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terça-feira, 31 de março de 2009

Vermelhos, branquinhos, pretinhos e amarelinhos, nós somos todos irmãos.

Aquecimento para o encontro do G20 em 04/02 em Londres

O título deste post corresponde ao refrão de uma música que aprendi ainda no pré-escolar, aos 3 anos de idade, que ensina as criancinhas a não serem racistas.

Mas de que adianta isso, quando a criancinha vai assistir ao telejornal de noite e vê o presidente da república declarar que a crise mundial foi causada por “gente branca, de olhos azuis”, que é injusto os negros e índios serem as vítimas do “cassino financeiro”?

Seria muito cínico de minha parte ficar argumentando aqui que o presidente é um racista, estava discriminando os loirinhos do norte, vamos crucificá-lo, não é isso.

Para bom entendedor, meia palavra basta. Ele quis dizer que a culpa da crise é dos Estados Unidos e que não é justo que os países pobres arquem com o ônus dessa crise. Teria sido muito mais fácil se Lula tivesse dito exatamente o escrevi na frase anterior, ele ficaria bem na fita. Mas não, teve de recorrer à sua licença poética de botequim.

O problema é que o nosso presidente não sabe se expressar e quando inventa de improvisar, sempre acaba dizendo asneiras. Imagine se ele “bebesse”, como é que não seria isto?

Definitivamente, esta “metáfora” foi mal empregada, e um tanto quanto racista, e acabou por constranger o Primeiro Ministro Gordon Brown que estava numa visita ao Brasil, preparatória para o encontro do G20, para discutir a crise.

Aliás, este encontro será o evento mais importante da semana e deverá ser para ele que deveremos voltar toda nossa atenção, arrisco até a dizer que será histórico, pois pela primeira vez países não desenvolvidos são chamados, de fato, para decidir o futuro da humanidade. Isso claro, desde que as decisões lá tomadas não sejam apenas no plano retórico.

Fiquem de olho.

Larissa Bona

segunda-feira, 30 de março de 2009

Obama quer comprar carro...

Barack Obama para ajudar á reestruturação financeira da GM e da Chrysler pediu a demissão do Presidente da primeira empresa.
Para que haja uma injecção de capital e que esta empresa do ramo automóvel seja salva, Obama pediu a demissão do Presidente de uma empresa privada. Será admissivel? Chantagem?
Se há coisa que é verdade, é que os EUA precisam do sector automovel para sobreviver. Mas daí a chantagear um presidente de uma companhia privada é algo atónito. Incompreensivel no mínimo! Apesar de Obama ter pedido sacrificio a todos , isso não engloba uma demissão do seu Presidente. Pelo menos, no meu ponto de vista.
O que está a acontecer com esta crise é uma "intromissão" dos governos nacionais na gestão danosa das empresas privadas. Cá em Portugal aconteceu com os bancos, nos EUA parece estar a acontecer com o ramo automóvel.
Se Socrates decidisse demitir o Presidente de uma empresa do ramo automovel, não choveriam logo criticas? Não estariamos perante uma violação do estado de direito. Da separação dos poderes do Estado?
Por muito que seja necessário injectar capital e salvar uma empresa, nunca podem os governos se intrometer na sua gestão. Mesmo que esta seja danosa.
Muito menos demitir directores de empresas......

G20 ou nada?

O G20 tem inicio esta semana em Londres. Capital da crise e do mundo financeiro na Europa e talvez no Mundo, esta reuniao vem em boa altura. Em termos de tempo e local. Nao pode haver melhor sitio para se fazer este encontro. Até porque vai haver milhares de manifestacoes. Com razao de ser porque podemos atribuir a culpa de estarmos nesta situacao devido á politica financeira dos paises mais industrializados do Mundo.
E que solucoes esperamos que saiam desta reuniao?
Respostas para resolver as duas crises. A financeira e a social. Porque a desagregacao de uma leva á outra. Embora em Londres, local onde se vai realizar o encontro, nao se note muito a pobreza, a descrenca, o pessimismo e os conflitos sociais, é na capital inglesa que se "sente" a crise. A falta de trabalho comeca a sentir-se, o volume de trabalho diminuiu, existe falta de confianca nas instituicoes.
Mas é pouco provavel que desta reuniao saiam grandes respostas. Porque nas outras instituicoes como a UE, O Ecofin, Forum Economico, as respostas tem sido nulas ou quase nulas. Á excepcao dos EUA e de Obama, pouco tem sido o esforco de tentar mudar o panorama mundial.
E mesmo organizacoes como o G20 nos dias que correm sao pouco uteis e nada utilitarias para resolver os problemas globais....

sábado, 28 de março de 2009

OLHAR A SEMANA - SER ALTERNATIVO

Em Londres reunem-se os vinte mais ricos do mundo, preocupados com a crise que eles propagaram e não sabem como aplacar. Cá fora uma multidão alegre de jovens desempregados faz a reunião alternativa em bandeiros multicolores e consciência de panfleto. A hora muda hoje num violento apagão mundial destinado a lembrar as energias alternativas. As medicinas estão cada vez mais alternativas saindo do bolso a uma velocidade constante. As couves biológicas, horríveis de se ver, custam os olhos da cara em qualquer feira alternativa. A própria música há anos que é alternativa. A literatura sempre foi. A alternativa a ser alternativo é ser alternativo, numa constante alternância? Alternativo quer dizer o quê? Estar na moda? Pagar mais? Abraçar o "pobretismo"? O alternativo é ser diferente? Mas eles são todos iguais! Pensam todos quadrado e julgando que é cubo! Que faz esta gente para além de ser alternativa? Não perceberam que têm de ser alternativos a eles próprios? É importante um ópio qualquer... É urgente um vício!
Jorge Pinheiro

Monumentos e Figuras

O Bus de Londres

O Livro das Emoções

Eu sei que sou uma "menina mal comportada" .
Sei que esta postagem fora de prazo vai enfurecer o Francisco.
Mas sei que isso não me faz ficar triste nem aborrecida porque gosto dele.
E sei que ele me desculpa e os leitores também.
Não posso deixar de vos trazer o Olhar o Livro que tanto gosto de partilhar convosco ainda que fora do prazo combinado...
Não sei que emoções vos causa esta "crónica" ...mas gostava de saber.
As Crónicas da Semana do Jorge, por exemplo deixam-me com a adrenalina a mil...
Os galeria de pintura faz-me sentir feliz...e sonhadora....
Os posts do Francisco deixam-me interrogativa...
........................
Tanta conversa para quê? - Perguntarão vocês. Para pedir desculpa de não ter postado ontem?
Um bocadinho....
Mas, principalment para vos trazer LAURA ESQUÍVEL e o seu
LIVRO DAS EMOÇÕES
É de emoções que nos fala. E fala-nos de nós. Ensina-nos que não devemos ter medo do que sentimos, nem medo do que gostariamos de dizer a alguém Medo de dizer o que é bom e sabe bem, o que é macio e dá brilho ao olhar...
Não somos felizes se não soubermos gerir e manifestar as nossas melhores emoções....
Aconselho a ler
E deixo-vos uma frase ou duas para abrir o apetite:
O Riso é a melhor forma de relaxamento...
" Os ventres proeminentes dos burocratas são a prova contundente de que o trabalho que executam não os faz rir".
" O riso é a expressão mais autêntica de liberdade"
"Só os grandes poetas foram capazes de desentranhar os mistérios ocultos da raiz emocional das palavras"
" O stress é uma resposta mental e física a uma situação adversa que mobiliza os mecanismos de defesa: - o mecanismo de enfrentar ou de fugir".
O livro não fala só de riso...fala de felicidade... e fala de infelicidade e fala de partilha....
Deixo-vos um ENORME SORRISO.
Até já.
_
ACCB - Cleopatra

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mulheres V

Conseguem saber quem é?

