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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Debates presidenciais: Marisa Matias vs Henrique Neto

Nenhum dos candidatos mostrou diferenças ideológicas profundas, mas apresentaram soluções concretas em diversos temas como a relação com a Europa e a questão da dívida. Um candidato a Presidente da República não se pode esconder neste fato para não responder às questões que os portugueses querem esclarecidas. Isso é o que tem acontecido com Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa, que nem sequer comentam se estão ou não de acordo com algumas acções do actual Chefe de Estado. 

A cobardia política de alguns candidatos tem sido uma característica notada nestes debates, o que não acontece com Marisa Matias e Henrique Neto. Tenho a certeza que os dois irão subir nas sondagens após os confrontos porque a campanha na rua vai ser mais acompanhada. 

Uma nota positiva para a forma como Henrique Neto, apesar de ser socialista e ter uma idade avançada, continua com uma visão adequada do país e da sociedade em que vivemos. 

Notas: Marisa Matias 3 Henrique Neto 4

Debates presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa vs Edgar Silva

As profundas diferenças ideológicas entre Marcelo Rebelo de Sousa e Edgar Silva não provocaram um debate vivo e interessante. A principal razão do esmorecimento geral tem a ver com desilusão em torno da forma como Marcelo se tem apresentado nos confrontos. Edgar Silva também não tem encantado com a defesa dos valores de Abril porque já lá vão mais de 40 anos....

O pouco tempo de debate também não permite divulgar ideias porque os candidatos perdem-se em explicações perante as perguntas directas dos bons jornalistas que moderam os debates nas três televisões. A verdade é que Marcelo não se sente bem com as críticas de que é alvo, já que, as respostas são imensamente longas para baralhar o adversário e os telespectadores. Por causa disto, Marcelo será o próximo Presidente da República, embora os debates lhe retirem alguns votos. 

A única novidade está relacionado apenas com o decréscimo de qualidade do social-democrata. No entanto, nos debates contra os principais concorrentes, que deverão ser mais longos, não tenho dúvidas que Marcelo vai ser melhor. Curioso verificar que os candidatos de esquerda têm colocado mais problemas ao invencível professor. 

Notas: Marcelo Rebelo de Sousa 3 Edgar Silva 3

O primeiro confronto entre Ted Cruz e Marco Rubio


A campanha para as presidenciais norte-americanas tem início no dia 1 e 9 de Fevereiro no Iowa e New Hampshire. Ainda falta um mês, mas os candidatos já estão nos dois Estados para conquistarem o maior número de votos. 

O tema do combate ao terrorismo e a segurança interna será uma constante ao longo das primárias, mas também na eleição geral em Novembro. Neste aspecto existem diferenças substanciais, sobretudo entre os republicanos, o que vai enriquecer o debate no mês que falta para as primeiras eleições. As posições dos favoritos Ted Cruz e Marco Rubio são diferentes, pelo que, os eleitores não terão dificuldade em votar. Tal como acontece com Trump, os concorrentes assumem as convicções ideológicas e pessoais sem medo. 

A eleição republicana no Iowa e New Hampshire deverá ser decidida entre Cruz, Rubio e Trump. Os senadores do Texas e Florida estão em campos opostos relativamente à forma como os Estados Unidos devem intervir na Síria, bem como na vigilância aos potenciais terroristas em território norte-americano. 

Ted Cruz defende a manutenção de Assad no poder, enquanto Marco Rubio pretende a saída do ditador. No plano interno, o senador da Florida exige maior controlo na vigilância, admitindo restringir algumas liberdades. Estamos perante um debate interessante que também se coloca na Europa. Nota-se que os candidatos não tratam o assunto com meias palavras. 

Neste momento a saída de Assad não resolve nada além de só criar problemas na região e aumentar a influência do Estado Islâmico. Os Estados Unidos também não têm o direito de decidir o futuro político do país, sendo que a Rússia e as potências regionais não irão aceitar decisões provenientes da Casa Branca. No entanto, é necessário continuar a ofensiva militar contra os grupos terroristas. Por fim, as liberdades dos cidadãos podem e devem sofrer alterações por motivos de força maior, como acontece quando estamos perante uma ameaça terrorista. 

