Um mês depois dos Estados Unidos iniciarem os ataques contra o Irão pode concluir-se que a instabilidade no Médio-Oriente continua igual desde 7 de Outubro de 2023. Ou seja, não existiu qualquer avanço rumo à paz nem alterações territoriais que originassem ainda mais problemas. O único acontecimento importante acabou por ser a morte do líder supremo Ali Khamenei.
Os norte-americanos mantiveram a estratégia de bombardear as instalações militares, energéticas e nucleares iranianas sem colocarem soldados no terreno, pelo que, dificilmente vão tentar mudar o regime, que nunca enfraqueceu em termos internos, apesar da morte de vários membros importantes. Por esta via, Teerão pode fazer algumas cedências relevantes, nomeadamente no programa de enriquecimento de urânio e no combate contra Israel, mas a ideia que perdura há 47 anos não será substituída.
Desde o ano passado que Donald Trump tem a mesma forma de pressionar o regime. Ao mesmo tempo que negoceia utiliza a via militar para conquistar mais alguma coisa para os Estados Unidos, mas tendo igualmente em consideração a segurança de Israel. Nestes trinta dias já conseguiu que os restantes países da região estivessem contra o Irão. No entanto, falta reconhecerem a existência do estado israelita, o que deverá acontecer após o fim do conflito.
Não se pode afirmar que as acções militares foram uma inutilidade porque isolaram mais o único país no que promove a insegurança, o conflito e o terrorismo em toda a região. Contudo, notou-se uma incapacidade para copiar o objectivo da invasão do Iraque no início do século. O problema também pode estar relacionado com a falta de coragem ou de vontade para instalar um regime que não conta com o apoio popular, mesmo que a única solução seja o regresso à monarquia.
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