segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

8 - Descobrimentos

Retomamos hoje a História de Portugal com um dos períodos mais importantes e brilhantes de Portugal.
Talvez tenha sido com os descobrimentos que Portugal viveu os melhores tempos em termos de conquistas e projecção internacional. Quando se fala de Portugal lá fora, é dos tempos áureas da navegação que os portugueses são lembrados.
É uma realidade que desde essa altura, o poder português no Mundo foi-se perdendo e Portugal começou a diminuir influência no mundo.
As conquistas e explorações maritimos começaram em 1415 com a conquista de Ceuta e terminaram em 1543.
Pela primeira vez na História, Portugal lançou uma ideia e o resto do Mundo copiou, nomeadamente a Espanha.
Os descobrimentos envolveram a chegada a novos continentes como África, o Brasil e a descoberta do caminho marítimo para a India, tendo sido este ultimo o grande feito que abriu a Europa ao Oriente.
Pelo meio ficaram conhecidos homens como Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral e D.Joao II, o grande impulsionador dos descobrimentos. Cristovão Colombo também podia fazer parte da história portuguesa mas preferiu aliar-se aos espanhois.
Este tempo historico permitiu essencialmente que o Mundo fosse conhecido. Lugares como África, Brasil e a própria eram desconhecidos e muito se especulava sobre quem eram os seus habitantes e habitats. E foi aqui que se permitiu também descobrir novas riquezas e culturas totalmente distintas, tendo sido algumas delas incorporadas no nosso país.
Foi um maior período de riqueza a que o nosso país assistiu....
Sob todos os aspectos....

Sputnik of Obama

In the State of Union speech ( in Portugal some journalists call this speech the State of the Nation, but USA is a Union......), Barack Obama gave the run to the space against Soviet Union the perfect example to face the new challenge : the economic power.
As we know, President of China was in USA last week. After talk with Hu Jintao, the US President wanted to alert the american citizens and enterprises are losing influence to other countrys such India and China.
It is not a coincidence that some european countries such as Portugal are trying sell the public debt to countries like Qatar, China and Japan. In fact, Europe and United States are losing power. The Emergents 7 have a strong economic and in the future, their influence in political decision will be bigger than the West.

Some people say that Obama had failed in foreign policy, but i don´t think because he achieved important agreements with Russia and USA will leave Afghanistan an Iraq.

But, in this race with China, States will lose. And so Europe!

And, as he will face an hostile Congress when he wants make budget cuts and public investiment? maybe if he ask help to China......

domingo, 30 de janeiro de 2011

Outras Eleições: Abstenção e Votos Brancos Comparados

Ao longo desta última campanha presidencial, deu-se alguma importância ao valor da abstenção, enquanto medidor da insatisfação dos portugueses em relação aos candidatos e, essencialmente, à política nacional. Como tem sido continuamente comentado em todos os meios de informação, parece que o sistema representativo vai de mal a pior. Esta afirmação, tida em meios académicos como hipótese de trabalho, vem já desde 1921 referenciada por James Bryce como inevitável. Com o final das bancadas parlamentares animadas pelos discursos eloquentes e pelas noites que se lhes seguiam no São Carlos, pensou-se ver na disciplina partidária o final do sistema representativo. A disciplina partidária veio apenas reforçar o papel dos partidos enquanto organizações mobilizadoras, de ideologias ou de representação de clivagens.

A partir das décadas de 1970 e 1980, os partidos renovaram por completo os seus esquemas de mobilização. As clivagens ideológicas deixaram de ter tanta importância e os partidos com experiência de governo passaram a apelar a um tipo de eleitorado volúvel, urbanizado e habituado ao maravilhoso mundo novo do bem-estar social.

Com estas características, o eleitorado passou a ser socializado por necessidades políticas de índole técnica, de gestão e de administração do Estado que se quer social e neo-clientelar; a tudo o que o candidato opositor promete o outro prometerá o dobro e tentará, por todos os meios, recriar uma roda-viva de novos subsídios, de apoios, de caridades e afins. A administração do Estado é utilizada como forma de se atingir o poder, mesmo que se coloque em causa as conquistas do bem-estar socieconómico.

Esta campanha presidencial é fruto de todas estas dinâmicas. De pouco interesse para os portugueses, estes candidatos representaram 53,45% de abstenção. Mas será apenas fruto dos candidatos e da sua prestação? Tendo em conta que não podemos medir a exigência individual de cada português face aos candidatos, podemos considerar que o eleitorado português, no que toca à abstenção tem acompanhado o eleitorado europeu, mesmo daquele mais letrado e informado politicamente. Na Europa, a legitimidade das eleições nacionais e, principalmente, das eleições para o Parlamento Europeu, têm mostrado nas duas últimas décadas um crescendo na abstenção.

A abstenção pode ser vista de várias formas. Para além de representar um imediato desinteresse do eleitorado face ao processo político em curso, é também o produto da actuação dos políticos em geral ou da desconfiança da população. No primeiro estudo eleitoral feito em Portugal em 2002 e dirigido por António Barreto, os partidos eram considerados as instituições menos confiáveis da democracia (76%) e muitos olhavam para os políticos como agentes interessados apenas na sua promoção pessoal. No entanto, em 2009 Pedro Magalhães considerou, a partir de um estudo da SEDES, que os portugueses vêem no essencial que a democracia é uma forma de equidade económico-social e não um meio de se obterem plenas liberdades cívicas. Este último dado confirma que a socialização dos partidos portugueses teve, infelizmente, resultados óptimos pois lhes permite o rotativismo habitual e o discurso suicida do Estado Social, contra os sempre aclamados fantasmas de esquerda e de direita em versão importada.

A abstenção, ao contrário dos votos em branco, não nos é dada como um indicador seguro na avaliação do tipo de eleitorado. A abstenção é uma massa multi-colorida e anti-sistémica que não nos permite assegurar quais as razões que levam mais de metade dos eleitores a não votar. No entanto, e comparativamente às eleições presidenciais de 2006 e às eleições legislativas de 2009, observa-se um crescimento na ordem dos 15% de média entre essas duas eleições e a eleição de 2011. Entre as eleições presidenciais de 1996 e 2011, a média da abstenção situa-se nos 40,82%, enquanto na média para as eleições legislativas (1995-2009) a abstenção encontra-se nos 37,43%, não muito diferente da média para as Presidenciais. No entanto o desvio-padrão, ou seja, a dispersão de valores entre eleições é muito maior para as Presidenciais (11,72) do que para as legislativas (2,66), o que confirma que as primeiras assumem um carácter menos partidário e porque também o desinteresse expressa-se mais profundamente em momentos de desconforto socioeconómico, já que este é o indicador que os portugueses consideram ser o mais importante em democracia.

Neste panorama, as Presidenciais de 2011 parecem-se mais com a distribuição de abstencionismo das eleições para o Parlamento europeu. Em 2009 as eleições europeias apresentaram uma abstenção altíssima de 63,22%, muito devido à falta de interesse colectivo. Para estas Presidenciais, a abstenção ultrapassou em 0,5% os votos do Presidente reeleito, o que indica que, ao manter-se a média dos votos contáveis, e observando-se a subida de Cavaco Silva entre 2006 e este ano, que parte da eleição pareceu decidida para os portugueses e que o desinteresse pelos candidatos oposicionistas ofereceu resistência à mudança de Presidente.

Tal como nas eleições de 2009 para o Parlamento europeu, o comportamento dos votos em branco repete-se na mesma ordem de números para a eleição de 2011. O voto em branco, contrariamente à abstenção não representam uma massa enorme e múltipla de vontades; como é óbvio este assume vários tipos e grupos de eleitores e é uma clara mensagem contra a ordem das coisas, quer pela exigência desses mesmos eleitores, quer pelo reconhecimento da falta de qualidade política dos candidatos, quer pelo decorrer da campanha. Nas eleições Presidenciais de 2006, os votos em branco representaram apenas 1,07%, acompanhando a mesma ordem de valores que se repetiu para as legislativas de 2009 (1,74%).

Com o tipo de mobilização, quer partidária, quer suprapartidária, estas eleições foram riquíssimas, digo pelo tipo de representação e pela satisfação do eleitorado da esquerda, do centro e da direita. Com este dado em mente, os votos em branco representaram o surgimento de um movimento de cidadãos insatisfeitos ou mais esclarecidos que se dignaram a dirigir à urna para e, contrariamente à abstenção, depositar um voto claro de desilusão com a actuação da política ou pela programática política envolvida na campanha.

O sistema representativo parece continuar em crise desde James Bryce. Mas será preciso observar o futuro com ponderação para se perceberem os novos movimentos que se levantam na Europa e que representam a falência do modelo pós-moderno e pós-industrial, que dificilmente manterá os actuais estilos de vida, de governação e de partidos, tanto no país como na Europa. Este sim foi o pano de fundo das eleições Presidenciais que os candidatos, por variadas razões, acabaram por chutar para o lado.

