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quarta-feira, 13 de julho de 2016

O adeus de um grande líder político

Ao fim de seis anos no poder, David Cameron abandona a liderança do Partido Conservador e do país. Nos últimos dois anos acompanhei a liderança de Cameron enquanto jornalista e apercebi-me da qualidade do ex-primeiro-ministro. 

As qualidades políticas e pessoais são muito importantes num líder, embora as primeiras sejam fundamentais para o desenvolvimento de um país. No entanto, com o escrutínio dos meios de comunicação social as características pessoais começaram a ser importantes. 

O trabalho desenvolvido por Cameron foi fantástico, sobretudo a nível económico. A grande façanha foi o abandono do velho conservadorismo que marcou as lideranças de Thachter e John Major. Em muitas áreas, os governos tiveram preocupações sociais, mas também por culpa das pressões dos trabalhistas. 

No plano político, Cameron dizimou os rivais ao ter ganho todas as eleições. A vitória sem maioria absoluta em 2010 permitiu aos Liberais-Democratas chegarem ao poder. O anterior executivo conseguiu cumprir o mandato. Pelo meio venceu o referendo sobre a independência da Escócia. A grande vitória foi nas eleições legislativas do ano passado com a conquista da maioria absoluta. Um enorme triunfo que acabou com as lideranças dos trabalhistas e liberais-democratas. Por causa da qualidade de Cameron, o Partido Trabalhista ainda se encontra bastante debilitado, estando perto de ter novas eleições um ano após a substituição de Ed Miliband. Os líderes da oposição são fracos, mas em grande parte devido à competência de David Cameron. 

Neste ano ainda conseguiu que os conservadores fossem a segunda força política na Escócia, embora não tenha reconquistado a Câmara de Londres. 

A principal e única derrota política não deixou outra hipótese a Cameron senão apresentar a demissão. O primeiro-ministro esteve bastante empenhado na manutenção do Reino Unido na União Europeia, mas os britânicos deram uma resposta diferente. Não havia condições para o chefe do governo conduzir as negociações para a saída. Mesmo sendo eurocéptico, Cameron cumpriu a promessa de realizar o referendo e colocou os interesses do país à frente das convicções políticas. Como disse na despedida, o Reino Unido deve estar o mais próximo possível da União Europeia. 

O Reino Unido fica sem mais um grande líder político, mas a verdade é que Cameron cumpriu o trabalho, não tendo mais nada melhorar a nível interno, pelo que, era tempo de dar lugar a outro. 

David Cameron será lembrado como o homem que deu força económica ao país, obteve grandes vitórias políticas internas, mas também permitiu aos britânicos optarem pela saída da União Europeia. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A única derrota que tramou David Cameron

A derrota no referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia levou à demissão do primeiro-ministro. David Cameron arriscou tudo, mas desta vez perdeu, embora por poucos. Apesar de ter dito que não iria sair em caso de derrota, o primeiro-ministro teve a melhor atitude porque a liderança do país será diferente. 

A carreira política de Cameron estava a ser fantástica devido às vitórias sucessivas. A última tinha sido na Escócia com a chegada dos conservadores ao segundo lugar. No entanto, o maior triunfo ocorreu o ano passado nas eleições gerais com a conquista do maioria absoluta. É importante não esquecer que Cameron também correu riscos no referendo sobre a independência da Escócia. Um ano depois obteve a primeira derrota, mas que tem um significado enorme porque dividiu o partido e o governo. Em caso de triunfo reforçava a liderança e acalmava os eurocépticos, mas Cameron não pode passar a apoiar uma saída do país da União. A promessa foi cumprida, mesmo que isso significasse um suicídio político. 

O referendo esteve para ser em 2017. Cameron talvez tivesse pensado que seria melhor aproveitar a vitória obtida no ano passado e antecipou a consulta popular. Os números finais do referendo revelam que mais um ano e o Remain teria ganho. 

Ninguém pode tirar os méritos políticos de David Cameron. O primeiro-ministro colocou sempre os interesses do país à frente das questões partidárias, como se viu com a realização do referendo. 

O que fica para a história é a demissão após a derrota política mais relevante. Contudo, Cameron continua a ser dos políticos mais brilhantes desta geração, juntamente com Barak Obama. Os dois desaparecem do mapa no final do ano. 


segunda-feira, 9 de maio de 2016

O desastre Jeremy Corbyn

Os resultados das eleições na Escócia deixam Jeremy Corbyn numa situação difícil, mesmo que tenha conquistado a Câmara de Londres após oito anos de governação conservadora. 