Os eleitores republicanos do Iowa e New Hampshire já sabem como escolher dentro de um mês. A opção só pode recair em Ted Cruz ou Marco Rubio. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Debates presidenciais: Edgar Silva vs Sampaio da Nóvoa

O pior debate de todos ocorreu entre Sampaio da Nóvoa e Edgar Silva. Os dois disseram praticamente a mesma coisa durante a meia-hora do confronto. Ou seja, não foi um verdadeiro confronto, mas uma dissertação de pensamentos. Neste aspecto, o comunista tem mais do que o professor universitário. Nota-se que Sampaio da Nóvoa é um homem que foi colocado num ambiente errado. O culpado chama-se António Costa que lhe deu apoio, tendo retirado o apoio mais tarde. Talvez com um aparelho partidário, o docente da Universidade de Lisboa chegasse à segunda volta. 

O que mais causa dó no candidato dito independente é não ter uma única resposta sem ter que recorrer a opções de anteriores presidentes, por sinal aqueles que lhes deram apoio e mantêm vivo a candidatura. Nem a carta de princípios ou as causas que apresentou hoje à tarde lhe vão salvar de uma banhada. O problema é que o Partido Socialista vai ficar dividido por causa disto.

Notas: Edgar Silva 2 Sampaio da Nóvoa 2

Debates presidenciais: Marisa Matias vs Marcelo Rebelo de Sousa

As convicções pessoais são essenciais para o exercício do cargo de Presidente da República, em particular quando se concorre. Não há melhor maneira de avaliar um concorrente do que saber as ideias, projectos, formas de actuação e algumas questões pessoais. Ora, Marcelo Rebelo de Sousa vestiu a pele de Chefe de Estado para fugir à questão sobre o que faria se tivesse em cima da mesa o diploma que acaba com as taxas moderadoras para pessoas que vão abortar. Um candidato tem de ser mais consistente e dizer o que pensa, além de não poder meter-se na pele de vencedor sem ter ganho nada. Não percebo porque razão Marcelo inventa discursos na questão do aborto e na solução apresentada para o Banif não tinha problemas em promulgar o orçamento rectificativo. 

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda puxou pelas contradições do professor neste assunto e na questão do Banif, tendo obtido melhores resultados do que Henrique Neto.

Uma nota para o facto de Marcelo Rebelo de Sousa estar quase sempre calado nos debates, procurando que seja o adversário a puxar pelos temas mais controversas para depois desferir o golpe por via de uma resposta fatal.

Notas: Marisa Matias 3 Marcelo Rebelo de Sousa 3

Debates presidenciais: Henrique Neto vs Maria de Belém

A estratégia de Henrique Neto para os confrontos com os principais candidatos passa por evocar o passado dos mesmos para arranjar motivo de conversa ou telhados de vidro, como aconteceu com Maria de Belém. As funções da antiga ministra enquanto presidente de uma comissão parlamentar de saúde com as de consultora no Grupo Espírito Santo. Ora, mesmo que tenha cumprido a lei fica a questão da ética, como bem analisou o socialista. 

A falsa independência partidária da antiga ministra também foi bem aproveitada pelo ex-deputado no primeiro mandato de António Guterres. Maria de Belém não vai conseguir disfarçar o mau estar por estar ligada a uma vontade expressa por alguns socialistas que não queriam Sampaio da Nóvoa. A questão vai ser mais explorada no debate entre Belém e o antigo reitor. Henrique Neto deu apenas o pontapé de saída. 

O único que conseguiu responder à altura das dúvidas colocadas pelo empresário foi Marcelo Rebelo de Sousa. Veremos se os candidatos apoiados pelo PCP e Bloco de Esquerda terão a mesma astúcia perante os três principais favoritos. 

