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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Esquerda com memória curta

Na edição de segunda-feira do Observador, num trabalho assinado pela jornalista Rita Dinis, existe a referência à disponibilidade de alguns partidos/movimentos da Esquerda para dialogarem com António Costa, após este ter vencido as primárias socialistas de domingo passado e afirmar-se, convictamente, como alternativa ao governo de Pedro Passos Coelho. Pelos argumentos apresentados quer por Daniel Oliveira (Fórum Manifesto), quer por Rui Tavares (Livre), não será muito difícil extrapolar os mesmos fundamentos e as mesmas condições para eventuais idênticas posições do BE e do PCP.
Só que esta disponibilidade para o diálogo tem um "preço" (condição): "ou vira à esquerda ou governa ao centro (bloco central". A decisão está nas mãos de António Costa, que, há cerca de dois ou três meses, afirmava que tinha a convicção de conquistar uma maioria ou que o PS não tinha receio em governar sozinho.
Mas o que os partidos à esquerda do PS têm é outro problema: a memória curta. O PS, António Costa, os seus apoiantes, à ala socrática, não esqueceu ainda o cenário político de 2011, quando a tal esquerda toda disponível pactuou com a direita, fazendo cair o governo de José Sócrates e dando o "poder" ao PSD e ao CDS.
Esta tal esquerda parece ter esquecido esse colossal pequeno pormenor.
Eu não acredito que António Costa e o PS tenham esquecido.

domingo, 17 de novembro de 2013

Livre nunca é de esquerda

Já afirmei aqui que a ideia de Rui Tavares é positiva. No entanto, o Partido Livre não deverá ter grande sucesso. Não vou repetir as razões que apontei no post anterior, mas vou acrescentar dois pontos. 

Em primeiro lugar o nome não tem grande saída, ainda para mais quando se trata de um partido com objectivos de conquistar o eleitorado de esquerda. Livre é sinónimo de liberdade que está associada a liberal, além do mais qualquer partido de esquerda que se preze tem de ter a palavra mágica na sua designação. Poderia designar-se Partido da Esquerda Livre. 

Em segundo lugar as pessoas que estiveram ontem na apresentação são militantes descontentes com o Bloco de Esquerda. O principal obreira da nova força também é um "frustrado" bloquista. Este factor é importante já que por aqui se nota a queda do BE. 


Na minha opinião não haverá um partido que vai evitar o desaparecimento Bloco de Esquerda.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A vontade Rui Tavares é positiva

A ideia é boa e parece ter pernas para andar. No entanto, o sucesso da iniciativa de Rui Tavares depende da forma como o ex-bloquista seduzir a ala socialista mais descontente. Aquela que esteve ao lado de Soares e António Guterres, mas que teve desilusões com Sócrates e Seguro. 

Defendo há algum tempo a existência de um partido de esquerda em Portugal que saiba lutar e representar os ideais de esquerda bem como servir de suporte às classes mais desfavorecidas. O PCP e o BE não têm sabido lidar com o desenvolvimento do país e das ideologias, por isso é que ficam perdidos no velho discurso. 

Saiba Rui Tavares fundamentar a criação da nova força partidária e com isso agarrar alguns socialistas, o país pode vir a ter um novo partido. Mais importante do que isso, é o facto do Partido Socialista poder ter um aliado no governo. 

Caso a nova força obtenha um bom resultado nas europeias, o PS já tem com quem se coligar em 2015.
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