O Partido Trabalhista não conseguiu vencer novamente as eleições na Escócia, como passou de segunda para terceira força política. Os Conservadores conquistaram mais um resultado que orgulha David Cameron. Aos poucos os trabalhistas vão deixando de responder às preocupações das pessoas como o emprego, qualidade de vida e oportunidades para se refugiarem em questões ideológicas como a armas nucleares, intervenções militares noutros países. Nestas situações, o Labour mudou de posição com Jeremy Corbyn. 

Num partido e bancada parlamentares divididos desde a eleição de Corbyn, qualquer derrota significa mais problemas para a actual liderança. Neste momento, a palavra união não faz sentido para os trabalhistas porque o líder vai acumulando sucessivas derrotas políticas. No entanto, não é esse o problema. A questão passa por saber como evitar o crescimento dos conservadores.

No próximo referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia, o Partido Trabalhista tem a mesma posição dos conservadores. Contudo, Corbyn tem de fazer algo para o resultado final também seja uma vitória para si e não uma nova conquista de David Cameron. Caso o Labour não consiga sair por cima dos conservadores dificilmente Corbyn tem condições para continuar. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cameron regressa a Londres com uma vitória na Europa

As várias horas que durou o Conselho Europeu sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, ou a manutenção, acabaram num acordo entre os 28 Estados-Membros. Independentemente do que estiver no texto, a vitória será sempre para o primeiro-ministro britânico que provocou um terramoto político na Europa com as novas exigências. O mais importante para Cameron é chegar a Londres e convencer os eurocépticos do partido, mas sobretudo os britânicos. Em relação aos primeiros, nem todos estarão de acordo. No entanto, Cameron pretende ganhar a população através do referendo europeu e dessa forma calar os colegas ministros e deputados mais barulhentos. 

O acordo não garante reforço político imediato ao Reino Unido, mas no futuro poderá haver alterações. Ou seja, com a entrada dos novos líderes europeus, o próximo chefe do governo britânico vai beneficiar do trabalho realizado por Cameron, que sai antes de 2020. Isto é, quem vier a seguir tem um acordo com força para ser a voz principal na Europa, obtendo também uma revisão dos tratados. 

Os passos dados por Cameron têm sido correctos. Por isso tem conquistado vitórias importantes, a nível pessoal, partidário e nacional. Nenhum  primeiro-ministro britânico fez finca pé à Europa, preferindo estar sempre com uma mão dentro e outra fora para agradar aos eurocépticos e aos que são favoráveis à integração europeia, como o Partido Trabalhista. O referendo permite tirar todas as dúvidas sobre o posicionamento de todos, mesmo que o resultado seja equilibrado. Haverá sempre um vencedor e um vencido. 

Por fim, a iniciativa britânica revela as fragilidades da União Europeia. A Europa será sempre um espaço de debate e confrontação, como tem acontecido em vários países com a realização de vários referendos sobre matérias distintas. Contudo, sempre que um país ameaça bater com a porta os restantes correm logo para apagar os fogos, acabando por aceitar as exigências. Também foi assim no Eurogrupo com a ameaça da Grécia sair da zona euro. Isto revela falta de uma liderança, de um rosto que represente todos os cidadãos, mas também de pouca união relativamente às políticas que permitem a existência das recentes crises que aconteceram em 2015. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

David Cameron com mais força dentro e fora do Reino Unido

O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um princípio de acordo para a manutenção do país na organização. Apesar das novas condições e da vitória do primeiro-ministro, as dificuldades não acabaram, já que, ainda vai haver um referendo, o Conselho Europeu tem de dar luz verde e o eurocepticismo continua a ser uma realidade na ilha britânica. 

As negociações podem permitir ao Reino Unido ter mais peso no seio da comunidade europeia em termos económicos, embora seja difícil conquistar uma posição de superioridade política porque a Alemanha e a França têm o apoio da maior parte dos países, sobretudo escandinavos, bem como a Itália e a Espanha. Os esforços britânicos ainda são entendidos como uma vontade egoísta do que para permitir aos restantes países alcançarem a igualdade que reclamam. 

Neste momento, o primeiro-ministro David Cameron tem razões para sorrir porque consegue uma dupla vitória. Em termos internos e externos. A nível externo consegue o apoio da Comissão, Alemanha e Polónia. Internamente tem tudo para garantir uma vitória no referendo europeu e aumentar a importância no seio do Partido Conservador. A maioria absoluta não lhe cria problemas, mas controlar os eurocepticos do partido também representa um ganho político. Por fim, pode sair antes das eleições de 2020 ou nem sequer recandidatar-se. Vai sair sempre por cima, além de deixar a oposição sem argumentos, o que facilita o caminho do sucessor. Uma terceira vitória consecutiva dos conservadores nas legislativas será sempre "culpa" do chefe de governo.  