A socialista denota falta de ideias e respostas concretas, preferindo não se comprometer com uma eventual dissolução do parlamento se for eleita Presidente da República. O problema é que já percebemos que Maria de Belém não é a pessoa pacificadora que a sua imagem aparenta. Como não irrequieto ou traquina como Marcelo Rebelo de Sousa já não existe perigo de dissolução iminente. Por estas razões, Henrique Neto tocou várias vezes na questão da verdade e da ética, além de ter dito que poderia dissolver a Assembleia da República antes de terminar a actual legislatura. 

Notas: Henrique Neto 4 Maria de Belém 2

domingo, 3 de janeiro de 2016

Debates presidenciais: Marisa Matias vs Maria de Belém

O único embate entre as duas candidatas à presidência da República saldou-se num empate técnico, embora Marisa Matias seja mais convicta na defesa das propostas que apresenta. Maria de Belém tenta colar-se ao centro-esquerda, mas sem a habilidade intelectual de Marcelo Rebelo de Sousa. Por esta razão, a candidatura da socialista não vai vingar, sendo previsível que fique com pouca vantagem sobre Sampaio da Nóvoa. A ex-deputada fala muito da sua personalidade e pouco das ideias que tem. Ao invés, a eurodeputada mostra convicção naquilo que defende, bem como qual deverá ser a postura de um Chefe de Estado. 

Curioso o discurso de Maria de Belém sobre a experiência social, como se o Presidente da República tivesse que ser um homem do povo. Contudo, a socialista tem tido uma posição de estadista nesta campanha que não a favorece.

A provável vitória esmagadora de Marcelo Rebelo de Sousa à primeira volta explica-se por estas razões.

Notas: Marisa Matias 3 Maria de Belém 3

Debates presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa vs Henrique Neto

O terceiro dia de debates marcou a entrada de Marcelo Rebelo de Sousa em cena. O confronto entre o professor e Henrique Neto foi gigante, já que, assistimos a um duelo com dois homens inteligentes, mas com capacidades mediáticas diferentes. O socialista fez bem em puxar a questão da ajuda por parte da comunicação social a Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, o social-democrata respondeu muito bem, à semelhança do que aconteceu nas entrevistas individuais. A prontidão da resposta é uma característica que distingue o ex-comentador de todos os outros. Deve ser por essa razão que não leva papel nem caneta. 

Os dois apresentaram diferenças ideológicas e de personalidade, o que para uma corrida presidencial é muito importante. Henrique Neto voltou a frisar que tem capacidade extraordinárias de previsão e Marcelo é o homem do consenso. A razão pela qual Sampaio da Nóvoa não sai dos míseros 15% para quem tem o apoio de três ex-Chefes de Estado passa por não saber transmitir ou não ter uma característica que o defina para ser Presidente da República. Neste aspecto, Henrique Neto tem-se saído melhor nos debates, como ficou provado no confronto com o académico socialista. 

Na primeira aparição, Marcelo Rebelo de Sousa mostra que está à frente de todos os outros, sendo que vai dar um baile a Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa. 

A coerência nas ideias e no discurso foi mais uma nota dominante neste interessante duelo entre dois pensadores. 

Notas: Marcelo Rebelo de Sousa 4 Henrique Neto 3

Debates presidenciais: Edgar Silva vs Paulo Morais

A defesa da Constituição esteve em cima da mesa no debate entre Edgar Silva e Paulo Morais, embora sob prismas diferentes. Os dois mantiveram o discurso na campanha presidencial que tem sido visível nos três debates. Ou seja, Edgar Silva continua a insistir no não cumprimento das regras orçamentais exigidas por Bruxelas enquanto Paulo Morais bate na tecla da corrupção apresentando casos concretos. No entanto, o antigo vereador da Câmara Municipal do Porto colocou o candidato comunista em sentido quando abordou um possível apoio do PCP no próximo orçamento de Estado que pode conter as irregularidades denunciadas por Paulo Morais. 

Nota-se que os dois candidatos utilizam a Lei Fundamental para fazer campanha, mostrando às pessoas que estão bem preparados porque conhecem bem a CRP. 

Edgar Silva tem um discurso partidário e Paulo Morais pensa mais pela própria cabeça.

