Mostrar mensagens com a etiqueta Causas e Coisas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Causas e Coisas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Causas & Coisas - Pessimismo

Como povo somos pessimistas. Não nos podem qualificar de optimistas porque nunca o fomos. 
A situação por que passamos contribui muito para este estado de espírito, no entanto quando a tempestade passar não vamos entrar numa onda optimista.
Achamos sempre que o próximo ano será sempre pior, contudo o que passou já foi bastante mau. Não são só as perspectivas económico-financeiras que nos fazem olhar para baixo, é todo um conjunto de situações socio-políticas desfavoráveis. Infelizmente, a nossa história tem sido um pouco assim pelo que não é de espantar que os indices de confiança estejam no negativo. 

Quem vagueia pelos cafés, autocarros, quiosques nota que a conversa é sempre a mesma. Nas notícias só dão "desgraças" e nunca "há dinheiro para nada, nem para um cafezinho". Este é o nosso ADN e não há maneira de o mudar o que nos leva à resignação. Esta é uma característica muito nossa que devemos combater. A resignação faz com que estejamos muito dependentes das decisões e acções dos outros, no fundo é esperar que com o sucesso do outro também nós consigamos chegar a patamares elevados. É sempre melhor esperar pela ajudinha do que lutar com as nossas ideias e vontades. 

É por isto que há muito esperamos por um D.Sebastião que nunca chega.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Causas & Coisas - Somos um povo de causas?

Nós temos uma qualidade muito grande: somos um povo que se une nos momentos mais difíceis, mas para além disso, conseguimos juntar esforços para ajudar os outros. Quem não se lembra do ataque a Timor nos anos 90 e das inúmeras manifestações de solidariedade.
Quando se realizou o Euro 2004, todos os portugueses, mesmo aqueles que não gostam do jogo, envolveram-se no apoio à selecção nacional, mas que no fundo era apoiar o país rumo a um objectivo importante. A colocação de bandeiras nas janelas empurrou a equipa de Scolari até a uma final inédita. A recente onda de manifestações não acontece por acaso. O que está em causa não é a manutenção ou não do governo de Direita ou de esquerda, mas a tentativa de acordar os políticos para um caminho que pode ser igual ao da Grécia. Ao estarmos unidos contra a troika queremos que se encontre uma solução diferente daquela que nos está a ser implementada.

Gosto desta qualidade da nossa sociedade de nos maus momentos dar as mãos,  sem olhar a cores políticas  ou preferências ideológicas. O que se está a passar é isto mesmo: pessoas com diferentes visões políticas, estão a esquecer as "rivalidades". Só um grande país como o nosso é que consegue mobilizar a sua população quando o que está em causa é a sobrevivência desse mesmo Estado. 

Na próxima segunda feira a Chanceler Alemã visita o nosso país. Como seria de esperar estão preparados vários protestos. No entanto há um que salta à vista. Para mostrar a Merkel a nossa indignação perante as políticas que temos vindo a sofrer, decreta-se que se coloque uma bandeira negra nas janelas dos sítios por onde a chanceler irá passar. 
Ora, este é mais um momento de união nacional, à semelhança dos episódios atrás referidos. Isto só vem provar que o principal alvo da ira dos protestos é quem nos está a impor esta receita e não que as está a aplicar. 

Acho importante que Portugal faça ouvir a sua voz na próxima segunda feira. Já que quem nos governa não consegue defender os interesses nacionais, é chegada a altura de, por via pacífica, demonstrar a insatisfação perante as medidas de austeridade anunciadas e que entrarão em vigor no próximo ano. A submissão não é uma característica do povo português. A história diz-nos que sempre lutámos contra quem nos quis dominar, pelo que não será agora que iremos ceder. Esta vontade de união também costuma ser demonstrada em eleições.

É por estas razões que a nossa história tem sido marcada por sucessivas transformações a nível social e politico.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Causas & Coisas - A irritabilidade de estar numa fila

Muitas vezes quando estamos numa fila longa sentimos o nervoso miudinho. Estar numa fila é bastante irritante e quem não aguente deve imediato pedir ajuda psicológica. Em baixo apresentamos quatro situações que podem perturbar seriamente o funcionamento do sistema nervoso.


O caso dos supermercados é o mais irritante de todos, especialmente quando em quatro caixas apenas duas estão a funcionar. Isso acontece muito nos supermercados nacionais. A vontade de começar a empurrar tudo e todos é enorme, no entanto como não somos os únicos, se isso sucedesse o supermercado era capaz de se transformar numa autêntica batalha campal. Infelizmente o truque de começar a bufar não funciona.......

O pior sítio para se estar numa fila é na estrada. As filas de trânsito são as mais irritantes de todas. À semelhança do que acontece nos supermercados também temos o querer passar por cima de todos os carros à nossa frente. Uma vez derrubado tudo, temos o prazer de olhar para trás e reparar na quantidade de palermas que ficaram para trás. Enquanto nós vamos à nossa vida, os outros continuam enfiados na fila. Melhor do que isso é a pergunta que nós fazemos: porque razão os da frente não andam? Estar horas enfiado numa fila é um bom remédio para a depressão e a irritabilidade, ou talvez não. Há quem parta vidros, estrague mudanças ou descarregue a fúria no co-piloto.....No entanto tenho a certeza que muitos gostam de ficar presos no trânsito para faltar ao trabalho. 

Não há fila maior do que a do santini, especialmente em dias de verão. Uma pessoa vai alegremente com a vontade de comer um gelado, no entanto a necessidade esbarra numa fila que só pára no principio da Rua do Carmo. Quantos gelados é que não foram comprados por causa deste impedimento?

