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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eles não gostavam do Paulo Bento

A primeira convocatória de Fernando Santos para o particular com a França e o jogo de apuramento para o Euro 2016 com a Dinamarca deve ser analisada.

Em primeiro lugar porque o novo timoneiro da selecção chamou 11 caras novas em relação à última convocatória para o jogo contra a Albânia. Goste-se ou não das escolhas a verdade é que os maus resultados estão ligados às opções quase sempre desastrosas de Paulo Bento. Ora, num ápice desaparecem Miguel Veloso e Raúl Meireles bem como Ricardo Costa. Três jogadores que foram ao Brasil fazer rigorosamente nada. 

Em segundo lugar há os regressos de Danny, Tiago, Ricardo Carvalho e Ricardo Quaresma. Quero sublinhar que a chamada de Ricardo Carvalho foi um erro porque a atitude do central não foi para com Paulo Bento, mas desrespeitou a FPF. No entanto, saúda-se os regressos de Danny, Tiago e Quaresma, três jogadores que têm lugar em toda e qualquer convocatória. Um porque é o único número 10 de raiz, o outro é um médio de excelência e Quaresma é um mago com a bola, podendo ser alternativa a uma má exibição de Nani ou mudança de posição por parte de Cristiano Ronaldo. Estes jogadores estão de regresso depois de se terem incompatibilizado com o seleccionador e negado qualquer contributo a uma selecção orientada por alguém que deve causar muitos problemas por onde passa. Não é normal na primeira convocatória pós-Bento que os quatro nomes em questão fizessem questão de estar novamente disponíveis. O que Danny, Tiago e os Ricardos não queriam era estar às ordens de Paulo Bento. 

Em terceiro lugar parece que temos jogadores. Afinal não há falta de soluções, o antigo seleccionador é que fazia questão de ir eliminando as opções consoante as suas indisposições pessoais. 

Há claramente um novo ciclo na selecção. Um tempo em que os melhores são convocados independentemente dos agentes que os representam ou dos compadrios. E também não é importante a questão clubistíca numa altura em que as equipas de segundo plano já começam a morder os calcanhares aos grandes. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

As quatro razões para a saída de Paulo Bento

A derrota da selecção nacional na primeira jornada da fase de grupos do apuramento para o Euro 2016 coloca em causa a continuidade de Paulo Bento já que a participação no Mundial também não foi famosa. 

Por muito menos Carlos Queiroz foi despedido após o Mundial da África do Sul há quatro anos. É verdade que os presidentes eram diferentes, mas a atitude perante os maus resultados e as fracas exibições tem de ser radical. 

Em primeiro lugar Paulo Bento falhou os objectivos a que se propôs. No Mundial disse que pretendia chegar aos Oitavos-de-final e foi aquilo que todos vimos e neste primeiro jogo rumo ao Euro 2016 também não logrou vencer e convencer. As expectativas da FPF não foram cumpridas no Brasil nem em Aveiro. 

Em segundo lugar e o mais importante é que a selecção não joga nada. E não me venham com a história de não termos jogadores. A maioria joga nos principais clubes portugueses e europeus. No entanto, a base de recrutamento não pode ser sempre a mesma. Viu-se em Aveiro que André Gomes, Ricardo Horta e William Carvalho são muito melhores do que Vieirinha, Raúl Meireles e Miguel Veloso. Embora não tenhamos pontas-de-lança espero que Paulo Bento não cometa a loucura de voltar a convocar Postiga e Hugo Almeida. Se assim for, franceses e dinamarqueses agradecem. 

Em terceiro lugar não se entende as não convocatórias de Ricardo Quaresma e Danny. O primeiro é um talento e não percebo porque razão Paulo Bento continua a exclui-lo, mesmo que haja problemas disciplinares por detrás desta opção. O jogador do Zenit também está na mesma situação do mustang. Como não sabemos as razões da não convocação destes dois jogadores podemos efectuar as especulações que bem entendermos. 