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Cameron ganha em toda a linha


A habilidade política é uma das qualidades que mais admiro em David Cameron. O primeiro-ministro britânico conseguiu convencer o Parlamento a autorizar a extensão dos bombardeamentos contra o Estado Islâmico na Síria. Não se trata de uma novidade, mas tem enorme significado político, já que, a proposta vai criar novamente divisões no Partido Trabalhista, em particular entre os deputados da força política que foi copiosamente derrotada nas últimas legislativas realizadas em Maio. 

O chefe de governo consegue uma vitória internacional, no seu partido e na Câmara dos Comuns. 

A primeira vitória em termos internacionais diz respeito à posição que o Reino Unido vai ter no conflito. Alguns países do Médio-Oriente pedem ajuda à Grã-Bretanha, o que significa a importância do país na defesa do mundo livre, à semelhança do que acontece com os Estados Unidos. A subida do Reino Unido na hierarquia também será importante nas negociações para a manutenção na União Europeia. Cameron aceita o pedido de François Hollande, sendo que, certamente terá um apoio importante nas reivindicações europeias. 

O líder dos conservadores reforça a posição dentro do partido, apesar de ter uma maioria absoluta de deputados bem superior aos 325 necessários para combater a oposição. Mesmo que 10 deputados conservadores votem contra a intervenção na Síria, Cameron ganha mais poder para o próximo objectivo, que será a questão europeia. É impressionante a forma como o primeiro-ministro obtém vitória atrás de vitória nos últimos cinco anos.

Por fim, a vitória sobre o Partido Trabalhista, que saiu desfeito das eleições legislativas e do recente acto eleitoral que culminou com a vitória de Jeremy Corbyn. O novo líder quebra uma tradição de apoio aos conflitos, mesmo que não haja "boots on the ground". A opção de Corbyn permitir o voto livre aos restantes deputados não tem efeitos positivos porque alguns parlamentares rebeldes disseram que iriam votar a favor mesmo antes da carta escrita por Corbyn a Cameron contra os ataques aéreos. Ou seja, mais uma vez os trabalhistas estão divididos dentro do parlamento, e, bem pior do que isso, contra um líder que nunca desejaram. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Mudança de temperamento


O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tenta uma forma de conquistar os parceiros europeus para a causa britânica. O apoio de Angela Merkel é importante, mas não suficiente para garantir o objectivo de rever os tratados europeus. No mínimo, tem de conseguir suporte da França e de alguns países do leste europeu porque são eles que vão sofrer com as exigências britânicas devido às medidas em relação aos imigrantes. 

O que não se percebe nesta ofensiva política de Cameron são as posições que mantém sobre o assunto. Quando sai de Londres faz um ultimato para sair do clube europeu, mas no regresso a casa aconselha a população no voto a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia. Na minha opinião o chefe de governo tem uma posição para fora do país e uma que serve os interesses britânicos. Ora, embora queira que a Europa mude de paradigma, ao mesmo tempo tem medo das consequências de uma votação que indique a saída do clube europeu. 

Isto também aconteceu na recente crise grega onde Alexis Tsipras demonstrou vontade em sair, mas sabe que isso era o pior para o país, o que fez com que aceitasse as duras medidas de austeridade.

O Reino Unido sofre consequências políticas que levarão ao isolamento se optar por abandonar a Europa e não será por isso que se aproxima mais dos Estados Unidos. O provável afastamento é um dos maiores receios de David Cameron, embora não queira que a França e Alemanha detenham o poder de tomar todas as decisões mais importantes. O Reino Unido deve ser incluído e ter uma posição forte. 

A nega com que David Cameron termina a próxima viagem marcada para final de Setembro/Outubro pode deixar marcas que o levam a alterar a sua decisão. Ou seja, fazendo campanha pelo NÃO à Europa e estar ao lado de Nigel Farage. Tendo em conta as exigências politicas, o temperamento do primeiro-ministro e a fragilidade da oposição britânica haverá um volte-face na atitude de Cameron. Não acredito que leve uma nega e aceite ficar na mesma Europa que não quis nada com as propostas britânicas porque sem condições favoráveis ao Reino Unido qual é a razão para defender a manutenção na Europa?

No meu entendimento não é o resultado do referendo que garante a vitória a Cameron. O SIM da Europa é muito mais relevante do que a vontade do povo britânico. O primeiro determina a continuidade do actual governo até final da legislatura. 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jogo perigoso de David Cameron

O referendo europeu sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia tem tudo para correr mal ao primeiro-ministro britânico, excepto o resultado da votação. A população, tal como David Cameron, vota sim à continuidade do país no clube europeu. No entanto, o processo que culmina na consulta popular pode fazer com que Cameron caia politicamente antes de 2020. 