Notas: Edgar Silva 3 Paulo Morais 3

sábado, 2 de janeiro de 2016

Debate presidenciais: Maria de Belém vs Edgar Silva

A candidata socialista Maria de Belém esteve bem melhor do que no debate contra Paulo Morais. A tentativa de Edgar Silva colar a ex-deputada ao discurso da direita não resultou, já que, o europeísmo também é uma das marcas do actual governo socialista. O candidato apoiado pelo PCP continua a manifestar posições divergentes face ao seu partido, o que lhe vai custar votos porque representa alguma contradição que as pessoas não gostam de ver num candidato presidencial. Ou seja, Edgar Silva tem opiniões bastantes diferentes da estrutura que o lançou para a corrida. Neste aspecto, começa a perder pontos para os concorrentes melhor posicionados. 

O tema BANIF continua a ser o tema principal dos debates, tendo ocupado grande parte da discussão entre mais dois representantes da esquerda. Maria de Belém esteve bem ao aceitar o apoio de Edgar Silva e do PCP numa eventual segunda volta. Veremos o que acontece com Sampaio da Nóvoa e a Marisa Matias, sobretudo neste último caso a Maria de Belém.

Notas: Maria de Belém 4 Edgar Silva 1

Debates presidenciais: Marisa Matias vs Paulo Morais

Um debate em que os protagonistas estão quase sempre de acordo não permite avaliar as prestações. Isto foi o que aconteceu no confronto entre Marisa Matias e Paulo Morais. Os dois estiveram em consonância, mesmo que a candidata esteja dentro do sistema partidário criticado pelo antigo membro da autarquia do Porto. 
O discurso de Paulo Morais faz algum sentido numa altura em que muitos candidatos falam em excesso de austeridade por causa das políticas governativas. Ora, o portuense explica detalhadamente que as desigualdades não estão apenas relacionadas com a ideologia. Marisa Matias tentou demarcar-se de fazer parte dos "todos iguais" denunciados diariamente pelo engenheiro. 

Os debates permite perceber o pensamento de alguns candidatos, sendo que o discurso de Paulo Morais não pode ser deitado fora.

Notas: Marisa Matias 3 Paulo Morais 3

Debate Presidenciais: Henrique Neto vs Sampaio da Nóvoa

A ideia de Henrique Neto em provocar Sampaio da Nóvoa foi genial, já que, ninguém tinha colocado em causa a falta de ideias do académico. O ex-socialista antecipou-se a Maria de Belém e Marcelo Rebelo de Sousa, embora os principais adversários de Nóvoa não irão atacar por aí nos próximos duelos. No entanto, Henrique Neto destapou a imagem de "conciliador" que Sampaio da Nóvoa construiu desde o início da pré-campanha porque tem o apoio de três antigos presidentes da República, dois deles com influência no Partido Socialista. 

O antigo reitor não sabe como defender-se deste tipo de ataques porque é uma vazio de ideias. Por seu lado, Henrique Neto também não acrescentou nada em termos de pensamento, mas sempre tem obras publicadas. A estratégia de cada candidato depende de quem estiver à sua frente. Neste debate, Henrique Neto quis entalar Sampaio da Nóvoa que continua a reclamar o estatuto de grande reitor para justificar a permanência de uma candidatura que ficou sem apoio partidário. Por esta razão, o discurso anti-austeridade e contra o governo liderado por Passos Coelho não tem os efeitos que pretendia. Sampaio da Nóvoa tenta transmitir a ideia que é um candidato independente, sem nunca conseguir desligar do discurso da esquerda. 

A vitória para Henrique Neto porque levou o adversário para onde quis, além de não o ter permitido falar muito. 

Notas: Henrique Neto 3 Sampaio da Nóvoa 1

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Debates presidenciais: Edgar Silva vs Henrique Neto

Os poderes presidenciais estiveram em cima da mesa no confronto entre Henrique Neto e Edgar Silva. Os dois homens de esquerda, mas de diferentes esquerdas, falaram sobre a lei eleitoral, o cumprimento de alguns valores que estão na constituição e a magistratura de influência que devem exercer sobre o governo. O socialista e o comunista não deixaram de dizer aquilo que fariam sem qualquer tipo de problemas. Uma nota para a coragem de Edgar Silva em confirmar que promulgava o orçamento rectificativo que teve o voto contra do Partido Comunista Português. 

