamente em relação aos direitos adquiridos. Aumentar o horário de trabalho da função pública é de louvar, já que os trabalhadores privados não têm a possibilidade de ter um horário fixo, quanto mais irem para casa às quatro da tarde. Além do mais, a pouca produtividade do sector público afecta o funcionamento dos trabalhadores que necessitam da rapidez e eficiência desses mesmos serviços.
Também concordo com a alteração do número de dias de férias, até porque neste campo também existe uma desigualdade evidente.
O que se pretende com esta reforma é aproximar os direitos existentes entre administração pública e sector privado. Não se compreende como é que ainda estamos nesta fase de reforma, já que nesta matéria deveríamos estar aproximados dos países desenvolvidos. A única crítica em relação a estas novas medidas tem a ver com o número de funcionários públicos a mandar embora. Deveria ter sido feito um relatório, serviço a serviço para determinar onde é que efectivamente é necessário cortar. Também não concordo com a criação de um novo imposto, ainda para mais a ser suportado apenas pelos mais velhos. É ilegal a criação de um imposto com fins meramente temporários, para além de ser pouco ético.
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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013
Passos metido entre dois Coelhos
Pedro Passos Coelho não tem tido uma vida fácil dentro do governo. Por um lado o CDS e o seu presidente, que também é Ministro dificultam ao máximo as políticas gasparianas com sucessivos boicotes às intenções do Ministro Gaspar. Por outro lado são os avisos de Belém, e como já conhecemos as taras e manias de Cavaco Silva é de prever que até 2015 o Presidente da República não deixe o governo andar sozinho a fazer asneiras atrás de asneiras.
Resolvido o problema Relvas, o PM tem que pensar o que fazer com Gaspar porque muito do que será o futuro passa pelo Ministro das Finanças. Já se percebeu que Portas e a sua entourage é contra esta política e que as opiniões do PR em nada coincidem com a vontade de Bruxelas expressa em Vitor Gaspar. A sobrevivência deste governo depende da continuidade em sentido positivo e negativo do actual Ministro das finanças: em sentido positivo porque a politica levada a cabo tem de ser continuada, e negativamente porque não sabemos se a austeridade nos levará ao abismo. Se Gaspar sair o PM fica sem margem de manobra, no entanto pode ser que um novo Ministro traga ar fresco e uma nova política. Contudo, Gaspar não é só o homem de Passos Coelho mas também de Bruxelas e de Berlim, pelo que é será difícil arranjar uma justificação para o mandar embora, a não ser que o Ministro se farte.
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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013
Responsabilizar pela gestão danosa do Estado
Muito se fala em responsabilizar criminalmente aqueles que tiveram responsabilidades governativas e deixaram o país nesta situação. A gestão danosa é um crime, sendo mais grave quando se trata de questões relacionadas com o Estado.
Responsabilizar os responsáveis pela austeridade cega em que nos encontramos seria díficil, já que apenas se podia apontar o dedo aos Primeiro-Ministros.
Os governos vêm e vão mas quem paga a factura é sempre o zé povinho, como se costuma dizer. As consequências das irresponsabilidades só se verificam anos mais tarde e numa altura em que não se pode fazer rigorosamente mais nada para se evitar a catástrofe. Geralmente são pessoas bem intencionadas e que pretendem recuperar o país os bombeiros de serviço. Passos Coelho é o bombeiro de Portugal que tenta apagar os fogos que foram criados durante anos na máquina do Estado. A sua missão é de louvar mas impossível de ser compreendida pelas pessoas, é natural que assim seja porque o bolso está cada vez mais vazio e não há maneira de o ver crescer. Quem paga a factura é o que está sentado na cadeira, porque é ele que tem de tomar as decisões mais complicadas. Não o faz de ânimo leve e apresenta-se com cara de poucos amigos. As medidas duras têm de ser implementadas custe o que custar, não para benefício próprio mas porque o país está em primeiríssimo lugar. Não se pode crucificar alguém que com coragem toma decisões difíceis e em nome da colectividade, alguém que procura a todo o custo evitar que o futuro seja bem mais negro. O enorme corte na despesa que se anuncia vai demorar anos a produzir efeitos, os mesmos que levaram a tornar a situação insustentável. Será duro para todos mas principalmente para aqueles que viveram à grande e à portuguesa à custa do Estado.
Podem julgar politicamente o PM por inúmeras opções que tomou de forma errada, no entanto não se pode querer a sentença criminal a alguém que tem a coragem de prejudicar a sua imagem em detrimento do que é melhor para o país.