Neste momento o primeiro-ministro anda à procura de apoios junto dos parceiros europeus para a sua causa. O suporte de Angela Merkel é um bom sinal, mas são os países de leste que vão bloquear qualquer iniciativa britânica. O bloco composto pelos países do norte, leste e centro da Europa não estão com o Reino Unido. Os únicos que pretendem alterações na actual correlação de forças são países como Portugal que têm pouca voz nas instituições. Penso que Cameron está mais preocupado com os interesses dos britânicos do que com a união na Europa. 

A batalha política tem tudo para correr mal na frente externa e interna. Em termos externos Cameron tem os mais fortes contra si. No plano interno os conservadores e a população não lhe vai perdoar senão aterrar em Londres com condições favoráveis para o seu país. Caso não haja mudanças estruturais com Bruxelas o sentido de voto dos britânicos pode mudar a favor da saída. Nessa situação não resta ao actual primeiro-ministro abandonar o barco em 2016 ou 2017. Ou seja, o tempo que o novo chefe de governo fica no cargo muito provavelmente será de um ou dois anos, não havendo possibilidades políticas de cumprir os cinco anos. 

As hipóteses avançadas jogam todas contra o primeiro-ministro. No entanto, ele foi o principal responsável por se ter colocado nesta posição. Não tenho dúvidas que Cameron cumpriu o seu dever em termos internos e agora está focado em fazer regressar o Reino Unido ao poder na Europa. 

Nos últimos cinco anos David Cameron obteve vitórias no plano interno. Penso que não terá a mesma facilidade quando lidar com Angela Merkel, François Hollande e os outros chefes de governo do norte da Europa. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cameron não precisa disto

Os primeiros dias de David Cameron após a reeleição não correm bem. O primeiro-ministro decidiu fazer um ultimato aos seus ministros. A imprensa britânica revelou que o chefe de governo pretende que os seus membros adoptem uma única postura pública, apesar de deixar cada um votar como bem entender durante as renegociações com Bruxelas que poderá levar a um referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia. 

David Cameron não tem o poder de controlar o voto pessoal de cada ministro, mas tem a garantia de controlar cada palavra que cada ministro profere. Ao mínimo descuido há o risco de ser expulso do governo.

A posição do chefe de governo não pode ser tolerável porque choca com a liberdade de voto das pessoas. Mesmo que tenham responsabilidades governativas há sempre um direito de opção que deve ser respeitado. 

Não tenho dúvidas que Cameron tenta unir o seu partido à volta de um tema que vai dominar o debate político no Reino Unido até 2017, mas não tem o direito de recorrer à ameaça política. Desconhecia este temperamento do actual primeiro-ministro. Não acredito que a soberba maioria absoluta conquistada há um mês tenha mudado a forma de David Cameron fazer política nem o seu carácter. Penso que se trata de uma atitude cautelosa para evitar ser atacado pela oposição. 

Não é preciso recorrer a golpes baixos para convencer a população. Ainda por cima o primeiro-ministro é favorável à manutenção do Reino Unido no clube europeu. Convém estabelecer a diferença entre ser eurocéptico e dar a oportunidade dos britânicos se pronunciarem sobre um assunto. Ainda que seja delicado e provoque alterações profundas no país e na Europa.

A maioria absoluta não deve ser utilizada para fazer uma nova forma de política. Na hora da vitória esteve muito bem quando se recordou de Nick Clegg. David Cameron não precisa disto porque tem tudo a seu favor nos próximos cinco anos. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Um conservador com pensamento liberal

Ao longo de todos os meses da campanha eleitoral sempre acreditei na vitória de David Cameron. Nunca confiei nas sondagens que davam um Partido Trabalhista empatado com os conservadores. À medida que se vai falando com académicos, população e jornalistas fui percebendo o bom trabalho realizado pela maioria governamental composta pelo Partido Conservador e pelos Liberais-Democratas. A partir de hoje os dois partidos separam-se, mas na história fica a recuperação da economia, implementação de medidas sociais, a gratuitidade do serviço nacional de saúde e a exigência do Reino Unido estar na primeira linha das decisões europeias. Sim, os britânicos também se chegam sempre à frente quando é necessário enviar militares para os cenários de guerra. A Alemanha e a França deixam muito a desejar neste aspecto. Cameron ficou muito bem quando recordou Nick Clegg. Não só porque a maioria aguentou, mas pelo facto do seu antigo parceiro de coligação ter anunciado a sua demissão. Houve divergências importantes na economia, Europa. David Cameron poderia ser muito líder dos Liberais-Democratas devido ao seu pensamento liberal nas áreas que acabei de referir.

