domingo, 24 de julho de 2016

Olhar a Semana - A Convenção da desilusão

A semana política fica indubitavelmente pela Convenção Republicana que confirmou Donald Trump como o candidato do partido à Casa Branca, embora por razões negativas do que positivas. 

A maioria dos oradores optou por discursos vingativos que falar sobre os problemas do país e do Mundo. Não se entende a forma como alguns republicanos pediram a prisão de Hillary Clinton. O Partido Republicano tem de fazer muito melhor e a culpa não é só de Trump, quando há generais que vão ao palco para dizer que a candidata democrata deve ser detida. 

A Convenção também teve mais dois momentos negativos. Em primeiro o discurso de Melania Trump que foi copiado de Michelle Obama e a vendetta por parte de Ted Cruz. Durante o segundo dia não se falou de outra coisa senão do plágio de Melania, enquanto no encerramento o tema recorrente era o não apoio de Cruz a Trump. 

Não admira que o Partido Republicano esteja em queda. Ninguém discute política nem os problemas dos Estados Unidos. Nota-se que existem várias facções nos republicanos que complica a vida aos principais dirigentes. Paul Ryan e Mitch Mcconnell foram os únicos que tentaram criar um ambiente positivo numa convenção em que se falou mais das ausências do que dos presentes, sendo que, os últimos não estiveram à altura das circunstâncias.

Na próxima semana tem início a reunião dos democratas e Clinton irá tirar partido da diversão ocorrida em Cleveland, o mesmo acontecendo com Barack Obama que vai falar como democrata e não Presidente dos Estados Unidos. 

sábado, 23 de julho de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Theresa May - A primeira-ministra britânica começa positivamente o mandato com viagens importantes a Berlin e a Paris. O objectivo passa por descansar as principais figuras europeias relativamente ao Brexit, mas também assumir uma nova posição do Reino Unido face aos países europeus. A viagem à Alemanha correu bem, só que em Paris recebeu avisos por parte de Hollande.


No Meio

Donald Trump - O empresário garantiu a nomeação para ser o candidato republicano à Casa Branca. No entanto, não houve unanimidade e alguns momentos menos positivos em vésperas da campanha para as eleições gerais. A escolha do Vice-Presidente também não entusiasma as grandes figuras. A partir de agora existe respeito pelo candidato, mas nunca será alguém consensual.


Em Baixo

Ted Cruz - O senador do Texas fez má figura na Convenção Republicana. Não se trata de criticar Trump num momento que deveria ser de unanimidade, mas o problema tem a ver com o modus vingança. Cruz esperou vários dias para se vingar do empresário. A justificação do senador não colhe porque todos sabem que se tratou de um atitude por ter perdido a nomeação. O momento triste só o vai prejudicar no futuro com ou sem Trump na Casa Branca.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quando as vinganças (politicas e não só) correm mesmo muito mal

O discurso de Ted Cruz na Convenção Republicana estava cheio de vingança. A explicação não foi feita no local, mas após a atitude ter sido vista em todo o mundo. Ted só teve coragem de dizer porque fez aquilo nas costas de Trump.

A justificação do senador do Texas não cola porque existe mais rancor em relação a Trump do que apenas uma zanga por causa de palavras menos correctas entre os dois. Recorde-se que Cruz não teve palavras simpáticas para Melania Trump. O insulto não devia fazer, mas infelizmente continua a ser uma arma política, sobretudo para os desesperados. Quem perde são os eleitores que não sabem o valor político de cada candidato.

O problema de Cruz relativamente a Trump também tem a ver com a escolha dos republicanos. O senador do Texas nem sequer deu luta ao empresário, acumulando várias derrotas. A culpa não é apenas dele, mas do Tea-Party que continua sem dominar os republicanos. 

A vingança de Cruz sobre Trump é uma daquelas que correu mal ao vingador. Isto é, quem teve a iniciativa do acto de prejudicar outrem. Não só pela reacção dos delegados em Cleveland. A partir de agora não há mais espaço de manobra para o senador do Texas voltar a ser candidato à Casa Branca. Se o fraco valor político tinha sido rejeitado nas primárias, o público em geral conheceu o carácter. No Senado a situação não fica famosa porque se Trump chegar à Casa Branca tem de gerir o relacionamento com o Presidente. No entanto, se o milionário perder o Congresso deve ficar nas mãos dos republicanos, o que também constitui um problema porque Cruz mostrou mais uma faceta negativa. 

Talvez estejamos perante a queda do Tea-Party enquanto corrente dos republicanos. Pode ser que nasça um partido autónomo com Ted Cruz à cabeça. Contudo, a partir de hoje ninguém vai esquecer o discurso em Cleveland. já que, as ideias políticas foram zero. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Continuam quase todos contra Trump

A Convenção Republicana não serviu para Donald Trump conseguir unanimidade do partido. As inúmeras demonstrações de desagrado ao candidato mostram que a campanha para as eleições gerais vão ser complicadas. Mesmo que algumas figuras votem no empresário em segredo, conseguiram fazer ruído à volta da nomeação. 