Watchmen

Watchmen é um filme cheio de accao, aventura e conhecimento......
Neste filme mergulhamos nos anos da guerra nuclear. No medo em que possa haver uma guerra entre os EUA e a Russia.
Mas no meio desta guerra fria existe uma luta entre os mutantes. No seio do proprio grupo.
Ninguem sabe quem matou um membro do grupo Watchmen. E é por ai que comeca a historia e a aventura....
Um filme igualmente cheio de segredos e mistérios.....

quarta-feira, 25 de março de 2009

A Humildade Inglesa II

Os ingleses sao um povo bastante humilde. Nota-se a sua frieza, distância, afecto mas tambèm a sua humildade e generosidade.

No tempo que tenho cà passado, tenho notado que cada um è um ser diferente e unico. Que tem os seus gostos, opinioes, convicçoes. No meio da rua, no metro, nas relaçoes sente-se a humildade que corre por Londres.

Cada um respeita os outros. Nao estao preocupados com os outros. Nao comentam a vida dos outros. Isso nota-se muito no metro e na rua. Onde a maior parte das pessoas estao a ler, ouvir musica, pensar para si ou simplesmente andar para lado nenhum.

Nas relaçoes sociais tambèm è assim. A opiniao do outro è importante. Deve ser escutada. Analisada. Os gostos igualmente.

Parece-me uma sociedade nao individualista nem colectivista mas que està no meio destes dois conceitos. Que nao se preocupa em fazer "gossip" mas nao deixa ninguèm desamparado.

terça-feira, 24 de março de 2009

A Marolinha de Lula

Lula, marolinha? Eu acho que é tsunami... respeite a crise!
Sexta-feira passada foi divulgada uma pesquisa do Instituto Datafolha com uma avaliação do governo Lula. O índice de aprovação do presidente caiu de 70% para 65%, o que é uma queda considerável.

Então, lendo os jornais online que existem espalhados pela Internet, encontrei uma análise brilhante da jornalista Eliane Catanhêde da Folha Online sobre o assunto, que diz o seguinte:
De acordo com o Datafolha, menos da metade das pessoas (43%) aprova as medidas do governo contra a crise, mas bem mais da metade (65)% ainda avalia Lula como bom e ótimo. De certa forma, há um descolamento de Lula da gestão da crise, mas...

Os dois índices somados mostram que Lula já não está assim tão imune aos efeitos da crise como os governistas e assessores alardeavam e a gente em geral achava. Na pesquisa anterior do mesmo Datafolha, o índice de aprovação às medidas era de 49% --portanto, caiu 6 pontos-- e a popularidade de Lula estava em estratosféricos 70% --portanto, caiu 5 pontos. O que não é pouco. Aliás, no Ibope a queda foi ainda maior, de 9 pontos.

Sinal de que a imagem do governo está sofrendo com a crise e os efeitos diretos dela sobre a economia real e principalmente sobre os empregos. Veja como coincidem os índices de desemprego e a queda de aprovação às medidas de governo e ao próprio Lula. Da última pesquisa até agora, o país perdeu quase 800 mil empregos, enquanto Lula perdia 5 pontos (Datafolha) ou 9 (Ibope). Ou seja: o desemprego sobe, Lula cai. Simples assim.

Simples assim para você, cara pálida, porque para os governistas, assessores, o próprio Lula e principalmente a Dilma, isso deve ser um deus-nos-acuda. Ou, numa outra imagem: Lula chamou a crise no Brasil de "marolinha", mas o efeito político dela com certeza está sendo encarado como um "tsunami".

O governo vai reagir, e isso muda muito o espírito das decisões, que tendem a ser cada vez mais políticas. Na hora de decidir, Lula, seus ministros e todos os que trabalham a candidatura Dilma tendem a balancear as indicações técnicas com os interesses políticos, para responder a uma perguntinha básica: o que é melhor para Lula hoje e para Dilma em 2010?

Um exemplo de decisão política é o que ocorre com a Petrobras e o preço da gasolina. Quando o preço internacional do petróleo batia em quase US$ 150 o barril, os acionistas da Petrobras pressionavam por subir também o preço interno da gasolina, por uma questão óbvia de mercado. Mas o conselho da companhia (do qual Dilma faz parte, aliás) não deixava.

Agora, com o petróleo desabando para cerca de US$ 50, há uma inversão: o lado político da Petrobras quer baixar o preço interno da gasolina, mas os acionistas não deixam. Por quê? Porque têm de compensar, ou equilibrar, os tempos de petróleo alto/gasolina baixa. O resultado é que a gasolina no Brasil é, neste momento, uma das mais caras do mundo.

Quer fazer uma aposta? Logo, logo vem aí anúncio de redução de preço nas bombas. Com queda de popularidade e queda de aprovação às medidas anti-crise, o governo vai manter o preço assim? O que você acha?

Bem, a crise veio dos EUA, atingiu a Europa em cheio, arrasou alguns países, como a Islândia, e está aqui, dentro da economia e pairando sobre a política brasileira. A crise é ruim e ninguém quer e gosta, principalmente porque estoura sempre no lado mas fraco. Mas o sacolejo na política é bom. Serve para uns e outros pararem de cantar de galo e a discussão política ser mais equilibrada, mais viva, com mais conteúdo e menos forma. (Amei isso que ela escreveu)

Isso vale, sobretudo, para a campanha antecipada de 2010. Tem de deixar de ser festa para ser momento de debate e reflexão.

Pois é Lula, não ache que você está imune, não ache que você é o Rei do Brasil. A parte do povo brasileiro que te ama (e que eu não me incluo), ama o mais o próprio bolso! Desde o final do ano para cá, cerca de 750 mil postos formais de trabalhos foram extintos! Se você não cuida do nosso bolso, sua Dilma não estará na sua cadeira em 2011!

Larissa Bona

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cargos publico-partidários...

A semana passada veio à baila a polémica sobre a escolha do novo provedor da Justiça. Duas questões essenciais aqui se levantam.....
Que a escolha para os cargos publicos seja feita por unanimidade dos partidos com assento parlamentar. Ou então que seja uma escolha unissona do Governo e PR. Ou do Presidente da Assembleia da Republica e o PR.
O PCP tem razão ao afirmar que não pode estar a cargo do chamado "bloco central"... vulgo PS e PSD. Sempre foi assim e será sempre. Porque são estes dois partidos que irão estar sempre no poder. A bipolarização na escolha destes cargos é bastante negativa. Porque pode questionar-se a independência, a transparência e outras situações poderão vir á baila......E se não estiver nas mãos dos partidos?
Nota-se que Socrates tem procurado "trazer" académicos conceituados para a politica. Primeiro foi Vital Moreira para a Europa, agora foi a tentativa de chamar Jorge Miranda para a provedoria da justiça....
Não está em causa o percurso profissional e académico destas duas figuras. Agora de politica pouco percebem. E atraem pouco os votantes. Mas na minha opinião, a escolha de Sócrates é acertada pois está a tentar "apartidarizar" estes cargos e a própria politica. Será assim? Sócrates quer dar uma nova frescura á politica portuguesa....
Veremos se é assim....