Olhar a Semana - Vergonha federativa continua

Ontem o futuro do futebol português ficou seriamente comprometido.
A não aprovação dos novo regime jurídico das federações desportivas por parte da Assembleia Geral da FPF vem provocar uma nova crise que pode hipotecar toda a estrutura futebolistica.
Antes disso, e quando todos esperavam o SIM aos novos estatutos, Gilberto Madail disse que estava a pensar recandidatar.se à Presidencia FPF, afirmando que tinha um apoio de 14 anos. Ora é precisamente este dado que faz com que Madail não deva concorrer a novo mandato. Do consulado de Madail fica apenas a organização do Euro 2004 e pouco mais. Quem não se lembra do escandalo da Coreia, do murro de Scolari e o mais recente caso Carlos Queiroz em que o Presidente em 2 anos nem uma palavra a favor do ex-seleccionador teve.

Agora que os estatutos não foram aprovados que vai fazer o Dr.Madail? Previsivelmente recandidatar-se porque ninguém vai querer pegar numa federação ferida de ilegalidade.

Infelizmente, o movimento associativo ganhou este sabado uma batalha mas não a guerra. Após 37 anos de democracia os poderes no futebol ainda continuam obscuros e as decisões feitas pelos corredores. Convém dizer que o Presidente da Liga Fernando Gomes e Laurentino Dias tudo têm feito para que o futebol português seja moderno e assim se desenvolva. Se o secretário de Estado teve influência para despedir um seleccionador, terá de usar os seus poderes acabar com esta gentinha que não tem onde cair morto quando sair das quatro linhas. Se for preciso fazer uma nova Federação, então que se faça!

Há que fazer uma revolução no futebol nacional nem que para isso seja preciso ocupar a sede na Alexandre Herculano!

sábado, 29 de janeiro de 2011

à noite....

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Que cidade é esta?

O povo quer mais....

Como já análisamos aqui, o Norte de África vive momentos decisivos.
A Revolta de Jasmim na Tunisia, levou a que os Egipcios se revoltassem contra 32 anos de tirania do Presidente Mubarak.
Tal como o seu homologo Ganoucchi, Hosni apenas mudou alguns dos seus Ministros como forma de atenuar a revolta popular. Isso não atenua o problema muito menos o resolve.
Não entendo como estes lideres ainda não perceberam que o problema é o seu autoritarismo e não a incompetência de alguns ministros. Anos de autoridade desenfreada, corrupção e altos niveis de pobreza estão a fazer cair algumas das ditaduras mais carismáticas de África.
Por esta altura, também há relatos de manifestações no Iemen. E não esqueçamos o Sudão que está prestes a se separar.
Falta saber se as poderosas ditaduras da Libia, Siria e Irão vão sofrer o efeito contágio.
Agora a história espera por duas respostas :
Como vão actuar os EUA perante um amigo que manteve excelente relações com os EUA desde Bill Clinton?
Jasmim marcará o inicio de uma etapa da História Mundial? a primeira desta década...?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Assembleia de Pinguins - A Morsa XXIII

Nas Ilhas Caçola havia várias espécies de animais, todos viviam em comunidade e harmonia. Apenas os Rocker e os Penguzan eram rivais, porque os primeiros não permitiam aos segundos a atenção que lhes tinha sido retirado com a chegada de uma nova tribo de pinguins.
No entanto, e apesar de todos as tribos esconderem os seus segredos, existia "alguém" que era respeitado e tido como bom conselheira.

A morsa Antalya vivia isolada na sua própria ilha e raramente recebia visitas. Dizia-se que tinha ido parar ali devido a uma traição que lhe tinham cometido. Raramente era vista pelos outros animais que muitas vezes visitavam ilhas "alheias". Dessa convivência social, resultaram inclusive casamentos entre animais de diferentes tribos.

Antalya era bastante misteriosa e circulava o rumor que quem se atrevia a meter o pé naquela ilha raramente saia vivo. Apenas quando ia caçar a morsa era vista, e mesmo assim queria fazê-lo de uma forma discreta para não atrair atenções desnecessárias. Corria uma história de um leão marinho que tentou falar com Antalya e esta lhe tinha ferido.

Tendo em conta estes rumores, Dioguim e Luisim como eram aventureiros decidiram desafiar o perigo e durante a madrugada nadaram até à Ilha da Morsa que era a ultima de todas, a mais isolada.
Esta viagem iria trazer novidades surpreendentes e que mudaria a história daquelas Ilhas.

(continua dia 2 Fevereiro....)

CML, Corredor Municipal de Leiria

Uns inevitavelmente saiem, outros inevitavelmente e para minha grande tristeza entram. É a Câmara Municipal de Leiria: um local de passagem, um corredor daqueles onde não se pode passar depois do anoitecer. Lamentávelmente …

No Partido Social Democrata a coisa começou bem: A Isabel não fazia conta com a derrota, sai. O Luciano, esse gigante da Esquerda, vai para Macau, sai (e do IPL também e muito bem se posso dizer: Macau é uma terra linda!). A Leirisport também anda infelizmente num entra e sai…

Do lado do executivo: sai a primeira, aquela cujo nome não posso pronunciar porque nunca me lembro dele, e assim que sai anúncia logo a saída dos demais. Saiem em conjunto… como quem vai ali ao lado beber um café, só que não volta.

Agora e apenas para deixar claro o óbvio: não existe um Leiriense que não tenha a noção de que Raúl Castro começará brevemente a ser cercado, como também conhecemos a ambição febril do PS, como também temos a certeza de que existem políticos em Leiria e com responsabilidades que nunca vão olhar a meios para atingir os seus fins pessoais.

Exmos, em tempos pedi a Mudança, sempre consciente de que esta seria um caminho sinuoso mas necessário. Agora a classe política só tem de encaixar o seguinte: as pessoas estão acordadas, e as derrotas passam a ser a longo prazo! O resto é política…

“A mim só me vão parar com uma bala na cabeça”

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Factos da Década(12) : Desaparecimento Sérgio Vieira de Mello

Era tido como um homem de consensos, um pacifista.
Foi por causa desses consensos e da sua vontade em ajudar que morreu. A 19 de Agosto de 2003, um atentado contra a sede das Nações Unidas em Bagdad vitimou um dos mais importantes diplomatas mundiais.
Antes de ter ido em missão para o Iraque, foi o responsavel pela ONU na transição em Timor Leste, tendo tido igualmente as mesmas funções no Kosovo.
A sua missão mais complicada e heróica foi no Cambodja onde entre 1991 e 1996 foi o primeiro diplomata a manter conversações com o Khmer Vermelho.
A sua morte foi trágica porque se tratava de um grande homem e em quem a ONU confiava o reestabelecimento da paz no Iraque devido ao seu trabalho passado.
Não foi o unico a falecer, mas certamente aquele que mais falta fazia. E faz à diplomacia mundial.

Prémio Personalidade do ano 2010 : Los 33!

Resultados sobre quem foi a Personalidade do Ano 2010
  1. Mineiros Chilenos 88% 16 votos
  2. Jorge Jesus 11% 2 votos

Resultados da primeira volta :

  1. Mineiros Chilenos 33% 3 VOTOS
  2. Jorge Jesus 33% 3 votos
  3. Teixeira dos Santos 11% 1 voto
  4. Liu XIaobo 11% 1 voto
  5. Medvedev/ Putin 11% 1 voto
  6. David Cameron 0%

Democracy In North Africa

We're not anywhere close to seeing democracy emerge in the north African nations (other than Algeria). But that doesn't mean there aren't notable things going on.

Over the past three weeks, Tunisia has been a nation whose remarkable events have been shamefully underreported in the American media. As I understand it, the tough economic times resulted in a young man who could not find work, and took to selling fruit on a street corner, and then was arrested for not having a permit. Distraught over his situation, he committed suicide, and this set in motion a chain of events which led to popular demonstrations and riots. Just over a week ago, these reached a level of intensity that the well-entrenched President, Zine El Abidine Ben Ali, was deposed. Popular calls for the institution of a functioning democratic government continue and the interim leaders of the country -- the military and the Prime Minister -- are struggling to find a way to respond to those popular demands, which so far seems to consist of issuing arrest warrants for Abidine and his family.

There are similar protests going on in Egypt. As in Tunisia, public demonstrations are outlawed but happening anyway, again led by calls for democracy on the part of economically disaffected young people in massive street demonstrations. They seem to have united around the figurehead of Mohammad ElBaradei, who has returned to his native nation at some risk to his own liberty to join the protests against the deeply-entrenched President Hosni Mubarek. Mubarak is dealt with as a partner to the U.S. because of his overt hostility to the Muslim Brotherhood -- but the really good news is that the protesters in Egypt seem to reject the Muslim Brotherhood as much as they do Mubarak.

While the violence is regrettable, it is perpetrated by the repressive, functionally dictatorial governments who are being challenged by their own people. The moral fault for the violence and people hurt by it rests ultimately with the leaders who clamp down on protests rather than recognize the sovereignty of their people. It looks like 1989 in north Africa; it remains to be seen if the result will be like Eastern Europe or like China.

Let us hope that the Egyptian, Tunisian, and hopefully other peoples prevail and new democracies, ones with true respect for the rule of law and human rights, emerge from the struggles quickly and with minimal bloodshed.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Carolina e o Canguru

O insólito aconteceu e o Open de Austrália em Ténis está marcado por este caso.
A bela jovem tenista número 1 Mundial Carolina Wozniacki decidiu mentir aos media sobre um arranhao que teria contraído antes do início da prova que decorre em Melbourne.