O importante é pensar no futuro. Nos próximos cinco anos os conservadores vão governar sozinhos. Não será por este factor que deixará de haver democracia na Câmara dos Comuns. Como tem acontecido muitas vezes, Cameron é um homem que sabe ouvir e decidir sozinho. O plano de recuperação económica está traçado. Nada há mais a fazer senão manter o rigor e apostar no investimento. Na saúde o NHS funciona às mil maravilhas também por causa do trabalho efectuado pelos governos trabalhistas. O Reino Unido parece um país onde tudo é bom. Mas não é. 

O primeiro-ministro tem um enorme desafio pela frente. A questão europeia vai marcar os próximos cinco anos da legislatura. Nos próximos dois serão as negociações para evitar a realização de um referendo. Em 2018 e 2019 os britânicos vão sofrer as consequências do resultados. Sejam eles positivos ou negativos. Em 2017 se verá. A maioria absoluta deixa David Cameron descansado porque permite gerir internamento o país e concentrar-se exclusivamente o combate europeu e atlântico. Neste aspecto, o chefe de governo tem de acabar com a hegemonia alemã em Bruxelas e tentar que esta seja mais democrática e justa socialmente. Se isso não acontecer o Reino Unido fecha as portas aos imigrantes ou não cria condições para os integrar devidamente. A aliança com os Estados Unidos já não é a mesma. Muito por culpa de Washington, mas porque as guerras no Iraque e no Afeganistão abriram feridas entre as duas nações. Na próxima década a atenção dos Estados Unidos estará na Ásia, no desenvolvimento da China e na questão ucraniana e a respectiva influência de Moscovo. Apesar das constantes viagens de Obama à Ásia-Pacífico, David Cameron precisa do seu aliado para fazer frente às potências europeias, que se reúnem secretamente para decidir o futuro dos restantes países da União Europeia. Sem força externa o trabalho de Cameron ficará mais complicado. Não será com os países mais pequenos como Portugal, que Londres atinge os seus objectivos. 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

David Cameron

O primeiro-ministro britânico optou por romper com os ideais de Margaret Thatcher. Ela representava a verdadeira direita e conservadorismo britânico. David Cameron tem tido preocupações sociais nas suas políticas. Não é, nem de perto nem de longe, um homem que tem por objectivo conquistar o crescimento económico à custa dos mais fracos. Consegue implementar políticas de crescimentos sem prejudicar os mais desfavorecidos. 

O motivo pelo qual os conservadores não descolam das sondagens tem a ver com as posições europeias de David Cameron. Mesmo sendo eurocépticos, os britânicos preferem ficar na União Europeia do que sair. No entanto, pretendem estar na primeira posição, em vez de serem mandados por Paris e Berlim. Tal como aconteceu no referendo sobre a independência da Escócia, os britânicos não vão arriscar uma alteração de hábitos. 

Percebo a política de Cameron que tentar proteger o Reino Unido da imigração em massa, da mesma forma que os países do sul da Europa fecham as portas à imigração proveniente do Norte de África. A solução não passa por abrir as portas de casa a qualquer pessoa. 

Na próxima eleição vamos saber se Cameron fica mais um mandato. A segunda legislatura será marcada pelo referendo sobre a União Europeia, bem como pela política externa britânica. Há muito que o Reino Unido deixou de ser o parceiro ideal dos Estados Unidos, que estão mais virados para a Ásia-Pacífico. 

Em termos internos, o primeiro-ministro ultrapassou as dificuldades de inverter o ciclo económico negativo com que Gordon Brown deixou o país. Repito: sem nunca colocar em causa os mais fracos, nem optando por políticas de austeridade excessivas. Talvez o governo português devesse olhar mais para o exemplo britânico. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Quebra na coligação britânica

A poucos meses das eleições legislativas no Reino Unido os dois partidos da coligação voltaram as costas. Tal como aconteceu em Portugal há um ano, conservadores e liberais-democratas decidiram fazer birra. O que está em causa são as linhas gerais da economia para o próximo ano. Os deputados dos liberais-democratas acusam Nick Clegg de deixar Cameron fazer muitos cortes, embora o líder do partido liberal tenha tomado posições em sentido contrário. 

Com o aproximar do acto eleitoral os partidos no Reino Unido começam as suas jogadas políticas. Há semelhança do que acontece com o CDS, os Liberais-Democratas podem ser decisivos na formação de um governo conservador ou trabalhista. No entanto, o partido liderado por Nick Clegg tem poucas possibilidades de obter um resultado que lhe permita pensar em ser o centro das atenções. Nesse papel está o UKIP de Nigel Farage. 