OLHAR A SEMANA - SUMO DE MANGA

Uma semana marcada pela visita africana do Sumo Pontífice. Como todos sabemos, o Vaticano não faz nada por acaso, nem comete gafes. Tem disso a invejável experiência de 2000 anos. Durante semanas, nas arquivoltas da cidade eterna, a cúria e seus assessores preparou ao milímetro as intervenções do papa. Como se sabe, a percentagem de católicos tem crescido em África. Terá sido isso que determinou, em primeiro lugar, a ida do papa. Parece-me normal esta missão ecuménica. Seria perfeitamente normal Sua Santidade falar da pobreza, da escravatura, do genocídio. Seria normal que pregasse a paz social, que se revoltasse com riqueza da classe política, com os desmandos dos poderosos, com desprezo a que são votados os povos, com o esquecimento das potências mundiais e até com os feiticeiros… Mas não. Bento não se limitou a isso. Podendo ter-se calado, não se calou. Podendo não ter dito, disse. E se disse era porque queria dizer. E se queria dizer era porque queria atingir um fim. A Igreja não comete gafes! O Sumo Pontífice foi a um continente de raiz e tradição poligâmica, a um continente com uma percentagem e SIDA alucinante e em crescimento exponencial pregar a fidelidade matrimonial contra o vírus e a não utilização do preservativo. Com um simples discurso destruiu o trabalho que ONG de todo o tipo, inclusivamente católicas, fazem há décadas. A SIDA vai crescer mais. Padecendo Sua Santidade daquela perigosíssima doença da infalibilidade, foi um rude golpe na saúde pública. Dando de barato que o papa não queria destruir África, só porque são pretos, então que queria com aquele discurso, pensado e requintadamente servido? Para a Igreja sexo não é prazer. É apenas indispensável à procriação. Fornicar é um mal necessário para que o rebanho aumente e possa ser salvo, assim se auto-justificando no seu papel. É urgente que os padres se possam casar. Sejam pessoas normais. Sintam o prazer do sexo. Percebam que não é pecado. Sintam que esse prazer é divino e, consequentemente, tem de ser defendido. É urgente a revisão sexual da Igreja. A Igreja tem de respeitar o ser humano, em vez dos “textos sagrados”. Até lá vamos tendo Sumo de Manga!
Jorge Pinheiro

sábado, 21 de março de 2009

Bandeira do Reino Unido

A bandeira de Inglaterra é uma das mais bonitas. O encarnado e o azul combinam muito bem.....

Esta bandeira representa o Reino Unido. Não propriamente só a Inglaterra. Se repararem bem a bandeira do Reino Unido é uma mistura das bandeiras de todos os paises da União. O Encarnado representa a bandeira de São Jorge que tem presente a Inglaterra e o País de Gales.....Estão também presentes a Bandeira de Santo André representando a Escócia e a bandeira de São Patricio incorporando a Irlanda....

Até nisto os britânicos são diferentes....

O seu desenho consiste numa Cruz de São Jorge vermelho de fundo branco. O seu aparecimento não é exacto....

A bandeira apareceu na Idade Média. O uso de um cruz vermelho com fundo branco era um simbolo de São Jorge na Idade Média.... Alguns afirmam que a bandeira foi adoptada nas cruzadas.

No fundo a bandeira do Reino Unido é uma junção de todas as nações que compõesm a Ilha....

sexta-feira, 20 de março de 2009

Provérbios portugueses

Alguns provérbios portugueses...

-- Tudo vale a pena quando a alma não é pequena

-- Mudam-se os tempos mudam-se as vontades

- Água mole em pedra tanto dá que até que fura

-Águas passadas não movem moinhos

-Amigo não empata amigo

-A ociosidade é a mãe de todos os vícios

E mais? conhecem mais?

A maravilha de Lisboa eleita é.....

Venceu o Mosteiro dos Jerónimos.....

Resultados:

  1. Mosteiros dos Jerónimos 200 (67%)
  2. Padrão dos descobrimentos 30 (10%)
  3. Sé de Lisboa 29 (9%)
  4. Ponte Vasco da Gama 24 (8%)
  5. Praça de Toiros do Campo Pequeno 14 (4%)

O Mosteiro dos Jerónimos constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina. Situa-se em Belém á Beira Tejo

É considerado património Mundial pela UNESCO

Em 7 de Julho de 2007 é considerado uma das 7 maravilhas de Portugal

A 14 de Março de 2009 é eleito a Maravilha de Lisboa pelos leitores do Olhar Direito

quinta-feira, 19 de março de 2009

Portugal e o estrangeiro....

Começo a primeira edição da Bancada Direita com três assuntos que estão na ordem do dia no nosso futebol pequenês.

Em primeiro lugar o actual momento do Benfica, que pode ficar sem ganhar nada se este sábado não vencer a Taça da Liga frente ao Sporting. Sim, porque o campeonato já lá vai. Mais uma vez, para os lados da Luz o campeonato vai ficar a anos luz..... Com o investimento feito este ano na equipa principal, os resultados ficaram muito aquém do esperado. Nem uma hipotética vitória no Sábado salvará a equipa de um ano cheio de criticas. Com contratações de nomeada como Reyes e Aimar(para nao falar da tristeza Balboa....) o futebol produzido dentro de campo deveria ter sido outro. As vitórias no inicio de época frente ao Sporting, Nápoles e Maritimo vieram dar ânimo á equipa de Quique Flores, mas esta como tem sido timbre nos ultimos anos tem falhado nas ultimas jornadas. Mas um dado é de salientar: Rui Costa tem dado a cara nos momentos complicados (v.g derrota com o Trofense.....). E que Flores de certeza que vai continuar a comandar a equipa na próxima temporada. Pior nisto tudo são as constantes mensagens não se sabe bem para quem de Luis Filipe Vieira que continua a desculpar-se e a tentar ser o "salvador" da pátria do futebol português...... e se ele pensar mais no Benfica?

A ronda europeia dos nossos clubes foi má. Apenas o FC Porto continua em prova. Após 6 meses de competição. Salvando a honra ao Sp.Braga que a cada ano dá provas de ter "bagagem", os resultados e exibições das equipas portuguesas sofreu um retorno após as épocas em que FC Porto e Sporting deixaram boa imagem. Dos resultados negativos do Benfica e Sporting, ainda se questiona a capacidade dos emblemas nacionais de ombrearem com as melhores equipas europeias. Especialmente com Italianas e espanholas. Ainda se nota algum receio e falta de experiencia das nossas turmas. O resultado do Sporting nos dois conjuntos frente ao Bayern revela uma falta de rotina, qualidade, atitude por parte dos jogadores. E também medo. Principalmente revelada pelos treinadores nacionais. Ainda há que ter esperança que o FC Porto ainda nos represente bem na Elite europeia....

Na próxima semana Portugal defronta a Suécia em jogo de apuramento para o Mundial 2010. Um empate ou derrota deixa-nos praticamente fora da África do Sul. Será possivel que o que aconteceu em 92 e 94 vai voltar a repetir-se? E Queiroz deixará de ser tratado como o "pai" do futebol português? Ou não será ele o mal do futebol nacional?

Depoimentos de Abril III - O 25 de Abril em contexto

A convite do Francisco Castelo-Branco tentarei desenhar uma pós-visão do 25 de Abril. Pós-visão não presa pelos ditames da prisão positivista, mas apenas pelo fatalismo da minha data de nascimento. Por isso não recordarei memórias que não tenho; não cairei em enredos politiqueiros ou novelísticos; e, acima de tudo, tentarei fazer uma análise contextual do antes e do pós.

