sexta-feira, 22 de março de 2019

Figuras da Semana


Por Cima


União Europeia - A atitude de Bruxelas face às peripécias do Brexit finalmente mudou porque deu um apertão final aos britânicos. A mensagem que enviaram para Londres atinge todos. Governo e oposição não escapam à melhor forma de ficar por cima do problema desde a derrota no referendo em 2016.



No Meio



Theresa May - A Primeira-Ministra ganhou um novo apoio em Bruxelas, mas no Parlamento não vai passar o acordo, por muito que continua a agradar a gregos e troianos. O não acordo será uma realidade, restando saber se tem implicações na liderança do governo.




Em Baixo


Brexiteers conservadores e trabalhistas - Os eurocépticos dos dois lados da Câmara dos Comuns estão a hipotecar todas as tentativas para haver uma ligação entre o Reino Unido e a União Europeia nos próximos anos.

quinta-feira, 21 de março de 2019

A União Europeia entalou definitivamente os deputados britânicos

A reacção dos responsáveis europeus ao pedido de prolongamento do Brexit por Theresa May foi a mais acertada.

Pela primeira vez neste longo processo de indefinição os europeus tomaram uma atitude menos tolerante face aos avanços e recuos dos britânicos. Os sucessivos pedidos da Primeira-Ministra para alterar os acordos não deviam ser atendidos na maioria, já que, o problema estava na Câmara dos Comuns e não em Downing Street. 

O aviso de Bruxelas foi geral e não só para May, embora possam efectuar-se várias leituras do ultimato. 

Apesar de correcta, a mensagem da União Europeia pode gerar mais sentimentos eurocépticos que resultem na rejeição do acordo só para chatear o establishment europeu, que tem sido o principal alvo dos Brexiteers. 

Na minha opinião os representantes do diktat europeu só podiam trilhar o caminho de encostar os deputados britânicos, embora tivesse sido um pouco tarde, tendo em conta o que já se passou e nunca vai voltar para trás. Ou seja, o desejo de um não acordo por uma larga maioria de parlamentares em todas as bancadas.

Os próximos dias serão importantes para perceber se existe uma guerra aberta contra Bruxelas ou houve uma consciência relativamente à necessidade de se estabelecerem condições, que nunca podem vir a serem cumpridas. 

O que não se pode manter é a incerteza e instabilidade nos dois lados, mesmo que alguns britânicos pretendam rasgar todas as relações com os aliados europeus.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Adiar o Brexit vai criar mais problemas na relação entre o Reino Unido e a União Europeia

O adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia vai criar mais problemas numa relação que tem sido marcada por mais desentendimentos do que acordos.
 
Os britânicos estão com bastante vontade de abandonar o clube europeu sem realizar qualquer acordo, o que significa cortar definitivamente as relações com os parceiros. O clima de incerteza que provocou avanços e recuos deve aumentar porque não será dentro de dois meses que a maioria muda uma opinião que está formada desde o início do processo. 
 
Os responsáveis europeus também não pretendem efectuar mais cedências sabendo que o resultado vai ser igual às duas tentativas de Theresa May convencer o Parlamento em votar as condições para a saída. Bruxelas já percebeu que tem lidado com uma líder fraca e deputados que gostam de manter o eurocepticismo no nível mais elevado.
 
A União Europeia tem de começar a resignar-se com a possibilidade de não haver acordo, sendo que, alguns países já se preparam para o pior contrário. Pelo contrário, no Reino Unido ninguém sabe o que significa abandonar sem contrapartidas. 
 
Nos próximos meses, independentemente da saída ocorrer em Maio ou Junho, o ambiente será novamente de enorme confronto com a Primeira-Ministra. O espaço de manobra vai ser bastante reduzido porque anunciou que não continua a defender os interesses britânicos caso a Câmara dos Comuns chumbe o terceiro plano. Theresa May deu um rebuçado à oposição dentro e fora do partido para escolher um representante mais qualificado para negociar os termos da saída. No entanto, são poucos os que acreditam na importância de alcançar um acordo. O Partido Trabalhista não tem dúvidas que a melhor solução para resolver o problema é a realização de um novo referendo para mudar o resultado do primeiro.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Um Brexit cheio de nada

Após muitos debates e opiniões os deputados britânicos decidiram adiar a saída da União Europeia que estava marcada para o dia 29 de Março. Os relógios que faziam a contagem decrescente deixam de ser necessários porque já se fala em mais um ano de intensas negociações. 

O que deveria ser um momento simbólico para os dois lados, União Europeia e Reino Unido, vai acabar por causar problemas, já que, os constantes adiamentos provocam mais saturamento e incerteza relativamente ao futuro.

A escolha da população no referendo realizado em 2016 também não serve para nada devido à forma como os responsáveis políticos subverteram o resultado. Os partidos pensaram mais no interesse particular do que no comum, como prova a tentativa de ficar o mais perto possível da União Europeia, sendo que, a possibilidade de uma nova consulta popular é uma forma de desrespeitar a vontade das pessoas. 