Os Liberais-Democratas são uma força que se estreou neste governo liderado por David Cameron. O presidente do partido, Nick Clegg, tem muito mérito, mas não conseguiu agarrar os seus votantes nestes últimos anos. Apesar de tudo, manteve dois aspectos essenciais no partido: a ideologia e a força interior. O caso dos Liberais-Democratas é interessante porque mantiveram o seu europeísmo e a suas propostas económicas. 

A questão em cima da mesa é o facto de ser impossível juntar conservadores e liberais na mesma mesa. Só mesmo a política britânica para conseguir enorme feito ideológico. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Um fiasco chamado Ed Miliband

O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, vai ter uma vida complicada até às próximas eleições legislativas que se realizam no próximo ano. A popularidade de Ed tem vindo a cair, enquanto David Cameron continua sólido. O mais interessante é verificar que os Conservadores e Trabalhistas estão lado a lado nas sondagens. O facto de Miliband não ser visto como um bom primeiro-ministro pode tornar complicado uma vitória do Labour na hora do voto, o que garante aos Conservadores efectuaram uma coligação. 

É impressionante como um líder da oposição não consegue reunir apoios quando o alvo das críticas é sempre o primeiro-ministro. Ed Miliband tem o mesmo problema de António José Seguro. Não é carismático, não tem postura nem atitude de líder da oposição, quanto mais de chefe de governo. Ao contrário do que costuma parecer, é mais difícil estar no combate ao governo do que ser responsável por medidas impopulares. No entanto, no Reino Unido o governo liderado por David Cameron tem feito milagres na economia e noutros sectores, como é a questão europeia. 

Daqui a seis meses temos eleições legislativas no Reino Unido. Vai ser muito complicado ao actual líder do Labour recuperar uma imagem negativa. No fundo é a sua figura que vai a jogo. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ganhou David Cameron

O referendo sobre a independência da Escócia teve o desfecho esperado. O NÃO venceu até com uma margem significativa sobre o SIM e agora volta tudo ao normal. Tal como afirmei muitas vezes este referendo foi muito diferente do da Catalunha porque no Reino Unido é mais uma questão de orgulho do que propriamente de "nacionalismo" como acontece em muitas regiões de Espanha. Até porque a Escócia é praticamente um país independente derivado da sua autonomia. 

Na minha opinião o que se passou uma guerra entre Alex Salmond, first minister of Scotland, e David Cameron. Do primeiro contra o segundo. Por isso é que o actual primeiro-ministro britânico é o grande vencedor da noite, independentemente do trabalho realizado pelos movimentos escoceses que lutaram pela manutenção do país no Reino Unido. Nem outra coisa faria sentido porque as desvantagens em caminhar sozinho são maiores do que as vantagens. Cameron esteve muito bem em todo o processo, em particular ao não criar obstáculos constitucionais e políticos aos líderes escoceses. Agora que o povo falou o Reino continuará Unido até sempre. 

Ao contrário do que apregoam muitos analistas nada se vai alterar naquelas bandas. Os britânicos são um povo pacifico e unido. E como já disse, esta campanha foi apenas uma questão de orgulho. 

O resultado do referendo escocês não vai mudar o sentido de voto dos catalães que irão às urnas em Novembro. Na Catalunha os perigos de ganhar o SIM ou o NÃO são muito mais imprevisíveis para Espanha, mas também para o resto da Europa. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Velhos aliados, diferentes posições

Os velhos aliados têm estratégias diferentes para combater a ameaça do ISIS. Os EUA já se sabe que vão bombardear os campos dos militantes até que não reste mais nada, mesmo que para isso tenham de morrer cidadãos norte-americanos como foi o caso dos jornalistas Foley e Stotfoll. A política da Casa Branca parece-me acertada porque não se deve ceder a ameaças, até porque ninguém sabe o que aconteceria aos dois homens decapitados em caso de cessar-fogo norte-americano. Alguns analistas entendem que o EI não tem forma de se defender das bombas e por isso utiliza este tipo de resposta. Embora tenham nas suas fileiras homens bem treinados e com capacidade, é natural que quem anda de aldeia em aldeia com carros a espalhar o terror não tenha grandes condições de autodefesa. O problema é que o grupo não esperava uma reacção norte-americana em defesa dos curdos. 

Esqueçamos os guerrilheiros iraquianos e voltemos à posição de Cameron. Perante a ameaça do EI decapitar um cidadão britânico, Cameron garantiu que o Reino Unido não irá intervir no Iraque. É curioso que esta posição seja contrária à de Tony Blair que recentemente sugeriu mais um ataque no país. 

Também não deixa de ser interessante que os dois mais velhos aliados de sempre (EUA e UK) não estejam unidos nesta questão. Percebo a posição de Cameron, mas também de Obama. Neste momento não há nada a fazer no Iraque a não ser garantir um apoio político, mas isso é tema que só interessa a Washington porque Londres já deixou de tentar exercer a sua influência além fronteiras. Aliás, Cameron é um homem que se preocupa apenas com o poder do Reino Unido dentro do país. 