Segundo Caroline, tal facto deveu-se a um encontro de terceiro grau com um canguru, animal muito respeitado e idolatrado pelos Aussies. Aliás, costuma-se dizer que Austrália é a terra dos cangurus. Perante esta macabra explicação, os jornalistas decidiram perguntar ao próprio se tal facto era na realidade verdade, mas infelizmente o canguru não fez "qualquer comentário".

Pior que tudo é que a dinamarquesa afirmou que havia encontrado o canguru à solta num parque em Melbourne e que estava doente. Mas os cangurus agora estão à solta por essa cidade fora? Infelizmente não podemos confirmar este facto com nenhum australiano. Doente? agora a tenista é veterinária?

Como consequência desta "brincadeira" , os adeptos australianos estão zangados com Wozniacki, porque como em todos os países há animais que não se podem tocar nem servir para brincar......

Se for á final, por certo que os adeptos estarão nas bancadas envergando um canguru igual ao da fotografia e puxando pela adversária da numero 1 mundial.

Com coisas sérias não se brinca, mesmo que haja animais envolvidos!

Assembleia de Pinguins - O Comício XXII

(...)

Foi sob um forte aplauso que Fernandim entrou na tenda improvisada e com milhares de pinguins a gritarem o seu nome de forma bem audível.

- Camaradas! A nossa comunidade atravessa o período mais dificil da sua história após os recentes ataques de animais vindos do exterior. A integridade física e a própria sobrevivência da nossa espécie estão em causa. Não podemos pactuar com quem nos meteu nesta situação. Como sabem, fui contra a vinda dos Penguzan para esta ilha, achei que os perigos seriam maiores e que na Antártida estavamos mais bem instalados, até porque há mais frio lá do que aqui.

Após esta primeira ideia, o publico interrompeu-o com uma enorme salva de palmas e gritos de "Viva".

- Está na altura de apontar o dedo aos responsáveis por estes acontecimentos, e de eles próprios serem julgados pelos pinguins da nossa tribo. Embora estejamos em minoria, importa fazer ouvir a nossa voz e o descontentamento que atravessa grande parte dos animais desta comunidade. E não falo só daqueles que são da Esquerda. Com o tempo temos vindo a ganhar mais aderentes à nossa causa e isso é o reflexo das medidas tomadas por quem constantemente nos leva por caminhos pantanosos. É tempo da nossa voz se fazer ouvir ou então uma cisão vai acontecer nesta família..... Até os nossos vizinhos Rocker estão a preparar uma guerra contra nós, mas ninguém está preocupado com isso. São visiveis os sinais de mais um problema para nós.

No meio da multidão estavam Dioguim e Joaozim que foram mandados para o local a fim de espiar o comício para depois transmitir as informações ao lider da Direita que se encarregava de contar tudo ao lider espiritual.

Com este comício era mais que evidente uma possível cisão na comunidade e agora os problemas estavam dentro da própria ilha Minguim

( continua dia 28...)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Congratulations to Portugal

Today's vote affirms Portugal's place in the system of peaceful, liberal democracies. Democracy has many disadvantages, not the least of which is that it never seems like the ideal candidates step forward for election -- but constitutional republics are the best form of government yet devised, and it only takes a look around the world to be reminded that not everyone is so fortunate as to live in a place where governmental decisions are made peacefully and with respect for the choices of the people as a whole.

As I see it, voter turnout in Portugal was about half of its eligible voters. That's about right for democratic governments in which voting is not mandatory. (Australia, for instance, has mandatory voting, enforced by a special tax on those who do not vote.) That's about the same percentage of voters who turned out to vote for President here in the USA in 2008. Unlike the USA, the incumbent in Portugal won re-election, which is a little surprising given the economic troubles faced by the government.

But I recall also that the Presidency in Portugal is more of a ceremonial position; the President's power to alter policies is much more subtle than that of the U.S. President or even, say, the President of France or Russia. The voters know this, of course, and look for someone who will be a good figurehead, someone they can be proud of and like to see as the personification of their country to the rest of the world. President Silva does seem to fill that role very well.

And the fact that the current head of government seemed to favor the challenger to Silva, yet Silva was re-elected, indicates that the voters were delivering something of a rebuke to Prime Minister Socrates.

In that sense, it might have been nice to see Fernando Nobre do better. It's tough to see anyone as a viable candidate without partisan support in a modern democracy, but Dr. Nobre's association with a remarkable medical charity would have really been a powerful statement by the Portuguese people about how they want to be seen by the rest of the world. But Silva's re-election was by a margin over 50%, meaning he won outright and even if there had only been one other candidate -- if that had been Dr. Nobre or Mr. Alegre, the Socialist alternative and (as I understand it) the favored choice of the Prime Minister,

Still, there were also at least five significant candidates, one of whom was a breakaway from another major political coalition. Given the inherent advantages of incumbency and the opportunities that such political fragmentation creates, it ought not to be surprising that even in difficult times, a multi-party system creates its own kind of stability.

So Portugal continues to have a divided government and the voters there made a clear decision. This is nothing unusual or awful in the world of industrialized nations with representative Constitutional democracies -- particularly those facing hard financial choices in an uncertain world.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PARADOXO ELEITORAL

Num dia de boicote electrónico, cerca de quatro milhões de portugueses (menos de metade da população com direito a voto) elegeram o Presidente da República para os próximos cinco anos. Cavaco Sillva foi eleito à primeira volta, como se esperava, numas eleições desinteressantes e cansativas que se arrastam penosamente há mais de dois meses. Já aqui foram destacados vários aspectos relevantes: o aparecimento de um espaço para os candidatos independentes; o voto de protesto no epifenómeno Coelho; a aberração da candidatura de Alegre, para quem se anuncia um fim político; o maior número de sempre de votos nulos e brancos (6%). Cavaco Silva foi reeleito com menos 500 000 votos do que aquando da primeira eleição em 2006. Mas há um paradoxo nestas eleições. Algo que ainda não vi tratado frontalmente. Muita gente votou em Cavaco por oposição a Sócrates. Muita gente votou Cavaco perspectivando um derrube de Governo e a subida do PSD ao poder. Enganaram-se. redondamente.Tenho para mim que o voto em Cavaco foi o voto na estabilidade. No compromisso político. Toda a política dos últimos anos envolve os dois actores: Sócrates e Cavaco. Tudo o que Cavaco menos deseja é a queda de Sócrates. Tudo o que o PSD menos quer é subir ao poder nas actuais circunstâncias. Votar em Cavaco foi votar em Sócrates, como ele aliás muito bem sabe e deu a entender. O (pouco) apoio a Alegre foi para "inglês ver". Sócrates só cairá se fizer asneiras monumentais. Se Cavaco derrubar o governo sem motivos óbvios, o PS arrisca-se a ganhar novas eleições. E Cavaco sabe isso. Quem não gosta de Sócrates devia ter votado Manuel Alegre. Arriscava-se era a ter o BE no poder. Paradoxos!
Jorge Pinheiro

Todos perdem menos ele

O que têm em comum Mário Soares, Vital Moreira e agora Manuel Alegre? Todos foram candidatos escolhidos por Socrates para fazer face a adversários de peso nas eleições que se seguiram à primeira vitória do PM nas legislativas de 2005. A outra semelhança é o facto de terem perdido as respectivas eleições e com resultados humilhantes. À excepção de António Costa para a Câmara de Lisboa, o PM dá-se mal com as suas escolhas pessoais para enfrentar actos eleitorais.

Isto pode ter duas leituras : A primeira é de que o PM não sabe escolher candidatos presidenciais e para as europeias. No fundo, não consegue motivar as pessoas nem o seu partido para o candidato. É dificil de compreender como porque os candidatos socialistas têm tido um mau desempenho no escrutinio desde que Socrates chegou ao poder. Lembro-me perfeitamente na altura em que o PS ganhava toda e qualquer eleição com Antonio Guterres em São Bento. Será que são decisões unicamente pessoais ou discutidas com a máquina? . Nas ultimas duas presidenciais Soares e Alegre tiveram resultados vergonhosos.

A segunda teoria é de que Socrates apenas está preocupado com a governação e o resto não lhe interessa. Quando se trata da sua eleição dá o máximo. Noutros escrutinios e quando está em causa uma outra figura importante , Socrates raramente aparece. Lembro que Soares e Vital Moreira foram apostas de Socrates e este ultimo foi mesmo apresentado em congresso. A realidade é que Soares, Vital Moreira e agora Alegre estão arrumados para a politica por causa do PM. Terá o PM medo destas figuras com peso importante dentro do partido?

Todos perdem menos ele.....

O novo ícone de Portugal

20 anos no Poder em 37 de democracia

É o politico com mais tempo no poder em Portugal desde o 25 Abril. Com a reeleição de hoje serão 20 o número de anos que irá estar à frente de um cargo politico em Portugal. Dez como Primeiro e outros 10 como Presidente da Republica.