Em quarto e último lugar as pessoas deixaram de acreditar nesta equipa. E quando assim é já não há balão de oxigénio que salve o seleccionador. Senão vejamos: na próxima jornada Portugal defronta a França num particular antes de viajar para Copenhaga. Uma má exibição contra os franceses, mesmo num amigável, vai colocar muita pressão num jogo que é decisivo num grupo que tem poucos jogos e por isso, é difícil recuperar das desvantagens pontuais. 

Por estas quatro razões entendo que Paulo Bento deve sair do comando técnico da selecção nacional. Não esperemos por mais outra desgraça para agir. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quem vai tramar Paulo Bento?

Desde sempre estive contra o actual seleccionador porque a equipa não joga um futebol atractivo e, mais importante do que isso, não tem a pretensão de ter a bola nos pés. Na meia-final do euro 2012 Portugal se tivesse sido mais ousado conseguia vencer a Espanha. Em primeiro lugar o futebol praticado pela selecção não pode ser o de estar à espera de conquistar a bola e metê-la em Ronaldo para que este resolva. Em segundo lugar os vários problemas que Paulo Bento teve com alguns jogadores diminuíram as suas escolhas. Não é possível abdicar de atletas como Ricardo Carvalho, Bosingwa e Danny por questões relacionadas com feitio. Estas são as duas principais razões pelo qual Paulo Bento deve demitir-se e passar o comando da selecção a outra pessoa. 


É legítimo que o seleccionador e a Federação queiram cumprir o contrato. No entanto, este foi celebrado tendo em conta um previsível apuramento para os oitavos-de-final da competição que ainda decorre no Brasil. Não acredito que Fernando Gomes esperasse um desaire como este. O problema é que Paulo Bento sempre confiou que esta era a melhor maneira de passar à segunda fase, até porque o objectivo de estar presente na fase final foi conseguido. Com tropeções e mau futebol, mas chegámos lá. Tendo em consideração que Paulo Bento não abandona o barco por si, e que a nação futebolística, adeptos e imprensa, estão descontentes com o trabalho do actual seleccionador, não deverá haver margem mínima para continuar no longo prazo. Não digo que o mister vai cair assim que chegar ao aeroporto e enfrentar a multidão furiosa. Nos próximos jogos vão haver manifestações de desagrado e a imprensa escrita e falada não perderá uma única oportunidade para bater ainda mais. Embora se mantenha no cargo, Paulo Bento não vai ter vida fácil e duvido muito que aguente a pressão de no próximo jogo particular ouvir assobios ao primeiro passe falhado. 


Em 2002 e 2010 a selecção nacional vivia uma situação semelhante. Após os desaires na Coreia e na África do Sul, tanto António Oliveira como Carlos Queiroz, não queriam sair do comando técnico da selecção (os dois tinham contrato após a competição) mas acabaram por ceder à pressão vinda de todo o lado. Quem não se recorda da forma como Oliveira foi recebido no aeroporto e o facto de Queiroz ter sido tramado em pleno campeonato do mundo de 2010. Tenho a convicção que alguma situação parecida vai acontecer ao actual seleccionador. Por fim, é de registar o facto de que quando a selecção joga mundiais fora do continente europeu acaba sempre mal. Foi assim no México 86, Coreia 2002, África do Sul 2010 e Brasil 2014. O único que teve uma saída limpa foi Scolari no Alemanha 2006, apesar de ter orientado a equipa das quinas no Euro 2008. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Quaresma do início até ao Brasil

Ao contrário do que muitos esperavam, Ricardo Quaresma não foi convocado por Paulo Bento para ir ao Mundial do Brasil. Embora tenha estado nos 30 pré-convocados do seleccionador nacional, o mustang não vai ao Brasil por razões "técnico-tácticas". 

