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segunda-feira, 22 de maio de 2017

O reforço das máquinas partidárias

A vitória de Pedro Sánchez nas primárias para a liderança do PSOE mostram a importância das máquinas partidárias. O mesmo acontece com Jeremy Corbyn no Labour.

Apesar das duas derrotas eleitorais e de vários erros estratégicos que impediram o apoio de qualquer outro partido a um governo liderado pelos socialistas, os militantes votaram na continuidade. Durante o longo processo eleitoral que decorreu em Espanha, Sánchez fez quase tudo errado, o que também costuma acontecer com Jeremy Corbyn.

Os pequenos descontentamentos que se costumam traduzir em actos eleitorais internos já não têm força suficiente para impedir o líder derrotado de se candidatar e muito menos originar uma derrota eleitoral. Note-se as várias tentativas para demover Jeremy Corbyn da liderança do Partido Trabalhista sem qualquer resultado positivo. 

À medida que vão ganhando eleições internas, Pedro Sánchez e o líder inglês reforçam o poder, mesmo com focos de instabilidade. O problema é que as vozes críticas não têm expressão nas urnas.

Os exemplos nos partidos socialistas espanhol e inglês revelam que nem sempre a melhor solução é realizar eleições internas para deitar abaixo as fracas lideranças porque, nestes casos, houve um reforço do poder. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

A derrota dos socialistas

O resultado do referendo britânico e das eleições espanholas originaram críticas no Partido Trabalhista e no Partido Socialista Operário Espanhol. 

As convulsões internas no Labour e PSOE mostram que as lideranças de Jeremy Corbyn e Pedro Sanchez não convenceram os eleitores, apesar dos vários actos eleitorais que os dois já tiveram oportunidade de participar. Nos dois casos a derrota tem sido uma constante, em particular com o líder do Partido Trabalhista inglês. No entanto, o caso de Sanchez é mais escandaloso porque perdeu dois actos eleitorais em Espanha, sendo que, do primeiro para o segundo teve menos lugares no parlamento. Ou seja, mesmo com truques constitucionais, ninguém quer o líder do PSOE para ser primeiro-ministro. 

A vitória do Brexit não se deveu à falta de capacidade política de Corbyn, mas os trabalhistas querem que o actual líder saia porque a demissão de David Cameron abriu uma oportunidade de regresso ao governo. No entanto, para isso acontecer, Corbyn tem que sair.

Há muito tempo que os socialistas europeias estão em crise por falta de resultados. Por um lado, não conseguem vencer a direita, mas por outro estão condicionados pelo aparecimento de partidos ditos de extrema-esquerda que conseguem ficar com o eleitorado dos socialistas, nomeadamente os que estão descontentes com as políticas provenientes de Bruxelas. Após vários maus resultados em Espanha, Portugal, França e Reino Unido, ainda não deram a volta ao texto a nível eleitoral. 
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