Goste-se ou não do estilo, da pessoa ou das politicas é um facto incontornável que a Direita portuguesa tem em Cavaco Silva a sua maior figura, à semelhança do que acontece com Soares e a Esquerda.

A eleição de hoje foi o culminar de um trabalho muito positivo, primeiro enquanto Primeiro-Ministro e mais tarde como Presidente da Republica, em que foi sempre um factor de estabilidade e não de problemas como quiseram chegar a apregoar durante a campanha eleitoral.

Cavaco Silva confunde-se com a democracia portuguesa. Venceu e derrotou o BPN, a calúnia e a preocupante forma como se está a fazer politica em Portugal.

Não há duvida que este homem é Portugal!

domingo, 23 de janeiro de 2011

3º facto Eleitoral : A mota da SIC...

........acompanhou Cavaco Silva até ao poder!

Excelente emissão da estação de Carnaxide que juntou a informação televisiva ao acompanhamento na internet.

2º facto Eleitoral : O povo está descontente

As percentagens de Fernando Nobre e José Manuel Coelho mostram bem como os portugueses estão descontentes com os partidos e os homens que saem da máquina.
Se nas autarquias, o numero de Presidentes vindos do simples "toque a reunir" é cada vez maior, a eleição de hoje mostra que estes movimentos já chegaram a Belem.
Curioso é que foi Manuel Alegre a descobrir o filão das candidaturas independentes, mas que têm sempre um toque politico....
Não é por acaso que Nobre e Coelho têm quase 20%.....
Em vez de ficarem em casa no dia de eleição, o voto de protesto ou anti-sistema está nestes nomes que surgem do nada.
2016 terá outra personagem contra o sistema, e com o povo ainda mais descontente.....

1º facto Eleitoral : Portugal tem 13% de Nobres

Valeu a pena a sua candidatura. Com uma campanha digna e poucos recursos, o Presidente da AMI reuniu á sua volta todas as pessoas que não se revêem nos politicos do costume e nas caras que já começam a cansar. Abriu uma porta para outros independentes lançarem a sua aventura nos próximos 10, 20 anos..... Depois desta eleição,a AMI precisa do seu Presidente a tempo inteiro!

Importa prever o futuro .....

Antes de saber os resultados convem especular sobre o futuro depois da noite eleitoral

Vai ser grande a expectativa no que resta deste ano para saber se Cavaco Silva demite ou não o governo. Será que o faz?

Manuel Alegre ao perder tem duas hipoteses. Ou retira-se para sempre da politica, ou então fica para 2016?

Fernando Nobre aposta num excelente resultado e assim vai criar um novo partido politico?

Francisco Lopes conseguiu mobilizar o eleitorado comunista. Objectivo principal. Sucessor de Jerónimo?

José Manuel Coelho tem um teste muito importante nas regionais de Outubro. Aumentará a sua votação?

Defensor Moura muito provavelmente não sairá de Viana.

Os Boicotes

Uns não votam por causa do Metro, outros como não têm rede de telemovel decidem boicotar

Este é o outro lado das presidenciais, e que é recorrente em actos eleitorais. Alguns concelhos que nem sequer são conhecidos ( não fazia a minima ideia que havia um concelho chamado Enxabarda e Muro....), aparecem no mapa nacional pelo boicote ao acto. É legitimo que certas populações se façam ouvir nestas ocasiões já que durante quase todo o ano são esquecidas por diversas razões.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/12024914.html

http://www.tvi24.iol.pt/politica/voto-votacao-presidenciais-eleicoes-boicote-tvi24/1227605-4202.html

http://www.tvi24.iol.pt/politica/voto-votacao-presidenciais-eleicoes-boicote-tvi24/1227605-4202.html

Presidenciais 2011 : Noite Eleitoral

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Maioria AbsolutÍssima

Esta foi a escolha dos leitores do Olhar Direito ao desafio que lançamos nestas ultimas semanas.
  1. Cavaco Silva 65% - 38 votos
  2. Fernando Nobre 17% - 10 votos
  3. Manuel Alegre 12%- 7 votos
  4. Francisco Lopes 3%- 2votos
  5. Defensor Moura 1% - voto

Participaram nesta votação 58 pessoas!

O ultimo Olhar sobre os candidatos....

E finalmente, hoje é o ultimo de campanha, amanhâ entramos num período de reflexão pouco reflectido e domingo o povo vai ás urnas para escolher o seu Presidente....

E como se portaram os Candidatos nesta campanha?

Cavaco Silva, o actual Presidente foi o mais visado dos outros candidatos. Os ataques do BPN pareciam constituir uma ameaça, mas o PR esteve bem em (não) responder. Foi com a arma da possivel instabilidade politica que Cavaco centrou o seu discurso e fez ver ao eleitorado que ele é a unica pessoa capaz de resolver a crise que virá depois das eleições presidenciais. Apenas teve de ser igual a si próprio nesta campanha, porque como ele bem diz, as pessoas conhecem-no bem e por isso já sabem o que esperar da sua governação em Belem.

Manuel Alegre - Começou muito mal com a suspeita das acções do BPN, mas na campanha preferiu outro caminho. E bem. A pouco e pouco foi ganhando visibilidade e o aparelho do PS e BE esteve com ele nesta ultima semana. Dá a ideia que Alegre precisava de mais umas duas ou três semanas para ir à segunda volta com Cavaco. Foi pena o começo porque retirou credibilidade à sua campanha, mas mesmo corrigiu o erro a tempo.

Fernando Nobre - o primeiro dos candidatos anti-sistema surpreendeu. Não tanto pelas arruadas mas pelo discurso e apoios que foi tendo ao longo da campanha. Vai ser uma surpresa na noite eleitoral e resta saber o que irá fazer depois desta eleição. Tornar-se-á um politico?. Repito : a sua candidatura foi importante para no futuro outros ousarem aventurar.se sem o apoio dos partidos. Pena que a sua dicção não emocione as plateias.

Francisco Lopes - Aí está o grande vencedor desta campanha. Com um discurso bem delineado, sem fazer referência ao caso BPN, como Fernando Nobre. Apontou os dois principais candidatos como responsaveis pela crise e pelos cortes na função publica e agarrou o eleitorado comunista que era o principal objectivo. Foi o melhor da campanha e muito se deve à sua amabilidade junto das pessoas. Poderá estar aqui um futuro Secretario geral do PCP quando o Camarada Jeronimo se retirar.

Defensor Moura - Muito pouco a dizer. Uma campanha que não foi nada e sem nenhuma mensagem. Andou por Viana e pouco mais. Curioso é culpar Cavaco Silva pela crise por ter promulgado o OE, quando o próprio candidato Moura é deputado Socialista....... Para esquecer.

José Manuel Coelho - à semelhança de Moura, também andou muito pela Madeira, embora tenha estado em Lisboa. A sua batalha será em Outubro nas regionais mas aí de certeza que terá poucas oportunidades de aparecer. Jardim ocupa tudo.....

Nós Votamos....

À semelhança do que fizemos nas legislativas, vimos por este meio tornar publico aos leitores do blogue, o voto dos membros do Olhar Direito que acederam divulgar o seu voto:
  • Francisco Castelo Branco - Vota em Anibal Cavaco Silva
  • Expressodalinha - vota nulo
  • Bruno Bernardes - Vota Nulo

Os restantes membros não se quiseram pronunciar sobre a eleição

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Achas que o PR deveria continuar a poder demitir o governo?

Esta é uma questão muito semelhante aquela que analisámos ontem. Mas importa discutir do ponto de vista sociológico e politico se faz sentido o PR poder continuar a demitir o governo.

Já vimos ontem que a chamada bomba atómica presidencial foi utilizada durante duas vezes em mais de 35 anos de regime democrático.

O Governo pode cair em duas situações : se na Assembleia da Republica for aprovada uma moção de censura, se a moção de confiança também não passar ou então caso o Presidente da Republica o entenda nos termos dos seus limites temporais.

Convêm perceber que o PR não tem limites materiais para demitir o governo, consoante também ontem já foi dito. Assim estamos sempre perante o fantasma de crises politicas e das vontades do Chefe de Estado o qual não deve ser discricionário em relação a este assunto. Na minha opinião, apenas e só a Assembleia da Repbulica deveria poder demitir o governo mediante as provas de censura ou confiança que lhe forem apresentados. Tendo o PR uma função meramente politica, não deve ter a bomba atómica nas mãos porque assim fica com grande margem de manobra e à mercê de cometer grandes injusitças, como se verificou aquando da dissolução da maioria CDS-PSD em 2004.

Se o poder de um PR é equiparado a de um Rei, então se tivermos em linha de conta os poderes que as monarquias espanhola e inglesa não têm, o mesmo se deve passar com o chefe de Estado. A bomba atómica, como é chamada, é um poder enorme e não deve estar concentrado apenas num orgão singular como é o caso, mas sim num orgão colectivo, o caso da AR. Esta ultima tem de possuir os poderes plenos e exclusivos de demitir o executivo, até porque é o Parlamento que fiscaliza a sua actividade politica.

