A relação entre os Estados Unidos e a União Europeia não foi muito positiva no primeiro ano após o regresso de Donald Trump à Casa Branca. O aumento das tarifas comerciais, a contribuição para a manutenção da NATO e a soberania da Gronelândia foram os temas que dividiram os dois blocos que compõem o denominado Ocidente.
O novo acordo comercial acaba por ser um aspecto positivo, embora só tivesse possível devido à custa de muitas cedências, sobretudo dos europeus, que voltaram a mostrar incapacidade para questionar as intenções de Washington. A necessidade económica, militar e nalguns casos política impede que haja uma vontade de quebrar com a velha amizade.
O aumento da despesa em defesa por parte das potências europeias é outro factor em que a nova administração saiu vencedora. Contudo, não parece que se aceitem valores acima dos 5%. A Europa está preparada para defender-se sem a ajuda dos americanos, que também têm alguma culpa na vontade da Rússia em ameaçar constantemente o outro lado da cortina de ferro. As diferentes estratégicas geopolíticas irão determinar que cada um siga caminhos distintos no plano militar.
A provável ausência norte-americana na NATO não significa que os Estados Unidos conquistem militarmente a Gronelândia. Poderão existir cedências importantes por parte dos europeus, mas nunca ao ponto de permitir o controlo do território. Só a independência daquela zona do globo poderá impedir que outras nações possam manter os interesses económicos e políticos que são visíveis.
A actual administração norte-americana não espera grandes alterações no rumo da União Europeia, mesmo que estejam a surgir movimentos associados ao MAGA. Contudo, o espaço europeu será composto por várias ideologias que terão de se sentar e conviver umas com as outras. Isso afasta a vontade de mudança desejada por Donald Trump, embora note-se uma saturação em andar de braço dado com os parceiros do velho continente.
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