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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Relvas: O novo regresso

Ao falar sobre o congresso social-democrata não abordei o regresso de Miguel Relvas ao partido e as consequências desse acto. A lista ao Conselho Nacional liderada por Relvas não conseguiu atingir a maioria absoluta o que deixa Passos Coelho numa situação delicada caso não tenha uma vitória nas próximas europeias. O conclave estava a correr muito bem ao líder do PSD mas o regresso de Relvas coloca tudo novamente em questão. Não em relação ao governo mas ao partido. 

O líder social-democrata está a correr um grande risco com este retorno de alguém que não foi querido no país, mas que o partido também já não deseja. Aposto que se fizer uma sondagem sobre a expulsão de Relvas do PSD a maioria iria estar contra. Não entendo como é que o PSD desperdiça talentos como António Capucho e mantém nas suas fileiras artistas políticos como é o caso do ex-ministro. A menos que Passos Coelho queira controlar o partido enquanto está ocupado a tratar do país é que se percebe esta chamada, contudo Miguel Relvas já não dispõe desse poder porque não é uma figura aceite dentro da estrutura partidária.

O próprio Relvas sabe disso por isso também não compreendo ter aceite o convite. No entanto, o ex-ministro é daqueles políticos que está sempre para mais outra, mesmo que isso signifique ser alvo de todas as críticas e até hoje ninguém esqueceu as trapalhadas feitas por um dos maiores apoiantes de Passos Coelho em conjunto com Luís Filipe Menezes. Ninguém sabe onde pára este triunvirato.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Independência dos órgãos estatais

Uma boa solução para a RTP e a Caixa Geral de depósitos é que as dois organismos passem a ser geridas por entidades fora da órbita do governo. A proposta do governo para a RTP devia ser alargada ao banco como forma de impedir a instrumentalização e politização dos dois organismos. 
A privatização não é uma má escolha, contudo para se tornarem independentes basta saírem da órbita do governo. Este é um primeiro passo para que não haja qualquer tipo de pressões susceptíveis de condicionar a actuação da estação pública e do banco que cuida das nossas economias. Qualquer governo deve estar fora da escolha de qualquer administração para evitar qualquer tipo de suspeição. A importância destes dois organismos na vida política e económica do país é enorme, pelo que tem de estar acima de qualquer governo, Primeiro-Ministro ou Ministro da tutela. É errado tanto a RTP como a Caixa serem tuteladas por alguém, antes devem ser presididas. 
A questão que se coloca é saber quem é o responsável pela nomeação dessa entidade. Será sempre o governo, seja ele laranja ou socialista, pelo que voltamos ao princípio da questão. Não se pode pedir transparência total, no entanto o passo que o governo quer dar em relação à RTP já é enorme e vem colocar um ponto final nas questões de imparcialidade. Uma solução semelhante deve ter a Caixa já que nos últimos anos o banco foi gerido por pessoas ligadas aos governos de então. 
Faço uma vénia a Miguel Poiares Maduro que em pouco tempo conseguiu arranjar um solução que Miguel Relvas durante quase dois anos não conseguiu sequer equacionar. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Foi nunca mais

Mais vale tarde do que nunca, mas desta vez foi nunca. Miguel Relvas sai do governo por causa da sua licenciatura. E quem é o responsável? Em primeiro lugar, o próprio pelas trapalhadas que fez durante o tempo que esteve no governo. Em segundo foi o Ministro Crato que a pedido de todos os portugueses arranjou um motivo para Relvas sair do executivo de PPC. Nestes termos, Passos Coelho fica sem o ónus e a responsabilidade de deixar cair o seu número 2 e além do mais não tem de ter medo de uma eventual vingança do ainda Ministro. 
A remodelação que o país pedia começa pelo número 2, o que representa uma vitória para a oposição, comentadores mas sobretudo para o CDS e em particular Paulo Portas. Gaspar sobe para número 2 e o Ministro do CDS para 3, ou então salta directamente para 2º. 
Mesmo assim não acredito que a popularidade do governo suba, mas isso é tema para o futuro. Aos meus amigos que desde Julho estão todas as segundas feiras frente à AR a pedir a demissão de Relvas, esta vitória também é vossa.

terça-feira, 19 de março de 2013

Maioria quer calar Relvas e Gaspar

O objectivo de PSD e CDS passa por mandar embora Relvas e Gaspar do governo antes das eleições. Se só for possível demitir estes dois ministros após as autárquicas não há problema, no entanto para os dois partidos obterem um bom resultado nas próximas eleições é crucial que tanto o Ministro das Finanças como o braço direito de Passos Coelho abandonem o governo. A saída destes dois protegidos do PM permitira a Paulo Portas ganhar peso dentro do governo e assim aumentar as hipóteses do CDS em minimizar os estragos nas próximas legislativas. Se a situação continuar, os partidos da coligação vão sofrer uma derrota pesada e não é do interesse do líder centrista ficar novamente atrás de comunistas e bloquistas. 