Falar do 25 de Abril é não só invocar uma multiplicidade de ideários, que vão da esquerda à direita, como proclamar a chegada de Portugal ao clube das democracias. Não é por acaso que é em Portugal que surge a segunda vaga de democratização pós-guerra; com uma guerra colonial que perdurava desde 1961, acompanhado pelo crescente descontentamento corporativo-militar (ao que se lhe juntou algumas facções de carácter marxista no seio militar), com o eclodir da primeira crise petrolífera e com as continuadas pressões internacionais, que tanto Salazar como Caetano sabiam manobrar, Portugal via-se a braços com uma crise política interna que tinha como centro nefrálgico a nossa continuada gerência de dependências. O tal gerir de dependências, que no dizer de Bodin unidimensionaliza a formiga e o elefante, mas que no plano da prática diferencia as variadas soberanias, é e foi uma constante da nossa História. Se primeiro tivemos de partir para o Atlântico com as costas voltadas para o continente, depois tivemos de negociar a nossa soberania, primeiro com os franceses e depois com os ingleses, não só quando D. João VI partiu, como durante todo o século XIX onde continuou a perdurar a lógica Methuen e o fatalismo do incipiente industrialismo nacional. Aliás ficou provada a gerência externa durante toda a nossa guerra civil, de que a “vitória” de D. Pedro IV e dos ditos liberais foi mostra. E, mais tarde, com o falhanço da I República e com a negociação externa que Salazar sempre empreendeu para manter o situacionismo, principalmente no pós-guerra onde o Estado-Novo já não era contemporâneo, mas exótico em relação aos pós-colonialistas que fundaram a CECA e depois a CEE.

Essa negociação que empreendemos para manter de pé o regime, facilitou a continuação das colónias e o alimentar do situacionismo; este foi negociado com os EUA, de que as Lages se mantiveram como bastião, com a Inglaterra e mais tarde com a RFA, que acabaria por nos emprestar uns quantos dólares e nos venderia as armas para a guerra colonial. Com Salazar morto e deposto, Marcello Caetano traria o que muitos apelidaram de Primavera Marcellista; ora, essas supostas mudanças não eram mais do que a antiga receita de negociar internamente a continuação do regime, tal como Salazar fizera logo a partir de 1932: abarcar os ultras, alguns liberais e republicanos e resgatar o centro a-ideológico que balançasse o poder a seu favor; foi assim que se aprovou a Constituição de 1933 e se formou o Estado corporativista, seguindo em alguns aspectos o exemplo de Mussolini.

Voltando de novo atrás, temos de pensar que Salazar emergira do seu centro católico, num ambiente instável de pós-Grande Guerra, com os sucessivos governos e, fora espectador da falhada implementação da política económica de Afonso Costa; ora, ao chegar ao poder, quis ver assegurada não só a sua manutenção como da sua equipa, para poder sossegadamente manter a sua política económica que, aliás, era bastante parecida com aquela lançada por Costa poucos anos antes. Para o fazer teve de negociar internamente com os ultras, que tanto dentro dos militares como na sociedade iam crescendo a par dos movimentos fascizantes europeus, com os liberais agora receosos da crise económica mundial e que esperavam um governo forte e interventor e com alguns republicanos insatisfeitos. Tendo o apoio destes e da maioria dos militares, Salazar pôde, nos seus cinco primeiros anos, equilibrar as contas do Estado, enquanto agitava umas bandeiras nazis e se refugiava na nova visão de Armindo Monteiro sobre o império, subvertendo o ideal imperialista da Monarquia Constitucional e da I República. No meio perduraram as eleições para o legislativo e para a presidência da república, não só para acalmar alguns ânimos oposicionistas, como para relembrar que apenas Salazar e a sua ideologia existiam e mais nenhuma.

Ao chegar ao office, Caetano teve de enfrentar uma nova vaga de tecnocratas e burocratas emergentes da nova burguesia, acabados de sair das faculdades, e prontos a serem empregados no Estado social que Marcello prometia. Ao mesmo tempo, a oposição interna crescia, o que juntamente com os opositores ao regime, engrossavam a especulação sobre a manutenção do mesmo. Em 1973 Spínola publica Portugal e o Futuro; a frente na Guiné parecia completamente perdida; a crise petrolífera ameaça os mercados e a economia real; os capitães não são promovidos depois de chegar da selva; desenha-se um movimento corporativista no seio dos militares que levará à queda do regime. Perdidos os dois sustentáculos do regime, a Igreja e as chefias militares, nada mais restava que o arranque do processo democrático. Arranque lento, pois até 1976 tivemos Verão quente e Novembro de 75, e só em 1982 atingiria o pleno com as emendas constitucionais que estabeleceram a cassação do Conselho da Revolução.

Tivemos a descolonização, processo que incorreu em vários erros; tivemos na Europa o único caso de um governo de esquerda a liderar um processo de descolonização, o que trouxe alguns complexos e que não nos permitiu constituir uma Commonwealth de Estados. Entrámos na CEE, depois de negociado com Carlucci a manutenção ao centro do nosso sistema político, para que não surgisse Cuba na cabeça da Europa; vivemos, agora, o melhor dos regimes que tivemos, mas ainda com erros do passado, que continuam como proteínas da nossa genética social e política. Mantemo-nos afoitos à liberdade, não a entendemos da melhor forma, como diria António Alçada Baptista e digo a liberdade não dos revisionismos marxistas, mas a última liberdade do Homem; mantemo-nos fiéis à partidocracia que nos parte ao meio, à cunhocracia, ao sistema de bufos originário da Inquisição. Continuamos, não a desenhar o nosso melhor regime, mas em busca de um qualquer comprado num shopping center da eurocracia, esquecendo-nos da poesia que existe em cada um de nós. Precisamos de uma onda de liberdade que nos garanta sermos o que somos na nossa essência, mais do que simples dependentes de interdependências que vendem o nosso esforço quotidiano a milionários da economia de casino; e, se ainda sou optimista, acreditar que o 25 de Abril tenha sido um primeiro passo nesse sentido.

Bruno Gonçalves Bernardes, 2 Fevereiro 2009, Bruxelas.

terça-feira, 17 de março de 2009

Lula e Obama

No último sábado, o Presidente Lula encontrou-se com o Presidente Obama em Washington. O principal assunto da reunião, como já se era de esperar, foi a crise mundial.

Vi um vídeo do jornalista Sérgio Dávila, correspondente da UOL em Washington, e achei muito interessante sua análise do encontro. Razão pela qual meu post será um pouco diferente hoje, com o vídeo, que coloco abaixo:

Na minha opinião, a mensagem enviada a nós por Obama foi: a retomada da Rodada de Doha vai continuar no "mundo das idéias" e não vai acontecer tão cedo, e que os Estados Unidos não estão nem um pouco dispostos a abrir o seu mercado para o nosso etanol.

O que vocês acham do encontro Lula x Obama? O que vocês acham que este encontro pode representar para a América Latina e o resto do Mundo?

Teremos o encontro do G20 em Abril em Londres. Estou ansiosa pela cobertura in loco que o Francisco, com certeza, vai fazer do evento, pois lá, mais uma vez, teremos Lula e Obama.

Larissa Bona

PS: Gosto muito da expressão G20, pois isso significa que o mundo não está mais só na mão de 8 países.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Estórias de Piccadilly Parte I

A realidade Inglesa é bem diferente da nossa. Não pensem que os Ingleses são os maiores e nós estamos mesmo na cauda da Europa.....

O facto de guiarem pela Esquerda, não terem aderido a Schengen nem ao Euro , entre outras coisas faz dos Ingleses um povo diferente da maioria dos europeus. Aqui nota-se muito a impessoalidade das pessoas, a sua educação, organização e a vontade de mostrar trabalho.