Ao contrário do que acontece com a Casa Branca, o número 10 em Downing Street está a considerar todas as hipóteses para salvar David Haines, incluindo pagar um resgate. É perfeitamente natural que o primeiro-ministro britânico reaja desta forma. 

Na minha opinião a situação no Iraque revela bem que os EUA e o Reino Unido, não estão só distantes em termos militares, mas também ideologicamente. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Remodelação surpresa tendo em vista as legislativas


O primeiro-ministro britânico, David Cameron, fez hoje uma remodelação surpresa e cuja principal missão foi criar uma nova onda positiva no seio do governo que terá de se preparar para as legislativas do próximo ano. O mais surpreendente nesta remodelação foram as despromoções de Michael Gove e William Hague, antigo ministro dos negócios estrangeiros. Embora o chefe de governo diga que não se trata de afastar dois importantes membros do partido conservador, a verdade é que a crítica britânica acredita que Cameron pretende mais espaço de manobra para enfrentar os trabalhistas e o UKIP em 2015.


Esta mudança no executivo surge numa altura após um mau resultado nas eleições europeias e quando se aproximam as legislativas 2015 cujo resultado poderá ditar um referendo histórico sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia. Na minha opinião Cameron fez bem, mas arriscou demasiado em afastar Gove e Hague uma vez que os dois podem causar problemas internos, em particular o primeiro. Em relação ao segundo não percebo o afastamento do ministério dos negócios estrangeiros já que se tratava de um bom diplomata. No entanto, o líder não entendeu assim e fez tudo de uma vez. O pior nesta alteração foi a forma como Cameron usou o twitter para dar a conhecer aos britânicos um importante momento político. Espero que esta moda não seja para copiar noutros países. A utilização das redes sociais é importante para transmitir a mensagem rapidamente, mas não pode ser aproveitada pelos políticos de qualquer forma. 


É natural que Cameron tenha feito esta remodelação porque a actual situação a isso obriga, até porque os debates semanais com Ed Miliband não lhe têm corrido bem. A partir de agora Cameron já não tem mais margem de manobra para falhar uma vez que o calendário eleitoral está a apertar. Contudo, acho que as melhorias económicas do país e a queda do desemprego podem ajudar a equilibrar os pratos da balança nos próximos meses. Em meu entender o que tem causado mais problemas aos Conservadores é a sua insistência em relação ao referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia. Aqui, o actual primeiro-ministro, ainda não explicou muito quais são as vantagens de sair e as desvantagens de ficar. E o outro aspecto tem a ver com a sua posição sobre o projecto europeu, porque não pode simplesmente organizar uma consulta popular e deixar nas mãos do povo a sua própria opinião. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Duas nações, dois velhos amigos

O presidente norte-americano, Barack Obama, teve ontem um gesto importante. Na reunião do G7 que se realiza em Bruxelas apareceu ao lado de David Cameron, primeiro-ministro britânico. 

Há muito tempo que os EUA não são vistos ao lado do Reino Unido. Que me lembre deve ter sido a primeira vez que Obama mostrou publicamente a sua admiração pelo aliado de sempre. Não sei se as diferenças ideológicas, Obama é mais de esquerda, enquanto Cameron é um conservador puro; são motivo para os dois países não seguirem o mesmo caminho. Nos últimas crises políticas temos visto o EUA sozinho, como que a decidir por si os destinos do mundo. Quem não se lembra da famosa união entre Blair e Bush que levou à guerra no Iraque. 

O Reino Unido tem estado ausente do combate internacional por motivos internos. Desde muito cedo que David Cameron procurou orientar o seu exercício: agitar a União Europeia e fechar as tradições e costumes britânicos. No fundo, o que Cameron pretende é que o Reino Unido navegue sozinho sem o apoio dos seus parceiros europeus, porque isso é o que a maioria da população quer. Sempre foi assim. 

Acho que Obama deu um sinal de abertura, como tem sido costume, ao aconselhar o Reino Unido a se manter na UE. Com isso a Europa, mas também os Estados Unidos ficarão mais fortes. Na opinião do líder norte-americano qualquer outra decisão será precipitada e prejudicial para os britânicos. É natural que os EUA sozinhos não consigam resolver a crise ucraniana, o conflito na Síria, a questão nuclear iraniana e o conflito no médio-oriente. Em todas estes assuntos de natureza internacional, EUA e Reino Unido têm tido posições isoladas. Assim não pode ser porque a velha aliança anglo-saxónica sempre foi uma das mais tradicionais e sucedidas ao longo da história. 