A decisão de levar ou não Quaresma é da responsabilidade do seleccionador e ele é a única pessoa que tem autoridade para decidir. No entanto, como é costume cá no burgo quando as coisas correrem mal, a não convocatória de Quaresma vai ser como argumento contra as opções do seleccionador. Aliás, ainda nem sequer a selecção reuniu-se e as conversas no café e na comunicação social já giram em torno do jogador portista. 

Pela época que fez, Quaresma merecia ir ao Mundial e não são as questões tácticas que o impedem de ir ao Brasil. Na minha opinião, Paulo Bento também se socorreu de factores extra como são os comportamentais e de integração no grupo. De facto, Bento não vê Quaresma como alguém que faça parte do grupo ou de um colectivo. O número 7 do FCP é um jogador muito individualista, o que é problemático quando seja necessário fazer um jogo colectivo, em particular quando se está a perder, além do mais o jogador sempre foi mais um atleta de clube do que de selecção. 

Apesar das escolhas de Paulo Bento já estarem decididas, até ao primeiro jogo o tema Quaresma será sempre abordado, porque como tem sido hábito nas vésperas das grandes competições, o povo só está unido a partir do primeiro jogo. Até lá é só discussões....

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Como é costume, Paulo Bento não sabe ganhar

O seleccionador nacional tem-se desdobrado em entrevistas após ter conquistado a fase de apuramento para o Brasil, aliás como já tinha acontecido em 2011. Eu percebo que Paulo Bento não queira abordar temas sensíveis durante a campanha de qualificação, já que a estabilidade da equipa é muito importante. Também considero que após ter festejado a qualificação, a comunicação social queira entrevistar o homem do momento.

O que não acho correcta é a sobranceria e arrogância com que Bento fala após um sucesso. O seleccionador não fez mais do que a sua obrigação, já que Portugal deveria ter carimbado o passaporte para o Brasil em qualquer circunstância. Na minha opinião, Bento falhou porque não conseguiu um primeiro lugar que esteve a um ponto de distância. Ora, a equipa nacional empatou no Luxemburgo e Israel e perdeu pontos em casa com a Irlanda do Norte e a selecção israelita. O único resultado normal foi a derrota com a Rússia fora de portas. Fazendo as contas, Portugal perdeu 8 pontos de forma infantil. Culpa dos jogadores ou do treinador? Para mim o culpado é Paulo Bento.

Se Bento não fez mais do que a sua obrigação, porque vem agora falar de jogadores que desapareceram da selecção? Bento não só fala como também acusa os profissionais de serem maus exemplos. Perante isto podemos afirmar que temos um seleccionador razoável e um homem fraco. É feio ter mau perder, no entanto compreende-se a reacção na hora da frustração. Pior do que ter mau perder é ter mau ganhar, ainda por cima recolhendo os louros da vitória exclusivamente para si. Quem não precisa de Bosingwa, Ricardo Carvalho, Manuel Fernandes ou Danny? Se o "culpado" fosse Cristiano Ronaldo o detestável seleccionador nunca teria reagido como está a fazer agora. Como tem sido seu apanágio, Bento prefere ajustar contas com o passado em vez de projectar o futuro.

Espero que Portugal faça uma boa campanha no Brasil e chegue mesmo até à vitória, no entanto espero que a Federação tenha o bom senso de não renovar com um homem desprezível como é Paulo Bento. Em termos de qualidade e carácter há treinadores que estão desejosos de serem seleccionadores. Um deles é Fernando Santos. 


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Boa Sorte q.b.

Portugal joga amanhã a cartada decisiva rumo ao Mundial do Brasil. O 1-0 conquistado na primeira volta deverá ser suficiente para aguentar a pressão inicial dos suecos. Acho que Ibrahimovic e companhia não têm qualidade para vencer a selecção nacional. No entanto, isto não quer dizer que a equipa das quinas seja muito superior à Suécia. 