Os candidatos mostraram que são uma mais valia ao debate público e que a linha editorial das televisões em incluir todos os concorrentes foi acertada. Henrique Neto parece ser bem mais competente, além de ter conhecimento político do que António Sampaio da Nóvoa. O antigo deputado disse mais do que o académico. 

Notas: Edgar Silva 3 Henrique Neto 3

Debates presidenciais: Maria de Belém vs Paulo Morais

Um debate mais esclarecedor do que o primeiro de hoje. Paulo Morais tem um discurso que se assemelha mais a um candidato a líder do governo. O antigo autarca do Porto teria mais sucesso se fizesse um partido para concorrer â Assembleia da República do que vai ter nas próximas presidenciais. As principais ideias com que concorre a Belém não vão ter impacto em número de votos porque as pessoas pretendem outro tipo de perfil para ocupar a cadeira de Chefe de Estado. Neste aspecto, Paulo Morais não tem dito nada relativamente aos consensos políticos e qual é o papel do Presidente, além de combater a corrupção, mas ainda só foi o primeiro debate.

A candidata Maria de Belém pretende acabar com a especulação sobre a sua vida profissional e partidária. A forma como colocou o discurso de Paulo Morais na gaveta condicionou o debate.


Notas: Maria de Belém 4 Paulo Morais 2

Debates presidenciais: Marisa Matias vs Sampaio da Nóvoa

O primeiro debate para as presidenciais foi morno, já que, os dois candidatos ocupam espaços idênticos, embora com algumas ideias diferentes. Sampaio da Nóvoa pode ter o apoio de três antigos Presidentes da República, bem como pessoas importantes da sociedade portuguesa, mas não consegue chegar à população comum. Neste campo, Maria de Belém ainda consegue alguns votos. No entanto, o principal adversário do académico afastado por António Costa é Marcelo Rebelo de Sousa.

Não tenho dúvidas que Sampaio da Nóvoa é um excelente académico, mas não serve para ser Chefe de Estado. As propostas de Marisa Matias não se afastam do Bloco de Esquerda e por isso a candidata pode sonhar com altos voos, quiça, ser líder do partido. 

Uma ligeira vantagem para Marisa Marias que mostra mais força e convicção na defesa dos argumentos. 


Notas: Marisa Matias 3 Sampaio da Nóvoa 1

À procura do novo inquilino do Palácio de Belém


O início do ano traz as eleições para a presidência da República em Portugal. Nos próximos dias 10 candidatos tentam conquistar o voto dos portugueses no dia 24 de Janeiro. A campanha promete já que estamos perante uma mudança de inquilino no Palácio de Belém, embora Marcelo de Rebelo de Sousa tenha grande vantagem sobre os dois principais adversários. No entanto, será interessante perceber como os candidatos da esquerda conseguem fazer campanha contra o comentador sem se referirem aos restantes adversários. A campanha da esquerda é semelhante à protagonizada pelos republicanos nos Estados Unidos. 

Na primeira semana haverá três debates por dia, que vai merecer análise permanente. A partir de hoje e até 9 de Janeiro tem a oportunidade de se confrontarem e no dia 10 acontece um debate com a presença de todos. 

Prometemos a mesma qualidade de sempre na cobertura de mais um acto eleitoral. 

Sim, senhor Presidente




Neste ano todas as atenções vão estar focadas nas eleições presidenciais em Portugal e nos Estados Unidos. Os actos eleitorais para escolher cada Chefe de Estado decorre em momentos diferentes. 
O próximo Presidente da República será eleito no próximo dia 24 de Janeiro caso não seja necessário uma segunda volta que se realiza um mês depois. Na corrida estão 6 candidatos, mas a vitória será discutida entre Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém e António Sampaio da Nóvoa. 