Como muito bem disse o actual PR num debate para as actuais presidenciais, é a Assembleia da Republica que tem a responsabilidade de controlar o governo e quando necessário castigar, através das moções.

Se se colocar o caso do PR demitir um governo que tem uma maioria no Parlamento? Como foi o caso atrás citado.....

Nesta ocasião, o facto de existir uma maioria absoluta na AR não é tida em conta pelo Presidente da Republica, que não deveria ter poderes para interromper o trabalho dessa instituição a meio, só porque o governo não está a cumprir o seu papel. Nesse caso, caberia à Assembleia indicar outro Primeiro-Ministro.

Mas como o PM é sempre nomeado pelo PR, esta hipotese torna-se dificil porque os eleitores votam numa lista para a AR e não num futuro PM. Seguindo esta lógica, se é o PR que nomeia também o pode o Chefe de Estado demitir.

É correcto que assim seja?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dois Cavacos

Cavaco Silva tem tido um discurso diferente nesta Campanha Eleitoral, daquela que havia tido na Pré-campanha.
Por questões de estratégia ou convicção, a verdade é que o candidato se tem mostrado mais duro e inflexivel com o governo. Não é de estranhar, ou talvez sim, porque a sua conduta antes da campanha tinha sido mais modesta e compreensiva.
Os seus discursos reflectem isso mesmo. Fala bastante em grave crise politica, nas promessas que ficaram por cumprir entre outras.
Foi notório aquando da venda da dívida publica, um jornalista perguntou a Cavaco que comentário tinha a fazer. O Presidente respondeu bastante incómodado que se tratava de "um começo...."
Perante isto, as duvidas começam a surgir. Se antes tinhamos a certeza que Cavaco confiava no governo e responsabilizava a AR por uma eventual queda do governo, agora o actual PR e candidato a Belém dá sinais que se o FMI for requisitado ( o que vai acontecer....), demitirá o actual executivo.
Resta esperar pela 3ª reencarnação de Cavaco que surgirá após as eleições. E aí veremos se mantem o actual estado ou se volta ao inicio....

Presidenciais 2011 : O PR deveria continuar a dissolver a AR sem limites constitucionais?

Na verdade, o Presidente da Republica tem impedimentos constitucionais para poder dissolver a Assembleia da Republica, só que são limites formais e não materiais. Em tempo de campanha presidencial o PR nao pode dissolver o Parlamento dois meses antes das eleições e dois meses depois.

Para além disto, nada mais limita o Chefe de Estado a utilizar a bomba atómica, como é conhecido o acto de dissolver o Parlamento.

Antes de entrarmos no tema propriamente dito, convem fazer uma introdução histórica. Foram dois, os momentos em que o Presidente dissolveu o Parlamento e convocar eleições antecipadas. Em 1985, Mário Soares demitiu Cavaco Silva e a maioria social democrata que suportava o governo. Mais recentemente, em 2004, Jorge Sampaio não deixou que Pedro Santana Lopes continuasse a fazer asneiras no executivo. Actualmente, paira no ar a ideia de que neste segundo mandato, Cavaco Silva irá demitir o governo de Socrates, que não tem uma maioria no parlamento. Ao contrário das outras situações referidas. Ambos os Governos tinham maioria absoluta na AR.

Em meu entender, o Presidente só poderia dissolver o Parlamento caso a sua intenção fosse aprovada na Assembleia da Republica por uma maioria. Teria de ser de 2/3 visto que se fosse necessário apenas uma maioria absoluta era fácil ao partido do governar chumbar a proposta do PR. É obvio que o chefe de Estado tem de ouvir o conselho de Estado e os partidos politicos antes de tomar uma decisão destas, mas tais actos não passam de mera formalidade, porque o Presidente tem sempre a ideia já formada. Normalmente estas hesitações acontecem no segundo mandato e em relação a governos de cor partidária diferente.

Tendo em conta o exposto, e para não criar instabilidade politica, os poderes do PR em relação a este tema devem ser diminuidos, ou melhor dizendo; deviam ser também "julgados" pela Assembleia de Republica, já que é esta o orgão legislativo que ajuda o governo a executar. Se não for assim, podemos correr o risco dos segundos mandatos presidenciais serem uma autêntica festa no que a dissoluções diz respeito.

É importante que haja limitações neste aspecto, até para não corrermos o risco de elegermos um Presidente com um super alto ego e assim por em causa as instituições democráticas

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 : A importância da figura do PR

Na sondagem exposta, existem 5 possibilidades. O PR é importante para controlar o governo, é uma figura decorativa, representar Portugal externamente ou intervir em várias áreas como a economica, cultura e acção social?

É ponto assente que a figura do Presidente da Republica no sistema politico português é alvo de muita discussão. Há quem diga que ele não serve para nada porque não tem poderes nenhum, outros acham que é o unico garante da estabilidade politica. Se é verdade que os poderes presidenciais são limitados, não é mentira que a unica pessoa capaz de fazer uma análise politica com isenção e transparência, esse é o Presidente. Como se tem visto ao longo dos anos, tem sido o chefe de Estado em momentos de crise, a apaziguar e a serenar os ânimos partidários que actuam com a cabeça quente e olhando para os seus interesses.

Na minha opinião, é na politica externa que o PR é essencial. A sua acção é essencial no que toca a conquistar investidores estrangeiros e assegurar uma imagem credível do país. Sejam eles politicos ou perante os mercados. Também um papel muito relevante na procura de caminhos para resolver as crises mas não só. O Chefe de Estado tem obrigatoriamente de incentivar o governo a adoptar uma certa politica. E de procurar ele as soluções e não ficar sentado confortavelmente no Palácio de Belém.

Embora a função do PR seja politica, é na Acção Social que deve ter as suas atenções viradas. Assim, a ajuda aos mais pobres e necessitados tem de constar da sua agenda.

Não concordo com aqueles que afirmam que o Chefe de Estado é uma figura mera decorativa, porque como vimos tem imensas obrigações e muito trabalho para realizar fora do ãmbito do poder executivo. Não é só este poder que dá liberdade para que se governe. O PR também executa mas de forma a ajudar o seu país e o respectivo governo a tomarem as melhores medidas. Não se trata de um papel de polícia como muitas das vezes se procura idealizar, mas de ajuda e alerta para o que está bem e mal!

Tragédia no Rio de Janeiro

Prezados leitores, é com muita tristeza que subo o post de hoje, tendo em vista que o tema que abordarei é bastante sombrio: a tragédia na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.

Esta foi a maior catástrofe natural que já aconteceu na História do Brasil, de modo que, como no ano passado afirmei que a tomada do Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro foi o nosso 11 de setembro, também afirmo que esta foi o nosso Tsunami.

Hoje, completa uma semana que setes cidades da região serrana do Rio de Janeiro foram arrasadas pela chuva, de maneira que já se contabiliza 678 mortos até o presente momento.

São tantos os corpos que já não há condições de mantê-los nos necrotérios para reconhecimento. Desta forma, colhe-se amostras de DNA para posterior reconhecimento e os enterram imediatamente, até porque muitos já estão em estado de decomposição avançados.

Famílias inteiras morreram nesta tragédia e não foram só as pobres – um importante diretor de um banco brasileiro teve sua família dizimada em um deslizamento, de forma que apenas ele, sua mulher e uma filha escaparam, já que pais, três filhos, irmã, sobrinho e cunhado morreram soterrados. Além dos mortos, há muitos desabrigados, órfãos e até mesmo animais abandonados.

A força das águas foi tão grande que os deslizamentos de terra, principalmente de rochas maiores que um automóvel, mudaram o curso de um rio.

Mas o que casou essa tragédia? Fúria da natureza? Omissão do Governo? Culpa da população? Na verdade, neste exato momento, isto não importa, pois a situação é de calamidade pública e, se não se pode prevenir, a única coisa agora a fazer é remediar.

Dilma já visitou a área e o Governo Federal liberou R$ 700 milhões, cerca de 320 milhões de euros, para reerguer a região. Isso sem falar das doações de dinheiro, roupa, remédios, alimentos e água, vindas dos quatro cantos do país e do resto do mundo também – o governo dos Estados Unidos doou US$ 100 mil para o Brasil.

Existem relatos comoventes de tudo isso, como a mulher que foi salva pelos vizinhos minutos antes de sua casa desabar (clique aqui para ver o vídeo), do pai que foi soterrado com filho bebê e que o manteve vivo com saliva (clique aqui para ver o vídeo) ou do cachorro que passou dois dias velando o túmulo de sua dona (clique aqui para ver a reportagem).

Quem quiser fazer doações, para ajudar as vítimas desta terrível tragédia, pode acessar o site da Revista Veja (clique aqui para acessá-lo), pois este traz uma lista de entidades que estão envolvidas no socorro a essas pessoas.

Larissa Bona

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 : Os poderes do PR

Iniciamos hoje uma série de textos sobre os poderes constitucionais do Presidente da Republica. Tendo em conta que nunca é discutido nas campanhas eleitorais, cabe a outros fazer uma discussão mais séria e esclarecedora.

Para iniciar vamos começar com a questão dos Poderes do Presidente da Republica. Na sondagem pergunta-se se devem ser aumentados, reduzidos ou se mantêm.