A equipa de Bento fez o q.b para estar no playoff não se esforçando o mínimo para tentar o primeiro lugar que só ficou à distância de um ponto. A retórica do treinador foi negativa e quando assim é empatar contra Israel e Irlanda em casa são resultados considerados normais. Vamos ter que aturar Paulo Bento e o seu futebol desinteressante até final de Julho do ano que vem. Contudo, o futebol praticado só deve chegar para os quartos de final. Espero que depois do Mundial haja uma nova mentalidade na Federação no que respeita ao treinador. 

Enquanto Portugal não tiver uma mentalidade ganhadora não vale a pena pensar em títulos. Como se viu em 2004.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Paulo Bento rua!!

Já que o país está numa onda de petições públicas, venho por este meio pedir a cabeça do Seleccionador Nacional Paulo Bento. Em 5 jogos de apuramento para o Mundial do Brasil, Portugal obteve 2 vitórias, 2 empates e uma derrota, sendo que as duas vitórias foram contra Azerbeijão e Luxembourgo e mesmo essas foram arrancadas a ferro.
A incompetência de Bento é um dado adquirido, no entanto o pior de tudo é o seu discurso pouco ambicioso, notando-se que o seleccionador acha que vai estar no Mundial porque tem esse direito. Ora, a mensagem passa para dentro de campo e os nossos jogadores não correm, não lutam e muito pior não encontram motivação para chegar ao primeiro lugar. 
Se o seu desejo é ir para o FCP, Bento bem pode sair antes do Verão e evitar ser humilhado porque não qualificou a selecção para o mundial 2014. Pena que o objectivo mínimo seja chegar ao play off quando deveríamos era estar sempre em primeiro para chegar à fase final e ser temido pelos adversários que constantemente limpam a fase de qualificação. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ir ao Gabão passear

Na ultima quarta feira, enquanto o país assistia às primeiras cenas de violência frente à AR, outro acontecimento de relevância se estava a desenrolar. O jogo da selecção nacional de futebol no Gabão. Ora, só mesmo por uma verba financeira extraordinária é que Portugal iria ao Gabão jogar um particular. É verdade que nesta altura, todas as selecções aproveitam para fazer jogos amigáveis, no entanto esta deslocação não tem o mínimo sentido, a não ser pela questão financeira.

A importância do jogo revelou-se pela falta de atitude demonstrada pelos nossos jogadores que empataram a duas bolas, e já lá vão 3 jogos consecutivos sem Paulo Bento conseguir uma vitória. Por muito menos Carlos Queiroz foi despedido, sendo que os empates do actual seleccionador foram contra a Irlanda do Norte em casa e agora no Gabão. 

Sendo a federação uma entidade de utilidade pública espera-se que os custos resultantes da viagem possam trazer benefícios. E em futebol, os benefícios são apenas os resultados, já que o país não vai melhorar economicamente por causa de um jogo. 

Tal como acontece em relação ao governo, o estado de graça do actual seleccionador parece estar a acabar. A excelente campanha no Euro 2012, só nos trouxe uma vitória tranquila contra o Azerbaijão  já que a estreia frente ao Luxemburgo foi sofrida e até estivemos a perder. De então para cá, 2 empates contra equipas menores e uma derrota normal na Rússia  Agora o actual seleccionador decidiu-se pegar com Pinto da Costa. Neste momento frágil não é essa a melhor solução que Paulo Bento toma. 

Sempre duvidei das capacidades de Bento e nunca gostei do futebol praticado por Portugal, em especial no Euro 2012. Mas isto é há anos, não vem de agora. No entanto, com Paulo Bento criou-se uma ideia de "renascimento" da Selecção que a boa campanha desportiva no Euro Polaco-ucraniano ajudou. Falo em campanha desportiva e não futebolística, porque o futebol praticado foi de qualidade dúbia, embora tivesse momentos de rasgo. Desde o Mundial da Alemanha que Portugal não consegue ter uma qualificação tranquila, mas isso não tem a ver só com questões de seleccionador. Em termos estruturais é preciso mudar o futebol português. 


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