Mesmo dentro do PSD há quem deteste Relvas e despreze Vitor Gaspar. Os dois não são bem vistos nos dois partidos nem dos respectivos grupos parlamentares. O primeiro porque só faz asneiras e o segundo não acerta uma previsão. A popularidade do governo está a baixar por causa da presença destas duas personagens no executivo. Por força disto, PSD e CDS levam uma tareia nas intenções de votos. Esta situação não agrada aos pesos pesados sociais democratas nem ao CDS, já que este continua no governo "em nome do interesse nacional" e não por convicção política. Se Passos Coelho fizer uma remodelação em Agosto, altura em que está tudo na praia, pode ter uma surpresa positiva nas autárquicas. 

Embora essa não seja a vontade do PM, mudar algumas caras era essencial já que o governo está muito desgastado politicamente e o único suporte que tem é o PR, porque já nem os partidos que sustentam a maioria aguentam esta situação. O país, os comentadores, a oposição deseja uma rápida intervenção do PM no seu governo.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Relva está feita

Por onde passa Miguel Relvas o Ministro é contestado. Em dois dias não houve Grândola Vila Morena que aguentasse o Ministro dos Assuntos Parlamentares, ou melhor o ministro mais odiado dos portugueses. Relvas não tem outra hipótese senão demitir-se, e é bom que o faça já porque assim dá ao governo a possibilidade de ainda ter uma derrota menor nas autárquicas. De nada valerá a Passos Coelho se a relva for remodelada após as eleições porque o mal já está feito. 
Passos Coelho devia aproveitar a aproximação da primavera para mudar a Relva o mais rapidamente possível e assim baixar o nível de contestação, não só ao governo mas principalmente a este Ministro. Mesmo os mais novos percebem que na política como na vida é preciso dar o exemplo, ter ética e sentido de responsabilidade, especialmente se tivermos perante uma pessoa com responsabilidades acrescidas. 
Relvas acha que estar no governo é o mesmo que fazer parte do elenco da Casa das Celebridades. Fica-se lá uns tempos a fazer intrigas e depois sai quando quer. O povo pede a mudança de regime, e que essa alteração comece pela substituição de Miguel Relvas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A obsessão de Miguel Relvas

A questão da privatização da RTP não tem a ver só com questões de ordem financeira e rigor orçamental. Tem muito mais do que isso. Não falo da tentativa de controlo por parte do governo, mas de um desejo enorme de Miguel Relvas ficar com a pasta da propaganda política. Desde cedo temos visto o braço direito de Passos Coelho empenhado em encontrar a melhor solução de forma a garantir uma superintendência estatal. 
Não me admirava que o destino do actual Ministro depois de ser remodelável fosse a estação pública. Relvas é uma espécie de Joseph Goebbels mas que tem de viver num sistema democrático, logo está sob escrutínio daqueles que o colocaram lá. A sua obsessão em tornar a televisão pública num canal privado levou Paulo Portas a impedir a concretização do negócio. O líder do PP sabe muito bem o que seria deixar Relvas mandar numa estação de televisão, já que não era a imagem do PM que aparecia todos os dias mas a do próprio Ministro. Miguel Relvas tem um sede enorme pelo protagonismo, comparável àquela que Sócrates possuía há uns tempos atrás. 
Enquanto Paulo Portas estiver na coligação, o sonho de Relvas não se cumprirá. Talvez no segundo mandato, o Ministro poderá efectuar o seu plano. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Até que o Relvas caia

Tudo o que acontece de mal neste governo tem um rosto: chama-se Miguel Relvas. Pelo menos será assim que a oposição vai agir, tendo como aliada a comunicação social;  até que o braço direito de Passos Coelho caia. Não se trata de uma jogada nova porque este tipo de tácticas já foi utilizada em anteriores ocasiões, tendo nalguma delas resultado. Por muito que defenda a demissão de Relvas, acho inaceitável este tipo de campanhas que visam atingir não só a pessoa mas também todo o Governo. Percebo a estratégia daqueles que estão contra o governo, porque se o Ministro cair Passos Coelho fica fragilizado e tendo em conta que 2013 será muito complicado é necessário que a coligação se mantenha unida. 

Se a comunicação social já foi responsável pela queda de alguns "ministros", não foi ela também que promoveu estes "monstros"?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O motivo para vender a RTP

Neste caso em torno da demissão de Nuno Santos ainda não há dados concretos e tudo se baseia em conspirações e incertezas. Não sei quem e o que é que esteve por detrás da demissão do antigo director de informação, no entanto esta história cheira a Relvas. Se assim for, é mais um caso de intromissão em que o braço direito de Passos Coelho está envolvido, e tendo em conta que é o segundo no mesmo ano envolvendo Orgãos de comunicação social, começam a escassear os argumentos para que Passos Coelho o mantenha no Executivo.

Perante esta dúvida que paira no ar, o melhor é o governo livrar-se o quanto antes da estação pública. Por alguma razão, quando na SIC ou TVI acontece algo semelhante, não há estas suspeitas. O problema aqui tem a ver se descobrimos alguma mãozinha do poder central. Miguel Sousa Tavares afirma que o governo não tem motivos para vender a RTP. Aqui está um bastante importante!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

E Relvas? Fica onde?

Passos Coelho afirmou na sua recente entrevista à TVI que Vitor Gaspar era o número 2 do governo e Paulo Portas o terceiro. Então qual é o posicionamento na hierarquia do executivo de Miguel Relvas? Fica no meio?
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