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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
Triste Open
Ao passear pelo Estoril Open, perdão Portugal Open deparei-me com um cenário desolador. Não é que seja novidade, no entanto mete dó ver um torneio de ténis tão fraquinho. Não só na qualidade tenística mas também na capacidade organizativa. Embora tenhamos em nosso território o número 4 do Mundo, o interesse pela modalidade continua a ser mínimo. Quem foi ao Estoril Open quase desde o seu nascimento ( em 1990) tem pena de assistir à morte lenta de um torneio que tinha tradições por cá mas também lá por fora.
Lembro-me dos tempos em que a armada espanhola vinha em peso e proporcionava grandes enchentes no court central (bem mais pequeno do que o actual) e fantásticos espectáculos dentro de court. A animação era imensa, o entusiasmo constante, a qualidade dentro do court estava ao mais alto nível. Com o passar dos anos tudo isso se perdeu. Os courts passaram a estar vazios e nem a famosa tenda VIP consegue estar a abarrotar, daí que seja normal o abandono do principal sponsor do torneio, tendo agora o director do torneio se contentar com o apoio do Banco Carregosa, obrigando à mudança do nome do torneio. E já nem os tenistas portugueses conseguem ter prazer em jogar no court central.
É pena que os eventos desportivos de grande projecção estejam a sair de Portugal. É verdade que a crise tem afastado algumas provas, contudo a política desportiva neste país é zero. Não me refiro só à prática em si, mas ao plano de eventos que traz sempre turistas e marcas internacionais ao nosso país. Deitar fora uma oportunidade destas é má política.
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Estranho sinal
O 1º de Maio deste ano marcou a estreia de Arménio Carlos e Carlos Silva à frente da CGTP e UGT respectivamente. Estranha coincidência ou não, as duas centrais sindicais fizeram manifestações em locais diferentes da capital. Num momento em que os seus líderes pedem a demissão do governo e a saída da troika do nosso país, seria inteligente estar unidos na rua, até para mostrar às pessoas que aquilo que defendem é benéfico para o país. No entanto, tanto CGTP como UGT deram um sinal de desunião e desinteresse pelo estado do país mas sobretudo pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Numa altura em que os funcionários públicos e os reformados são os mais afectados, as centrais sindicais preferem organizar sozinhas manifestações. Por aqui se vê que o povo não pode contar a esquerda para combater as políticas ditas de direita, pelo que não serão as forças sindicais as que melhor assegurarão os superiores interesses dos trabalhadores. Toda a falácia de Arménio Carlos como do novato Carlos Silva cai por terra após esta mensagem de "cada um por si". Se as duas colectividades não se unem é porque defendem políticas diferentes e têm caminhos alternativas para resolver a crise.
A luta sindical em Portugal sofreu um duro revés, mas pior do que isso os mais necessitados têm de se agarrar a outras ideias.
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Terça-feira, 30 de Abril de 2013
Vermelhão
O Benfica venceu ontem na Madeira e assegurou praticamente a conquista do título. Faltam 6 pontos, dois jogos em casa e a deslocação ao Dragão. A visita ao estádio do eterno rival pode ser desvalorizada caso a equipa de Jesus consiga vencer o Fenerbahce e chegar à final da Liga Europa, é que o jogo de Amesterdão é posterior ao jogo com o FCP.
Três anos depois, o Benfica volta a conquistar o campeonato, podendo juntar a taça de Portugal e a Liga Europa, no entanto este troféu será o mais complicado de conquistar.
Mérito para Jesus e Vieira mas principalmente para os jogadores que após 27 jogos ainda não conheceram o sabor da derrota, à semelhança dos azuis e brancos, contudo a equipa de Vitor Pereira não apresenta a espectacularidade dos encarnados. O campeonato volta para a Luz três anos após um jejum de 5 anos. Será o terceiro campeonato da era Vieira, ele que prometeu títulos atrás de títulos. Com o fim da Era Pinto da Costa, parece que os velhos tempos de glória estão de volta à Luz. Não só pela qualidade e capacidade evidenciada pelo Benfica, e neste aspecto honra seja feita ao Presidente Vieira que pegou num clube falido e o devolveu às conquistas; mas porque os rivais estão a perder gás. Os problemas do Sporting são conhecidos, já o FCP irá entrar num processo de mudança após a saída de PC, o que é natural, e o Braga ainda é uma incerteza.....
O final desta temporada pode marcar o início de uma década em que o encarnado vai ser a cor dominante no panorama do futebol nacional.
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