O Presidente da Republica tem uma função politica. Isto é, não pode governar nem criar leis, servindo apenas como mediador e garante da estabilidade política. É ele quem pode vetar diplomas e também enviar as leis para o tribunal constitucional em caso de vícios constitucionais. Mas o maior poder do Presidente é sem duvida a chamada "bomba atómica". Isto é, pode demitir o governo e dissolver a Assembleia da Republica, quando lhe apetece.

No nosso sistema semi-presidencialista, o Presidente funciona como alguém que está vigilante, opina mas deixa ao governo seguir o seu rumo. E assim é que deve ser. Em França, por exemplo, o Presidente nomeia um Primeiro Ministro da sua confiança e assim tem a certeza que as suas politicas vão ser seguidas. Na nossa democracia a bomba atómica já foi utilizada por duas vezes. E teme-se que a terceira chegue dentro de pouco tempo.

O Presidente no actual sistema semi-presidencialista não pode nem deve ter mais poderes do que aqueles que tem e no que diz respeito ao poder de dissolução só sob certas condições é que deveria utilizar esta arma politica. E na minha opinião, o veredicto do Presidente deveria ser aprovada em Assembleia da Republica por uma maioria : ou absoluta ou de dois terços. De facto, uma posição do PR, embora sempre ponderada e com aconselhamento do Conselho de Estado; pode ser sempre injustificada e os partidos neste caso têm poucos meios para se defenderem, nomeadamente quem está no governo.

É muito dificil querer aumentar os poderes presidenciais no actual quadro. A função do PR deve ser sempre de aconselhar o governo da melhor maneira, procurar arranjar as melhores soluções económicas e sociais e garantir o cumprimento da Constituição da Republica Portuguesa. Daí que perante este cenário o PR seja sempre uma pessoa elogiada e aplaudida, ao contrário dos Primeiro-Ministros que apenas têm um ano de estado de graça. Isto não acontece só em Portugal, também em França sucede o mesmo embora com a particularidade atrás mencionada.

Parecendo que não, mas o PR tem o maior poder de todos : o de poder dissolver a AR e demitir o governo sem condicionantes materiais mas apenas formais.

Querer aumentar os poderes presidenciais é tornar o PR um autêntico Primeiro-Ministro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A casa do FMI

Depois de muita investigação e até mesmo perseguição, a reportagem do Olhar Direito descobriu a casa onde os seis membros do Fundo Monetário Internacional já estão ha algum tempo hospedados.
Ao que se apurou, é o próprio governo português que financia a estadia dos nossos visitantes.
Foi necessário escolher uma casa com piscina, porque é pretensão ficar também no Verão...

Olhar a Semana - É disto que eu gosto....

As eleições são sempre um momento que me deixam feliz. Tudo o que está subjacente a elas dá-me vontade de participar ainda mais. Ao contrário de muitos velhos do restelo, é nestes momentos que se fica a conhecer um pouco mais do país e dos seus problemas.
Acho que votar é um dom que o 25 de Abril nos deu, independentemente de tudo o que suja o bom nome da politica, mas que não é problema exclusivamente dela, mas sim de uma sociedade cada vez menos solidária. Aqui em Portugal e lá fora.

Desde que o blogue existe que temos acompanhado actos eleitorais por esse Mundo fora, e de facto das pessoas em participar na democracia é algo que devia ser imitado por cá. Temos a obrigação de conhecer o país, de saber quem nos governa, das suas propostas, de também fazer propostas, e quando as coisas estão a correr mal temos o dever de mudar. E como se faz isso? votando......

Os portugueses gostam disto: das arruadas, dos comicios ( que saudades dos comicios realizados ao ar livre em que estavam milhares de pessoas....); os debates ( lembram-s do olhe que nao, olhe que nao...) e dos tempos de antena que revelam alguns candidatos muito engraçados.....

Esta campanha presidencial tem mostrado um aspecto muito positivo : já repararam que as bandeiras partidárias deixaram de existir? Agora é ao estilo americano : o nome do candidato é que prevalece.

De facto, e apesar dos dois candidatos à vitória serem apoiados pelos três maiores partidos, as ideologias ficaram de fora nesta eleição. Socrates, Coelho, Portas e Louça aparecem ou vão aparecer uma vez e depois vão á sua vidinha. Apenas Jerónimo dá o apoio diário ao seu candidato. De resto, as eleições presidenciais cada vez mais se estão a tornar independentes e supra-partidárias, o que é de salutar!

Isto quer dizer alguma coisa. Que os partidos são cada vez menos donos do "seu" candidato. Aliás todos os candidatos sem excepção afirmaram que se tratava de candidaturas independentes do partidos.

Sinal que a democracia portuguesa está mais madura.

PSD /descontos aos Magistrados

O PSD diz que vai chumbar os descontos orçamentais feitos aos Magistrados.
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Será por isto?
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O Estatuto dos Magistrados Judiciais constitui um instrumento fundamental de garantia da independência e dignidade do poder judicial, pelo que a defesa da integridade estatutária dos juízes não é, apenas, uma questão que releva para os seus interesses profissionais, mas é, sobretudo, matéria que contende directamente com a organização política e com a concepção da democracia.
- Só quem ande distraído não terá percebido que está montada uma poderosa máquina de propaganda contra os juízes, visando dois objetivos:
- descredibilizar a justiça, para levar a comunidade a desvalorizar a responsabilização a que alguns são chamados, quando não era costume que acontecesse;
- e, desviar as atenções da comunidade para que se não discuta o que porventura se deveria. -
Batalhões de assessores de imprensa, pagos com salários públicos muito superiores ao que aufere qualquer juiz, produzem sound bites, headlines e informações falsas que a imprensa acriticamente aceita e amplifica.
- A dinâmica da vertigem populista que grassa no país faz o resto.
- Não há bicho careta que se não apreste a ir à televisão cavalgar a onda e falar ex catedra, de preferência com sobrolho carregado e ar grave, dos "escandalosos" salários, subsídios, prebendas e alcavalas dos juízes!
- Umas vezes falam do que manifestamente não conhecem, outras evidenciam simplesmente a má-fé dos senhores a quem servem, tudo de mistura com uma inveja malévola e desajustada da ética e da realidade. Sinal dos tempos.
- A história mostra que as derivas populistas ascendem sempre meteoricamente, mobilizando franjas fervorosas, agitadas pela propaganda de causas simbólicas purificadoras, palavras de ordem grandiosas... Enfim, pela demagogia. É isso que as caracteriza.
- Mas foram sempre causa de ruína dos povos. Infelizmente em algumas relevantes áreas da nossa sociedade vem-se dando espaço a ignorantes inflamados, que desequilibrando os pilares da estrutura social, acabarão, como sempre, por conduzir à desgraça.
- Conheço bem a lição de Einstein: de que "é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito"; e não desconheço a desproporção de meios com que me confronto, mas a verdade é que não me conformo que numa sociedade democrática os gritadores ignorantes e populistas fiquem sem resposta.
- De acordo com o relatório do Conselho da Europa de que a imprensa fez eco (http://www.coe.int/t/dghl/cooperation/cepej/evaluation/2010/JAReport2010_GB.pdf ),
a taxa de descongestionamento dos tribunais portugueses é no domínio dos processos criminais (incluindo os de contraordenação) de 146%, ocupando o nosso país o honroso 2.º lugar num conjunto de 39 países europeus comparados; -
e no domínio dos processos cíveis aquela taxa é apenas de 99,1%, ocupando Portugal um mediano 18.º lugar, num conjunto de 36 países.
- Parece, afinal, que apesar da asfixia financeira crónica do sistema, da má gestão dos meios (pelo Ministério da Justiça) e da erosão causada pelas centrais de intoxicação, a justiça funciona. Pode tardar, mas sempre chega. Basta ver os milhares de sentenças que se produzem diariamente no nosso país (www.citius.mj.pt/Portal/consultas/ConsultasAgenda.aspx).
-
E no que respeita à remuneração dos juízes portugueses, que as notícias referiram falsamente serem exorbitantes face aos seus pares europeus, ela é afinal muito inferior à média europeia. Situa-se no 24.º lugar num conjunto de 46 países (no início da carreira - neste extrato é mesmo o mais baixo da Europa Ocidental); e em 19.º lugar (no topo da carreira), no mesmo conjunto de 46 países. -
Importa ainda sublinhar que ao contrário do que alguns pensam e outros pretendem, os juízes não são funcionários do Ministério da Justiça. Antes integrando o poder político (em sentido amplo), são titulares exclusivos de órgãos de soberania (os tribunais), sendo as suas decisões, de acordo com a Constituição, tomadas em nome do povo, as quais, de resto, se impõem sobre as de quaisquer outras autoridades. É, pois, com os-
titulares dos demais órgãos de soberania, entre os quais não há qualquer espécie de hierarquia, que os seus salários devem ser comparados. -
E, nesta matéria, importa esclarecer quem não saiba, que ao contrário de outros, os juízes não podem acumular outras funções e ser por elas remunerados, pelo que vivem exclusivamente do seu vencimento. -
E, para além disso, mercê do seu estatuto, estão sujeitos a especiais deveres, que restringem significativamente as suas liberdades. E é assim que deve ser. -
Contrariamente ao que ocorre em qualquer cargo igual ou superior a subdiretor geral na Administração, os juízes não têm viatura de serviço, nem motoristas, pelo contrário, usam os seus veículos particulares ao serviço do Estado;
- não têm secretária para os auxiliar na gestão da agenda, fazem-no eles próprios; e apesar de exercerem uma função de elevada exigência técnica, não têm assessores, assessoram-se a eles mesmos;
- não têm cartão de crédito do Estado; nem telemóvel do Estado;
- e apesar de terem responsabilidades institucionais não auferem despesas de representação (nem nunca as pediram);
- pagam todos os impostos previstos na lei; os seus salários são normais quando comparados com os seus colegas europeus;
- e reformam-se apenas ao fim de uma vida de trabalho e de descontos, como qualquer outra pessoa honrada.
- Para além disso, claro, não fazem leis nem governam. Essas são tarefas e responsabilidades de outros.
- Os juízes são apenas responsáveis pelas sentenças que proferem (o que não é pouco). Pela justiça que administram em cada caso a que são chamados a julgar. E delas não se envergonham.
- O mesmo relatório europeu se encarrega de as classificar.
- E o povo pode vê-las: as audiências são públicas e as sentenças também.
- Os juízes não têm de que pedir desculpa do que auferem, pois merecem cada cêntimo do que ganham, como qualquer outra pessoa que trabalhe.
- E nunca questionaram contribuir, em igualdade com os outros, para o esforço de salvação nacional que o momento exige.
- Quem aufere salários, prebendas e alcavalas escandalosos na comparação com os seus congéneres estrangeiros, não são os juízes. E portanto, aqueles que no exercício da cidadania pretendem responsabilizar quem levou o país à ruína, têm de fazer um exame de consciência e procurar melhor. Eles andam aí. Mas não somos nós.
- J. F. Moreira das Neves Juiz de Círculo - Ponta Delgada ______________ ____________________________________ Será por isso que a ASJP deliberou isto _ http://www.asjp.pt/2010/12/19/deliberacoes-aprovadas-na-assembleia-geral-de-18dez10/

