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quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Golpada portuguesa

Quem viu o filme "Golpada Americana" certamente estará recordado das manhas e artimanhas dos personagens protagonizados por Christian Bale e Amy Adams. 

A versão portuguesa desta história não será feita por nenhum realizador português porque está a ser escrita pelo presidente da Liga de clubes, Mário Figueiredo. O antigo, actual e futuro líder foi eleito com 8 votos em 55 possíveis, sendo que desses oito houve um clube que votou em branco. Pelo que, no total Figueiredo obteve 7 votos. É de referir que não teve concorrência porque a única lista que reunia as condições exigidas pela lei era a do próprio. 

O mais grave é que o presidente reeleito parece sentir-se bem com esta situação, pelo que, irá continuar o trabalho de descredibilização e falência do futebol português. No entanto, parece que a maioria dos clubes portugueses (os 48 clubes que não votaram), estão dispostos a arranjar forma para tirar Mário Figueiredo da presidência da Liga. É curioso verificar quando alguém tenta "aldrabar" outrem acaba sempre por sofrer as consequências. Espero que seja isso o que aconteça a Mário Figueiredo, porque de facto, não se percebe porque razão o ainda presidente continua a insistir em manter-se na liderança da liga de clubes. 

Não é por amor ao futebol que esta situação se desenrola.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

As eleições para a Liga são uma vergonha

Ontem qualifiquei as eleições no PS como uma fraude. Hoje chamo ao acto eleitoral na Liga de clubes como uma vergonha. Primeiro porque há dúvidas sobre a legalidade das listas apresentadas, embora hoje a LPFP confirme que as candidaturas sejam legais. No entanto, ninguém no seu perfeito juízo entende como é que um candidato (Fernando Seara) entrega duas listas em que é presidente. 

O pior mesmo é a recandidatura de Mário Figueiredo. O homem que meteu a Liga à beira da falência está novamente na corrida. Contudo, desta vez o ainda presidente não pode ganhar porque o candidato dos clubes pobrezinhos é Rui Alves. 

O antigo presidente do Nacional tem a seu lado personalidades do futebol, como são os casos de Paulo Carvalho e Gilberto Madaíl. 

Infelizmente não vai ser nada de novo destas eleições porque nenhum dos candidatos tem qualidade para assumir este cargo. Até hoje não houve nenhuma proposta para aumentar as receitas, quer da Liga quer dos clubes, que continuam mais empenhados em diminuir as dívidas, o que tem como consequência a redução da qualidade apresentada por alguns jogadores. 

Seria bom que as eleições fossem anuladas até ao aparecimento de um bom candidato. O problema é que a democracia não funciona assim. No entanto, qualquer vencedor que não seja Mário Figueiredo será aceitável. Apenas isso. 
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