Ao contrário da maioria dos países latinos(Incluindo Portugal...); aqui as regras são vistas como para melhorar o funcionamento da sociedade. Por exemplo, no cumprimento dos horários, na sua rigidez, ao realizarem as tarefas, os ingleses são nesse aspecto muito correctos. Apesar de ser uma cidade multicultural, Londres funciona como um relógio. Os transportes, os serviços de restaurante, o atendimento nas lojas tudo é feito com rigidez e pontualidade. Parece que estão programados para tal. É muito diferente do espirito lusitano em que não existe horário certo para o trabalho, as regras raramente são cumpridas e mudam-se as vontades e os vicios em razão do interesse pessoal. Em Londres, cada pessoa é uma pessoa mas nota-se o sentido colectivo. Por exemplo, buzinas nem ouvi-las. Ajudas aos estrangeiros é uma constante.

Mas mesmo assim, Londres torna-se uma cidade um pouco fechada devido ao seu temperamento rigido e frenético....

Mais participação activa...

Todos nós sabemos da importância dos referendos nacionais no panorama politico português....
Em Portugal já se fizeram três referendos de importância nacional. Dois sobre o aborto e um em relação á regionalização.
Os referendos são um mecanismo de democracia directa, um dos pilares da revolução marxista.
Mas questões como o casamento entre homossexuais, eutanásia, sistema eleitoral, entre outras....
Recentemente em Viana do Castelo foi feito um referendo. Os referendos a nivel local são já um hábito, mas a nivel nacional ainda não. Esta é uma das formas de aproximar a população dos politicos, já que nos dias que correm se levanta esta questão.
Seria um bom método a constante consulta aos populares. Até porque isso implicaria a aproximação dos eleitores aos eleitos. E numa democracia tão pouco participativa como a nossa, era um começo.
Referendar, existirem mais formas de participação na vida politica também ajudava a encontrar a melhor solução. Normalmente nas questões de consciência esta hipotese poderia ser uma boa solução...

domingo, 15 de março de 2009

OLHAR A SEMANA - DESEJO DE MUDANÇA

As coisas começam a mudar. A crise vai alterando mentalidades. Os paradigmas curriculares estão em franco ajustamento. Como já aqui referi, quem não tiver cadastro não é qualificado para quadro superior de uma qualquer empresa cotada em bolsa. Pior, a crise da justiça, de que tanto se fala, tem efeitos perversos. De facto, a demora nos processos impede que se julgue atempadamente uma fraude ou um simples abuso de confiança, impedindo a condenação e a consequente qualificação como potencial quadro de valor acrescentado. É o mercado de trabalho que perde e a economia que fica prejudicada.
Outra coisa que começa a mudar é a nossa percepção quanto a eventuais luvas ou tráfico de influências que durante anos estigmatizaram presidentes das autarquias ou mesmo ministros. Afinal é tudo tão relativo! Que mal fizeram esses pobres diabos ao pé dos Madoffs ou dos Oliveira e Costas?! Criaram empregos, dinamizaram as empresas, estimularam a economia. Apenas se pede que a justiça, mais uma vez, seja rápida na condenação para que esta gente possa manter os estimulantes curricula e para que, em ano de eleições, se possa premiar quem tanto lutou pela sua terra.
Também o PIB (Produto Interno Bruto), que tem servido para atestar o desenvolvimento de um país, está em crise. Esta coisa de números muito exactos, indicadores quantitativos, valores de exportações, importações, produtividade, juros, spreads… tudo isto começa a ser posto em causa. Começa a aparecer a noção de Felicidade Interna Bruta (FIB). O que é? Ninguém sabe bem, o que é uma enorme vantagem quando se está em crise. Saber as coisas com exactidão é um problema. Habituamo-nos às certezas quando tudo é incerto. As pessoas fazem afirmações para no dia seguinte as verem desmentidas. A credibilidade fica definitivamente abalada. Agora Felicidade Bruta…? Como se consegue medir o nível de alegria? Como se quantifica a tristeza? Como é possível pesar os afectos? Medir os sentimentos? Garantir o pleno desempenho sexual? Como mensurar o prazer? Mesmo com fome não podemos estar felizes? Não estaremos a comer demais? E andar a pé não é mais saudável? Dizer bom dia ao vizinho ou cumprimentar o carteiro não é mais salutar do que mandar à merda o automobilista do lado? E se a felicidade for mesmo dos pobres de espírito? Pois é as coisas estão a mudar e nós temos de mudar com elas.
Jorge Pinheiro

Desejo

Qual o vosso maior desejo?

sábado, 14 de março de 2009

A Bandeira de Espanha

"LA ROJIGUALDA"
A origem da bandeira espanhola remonta ao reinado de Carlos III (1759-1788), altura em que coexistiam em Espanha três bandeiras distintas com o branco como cor dominante. Tal como Espanha, nesta época, a maioria dos países usava bandeiras brancas o que causava problemas de identificação no mar, especialmente na identificação da proveniência dos navios de guerra. Assim, após algumas confusões desastrosas entre tripulações, Carlos III deu ordem para que fosse desenhada uma nova bandeira, abolindo o branco da sua composição.
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A bandeira de España foi, tal como a conhecemos hoje em dia, adoptada a 5 de Outubro de 1981, altura em que o escudo da ditadura do regime de Francisco Franco foi substituído pelo brasão actual, composto, em quartos, pelos brasões de Castela (torre de três torreões a dourado, aclarada a azul com contorno negro), Leão (leão de coroa dourada, magenta, em fundo prata), Aragão (fundo dourado com quatro listas vermelhas), Navarra (fundo vermelho cruzado por correntes interligadas a dourado), Granada (romã com duas folhas em fundo preto) e, por último, ao centro, o Brasão da Dinastia reinante (actualmente composto por três flores de Lis). Acompanham o brasão duas colunas que simbolizam Gibraltar e Ceuta. No topo está colocada a coroa de Aragão, fechada.
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O formato bicolor, dividido em três listas horizontais no esquema “encarnado, amarelo, encarnado”, foi mantido após as reformulações de 1981, sendo que a lista amarela tem o dobro da largura das listas encarnadas, encaixando-se o brasão do lado esquerdo da lista maior.
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As cores da bandeira espanhola podem ser entendidas num paralelismo com as corridas de toiros pois o encarnado significa força, virilidade, masculinidade e dinamismo, sendo a cor do sangue, transbordante de vida e de agitação. O amarelo, por sua vez, transmite a alegria e a vitória, a cor da areia do centro das praças.
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O uso da bandeira espanhola está regulamentada pela lei n.º 39/1981, de 28 de Outubro de 1981.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mulheres IV

Fado é jovem, o Fado é bonito.
Se as fadistas fossem tão bonitas como Ana Moura, este estilo já estava no top das preferências nacionais....

Palpites III

Achas que a Guerra em Gaza alguma vez vai acabar?

SIM 10 (33%)

NAO 20 (66%)

Votos 30

quinta-feira, 12 de março de 2009

Um pouco da Malásia...

Malaysia is a fascinating country. Gaining independence from Britain her colonial master in 1957, this country has transformed herself from a third world country into a developed nation which for a few years, boasted the world's tallest building.

This country is approximately 330,000 sq km, slightly smaller than the Great Barrier Reef in Australia, with a population of about 27 million (as at December 2008). Her people comprises mainly of the indigenous Malays, ethnic Chinese and Indians. The Economist magazine once called Malaysia a country where her people "mingle but do not mix".