sábado, 15 de janeiro de 2011

Coelho bravo

José Manuel Coelho tem mostrado o que de pior há nos politicos nesta campanha Presidencial.

Foram as míseras entrevistas nas ruas da Madeira, à porta dos tribunais madeirenses, em frente ao Palácio de Belem, a ridicula oferta a Paulo Portas ( na fotografia) e agora a deslocação a casa de um seu adversário politico....

É altura deste Coelho sair de cena....

O tema forte da campanha..

Entrada do FMI em Portugal? Caso BPN? Reforços do Benfica?Quem matou Roger Rabbit?.
As notícias e as discussões andam à volta destes temas....mas será mesmo assim?
A grande questão do momento não tem nada a ver com o referido mas sim uma possivel ocupação por parte dos terrestres ao planeta Marte.

Tudo começou porque os Cientistas Chris Mckay e Robert Zudrin descobriram maneiras de terratransformar o planeta vermelho, isto é, criar condições de vida semelhantes à da terra para que se pudesse respirar noutro mundo mais sossegado e com menos querelas politicas.

O problema é que foi levantada a questão : Temos legitimidade para chegarmos lá e ocupar o mundo de outros? . À primeira vista sim, então os marcianos por diversas vezes não tentaram invadir a nossa casa?. Pelo menos se tivermos em linha de conta as inumeras historias de ficção cientifico que envolveram marcianos e outros extraterrestres.

Ao que sabemos este é um tema que divide a população mundial e só através de um referendo será possivel aferir da vontade e disponibilidade dos terrestres habitarem em Marte. A grande questão é saber por onde começar mal pisemos solo marciano. Estados Unidos de Marte? JaMarte?. Era bom que a lingua portuguesa fosse a primeira a ser falada neste planeta.

Num tempo em que todas as questões são triviais, acho que foi encontrada finalmente um tema com interesse de ser debatido em termos politicos, sociais, económicos e até ambientais, porque as árvores a plantar lá terão de ser necessariamente provenientes de alguma floresta da terra. E quem está na disponibilidade de ajudar? Penso que ninguém.

E o que pensam os nossos candidatos à presidência da republica sobre este assunto?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Assembleia de Pinguins - Instabilidade XXI

(...)
Na sequência dos acontecimentos dos ultimos dias, teve lugar uma reunião de dirigentes e apoiantes da Esquerda, debaixo de um coqueiro que com as suas folhas enormes fazia uma tenda. Desta vez, o comício teve de ser realizado fora do lugar comum devido à enorme quantidade de pinguins que pretendiam assistir aos discursos. Tudo porque o descontentamente da população aumentava a cada dia que passava e havia no ar um certo receio de que os Rocker estavam a planear um ataque em grande escala.

Zéguim ainda tentou proibir a realização da dita Assembleia partidária com motivos infundados em conspiração, mas os seus amigos aconselharam-no a não fazer, porque isso teria custos muito relevantes na democracia dos Penguzan. Era um acto totalmente antidemocrático. Nem mesmo Franguim, lider da Direita se opos contra a reunião. Mas era evidente que por detrás daquela acção estava uma conspiração, uma tentativa de revolta ou de dividir a população.

O comicio estava cheio com cerca de 240 pinguins, o que significava uma maior adesão à Esquerda após os acontecimentos dos ultimos tempos. Nenhuma votação realizada nas Ilhas Caçola havia tido o voto 240 animais seduzidos pelas propostas de Fernandim. Normalmente o lider da Esquerda escolhia uma posição antes de cada Assembleia e depois convencia os pinguins a votarem na sua opção. O mesmo fazia Franguim. Só que como em tudo, há os indefectiveis que seguem o lider para todo o lado e em qualquer situação. E neste campo a Direita tinha mais votos.

Daí que as palavras de Fernandim teriam muita importância no futuro dos Penguzan, porque muitos apostavam num regresso à Antártida, e com menos de metade da população estabelecida nas Caçola, eram mais vulneráveis aos perigos constantes. Zéguim e Franguim tentaram contactar Fernandim para chegarem a um acordo e saber quais eram as suas pretensões. Mas nada tinham conseguido.

Tudo estava então concentrado nas palavras do lider da Esquerda. Os canais de televisão e as rádios interromperam as suas emissões para transmitir o discurso que seria efectuado às 20:00. Muitos deixaram de fazer surf para estarem colados a um televisor ou a uma rádio. Também no exterior era visível o interesse já que todas as outras comunidades estavam com os olhos postos na Minguim Island, inclusive mandaram enviados especiais àquela ilha. Zéguim não objectou a presença de outras especies na sua ilha, embora estivessem bem vigiados.....

Eram então 20:00 , quando Fernandim entrou na tenda e foi ovacionado por uma multidão enorme.....

( NOTA : Devido á realização das Eleições Presidenciais e ao acompanhamento da campanha na próxima semana, a Assembleia de Pinguins apenas se volta a publicar no próximo dia 19, para não existir sobreposição exagerada de posts e temas.)

A bomba atómica presidencial...

BPN, FMI e agora a "Bomba atómica". É este a nova discussão em torno da campanha presidencial... Estará Cavaco pensar lançar sobre o povo português logo no dia 10 de Março?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O maior desafio de Sócrates

José Socrates e não o Filosofo tem pela frente o maior desafio pela frente enquanto Primeiro Ministro de Portugal.
Com a iminência do FMI entrar em Portugal, o PM tem neste ano de 2011 de vencer a dura batalha de evitar ter que recorrer a ajuda externa. Se conseguir, Socrates poderá ficar na história por razões muito positivas, senão vai ser lembrado pelo descalabro financeiro .....
Mais do que a questão do Freeport, caso TVI, licenciatura, Processo Face Oculta; o grande teste será neste ano.
Nunca o PM esteve tão encostado á parede como está agora e um falhanço pode ser o adeus do governo mas também de uma eventual candidatura à Presidência da Republica. Daí que não poderá mentir, esconder números, e dizer que a situação está lindamente se de facto não estiver nada de famoso.
Se tentar enganar os portugueses será visto como réu e o povo português nunca lhe perdoará.
Culpa dele ou não, a verdade é que os piores anos em termos financeiros e sociais no nosso país têm a marca Socrates.
O ano de 2011 terá uma confirmação : ou leva o país ainda mais para o fundo e aí terá que sair, ou se conseguir milagrosamente controlar as contas publicas e cumprir aquilo a que se propôs será o heroi da Nação e a sua reeleição em 2013 é uma certeza.....
É um duro teste a que o país vai assistir com o maior interesse.
Mas não só. o FMI e a Europa também......

Tema II : A Regionalização

És a FAVOR ou CONTRA a Regionalização?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Alegre, Sozinho e mal informado...