A ausência de figuras importantes não é o mais relevante porque acontece em todo o lado. A maioria não apareceu por inveja política, já que, perderam a nomeação para o empresário. No entanto, o maior problema foram as contestações dentro e fora do pavilhão e alguns discursos menos favoráveis. 

O apoio do establishment com Paul Ryan e Mitch McConnell à cabeça será importante, mas não irá calar as vozes discordantes. Não acredito que os dois estejam sempre ao lado do candidato nos próximos meses. De certeza que os derrotados nas primárias irão apoiar Hillary Clinton. 

As análises durante a Convenção não favorecem o candidato. Existiu bastante ruído por causa do discurso de Melania Trump, sendo que, o nome do vice-presidente também não entusiasma. Na minha opinião, o apoio de Chris Christie, Ben Carson e Rudolph Giuliani são escassos para fazer face aos democratas. O maior apoio de Trump são a população, mas nem todos puderam estar em Cleveland. 

O momento mais caricato foi a intervenção de Ted Cruz. O senador do Texas interveio para não apoiar Trump, provocando assobios. Ted Cruz saiu por baixo da campanha nas primárias e mete-se no primeiro buraco após a intervenção na Convenção. De certeza absoluta que ninguém vai voltar a ouvir falar dele. Um político miserável sem uma única ideia.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Previsível e sem emoção

A nomeação de Donald Trump como candidato oficial do Partido Republicano às eleições gerais em Novembro decorreu sem emoção, apesar de algumas faltas. No entanto, lá como cá, também se costuma dar mais importância aos que não apoiam do que aqueles que estão ao lado do empresário. 

A frustração de alguns, em particular dos derrotados Jeb Bush e John Kasich revelam que há maus políticos em qualquer lado, mesmo na quase perfeita democracia norte-americana. O problema é que Trump não precisa de pessoas que façam figura de corpo presente porque é precisamente contra isso que o discurso acentua. 

O caminho de Trump desde o início até ao dia de confirmação oficial foi irrepreensível com vitórias sucessivas, pelo que, não estranha o apoio do establishment republicano. Neste particular, Paul Ryan esteve muito bem ao tentar unir o partido. Na minha opinião, os republicanos não precisam dos ex-presidentes Bush, principalmente de George W. A população ainda não perdoou alguns erros cometidos pelo último presidente republicano. Quanto a Mitt Romney, os números dizem que falhou duas eleições presidenciais. Nem vale a pena lembrar que Jeb Bush e John Kasich tiveram exibições sofríveis nas primárias, sendo que, se os dois tivessem tido a mesma atitude de Owen Smith e Angela Eagle no Partido Trabalhista britânico, talvez o empresário não vencesse a eleição ou tivesse de mudar o chip. Isso não aconteceu porque cada um pensou unicamente no umbigo. A manutenção de Kasich após o último lugar em cada primária foi surpreendente. 

Neste momento, o Partido Republicano é de Donald Trump e nem sequer pertence ao establishment.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Orçamento decisivo para Costa

As notícias sobre a execução económica e a necessidade de medidas adicionais não favorecem a geringonça de António Costa. O primeiro-ministro sempre pensou que tinha tudo controlado, mas as exigências de Bruxelas falam mais alto que as promessas eleitorais. 

Duvido que o primeiro-ministro tenha a capacidade de dar a volta à situação e o orçamento para 2017 vai passar, mas com avisos por parte dos parceiros internos, o que será bom para o PSD em termos eleitorais, porque pode garantir a vitória nas autárquicas que confere legitimidade para reclamar legislativas antecipadas em 2018. 

A economia e as questões orçamentais irão definir o resultado das autárquicas daqui a um ano, pelo que, o PS tem de apresentar resultados positivos antes e após o orçamento do Estado para 2017. Qualquer questão que coloque em causa o rumo traçado prejudica Costa e oferece novamente o primeiro lugar a Passos Coelho. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O maior dilema do mandato de Barack Obama

A tentativa de golpe de Estado na Turquia abriu um enorme problema para Barack Obama. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, colocou o homólogo norte-americano entre a espada e a parede ao pedir a extradição de Fethullah Gulen, que se encontra na Pensilvânia. 

Os Estados Unidos não podem prescindir de um aliado como a Turquia por causa do combate ao Estado Islâmico, mas também porque são o único amigo naquela região do globo, que tanto odeia a bandeira norte-americana. No entanto, se Obama cede às pressões de Erdogan também vai enfurecer a Europa, mas sobretudo, ser responsável por um eventual banho de sangue na Turquia. 

Nesta situação, Obama não pode deixar de decidir, sendo que, qualquer medida será negativa para os Estados Unidos. Ou seja, uma dor de cabeça que nenhum presidente quer ter, e, talvez o maior dilema do mandado do actual presidente em vésperas de abandonar a Casa Branca. A opção de passar o problema para Trump ou Clinton não está em cima da mesa porque a população e o governo turco pretendem rapidez porque é necessário calar a oposição. 

As relações entre a Turquia e os Estados Unidos estão em causa devido à pressão de Erdogan. 


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