Mostrar mensagens com a etiqueta UK Election 2017. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta UK Election 2017. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de maio de 2017

Os perdedores nunca assumem as derrotas

A declaração de Jeremy Corbyn relativamente à continuidade na liderança do Partido Trabalhista mesmo em caso de derrota é semelhante à atitude demonstrada por António Costa após a derrota eleitoral nas legislativas em 2015.

O posicionamento do líder trabalhista enfraquece o partido antes do acto eleitoral porque os eleitores sabem que tudo continua na mesma. O voto em Corbyn é um risco se assume que pretende continuar agarrado ao poder. Normalmente os perdedores responsabilizam-se pela derrota, mas Corbyn já definiu um culpado se os conservadores confirmarem a maioria absoluta. 

No plano interno também existem consequências. Alguns candidatos podem trabalhar menos, ou mesmo retirarem-se da corrida, sabendo que não haverá alterações na liderança. Os concorrentes não pretendem assumir sozinhos as culpas de uma eventual derrota. 

No dia do tiro de partido da campanha trabalhista, Corbyn tenta acalmar os detractores, mas só vai arranjar mais inimigos internos, já que, uma das grandes discussões da campanha será as condições para a manutenção da actual liderança, sendo que, o tema desvia as atenções do confronto com os conservadores. 

Em caso de derrota, as forças trabalhistas anti-Corbyn irão pedir a cabeça do líder logo a seguir à divulgação dos resultados, pelo que, é provável que haja novas eleições em Setembro.

O líder trabalhista não é um bom política, faltando competência, carisma e plano estratégico. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Conservadores em vantagem por causa do Brexit

A saída do Reino Unido da União Europeia é o tema principal das próximas eleições legislativas.

Os partidos políticos tentam encontrar soluções para a saída ou mesmo defendendo a manutenção para conquistarem o eleitorado. Nenhuma força partidária tem a varinha mágica, sobretudo para prever o que vai acontecer à economia, aos imigrantes e às relações políticas e comerciais com outros países. 

Na campanha para o referendo, os conservadores e os trabalhistas eram os partidos mais divididos entre o Brexit e o Remain, sendo que, os primeiros tiveram divisões no governo. A liberdade dos ministros poderem fazer campanha por qualquer um dos lados foi uma das grandes decisões de Cameron.

Um ano depois do escrutínio popular, os conservadores uniram-se em torno do que é melhor para o Reino Unido, enquanto os trabalhistas continuam divididos, não só relativamente ao Brexit, mas também à liderança de Jeremy Corbyn. 

Nos primeiros dias de campanha, percebe-se qual é a intenção do executivo, mas ninguém sabe a verdadeira posição do principal partido da oposição. Os outros partidos também definiram bem a opção. Liberais-Democratas e nacionalistas escoceses pretendem a manutenção do Reino Unido na União Europeia. 

O Partido Trabalhista vai ter que encontrar uma forma de falar a uma só voz sobre o Brexit porque qualquer descuido será aproveitado pelos meios de comunicação e a oposição. Os trabalhistas podem defender o Brexit, embora com ideias diferentes relativamente aos conservadores. Por exemplo, na imigração estão na linha da frente para lutarem pelos direitos dos cidadãos da União Europeia no Reino Unido. Isso pode ser um bom slogan para os filhos de pais "europeus" que já podem votar, mas não conquista os eleitores britânicos.
Share Button