As primárias norte-americanas começam um mês mais tarde do que o habitual. Os republicanos e democratas iniciam a corrida no Iowa a 1 de Fevereiro, sendo que até ao Verão tudo tem de estar decidido. Nos republicanos o nomeado só deve ser conhecido nas últimas primárias, enquanto Hillary Clinton praticamente não tem oposição nos democratas. A eleição geral ocorre na primeira terça-feira de Novembro. 

O caminho de todos os candidatos nas duas eleições, os resultados e as análises têm a chancela do OLHAR DIREITO. O ano de 2016 é marcante pelos dois actos eleitorais que definem o futuro de Portugal, dos Estados Unidos e do mundo. 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A segunda volta das legislativas

A campanha para as eleições presidenciais tem sido a segunda volta das legislativas de Outubro. Os candidatos no terreno parecem candidatos a primeiro-ministro e não a Chefe de Estado, já que, comentam a actualidade como se tivessem poderes para governar o país. A última polémica em torno da saúde mostra como se não faz um campanha eleitoral para a presidência da República. 

Por estas razões as presidenciais também são importantes para os partidos políticos. Se Marcelo Rebelo de Sousa vencer também representa uma vitória para os partidos da direita que foram derrotados na Assembleia da República após terem vencido as legislativas. Uma derrota do candidato Rebelo de Sousa representa a única vitória para o Partido Socialista. Ou seja, tanto faz que seja Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa. O que interessa é derrotar Marcelo porque já se percebeu que tipo de magistratura de influência vai exercer sobre o executivo. Haverá tempo para analisar a futura relação entre o provável vencedor das presidenciais e António Costa. 

Neste momento, importa realçar o tipo de campanha que os candidatos estão a fazer. Não se fala muito sobre a Constituição, o perfil exigido a um Chefe de Estado ou a posição de Portugal face à nova realidade política na Europa. Pode ser que os debates sejam mais interessantes do que os primeiros dias da pré-campanha eleitoral e incluam alguns temas que cabem na esfera de influência do Presidente. 


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Marcelo Rebelo de Sousa


O candidato à Presidência da República, Marcelo de Rebelo de Sousa, não podia ter escolhido melhor dia para lançar a sua candidatura. Em Lisboa, a Coligação e o Partido Socialista empurravam com a barriga as culpas do primeiro falhanço nas negociações para estabelecer um entendimento. Não tem que ser um pacto para aprovação do Orçamento até final da legislatura. Na minha opinião isso é pedir demais. 

Todos percebemos que as conversas entre os dois derrotados da noite eleitoral não vão ser fáceis. Por esse motivo, Marcelo Rebelo de Sousa quis chamar para si a atenção mediática e deixar a discussão partidária para segundo plano. Ou seja, o professor mostra que tem capacidade para mediar o conflito. O problema é que o país não pode esperar até Abril. 

Hoje era o dia pelo qual muitos portugueses esperavam e que ninguém acreditava ser possível. O mistério resultou numa certeza que só o próprio conhecia. 

O momento político que atravessamos garante que o candidato da direita passe à primeira volta porque não vai ter adversários. A tarefa mais difícil que lhe compete será acabar com as hipóteses de Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém na primeira volta. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cristo avança para Belém



A decisão de Marcelo Rebelo de Sousa de tornar público a intenção de se candidatar à presidência da república deve ser conhecida nos próximas dias. A intervenção de Cavaco Silva sobre o futuro governo não deixa margem de manobra ao professor. Marcelo tem de revelar a disponibilidade em garantir a estabilidade das instituições democráticas nos próximos anos. Não tenho dúvidas que o professor tem as qualidades necessárias para gerar consensos. 

O professor não pode desperdiçar a única oportunidade que tem para chegar a Belém. O momento político é favorável até porque sem maioria absoluta, os partidos da direita colam-se ao candidato mais popular. Neste momento, Marcelo não precisa de suporte político porque a direita está fragilizada e o Partido Socialista encontra-se dividido nas questões presidenciais. O comentador conquista votos na direita, além de entrar no centro e também em certos sectores da esquerda. 

O caminho está aberto, faltando apenas escolher a data para o início da mobilização. 
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