Na minha opinião David Cameron deve reflectir sobre os assuntos internos do país. Mais não seja ouvir os bons conselhos. O primeiro-ministro britânico vai-se arrepender de ter dado um passo maior do que a perna. No entanto, pode ser que tanto os escoceses, como os britânicos lhe façam ver que o actual chefe de governo esteve profundamente errado durante este período. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

In Cameron british have faith

David Cameron tem feito um excelente trabalho à frente do governo britânico, ao ponto de ter reduzido o desemprego no país para 6,9%. No entanto, algumas declarações e posicionamentos tem deixado o primeiro-ministro em maus lençois. Cameron parece um pouco conservador demais, e não é sem dúvida um liberal. Depois da sua atitude em relação à UE, Cameron vem agora dizer que os britânicos devem sentir-se mais católicos.

Dizer isto num país que é protestante e nem sequer festeja a actual época é dar um tiro no pé, muito embora. tal como cá, não haja oposição para pegar nas palavras do actual primeiro-ministro. A mim parece que Cameron quer ganhar votos quando estamos a menos de um ano das eleições legislativas. Isso é tudo legítimo, contudo os temas que o partido conservador tem colocado na praça pública são uma tentativa de agradar aos britânicos, que como se sabe são muito complicados no que diz respeito a certas matérias. E essas matérias são a religião, europa, imigração. Nos últimos tempos, Cameron tem cedido à vontade popular. 

Isso não faz dele um líder populista, mas alguém que está atento aos problemas das pessoas, mesmo quando chocam com os princípios políticos dessa figura.

quarta-feira, 12 de março de 2014

A campanha para o referendo já começou

A campanha para o referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia já está em marcha, muito antes da campanha para as próximas legislativas britânicas que se realizarão em 2015. Caso o governo de David Cameron mantenha o poder a consulta popular vai ser uma realidade em 2017, como se pode notar pelo cartaz apresentado. 

Esta propaganda dos Conservadores surge depois de Ed Miliband, líder do Labour, ter vindo anunciar publicamente que não vai haver referendo caso o antigo partido de Tony Blair vença as eleições do próximo ano. Embora os Liberais-democratas liderados por Nick Clegg estejam no governo com os Conservadores, é público que o 2º partido da coligação governamental britânica entende que a "população vai votar contra a saída da UE". 

Há muitos analistas em Londres que entendem o eurocepticismo de Cameron, não para saír da UE mas para dar a oportunidade às pessoas de se pronunciarem. À semelhança do que fez em relação à independência da Escócia, o actual primeiro-ministro pretende uma clarificação popular sobre os temas que dividem a sociedade escocesa e inglesa. 

David Cameron está a usar esta questão para pressionar a Europa a fazer reformas, mas também para reforçar os poderes do Reino Unido na UE e juntar-se à França e Alemanha, mas o melhor seria mesmo expulsar os franceses da liderança europeia. 

Mesmo que o Labour vença as eleições, o que eu acho improvável, Ed Miliband não devia ter tomado esta posição quando ainda falta um ano para as legislativas e três para o dito referendo. É que se Miliband for o próximo primeiro-ministro vai ter a comunicação social e a população a exigir uma consulta popular sobre a matéria, até porque não há sinais de Miliband vir a ser um bom defensor do Reino Unido na UE. 


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cartadas decisivas para David Cameron

O primeiro-ministro britânico tem duas batalhas políticas pela frente. A independência pela Escócia e a possibilidade de saída do Reino Unido da União Europeia. Para já, Cameron tem de tratar da situação escocesa com urgência, uma vez que o referendo na Escócia pode ser um problema para o Reino Unido mas também para a própria União Europeia, que já tem de se preocupar com a independência da Catalunha. 

No entanto, a saída da UE será um tema mais complicado de resolver já que nem os Conservadores e os Liberais democratas estão de acordo com a posição do primeiro-ministro. Há a possibilidade de nem o próprio chefe de governo estar convicto desta proposta. 

O que mais me espanta nas recentes ideias políticas de David Cameron é o facto das mesmas não caberem na ideologia do Partido Conservador Inglês que costuma ser muito mais brando e europeu do que os trabalhistas. Contudo, são os trabalhistas que querem ficar na UE e os Conservadores têm posições diferentes em relação a esta questão. Cameron só vai colocar a questão da UE depois das eleições gerais em Inglaterra mas pode ser que esta ideia absurda não saia do papel porque se o PM perca a Escócia, o resto do Reino Unido não lhe vai perdoar ter concordado com a realização do referendo. Se, como é previsível, os escoceses não quiserem a autonomia, Cameron pode jogar a sua cartada eurocéptica. 
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