sábado, 25 de fevereiro de 2017

Figuras da Semana

Por Cima 

Cavaco Silva - Uma grande entrevista do ex-Presidente da República. A postura de Cavaco Silva é completamente diferente da de Marcelo Rebelo de Sousa. Também por este aspecto se distinguem os grandes estadistas dos líderes vulgares. Cavaco Silva foi maltratado por todos porque não queria ser popular. Nunca decidiu em função da opinião pública, publicada ou aproveitou a popularidade do governo. Num período em que teve de gerir as maiores crises políticas, o antigo Chefe do Estado decidiu sempre pelo interesse nacional.

No Meio


António Costa - O primeiro-ministro vingou-se dos ataques do PSD e CDS trazendo para a praça pública um tema polémico. A jogada política pode ter sido importante para desviar as atenções da CGD, mas não deve ter consequências nas sondagens. 


Em Baixo

Coreia do Norte - O regime norte-coreano tem um dos piores problemas para resolver. A morte do meio-irmão de Kim-Jong Un pode desencadear um golpe de Estado que se adivinha nos bastidores. Os militares nunca concordaram com nomeação do filho do querido líder, pelo que, qualquer meio serve para colocar em causa a actual liderança. O ditador tem mais com que se preocupar do que testar misseís nucleares.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ano 2008: Barack Obama conquista a Casa Branca

A conquista da Casa Branca por Barack Obama aconteceu no dia 4 de Novembro de 2008. O antigo senador do Illinois começou em grande com um discurso fantástico que empolgou a população norte-americana e deu esperança ao resto do Mundo, depois da administração W.Bush ter sido castigada.

A caminhada de Obama começou com a habitual vitória nas primárias sobre Hillary Clinton. A luta pela nomeação foi renhida, mas a antiga primeira-dama deixou de ter hipóteses a partir do momento, em que a popularidade de Obama começou a crescer. Tendo em conta as picardias entre os dois principais candidatos, nada fazia prever que Clinton seria secretária de Estado norte-americana no primeiro mandato e a eleita por Obama para ser a candidata do Partido Democrata nas presidenciais de 2016.

Os republicanos nomearam John McCain. O antigo veterano de guerra conseguiu ser melhor que o milionário Mitt Romney. 

A vitória de Barack Obama foi robusta, tendo vencido no voto popular por uma diferença de dez milhões e alcançando mais sete pontos percentuais que o republicano. 

A mudança começou a ser construída nesse dia. 

As eleições tiveram pouco interessante em termos competitivos, mas a chegada de uma personagem cativante como Barack Obama despertou atenção em todo o Mundo. A saída de George W.Bush também foi um motivo para alegria.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Um presidente sem amigos externos

O primeiro inimigo externo do Presidente norte-americano chama-se México. 

Os mexicanos vão ter que sofrer com as novas políticas da Casa Branca por causa das promessas eleitorais. Trump ganhou muitos votos ao se ter colocado contra os mexicanos e muçulmanos, tendo poupado as outras minorias.

Não acredito que os Estados Unidos consigam crescer política e economicamente se actuarem sozinhos. Ou seja, tendo em conta que o Canadá também não é o maior aliado de Trump, os Estados Unidos ficam sem amizades para beneficiar a região.

A actual política externa norte-americana não terá em consideração promover o cescimento da América do Norte numa altura em que os vizinhos do Sul tentam efectuar reformas políticas e económicas com a ajuda da União Europeia.

Será interessante verificar quais são as principais prioridades do presidente relativamente às alianças externas, sendo quase provável, uma aproximação à Rússia e o apoio à causa israelita contra a Palestina.

Quase apetece escrever que Trump começou o mandato sem amigos externos..

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ano 2008: Discussões que ainda valem a pena ter

Ao longo dos meses foram inúmeras as discussões sobre vários assuntos que marcam a agenda nacional e internacional. 

Alguns temas não estão encerrados devido à importância que têm, sendo obrigatório pensar constantemente nas soluções. 

Os dois assuntos que mereceram destaque em 2008 foi a pena de morte e a legalização das touradas. O primeiro tem sempre impacto a nível mundial, já que, existem países que introduziram ou pretendem no sistema jurídico. O segundo divide associações da protecção dos animais e os defensores da festa brava. 

Não existe uma conclusão definitiva que possa agradar a todos. A verdade é que nos dois estão em causa direitos de seres vivos. 