This country enjoys a tropical, humid climate with temperatures averaging 86°F (30°C), and prides herself as "Malaysia, truly Asia", a melting pot of Asian cultures. Her foods are staggering, the shopping divine, the people friendly and the beaches heavenly. Perhaps that's why so many foreign tourists visited and decided to stay for good.

texto de Teik Keng Oh

quarta-feira, 11 de março de 2009

Jueves, 11 de Marzo 2004

Faz hoje cinco anos que Madrid, a cidade sempre em festa, ficou manchada pelo sangue, silenciosa, inevitavelmente ferida no seu orgulho. Faz hoje cinco anos que 190 pessoas perderam a vida e 1858 ficaram feridas. Faz hoje cinco anos que milhares de pessoas formaram filas gigantescas para doar sangue, na tentativa de suprir aquele que se perdia. Faz hoje cinco anos que milhares de pessoas mostraram o que de melhor existe no ser humano. Faz hoje cinco anos que a história de Espanha, da Europa e do mundo ficou, para sempre, marcada pelo terrorismo, pelo desrespeito total pela vida, pela bestialidade de um fundamentalismo sem limites. Faz hoje cinco anos. Eram 7h36, hora de ponta em Madrid, quando em quatro estações de comboios Madrileñas, num espaço de quatro minutos, ocorreram dez explosões quase simultâneas, que deixaram a cidade mergulhada em horror. As vítimas foram essencialmente trabalhadores da classe média-baixa que, naquela Quinta-feira, se deslocavam para os seus empregos. Madrid acordou em choque.
Inicialmente culpabilizou-se a ETA, pois todos os indícios apontavam para esta organização terrorista mas, mais tarde, descobriu-se uma motorizada que continha gravados versículos do Alcorão e alguns engenhos e material de detonação. Pelo tipo de material, nunca antes utilizado pela organização terrorista basca, e por outras provas que foram surgindo, conseguiu chegar-se aos verdadeiros culpados. Os mesmos culpados do 11 de Setembro. Os mesmos. 911 (9-11) dias após os atentados ao World Trade Center, eram em Madrid que explodia o horror. A polícia espanhola localizou os autores do crime que se suicidaram quando se sentiram encurralados. Na explosão com que colocaram termo às suas vidas levaram também um polícia espanhol. O número de vítimas subia para 191. E em Maio nascia um bebé, filho de uma mulher gravamente ferida nos atentados, na estação de Atocha. Esse recém-nascido viria a falecer em consequência dos ferimentos graves sofridos pela mãe. Balanço final, 192 mortos. O número de árvores plantadas no Bosque dos Ausentes, construído em homenagem às vítimas. Espanha uniu-se e marchou contra o terrorismo, uma gigantesca massa humana de mais de 2 milhões de pessoas encheu as ruas entre a Plaza Colón e Atocha, debaixo de uma chuva copiosa, gritando frases como: "Todos íbamos en ese tren", "No estamos todos, faltan 200". Poeticamente gritava-se ainda que "No es lluvia, es Madrid que llora". Os atentados tiveram consequências políticas importantes, e muitos acreditam que viraram o resultado eleitoral em poucos dias. O PP de Aznar, acusado pelo povo de ocultar informação, culpando a ETA publicamente quando já sabia que a organização Islamica seria responsável pelos atentados, foi derrotado de forma inequívoca pelo PSOE de Zapatero, sendo estas as eleições mais participadas de Espanha. Aqueles que partiram, as centenas de famílias que ficaram para sempre marcadas pela perda dos seus entes queridos, a população de Madrid, os espanhóis (em Barcelona gritava-se "hoje todos somos Madrileños), o mundo. Tudo mudou a 11 de Março. La Oreja de Van Gogh, para muitos o melhor grupo espanhol da actualidade, editou um tema, denominado Jueves em homenagem às vítimas dos atentados. A canção conta a história de dois apaixonados, que diariamente viajavam no mesmo comboio, frente a frente, mas não encontravam a coragem para se declarar... Hasta el Jueves, 11 de Marzo.

terça-feira, 10 de março de 2009

Aborto


Hoje venho falar de um tema bastante polêmico, principalmente, em países de maioria católica como Brasil e Portugal: o Aborto.

Este tema, que estava meio que enterrado desde a última visita do Papa Bento XVI, (ele veio ao Brasil na semana em que a legalização do aborto estava em pauta no Congresso Nacional, razão pela qual o projeto de lei não foi aprovado), voltou à baila em virtude de um caso monstruoso que aconteceu em Olinda – Pernambuco.

Foi detectada uma gravidez de gêmeos em uma menina de 09 anos, que desde os 06 anos vinha sendo estuprada pelo seu padrasto. Assim sendo, a mãe, que só soube do que estava se passando com a filha quando ela apareceu grávida, solicitou, perante a Justiça, que a gravidez da filha fosse interrompida.

Muito embora o aborto seja crime no Brasil, a lei brasileira admite-o em casos de estupro e gravidez de risco, ou seja, o caso da menina se enquadrava perfeitamente nas exceções legais, pois além de ter sido estuprada, sua gravidez era de risco, já que em sua idade ela não tinha estrutura física para suportar uma gestação de gêmeos. A Justiça permitiu o aborto e este foi executado.

Ocorre que o Arcebispo de Olinda, em um ato de desumanidade e talvez de barbárie, excomungou a mãe da garota e todos os médicos que promoveram o aborto.

E para piorar, o Vaticano apoiou essa decisão, desconsiderando totalmente todo o calvário vivido por aquela menina, que além de ter sido violentada desde tenra idade, ainda teria de carregar a cruz de cuidar dos filhos de uma violência, filhos de seu agressor, numa idade em que ela devia brincar de ser mãe com suas bonecas e não ser mãe de fato.

E essas crianças se nascessem? Qual seriam seus destinos? Como cresceriam sabendo que foram geradas pela violência de um animal? (Porque o homem que fez isso com essa menina não é um ser humano, é um monstro, é um animal!).

O padrasto da garota encontra-se preso e, de dentro da cadeia, profere ameaças contra a mãe da menina! Ele não foi excomungado! Será que um estuprador merece a misericórdia divina, mas o médico que salvou o resto de vida daquela criança violentada não merece?

A Igreja baseia-se no direito a vida para defender o aborto, mas não leva em consideração a vida da garota que foi estuprada! Será que ela ainda é viva? Será que depois que a alma dela foi dilacerada por tanta violência, ela conseguirá seguir em frente como se nada tivesse acontecido? Para mim a pior situação é a dela, viva por fora, mas morta por dentro!

Como advogada, eu poderia argumentar que, como a legislação do meu país permite o aborto nas citadas circunstâncias, deveríamos ignorar este bispo irresponsável, pois o que realmente importa é a letra da lei.

Mas ao mesmo tempo, ainda como advogada, sei que, às vezes, a religião e os valores são muito mais importantes e coercitivos do que uma norma jurídica. A posição da Igreja Católica neste caso é totalmente contrária aos meus valores pessoais e um desrespeito inequívoco aos Direitos Humanos daquela menina, da mãe e dos médicos.

Mais uma vez vejo um Dogma ser mais importante que um ser humano. Lembrem-se dos padres que são contra a camisinha em detrimento do direito à vida das pessoas infectadas com o HIV! Lembrem-se dos padres pedófilos que nunca foram punidos! Lembrem-se do padre que nega o holocausto e mesmo assim a Igreja o readmite!