Nenhuma força partidária entendeu o sinal da população no referendo, que pretendia construir um caminho novo sem as regras de Bruxelas nem a submissão da Alemanha e França, abrindo a possibilidade de estabelecer relações com outras potências em diversas áreas.

Os conservadores e trabalhistas alteraram as regras definidas pela população nos últimos dois anos e meio através de manobras que não são normais num país conhecido pelos bons costumes. O aumento da influência dos eurocépticos na bancada do governo e o aparecimento de um grupo independente na bancada da oposição trouxeram mais divisões e confusões que nada têm a ver com a pergunta colocada no dia da eleição. 

Os britânicos quiseram apenas sair da União Europeia e não pediram um mar de problemas que terá consequências mais graves do que a manutenção de um líder partidário ou a maioria de votos numa proposta que pode ser novamente alterada.

terça-feira, 12 de março de 2019

As confusões relacionadas com o Brexit têm de permanecer no Reino Unido

O Reino Unido e a União Europeia estão à espera de fechar um acordo entre os dois lados, mas o principal problema é maior do que uma simples votação na Câmara dos Comuns, já que, todos os países europeus conseguiram um consenso relativamente às condições de saída. 

O comportamento de todos os agentes britânicos no processo mostra que não pretendem ficar o mais perto possível dos aliados, preferindo trilhar um caminho que garante mais intervenção política e crescimento económico no plano global. A solução do não acordo traz mais independência em todos os domínios e impede que mais uma vaga migratória proveniente da Europa escolha o Reino Unido para prosperar. 

Desde a vitória do Brexit que tem havido muitos recuos e avanços pouco habituais do lado dos britânicos, embora seja um reflexo do resultado equilibrado no referendo em 2016. A população continuará dividida, mas os responsáveis exigem o Hard-Brexit. 

As confusões em terras de Sua Majestade vão continuar porque ninguém sabe o que fazer com todas as possibilidades. A aprovação do acordo garante a vitória interna ao executivo que nem alguns conservadores estão dispostos a aceitar. O chumbo coloca o país à beira de eleições para escolher o novo timoneiro, sendo que, não existe nenhuma personalidade com capacidade de agradar a todas as partes. Nesta altura só David Cameron conseguia resolver o imbróglio.

Independentemente do resultado não pode haver mais cedências por parte dos europeus para manter a sobrevivência política de Theresa May e Jeremy Corbyn, dois eurocépticos que estão num papel ingrato. 

As confusões na ilha não podem atingir a União Europeia que tanto se esforçou para manter a coesão no único momento em que perdeu um membro.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Os problemas internos de Merkel e Macron são um risco à manutenção da velha aliança

O poder que a Alemanha e a França construíram nos últimos anos na União Europeia é suficiente para manter a actual estratégia, mas o aparecimento de novos movimentos que chegam às lideranças de vários países vai alterar o xadrez comunitário.

A fragilidade interna de Emmanuel Macron e a saída anunciada de Angela Merkel como Chanceler alemã são factores importantes na tentativa de alcançar a liderança material do clube europeu por outras figuras que se destacam no plano nacional. 

O Brexit também vai mudar as peças porque a UE passa a contar com mais um concorrente no espaço geográfico, além da Rússia. Os britânicos dificilmente vão optar por ficar junto dos velhos aliados europeus, como se percebe pela possibilidade de não haver acordo para a saída do Reino Unido. 

O que pode estar a caminho é a criação de um bloco composto pelos movimentos nacionalistas ou populistas e outro mais moderado. O resultado das próximas eleições europeias será interessante para perceber como aumentou o descontentamento face às políticas de Bruxelas, o mesmo é dizer, ao reforço do poder do Eixo franco-alemão.

Neste momento o que pode impedir mais avanços de Paris e Berlim é o futuro político dos líderes, sobretudo de Macron porque o falhanço como Presidente de França abre caminho para o regresso da Frente Nacional. O candidato que estava apenas ao serviço da população não pode falhar sob pena de se aproveitar mais uma vez o discurso anti-políticos para a extrema-direita conseguir finalmente alcançar o poder de forma definitiva, sendo que, a primeira medida seria cortar relações com os alemães.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Figuras da Semana

Por Cima

Donald Trump - O Presidente norte-americano esteve bem na segunda cimeira com Kim Jong-Un. As aproximações não podem ser vista como cedências, mas com a defesa dos interesses dos Estados Unidos. Neste plano, Trump actua de forma positiva porque não se deixa enganar numa questão importante como é a desnuclearização da Coreia do Norte.


No Meio

Theresa May - A Primeira-Ministra britânica continua a mostrar problemas na questão do Brexit. O novo pedido de adiamento para a saída formal é mais um passo para tentar a manutenção. A estratégia de May pode muito bem arranjar um fundamento para dar a volta à vontade da população, sendo que, o anúncio de um novo referendo pedido pelo Labour pode ser uma oportunidade política.




Em Baixo

Michael Cohen - O testemunho do antigo advogado de Trump no Congresso foi fraco. Não acrescentou nada de novo que pudesse atingir o Presidente, além das habituais revanches políticas que têm muita importância mediática. Os ataques que sofreu por parte dos membros da comissão foram maiores do que aqueles que efectuou a Trump.


Share Button