A pena de morte necessita de ter um acompanhamento a nivel global, em particular pelos países mais influentes das Nações Unidas, em particular os Estados Unidos. Se as maiores nações chegassem a um consenso sobre o assunto talvez houvesse mais liberdade e democracia. 

Uma geração de líderes sem visão para a Europa

Os líderes europeus assistem impávidos e serenos às mudanças políticas no continente e não só. O problema não tem a ver apenas com arrogância, mas está relacionado com a falta de competência. A nova geração de líderes não está devidamente preparado, já que, chegou ao poder bastante cedo. 

A Europa e a União Europeia sente falta dos grandes nomes que construíram ideias e projectos em prol dos cidadãos europeus. Apesar da alternância de poder, havia sempre um denominador comum: o interesso europeu.

Actualmente, o que importa é dominar as políticas e impô-las a todos como se a Europa fosse uma Federação. Ora, a tentativa de copiar o modelo norte-americano é o maior erro que os dirigentes europeus cometem. 

Os últimos presidentes franceses e alemães criaram um diktak que prejudicou não só a relação entre os países, mas também as próprias instituições europeias. A revisão dos tratados reforçou a capacidade dos órgãos, mas na realidade ficaram com menos poder. As várias cimeiras também não servem para nada porque as decisões são sempre adiadas para os próximos encontros. 

O cumprimentos dos tratados é importante, mas não podem ser vistos como uma constituição supra-nacional. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Jogo político à volta da Caixa

A polémica da Caixa Geral de Depósitos não têm fim à vista porque há sempre uma novidade que prolonga a discussão e as tricas partidárias. 

A esquerda tem medo de ouvir a verdade porque qualquer coisa será motivo para haver mal estar entre os partidos, sobretudo o PS que meteu água por todos os lados neste processo. Vai ser difícil mandar embora Mário Centeno, mesmo que os partidos da oposição continuem a criar instabilidade.

A questão central é saber até quando o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português vão continuar a engolir o Ministro das Finanças. O BE prometeu vigilância apertada em assuntos importantes e agora está a tapar o sol com a peneira. Os comunistas mantém sempre uma posição incerta para gerar desconfiança. 

A demissão de Matos Correia da Comissão Parlamentar de Inquérito foi uma boa jogada do PSD porque atira as culpas para o PS. Os socialistas estão numa camisa de forças sem saber o que fazer e a quem dar ouvidos. 

Por um lado, não podem aceitar as críticas da oposição, mas por outro, necessitam de ter cuidado com as reacções para não criar inimizades nos actuais companheiros parlamentares. 

O mais engraçado nesta história é a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa servir para criar mais caos político. O Presidente da República deveria apelar ao entendimento entre os partidos em nome do interesse nacional, mas actua como uma força partidária, embora constituída apenas pela sua pessoa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ano 2008: As redes sociais roubaram a influência dos blogues

Em dez anos tudo mudou na blogosfera. 

No início da década, os blogues surgiram como o grande espaço do comentário político, tendo sido ocupado por grandes intelectuais do nosso país. A democracia também se fazia na internet, sendo que, algumas caras do jornalismo e política começaram a ser lidas e conhecidas na blogosfera. 

O aparecimento das redes sociais deram cabo dos blogues porque a mensagem chegava a mais pessoas via facebook que através de sites. A partir do momento em que procurar informação passou a ser uma tarefa que dava muito trabalho, deixou de fazer sentido opinar num site.

No início pensava-se que os blogues iriam trazer discussão pública útil que poderiam ser aproveitados para criar movimentos de intervenção política. Isso acabou por não acontecer por causa das ferramentas fáceis de utilizar. Na altura também se organizarm concursos e nas eleições 2009, alguns candidatos reuniram-se com bloguistas para debater as questões nacionais.

O outro problema que não se verificou teve a ver com a influência. Nenhum blogue conseguiu ocupar o papel que está destinado aos jornais. Ou seja, denunciar algo que prejudicasse alguém. 

Os blogues serviram essencilamente para cada um ter opinião sobre qualquer assunto. É verdade que alguns blogues, como os de moda, ainda sobrevivem porque é uma forma das marcas venderem os produtos. 

O tempo não volta para trás, mas parece que o aumento da necessidade de opinar pode fazer ressuscitar alguns espaços de referência.

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