Eu, sinceramente, como mulher e como católica, nunca senti tanto nojo da Igreja Católica e dos homens que a dirigem (lembrem-se: são homens que chefiam a Igreja). E da próxima vez que eu for rezar o Credo direi: Creio em Deus pai todo poderoso, creio na Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas não creio na “Santa” Igreja Católica, porque de santa esta não tem nada!

Larissa Bona

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tema do Dia IV

"A liberdade de expressão tem limites?"

Março 2009

domingo, 8 de março de 2009

O abstracto

o que significa o abstracto? é tudo ou é o nada?

Pinturas de Liliana Oliveira do blogue http://www.oliveiraliliana.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de março de 2009

Palpites II

Achas que Obama vai abolir a pena de morte nos EUA?

SIM 19 (41%)

NÃO 27 (58%)

Votos : 46

A city

Vista de Londres do London Eye

Fotografia de Liam Gathercole

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ventos de Mudança,,,,

Barack Obama tem-se revelado cumpridor.
Daquilo que ele prometeu na campanha eleitoral que ia fazer, está a seguir esse caminho....
Iraque, Guantanamo e Crise financeira estão a ser as prioridades do novo presidente Norte-americano. E em todas as situações está a resolver de acordo com as suas convicções.

No que toca á crise financeira recentemente disse que aqueles que auferem mais fortunas vão ter que pagar mais impostos. Esta medida é discutivel. Mas num país como os EUA nem tanto. Se são os mais pobres que pagam com a crise, porque haveriam de também eles ajudar mais no equilibrio fiscal da nação? Seria uma boa medida a adoptar em Portugal? Obama está a tentar ser o Robin dos Bosques americano?

No Iraque anunciou a retirada total das tropas até 2011. Até lá, em 2010 será feita uma primeira redução de militares. Ficando os restantes em missão de organização. Prometeu e cumpriu. O Iraque está mais estável. Eu não estou lá, mas há muito que não vemos noticias sobre atentados naquele país. Cerca de 40mil soldados pagaram com a vida a estabilização, mas a situação está mais controlada. Faz sentido retirar? Não corremos o risco de aparecer um novo Saddam? Que papel o Iraque terá no futuro no que toca a relações externas norte-americanas?

Guantanamo vai fechar dentro de um ano. A prisão da vergonha de Bush já tem fim anunciado. Todo e qualquer prisioneiro tem direito a julgamento, a defesa e á presunção de inocência. Mesmo o mais terrivel dos terroristas. Foi uma das medidas de W.Bush que mais critiquei. A tortura e a simulação de afogamento são instrumentos que não podem ser utilizados na procura da verdade e da confissão. O Direito Internacional deve ser respeitado. E aplicado.

Obama mudou mesmo?

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Holanda na hora...

Da vida na Holanda, e da dita rotina, começa-se claro a ter algum contacto com os assuntos que aqui são debatidos: política, economia e diversas generalidades fazem as páginas dos jornais holandeses. E é nisso que me foco hoje: no que se fala aqui (conversa do café, conversa do autocarro, etc, etc)

Para começar, fala-se muito de uma reestruturação da capital holandesa, de modo a recuperar o traço urbanístico original da cidade. Mas isso trará diversos problemas, como é o caso do Red Light District estar no meio do dito plano. O mayor da cidade já referiu que isso não vai ser problema e que os projectos são para ser levados a sério. O que irá acontecer à mais “turística parte de Amsterdam” é ainda uma incógnita. Por mim podia desaparecer, claro. Por muito “seguro” e “turístico” que hoje em dia seja, estamos a falar de prostituição, um flagelo social, e da vida de diversas mulheres (e homens!), numa colisão, muitas das vezes directa, com os direitos humanos.

Outro assunto que se tem falado nos últimos meses relaciona-se com o encerramento das “coffeeshops” nas cidades fronteiriças (caso de Roosendaal, que faz fronteira com a vizinha Bélgica) devido ao fenómeno de “turismo de droga” que se tem vindo a criar, nomeadamente porque os habitantes dos países vizinhos fazem, muitas vezes, 10 ou 20 km até à primeira cidade holandesa onde exista uma coffeeshop e vão consumir o dito produto de volta já aos seus países, onde tal não é permitido e é punido legalmente.

Uma das soluções apontada para o problema é encerrar os diversos estabelecimentos nas cidades mais próximas da fronteira. Mas uma pessoa verdadeiramente interessada fará também mais 5 ou 10 km para se deslocar então até ao próximo sítio onde se possa abastecer de ditas substâncias. O Governo pouco se tem pronunciado sobre o problema, e a Oposição (e parte da opinião pública) crêem que fechar apenas as ditas coffeeshops nas fronteiras não vai resolver de forma alguma esta questão. Fechar todas as coffeeshops não é também solução, porque isso fará com que as pessoas tenham de comprar as ditas drogas em ilegalmente, o que irá aumentar em largo número a criminalidade, pois se tais estabelecimentos foram autorizados, é muito difícil recuar-se nesta decisão, anos depois. Penso que quem consome se sente como “se tivesse tirado o doce às crianças”. Como sou não-consumidora para mim pouco ou nada me afecta, apenas temo pelo dito aumento de criminalidade que possa eventualmente vir a acontecer.

Refiro ainda a “agitação” que se sente devido ao facto da Holanda se recusar a receber presos de Guantanamo (ao contrário de Portugal), alegando que este foi um problema que a América criou e por isso é também a dita “super-potência” que o deve resolver. Novos desenvolvimentos se esperam, mas creio que a cooperação internacional deveria aqui imperar. E a crise? Sim, fecho a actualidade com chave de ouro. Segundo o NRC (jornal holandês, na sua versão inglesa), a economia holandesa deverá recuar cerca de 3,5% este ano. Mas o holandês-médio não sente ainda esta recessão. Dou o exemplo do cidadão de 30 anos, com poucas habilitações (curso profissional, por exemplo), que literalmente consegue ainda, aqui, trocar de emprego de 2 em 2 meses (e.g. numa fábrica consegue, no mínimo 1100 euros como ordenado-base). É óbvio que eu, como portuguesa e pela experiência no nosso país, começo a ver mais despedimentos e receio que a tão próspera económica holandesa se veja bem a braços com esta crise (os problemas do belga Fortis Bank e do próprio ABN Amro parecem não ter assustado muito o dito cidadão-médio). Pela minha experiência sou acusada de “pessimista”, mas lá está, ter um pé atrás e precaver-me acho que não pode ser chamado de pessimismo nos dias de hoje. Espero que o âmbito deste meu texto seja do vosso interesse. Achei que seria uma boa forma de dar a conhecer um pouco mais da “verdadeira” Holanda! Mas para a próxima prometo algo mais light, porque a Holanda é sem dúvida um país com muito para oferecer e o qual terei muito gosto em dar a conhecer melhor!

Quando os dias ficarem melhores quero viajar mais “para fora cá dentro” e espero daí aguçar-vos mais a curiosidade sobre o que realmente se passa no reino de Oranje! E por falar em reino de Oranje, termino ainda com o convite a que visitem a Holanda na noite de 29 e dia 30 de Abril para os festejos do Dia da Rainha, que se assemelham muito ao espírito da noite de Santo António. Mas, confesso, ainda mais do meu agrado. A Holanda torna-se numa única e gigante festa, toda a gente se se veste de cor-de-laranja, há autênticos flea-markets toda a noite / dia, e é também dos poucos dias (senão a única ocasião, mesmo) em que se pode beber nas ruas do país! Por isso se tiverem a oportunidade, prometo que não se irão arrepender de presenciar semelhante festa!

Até breve!

