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segunda-feira, 22 de maio de 2017

O reforço das máquinas partidárias

A vitória de Pedro Sánchez nas primárias para a liderança do PSOE mostram a importância das máquinas partidárias. O mesmo acontece com Jeremy Corbyn no Labour.

Apesar das duas derrotas eleitorais e de vários erros estratégicos que impediram o apoio de qualquer outro partido a um governo liderado pelos socialistas, os militantes votaram na continuidade. Durante o longo processo eleitoral que decorreu em Espanha, Sánchez fez quase tudo errado, o que também costuma acontecer com Jeremy Corbyn.

Os pequenos descontentamentos que se costumam traduzir em actos eleitorais internos já não têm força suficiente para impedir o líder derrotado de se candidatar e muito menos originar uma derrota eleitoral. Note-se as várias tentativas para demover Jeremy Corbyn da liderança do Partido Trabalhista sem qualquer resultado positivo. 

À medida que vão ganhando eleições internas, Pedro Sánchez e o líder inglês reforçam o poder, mesmo com focos de instabilidade. O problema é que as vozes críticas não têm expressão nas urnas.

Os exemplos nos partidos socialistas espanhol e inglês revelam que nem sempre a melhor solução é realizar eleições internas para deitar abaixo as fracas lideranças porque, nestes casos, houve um reforço do poder. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A nova invenção de Sánchez

O líder do PSOE inventou uma nova união parlamentar para tentar formar governo. Pedro Sánchez quer fazer acordos parlamentares com o Podemos, mas pretende a abstenção do Ciudadanos para governar o país. No entanto, fez questão de dizer pessoalmente a Mariano Rajoy que não contava com o PP.

O socialista não sabe estar na política, nem tem qualidade para ser primeiro-ministro de um país. A forma como tenta alcançar o poder é bem pior do que a protagonizada por António Costa em Novembro de 2015. Sánchez está desesperado para chegar ao poder porque sabe que vai perder se existirem novas eleições. A única forma de se manter líder socialista é arranjar acordos que satisfaçam a direita, a esquerda e as forças regionalistas. No entanto, não quer saber do PP para nada. 

Os dirigentes socialistas não vão perdoar nova derrota a Sánchez. Se o líder falhar novo assalto ao poder, pode ser que haja eleições internas antes das legislativas de novo em Dezembro, mas também tem a derrota garantida porque a população espanhola não vai perdoar mais jogadas políticas. Aos poucos Mariano Rajoy caminha para a desejada maioria absoluta.

Na minha opinião, Sánchez meteu-se numa embrulhada porque o Ciudadanos nunca vai apoiar o Podemos e o partido de Pablo Iglesias jamais cederá às exigências de Albert Rivera. Contudo, no fim lá estará o líder socialista a criticar as atitudes de quem não salvou o cargo que tem no PSOE. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Futuro de Espanha nas mãos de Sánchez

O entendimento entre o PP e o Ciudadanos é um bom sinal para a democracia espanhola, sendo que, Mariano Rajoy ainda tem de esperar pela abstenção do PSOE no parlamento espanhol para entrar em funções. Esse será o segundo passo do vencedor das duas últimas eleições legislativas em Espanha. 

O problema da atitude demonstrada pelo PSOE não está em querer governar. Se tiver condições políticas pode justificar com as regras constitucionais o derrube do executivo antes de entrar em funções. O problema do actual líder socialista espanhol é não ter acordos políticos para "matar" Mariano Rajoy na praia. Ora, se Janeiro não houve fumo branco entre PSOE e Podemos, porque razão haveria mudanças agora?

Neste momento, Sánchez continua isolado em termos internos e externos. No plano interno porque precisa de alguma vitória para continuar à frente do partido e externamente não tem nenhum partido para se apoiar e formar governo. A única forma do líder ter possibilidades de ganhar eleições legislativas é convocar um acto eleitoral interno para reforçar a legitimidade. Só dessa forma, os espanhóis, vão vê-lo como uma alternativa a Mariano Rajoy. 

Não acredito que o líder socialista opte por esta solução porque não tem coragem de perder a liderança. No entanto, se tivesse essa atitude conseguia argumentos para derrotar Rajoy.

terça-feira, 28 de junho de 2016

A derrota dos socialistas

O resultado do referendo britânico e das eleições espanholas originaram críticas no Partido Trabalhista e no Partido Socialista Operário Espanhol. 

As convulsões internas no Labour e PSOE mostram que as lideranças de Jeremy Corbyn e Pedro Sanchez não convenceram os eleitores, apesar dos vários actos eleitorais que os dois já tiveram oportunidade de participar. Nos dois casos a derrota tem sido uma constante, em particular com o líder do Partido Trabalhista inglês. No entanto, o caso de Sanchez é mais escandaloso porque perdeu dois actos eleitorais em Espanha, sendo que, do primeiro para o segundo teve menos lugares no parlamento. Ou seja, mesmo com truques constitucionais, ninguém quer o líder do PSOE para ser primeiro-ministro. 

A vitória do Brexit não se deveu à falta de capacidade política de Corbyn, mas os trabalhistas querem que o actual líder saia porque a demissão de David Cameron abriu uma oportunidade de regresso ao governo. No entanto, para isso acontecer, Corbyn tem que sair.

Há muito tempo que os socialistas europeias estão em crise por falta de resultados. Por um lado, não conseguem vencer a direita, mas por outro estão condicionados pelo aparecimento de partidos ditos de extrema-esquerda que conseguem ficar com o eleitorado dos socialistas, nomeadamente os que estão descontentes com as políticas provenientes de Bruxelas. Após vários maus resultados em Espanha, Portugal, França e Reino Unido, ainda não deram a volta ao texto a nível eleitoral. 
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