A luta de Bruno de Carvalho pela manutenção da presidência do Sporting foi um dos episódios mais tristes do desporto português. As constantes violações da lei, da ordem dentro do clube e da democracia que rege a nossa vida em comunidade esteve em causa devido à vontade de uma única pessoa.
A forma como o presidente destituído lidou com as constantes manifestações de insatisfação dos sócios e adeptos prova que as acções contra os rivais e outras entidades não surgiram por acaso. Um líder que não aceite a crítica na era da comunicação tem pouca possibilidade de sobreviver. Aquele que pretender calar os outros pela força consegue originar uma revolta contra si.
A maneira como insultou todos os inimigos dentro e fora do Sporting provocou uma reacção violenta num determinado de adeptos. A divisão que se vive no clube tem apenas um único responsável. Bruno de Carvalho conseguiu colocar uma franja de sportinguistas contra todos os notáveis, acendendo um rastilho que se explodir pode prejudicar seriamente o clube.
O fim da linha surgiu no confronto contra os jogadores, os únicos de quem os adeptos se vão lembrar no futuro. A perda de quase 60% da base eleitoral em quatro meses esteve relacionado com o episódio de Madrid e de Alchochete, no qual Bruno foi directamente e indirectamente protagonista.
O desporto português jamais viverá uma situação semelhante porque as lições desta situação serão tiradas por todos, começando pelos sportinguistas. Não acredito que haverá mais alguém que tenha a capacidade de se agarrar ao poder pelas vias mais violentas e anti-democráticas que podem existir numa sociedade.









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