Raquel Vilão.

terça-feira, 3 de março de 2009

Agora sim... 2009 começou

Findo o Carnaval, voltamos à realidade e damos início efetivo ao ano de 2009.

Como estão as coisas por aqui? Pois bem eu digo:

1. A grande vencedora do Carnaval do Rio de Janeiro foi a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Fiquei contente, pois é a minha escola do coração.

2. O senhor do castelo no interior de Minas foi expulso do seu partido. Soube-se ainda que o castelo da cinderela não era nada mais, nada menos, que um cassino clandestino. Para quem não sabe, jogos de azar são proibidos no Brasil. E logo um parlamentar tem um!

3. Um novo escândalo político está por surgir. Dessa vez envolve o partido do presidente Lula e os fundos de pensões das empresas estatais. Estão querendo abrir uma Comissão Parlamentar de Inquéritos para investigar a gestão desses fundos. Com certeza, nos meus próximos posts, vocês ouvirão a respeito, porque muita sujeira promete emergir daí.

4. Além disso, temos uma lista de 8 governadores estaduais que estão a ser julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ou seja, dos 26 governadores que existem no Brasil, 30% enfrenta processo judicial com pedido de cassação de mandato por abuso de poder econômico nas eleições. E sabe qual é minha previsão? Todos serão cassados.

5. MST invadiu fazendas no norte e nordeste do país e mataram 07 pessoas. E ainda se chamam de movimento político legítimo.

6. A crise finalmente chegou ao país. Os preços começaram a desacelerar e o desemprego começou a crescer. Para se ter uma idéia, a Embraer quer demitir 4 mil.

Resumindo, agora sim, tudo voltou à normalidade na terra brasilis.

Larissa Bona

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eusébio

Eusébio é o primeiro cromo da bola do Olhar Direito. Uma rubrica que pretende dar a conhecer o percurso dos melhores futebolistas de todos os tempos.

Eusébio da Silva Ferreira nasceu em Maputo, Moçambique. Desde cedo, Eusébio mostrou um jeito especial para o futebol. Tendo feito parte da equipa do seu bairro. O curioso nome da equipa chamava-se "os Brasileiros". Em honra da selecção canarinha. Eusébio adoptou o nome de Didi, internacional brasileiro.

O seu primeiro clube foi o Sporting de Lourenço Marques, filial do clube lisboeta. No entanto, o seu futuro passava pelo rival de Alvalade. O Sport Lisboa e Benfica. Assim chegou ao Benfica, onde logo na primeira época ganhou a sua primeira Taça dos Campeões Europeus, a segunda consecutiva para o clube da Luz.

No Benfica estreou-se a 23 de Maio de 1961. Na final da Taça dos Campeões em 1962 contra o Real Madrid, Eusébio marcou dois golos. Foi ai que se conheceram as suas duas principais caracteristicas: velocidade e remate potente. Eusébio resistiu á tentação de jogar em Italia, pela Juventus e Inter. Ou terá sido impedido?

No Benfica ganhou 11 campeonatos nacionais, 5 taças de Portugal, ganhou por 7 vezes a bola de prata como melhor marcador do campeonato nacional e duas vezes a bola de ouro por ter sido o melhor marcador europeu. Marcou 733 golos em 745 jogos!

Vestiu a camisola da selecção nacional a 8 de Outubro de 1961. Foi no Mundial de 1966 que mais brilhou, sendo o jogo com a Coreia do Norte o mais proveitoso. Foi o melhor marcador do torneio

Por todas estas razões lhe chamam a Pantera Negra

"Rosa" á americana

Este Fim-de-semana realizou-se o XVI Congresso do PS. Fui um autentico espectaculo.
Vamos por partes.
No seu primeiro discurso Socrates falou de campanhas negras e casamentos homossexuais. Alias, a primeira questão vai ser tema recorrente até ao final da campanha eleitoral. É uma tactica que vai ser usada pelo Primeiro-Ministro enquanto durar o caso Freeport. Da proposta para casamentos gay, já sabemos é uma medida para chegar á esquerda. Para agradar bloquistas e comunistas. Da crise, europa, insegurança, problemas sociais nem uma palavra. Nem uma preocupação. Ao falar das campanhas negras, tal como foi dito por várias analistas; Socrates condicionou o congresso fazendo com que os congressistas alinhassem pelo mesmo discurso. Quer nas intervenções quer nas televisões.
No Sábado houve o ataque de António Costa ao BE e o anuncio de Vital Moreira como cabeça de lista ás eleições europeias. António Costa abriu uma guerra com os bloquistas. Esqueceu-se de que o principal adversário politico dos socialistas são os sociais-democratas. Ou será que não? Parece que o BE começa a ganhar relevância no panorama politico nacional. Preocupante?
Vital Moreira será o escolhido para encabeçar a lista socialista ás eleições europeias. A ele já lhe dedicámos tempo, mas fica uma jogada de Socrates para conquistar o eleitorado de esquerda. E alguém que não vai "responder" aos ataques vindos da Direita e quererá falar só da Europa.
Para hoje ficou marcado o momento mais importante. Não tanto pelo discurso, já habitual no Primeiro-Ministro. Ficaram algumas medidas interessantes como a obrigatoriedade escolar até ao 12ºano, pré-escolar, bolsas de estudo. Da crise, insegurança, europa, desemprego nada. É verdade, voltou a lançar Elisa Ferreira para o Porto.
Mas o que fica deste dia é o espectaculo montado por Socrates. A mudança de cenário, um site à Obama; e a habitual consagração do lider. Há muito que não tinhamos um PM tão carismático como o Engenheiro...
É inequivoco que Socrates é um lider que busca a consagração, o populismo e o entusiasmo. Tem carisma. Terá o resto?
Socrates é um bom comunicador, faz passar a mensagem e as pessoas seguem-no.
Ah! Já me esquecia, Manuel Alegre não apareceu...porquê?

domingo, 1 de março de 2009

OLHAR A SEMANA - TUDO É RELATIVO

Um dia destes o meu curriculum não serve para nada. Nunca fui preso, sequer julgado, não tenho cadastro. Para além das habituais multas de estacionamento e um ou outro excesso de velocidade, sou um cidadão exemplar. Dificilmente seria agora admitido numa empresa. Não sei fazer trafulhices. Nunca enganei os meus parceiros de negócio. Não imagino como se desenvolvem produtos tóxicos. Enfim, não sirvo para nada! Um curriculum sem mácula é o pior que se pode ter hoje em dia. Revela falta de iniciativa, incapacidade de correr riscos, ausência de criatividade empresarial. Eu, como muitos outros, estaríamos condenados ao desemprego. Por outro lado, casos de autarcas que andaram (e andam) na boca do mundo por terem, alegadamente, metido uns dinheiros ao bolso e favorecido uns empreiteiros, revelam-se agora totalmente inócuos face aos casos de banqueiros fraudulentos, de empréstimos criminosos, de especulações aviltantes. O dinheiro que devia servir para substituir as trocas em espécie, passou a constituir um bem em si mesmo e a ser objecto de especulação directa. Os mercados de capitais são uma aberração que o capitalismo criou e que o pode destruir. Autarcas que, alegadamente, receberam luvas, não prejudicaram a economia. Até contribuíram para desenvolver a economia e criar emprego, contrariamente às situações que a “crise” veio revelar. Limitaram-se a receber umas coroas, directamente do produtor para o consumidor. Nada de especial. Apenas deviam ter pago impostos sobre esse montante. Um pequeno deslize face ao que por aí vai. Tudo é relativo…!
Jorge Pinheiro
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