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quinta-feira, 22 de março de 2018

As ditaduras às portas da Europa

A Europa tem um problema enorme pela frente por causa do reforço de poderes em países como a Turquia, Rússia e também na China. 

A mesma intenção de Xi Jinping é um obstáculo maior ao desenvolvimento na ásia pacífico, embora também tenha consequências em território europeu. 

O principal problema está relacionado com o ascendente de Erdogan que pretende entrar na União Europeia mesmo violando todos os princípios e valores europeus. Contudo, sem uma Turquia amigável, a Europa pode sofrer várias consequências no plano dos imigrantes e na falta de aliado no combate ao terrorismo no Médio-Oriente. 

A ascensão de Putin coloca a União Europeia em aviso vermelho relativamente a uma eventual invasão militar, mesmo que o espaço europeu já esteja a sofrer outro tipo de ataques. O principal inimigo de Moscovo pode ser Washington, mas o adversário mais frágil está a poucos quilométros de distância. 

A actual situação política nos Estados Unidos não favorece a defesa do espaço europeu face às duas ameaças. Desde a liderança de Trump que Washington esqueceu-se da Europa como principal parceiro e mesmo sendo um irmão mais novo que precisa de ajuda em determinadas alturas. A irritação presidencial face à contribuição norte-americana para a NATO revela a pouca vontade em defender o território europeu da Rússia. 

As ditaduras que estão à porta da Europa vieram para ficar. Nos próximos 10 anos, os governos democráticos, por vezes instáveis, dos países europeus terão de saber lidar com ataques de vários tipos à unidade conquistada depois da segunda guerra mundial. A possibilidade de novo conflito pode ser um factor do reforço de coesão que cria uma barreira nas intenções de Putin e Erdogan.

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