Manuel Alegre tem feito uma campanha muito pobre. Em termos de ideias e propostas para o país.
Também foi ele que começou com o caso BPN mas parece que já percebeu que não lhe traz nenhuma vantagem atacar pessoalmente Cavaco Silva.
Ontem levou mais uma chapada do actual PR, porque é óbvio que o Presidente não tem de interromper a campanha para tratar de assuntos relativamente ao FMI....
Alegre anda sozinho e muito mal informado, a sua campanha tem sido penosa para ele porque não tem os socialistas a seu lado. Apesar de ser uma candidatura independente, com o apoio do partido do governo teria mais facilidades. Por vezes o arrojo de Alegre de enfrentar o governo tem agoras as consequências.
Cancelamento de iniciativas, almoços com salas vazias e algumas confusões são a imagem de marca da volta do candidato Alegre.
A tarefa é complicada mas o poeta também se pôs a jeito, pois devia ter feito uma pré-campanha mais saudavel. Infelizmente para o candidato, e ao contrário do que Nobre faz, o socialista não responsabilizou Cavaco pelo actual estado do país..... Era uma boa forma de começar a ganhar votos.
Mas não, Alegre prefere ir por outros caminhos.
O que se passa neste momento com o Candidato, foi o que aconteceu com Mário Soares há 5 anos, muito por culpa de um Alegre pujante e muito esclarecido. É razão para perguntar o que se passou? ou mudou?

Até Fernando Nobre com uma máquina menos montada está a ganhar pontos.

Estranho é o facto de Defensor Moura e José Manuel Coelho não sairam de Viana do Castelo e da Madeira respectivamente.....

O primeiro continua a insultar Cavaco, ele que é responsavel como deputado pela aprovação do Orçamento. Já o Coelho apenas se candidata para dizer mal de Alberto Joao Jardim. Porque não se candidata a Presidente do Governo Regional? Faria mais sentido....

Virá o Coelho ao Contenente?

Assembleia de Pinguins - as primeiras movimentações XX

(...)

Foi após a dificil Assembleia que determinou a expulsão do Malhado na comunidade que surgiram as primeiras movimentações em relação á insatisfação de alguns sectores partidários no que diz respeito à mudança de habitat.

Fernandim que era um temível politico ficou muito sensível e angustiado com a decisão e desde que os Penguzan haviam aterrado nas Ilhas Caçola, reunia os seus apoiantes semanalmente para discutir não só esta situação, mas também outras. Nomeadamente a tentativa de expulsão de Zeguim do cargo de Mestre Tribal, mas para isso teria de contar com o apoio dos Conselheiros. Pelo menos sabia que dois estavam insatisfeitos com a actuação do lider espiritual.

A morte de um elemento da tribo foi a gota de água que transbordou num copo já muito cheio. Após a realização da ultima Assembleia, Fernandim tinha que agir e tentar convencer o seus seguidores a mudar de ares e voltarem para a Antártida onde sempre foram felizes. Se o ambiente já não era bom dentro da comunidade, depois do ataque da Assassina pior ficou.

o lider da Esquerda resolveu convocar uma reunião magna da esquerda para debater este assunto. O pior é que foi divulgada a todos os pinguins, o que fazia suspeitar das reais intenções de Fernandim. Alguns sectores mais próximos de Zéguim suspeitaram que se tratava de uma tentativa de assalto ao poder e que iria haver uma revolução. Depois dos problemas todos, o que os Penguzan menos queriam era uma revolução politica em plena ilha Caçola.

A reunião da Esquerda estava marcada para a noite do dia seguinte. Enquanto isso tanto Fernandim como o lider da Direita reuniam os seus mais próximos colaboradores para analisarem o momento. Estranho, foi a tentativa de Zeguim falar com os Conselheiros, mas alguns deles tendo recusado. Assim como não estavam todos presentes, não se podia efectuar a diligência. O lider tribal suspeitou de uma conspiração e falou com os seus amigos mais próximos para analisar a situação.

Esquerda de um lado a preparar um grande comicio, a Direita à espera de resultados e também de actuar... Zéguim com os seus amigos que eram preferencialmente de Direita, e os Conselheiros também divididos politicamente....

Era esta a situação politica que se vivia na Minguim Island e que prometia muita instabilidade social e também económica dentro da comunidade....

( continua dia 14....)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dilma e o Brasil em 2011

Prezados leitores do Olhar Direito, depois de um pequeno intervalo, volto a escrever sobre o Brasil, neste que será não só o primeiro post de 2011, mas o meu 100º post!

Atendendo a pedidos, tentarei fazer alguma previsão do que será 2011 para o Brasil, que, de antemão, digo que é uma tarefa complicadíssima, principalmente, porque este é um ano de uma grande transição no comando do país.

Deste modo, sai Lula, um presidente popular e que esteve á frente do país no exato momento em que este teve o seu maior crescimento, de maneira que parte considerável da população pobre emergiu para a classe média, e entra Dilma Rousseff, uma gestora rígida, uma tecnocrata, escolhida pelo próprio Lula para sucedê-lo.

Acredito que sob a batuta de Dilma, o Brasil continuará a crescer, disso não tenho dúvida, mas não com o mesmo vigor que cresceu durante os oito anos de Lula.

O governo Lula gastou demais, se endividou demais, e caberá a Dilma fazer o trabalho sujo, que é cortar gastos e colocar as contas do governo em ordem.

Em seu discurso de posse, assistido por Sócrates, Chávez e Hillary Clinton, Dilma deu entender que a propaganda do Brasil das maravilhas, feita por Lula, não era tão verdadeira assim, pois disse que a meta do seu governo é combater a miséria. Mas o Lula não espalha aos quatro ventos que acabou com a miséria?

Dilma também já demonstrou ter um estilo de governar completamente diferente de Lula, mais reservado, pois com pouco mais de 10 dias de governo, ainda não a vi na imprensa.

Enquanto isso, o fantasma de Lula ronda o Planalto, pois ele continua a ser manchete, já que no apagar das luzes, determinou que Battisti não fosse extraditado, causando a ira do governo italiano, e conseguiu que seus filhos e um neto ganhassem passaportes diplomáticos, mesmo sem ter direito, o que causou ira de parte da população esclarecida deste país.

Mas o maior desafio de Dilma não será conviver com o fantasma de Lula, que saiu com a aprovação de 87%, mas sim conseguir governar, de vez que ela dorme com o inimigo, isto é, com o PMDB, o partido de seu vice-presidente, Michel Temer, agora também conhecido como marido de Marcela Temer, beldade de 27 anos, que roubou os holofotes na cerimônia de posse da Presidenta – é assim que Dilma quer ser chamada.

O PMDB, maior partido do Brasil e grande fisiologista, promete dar mais trabalho à Dilma do que a própria oposição, porque sua voracidade por cargos públicos é impressionante e os métodos utilizados para consegui-los são, no mínimo, maquiavélicos.

Vamos acompanhar a saga da Presidenta!

Larissa Bona

Numero 1....

....... e em português!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Esta foi a década de.....

  • Crise Económica e Social
  • Terrorismo
  • Queda do Estado Social
  • Catástrofes Naturais
  • Redes Sociais

Os Três pilares de Cavaco

A campanha iniciou-se ontem e com uma boa notícia : o Caso BPN não foi abordado por nenhum dos candidatos à excepção do ficticio Defensor Moura que lançou a sua campanha numa casa taurina em Viana do Castelo, ele que acabou com uma das principais festas da cidade, a corrida de touros.
Não se percebe, tal como o Coelho da Madeira, a razão de candidaturas para fazer palhaçadas e mostrar números. Pelo menos Garcia Pereira já percebeu que não vai alem dos 0.5%.

Mas o melhor veio de Carcavelos onde o actual Presidente arrancou. Um belo discurso virado para os reais problemas do país. De destacar três pilares : os jovens, a politica externa e os problemas do país. No primeiro assunto de referir esta frase " os jovens têm de mudar a forma de fazer politica". Ora aqui está um alerta e uma medida de Cavaco Silva. Conhecedor dos problemas do país sabe que este modelo de politica está esgotado e terão de ser as gerações futuras a restaurar a credibilidade entretanto perdida..... Parece-me um sinal muito positivo e que vai de encontro ao que muitos portugueses se queixam.....

Cavaco começou o seu discurso preocupando-se com o desemprego, divida publica, defice, e finanças publicas. Um claro aviso ao governo de que estará muito atento durante o provável segundo mandato. Na politica externa falou essencialmente de aproveitar o mar como recurso, o que nenhum empresário até hoje fez. Vão ser estas as traves mestras de Cavaco nesta campanha, o que é acertado tendo em vista a actual situação do país.

Alegre teve mais uma jogada. O apoio manifestado a Carlos César na questão da redução dos funcionário publicos parece uma forma de castigar Sócrates, pelo pouco envolvimento do Primeiro-Ministro na campanha, apesar de ter o FMI à porta. Não podemos acusar, e honra lhe seja feita; do poeta não pensar pela própria cabeça e ir na direcção que o partido quiser.... Ao menos isso... Mas este apoio de Alegre é para mim um apoio fundamental numa mais que provavel candidatura de Cesar ao PS Nacional.

Quanto a Nobre, manteve-se fiel aos seus principios e alertou para a chegada do FMI. Se o tema for discutido na campanha muito o deve ao independente que apesar de não apoios partidários consegue mobilizar mais pessoas que o PCP...

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