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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Obama navega sem rumo certo

A ordem executiva sobre a imigração que foi anunciada por Barack Obama é mais uma forma do Presidente norte-americano dar uma machadada no Partido Republicano. Na minha opinião, o chefe de Estado norte-americano quis vingar-se do resultado das eleições intercalares que deram a maioria das duas câmaras à oposição. 

A forma como o líder conduz a sua política interna é bem pior do que os resultados na frente externa. Com a sua decisão, Obama vai criar mais uma fonte de conflito entre a Casa Branca e o Congresso. Quando faltam dois anos para o fim do mandato era escusado o Presidente querer tentar sair por cima. Até porque na campanha eleitoral para as presidenciais, a actual governação será criticada pelos candidatos republicanos e também por Hillary Clinton. Tenho a convicção que esta aproveitará o tempo de antena para atacar a actual administração que, na altura, não terá possibilidades de se defender. 

Estou convencido que nos próximos tempos a ânsia de Obama querer mostrar que tem mais força do que o Congresso trará problemas à sua liderança, quer do ponto de vista dos republicanos, mas também dentro do seu próprio partido. Por este motivo qualquer vitória na política externa não terá grandes repercussões. No entanto, nem neste campo o actual Presidente está com sorte porque a Ucrânia está debaixo do fogo e o Estado Islâmico não vai baixar as armas. 

Perante este cenário, Barack Obama é um homem só em todos os sentidos. As suas políticas internas são mero projectos de intenções que são objecto de criticas por parte de todos os sectores e as questões externas estão a ser mal geridas, como é o facto de continuar a insistir no isolamento internacional da Rússia. 

domingo, 9 de novembro de 2014

Os desafios da nova Comissão Europeia

A nova Comissão Europeia liderada pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker tem um desafio económico e diplomático durante o próximo mandato. Em relação ao primeiro aspecto é fácil perceber a necessidade de maior transparência e equilíbrio orçamental dentro da União Europeia e Zona Euro. É inegável que as actuais condições da moeda única têm de ser alteradas para que haja mais justiça económica e social. Juncker tem também de colocar a Europa com uma economia mais forte e não pensar apenas nas finanças. Ou seja, o novo presidente não pode olhar para alguns maus exemplos, como o português, em que a austeridade foi a prioridade. Os próximos tempos são importantes para o crescimento económico no Velho Continente e é preciso ir buscar financiamento a mercados emergentes. Mas há um problema: O que fazer com o embargo russo?

Na minha opinião os líderes europeus devem alterar a sua posição de ostracização a Moscovo por causa da Ucrânia. Já todos sabemos que aquele pedaço de terra não vale nada em termos estratégicos e políticos. A questão do gás é essencial para manter quente alguns países europeus. Por estas razões o presidente Juncker e Federica Mogherini devem iniciar uma tentativa de aproximação a Vladimir Putin, independentemente das posições que este tem com Petro Poroshenko ou os líderes rebeldes. 

A posição política da Europa no mundo é outros dos objectivos desta Comissão. Com Durão Barroso a Europa foi ultrapassada por outros países nas relações com os EUA, nomeadamente o Brasil, Índia e países da América Latina. Ora, espera-se com que Juncker esta situação mude. No entanto, não vai ser fácil chegar a um consenso sobre a crise no leste ucraniano com a administração Obama. A questão que se coloca a Juncker é saber se deve reforçar os laços com Obama ou pensar em namorar os futuros candidatos democratas e republicanos. Os recentes resultados das intercalares norte-americanas colocam uma dúvida aos responsáveis pela política externa europeia. 

Era importante que o centro das grandes decisões mundiais voltem para Bruxelas. O problema é que com um Conselho Europeu dividido vai ser complicado unir as diferentes visões dos Estados-Membros. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Perfume belga

A Bélgica deu um festival de futebol aos EUA, mas só no prolongamento é que conseguiu marcar, isto porque, durante os 90 minutos Tim Howard foi um autêntico extra-terrestre. Finalmente o futebol da Bélgica apareceu neste campeonato do Mundo, o que revela intenção dos treinadores em jogar e não levar os desafios para as grandes penalidades. Em alguns casos tem de ser. 

Os belgas estão a crescer de jogo para jogo e vão dar muito trabalho à Argentina, até porque os sul-americanos estão a depender mais das suas individualidades do que do seu jogo colectivo. Nesta Bélgica há três jogadores que se têm destacado: Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Origi. No entanto, ontem foi a vez de Lukaku entrar e resolver. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Alemanha ajuda Portugal mas...

A Alemanha cumpriu a sua missão e venceu os EUA por 1-0, mas os norte-americanos passam com justiça porque jogaram melhor do que a selecção portuguesa. Até ao momento a Alemanha é a melhor equipa europeia em prova e a partir de agora os jogos são adequados à sua forma de actuar. 

Uma palavra para os norte-americanos, que, apesar de não ter grandes jogadores foi sempre mais equipa do que os portugueses e os africanos. É apurada mais uma formação que joga no continente americano....

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Varela oferece esperança a Portugal


Faltou tudo a Portugal, nesta partida, tal como faltou tudo, discernimento, profissionalismo, arte e engenho, empenho desde que em 19 de Maio foram anunciados os convocados.

Começa tudo errado, quando o critério de convocação não se baseia na qualidade de cada um, mas sim daqueles que alguém quer por não montra.
Faltou nos honestidade na convocação, qualidade no treino, sagacidade na condução da equipa e empenho no jogo.
Há muito tempo que não me sentia envergonhado a ver jogar a equipa de todos nos.
Confesso que acabei a torcer pela vitoria dos USA, que só não aconteceu por manifesta infelicidade de uma equipa pouco mais que vulgar.
Em condições normais, o seleccionador apresentaria a sua demissão por não ter atingindo os seus objectivos e só seus superiores aceitariam de bom grado, ponderando criteriosamente no que quereriam a partir de agora!
Em condições normais, disse eu...sendo assim, nada se vai passar, porque as cúpulas do futebol português pouco tem de normal!
Enfim...

Texto de Manuel Marques Guedes 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Contem com os americanos

Os Estados Unidos da América venceram o Gana por 2-1, perto do final do desafio colocando assim pressão adicional na selecção portuguesa, uma vez que o próximo desafio entre norte-americanos e portugueses em Manaus vai determinar o futuro das duas equipas neste mundial. 

É verdade que o Gana merecia empatar, e até esteve perto de o fazer, mas a selecção comandada por Jurgen Klinsmann levou a melhor porque soube defender bem, embora no ataque não tenha grandes alternativas e pratique um futebol algo confuso. 

O problema de Portugal poderá ser a ansiedade e o número de faltas que os norte-americanos vão querer provocar, além do mais a selecção nacional vai precisar de ligar melhor os sectores através de passes curtos e não insistir nos lançamentos longos como fez ontem. 

Foi assim que os EUA bateram os africanos que têm nas suas fileiras jogadores com técnica, mas não lograram causar pânico na bem preenchida zona do meio-campo norte-americano. 
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