quinta-feira, 28 de maio de 2026

Donald Trump já não vai obter uma vitória no Irão

 O regresso dos bombardeamentos norte-americanos contra o Irão prova que nunca existiu uma vontade de alcançar um acordo de paz. Isto vale para os dois lados, já que, Teerão optou quase sempre por uma linguagem bélica em vez de baixar a temperatura e procurar um entendimento.

A capacidade militar dos Estados Unidos impede que se regresse ao que se passou durante o mês de março. Ou seja, não se vai assistir a ataques aéreos diários como aconteceu no início da Operação Epic Fury porque também não provocou grandes mudanças, além de diminuir a força do inimigo. O regime iraniano vai conseguir resistir, mesmo estando bastante fragilizado e com um líder que continua sem dar a cara. 

O mais provável é a manutenção do cessar-fogo por tempo indeterminado pela falta de vontade das partes de assinarem um acordo. Neste aspecto, quem fica numa posição de fragilidade é Donald Trump porque não conseguiu impedir o crescimento nuclear iraniano e garantir a segurança de Israel nos próximos tempos. A utilização do famoso "peace through strength" não intimidou a nova liderança do regime, apesar de serem visiveís algumas mazelas após um mês de constantes ataques.  

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