Apesar dos três exemplos acima referidos serem motivo para recorrer a um psicólogo, o pior mesmo é estar na fila do multibanco, nomeadamente quando há pessoas que se metem na fila e não vão fazer qualquer operação no ATM. É que só pelo facto de haver uma fila de 6,7 pessoas, é motivo suficiente para ir procurar outro multibanco. Estar horas à espera e saber que afinal o tipo da frente está ali por nada é bastante frustrante. Ao contrário do que acontece numa fila de supermercado, a técnica do bufar resulta, especialmente naquelas pessoas que vão fazer mil operações ao mesmo tempo. Olhe, por acaso não sabe utilizar a net?- é o que apetece perguntar...
Ainda para mais, após horas na fila, a depressão aumenta quando não se pode levantar dinheiro. Afinal deveria ter ido a outro multibanco, pensa-se. 


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Causas & Coisas - Falta de respeito


A frase já não há respeito é uma constante cada vez mais usada no nosso quotidiano. Normalmente são os paizinhos que se referem aos filhos como “maus comportados”. No entanto, muitos valores importantes têm vindo a perder importância na nossa sociedade. Uma delas é sem dúvida o respeito, sobretudo pelos mais velhos. Nota-se muito nos transportes públicos, na rua e até em outros locais a falta de respeito mas sobretudo a inexistência de educação cívica. A perda de valores e princípios é um dos grandes temas quentes que se pode discutir nos dias de hoje. 
É por isto que se ouve cada vez mais a expressão “lei da selva” ou “republica das bananas”, embora o segundo termo seja aplicado mais à política do que propriamente ao comportamento sociológico.

A falta de educação origina também actos de violência que depois gera em insegurança por parte do colectivo. E a violência não é só física, sendo de aplicar ao caso concreto questões morais.

Isto é consequência de uma sociedade que não olha a meios para atingir os fins, pelo que atitudes de egoísmo, vingança e mau estar são cada vez mais frequentes na sociedade aparentada. Não que devêssemos caminhar para a perfeição, no entanto perante os dados lançados a possibilidade de surgirem mais conflitos sociais é maior.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Causas & Coisas - os Papagaios falam

Uma das preocupações mais frequentes das pessoas é aquilo que os outros pensam ou falam. Esse estigma nacional de estar preocupado com o que os outros dizem ainda está muito enraizado na sociedade portuguesa. 
Em muitas ocasiões deparamo-nos com o famoso "As pessoas falam", sendo de realçar que ninguém quem são essas pessoas nem sobre o que comentam. Também há uma segunda vertente deste provérbio nacional, que é o "as pessoas comentam". 
Esta é uma forma de condicionar uma pessoa a fazer seja aquilo que for. Não há melhor maneira de impingir insegurança a uma determinada pessoa que esta. Logo aqui fica-se a pensar naquilo que se comenta. Pior ainda é o tempo que se perde a tentar descobrir quem são os seres humanos autores de tamanha cabala.
Quem se importa com este tipo de fobia, não é uma pessoa segura. No entanto, aquele que se diverte a meter medo ao outro também não é muito seguro de si. O objectivo primordial de lançar o pânico é transferir a insegurança para o outro, que à partida é uma pessoa confiante.
A atitude a tomar perante este tipo de lavagem cerebral só pode ser duas: um se dá importância ao facto e aí morre logo a motivação ou então segue-se para a frente, deixando os papagaios falar. Esta figura dos papagaios é uma daquelas que deveria fazer parte da bandeira nacional, ou então podia ser um símbolo. É impressionante o número de aves exóticas que circulam por aí. É um autêntico bando que anda por aí. 
De facto, a atitude a tomar é deixar as pessoas falarem, porque só assim é que um dia mais tarde se calarão.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Causas & Coisas - Se a mentira pagasse IVA

Esta é uma expressão muito popular que se adequa na perfeição aos dias de hoje. 

Hoje em dia, estamos constantemente a lidar com a mentira. Isso é muito comum nas relações entre pessoas, sobretudo as amorosas. No entanto, essas mentiras são as mais perdoáveis, mas ao mesmo tempo as mais frequentes. Com o número de divórcios e relações extra-conjugais a aumentar, se o Estado fosse cobrar por cada mentira arrecadaria cerca de 5 mil milhões euros, cerca de 15% da receita total do IVA.

As notícias de hoje são pouco fiáveis. É muito usual colocar na primeira página ou na abertura dos telejornais notícias falsas de forma a conquistar audiência ou vender mais exemplares. Isto acontece, sobretudo no campo da informação desportiva. Muitas contratações anunciadas nos pasquins não passam de pura especulação. Nestes casos, a culpa nem sempre é dos jornalistas mas sim das ditas "fontes" que por vezes levam o jornal a publicar notícias falsas. Aqui o Estado poderia arrecadar bastante dinheiro se a mentira pagasse imposto. Fazendo as contas assim por alto, seriam cerca de 10 mil milhões de euros, o que corresponderia a quase 25% da receita proveniente do IVA. As mentiras na imprensa, para além de serem em grande escala, podem colocar em causa a honorabilidade do visado, pelo que é normal,  o Estado querer lucrar mais. No fundo a intenção é evitar mentiras em grande escala.

Por fim chegamos ao polvo. Como quem diz, às grandes mentiras e as que normalmente têm uma expressão maior. As mentiras dos políticos são as mais importantes, no que toca à contribuição para o IVA. No entanto, e para evitar grandes receitas provenientes das suas mentiras, os próprios deputados legislaram no sentido que só seriam cobradas as mentiras ditas em campanha eleitoral, para evitar restrições durante o exercício do respectivo mandato, quer seja no governo, quer na oposição. Na própria lei, existe uma norma que faz a distinção entre "mentira pura" de "mentir por necessidade". As medidas de Mariano Rajoy sobre o aumento do IVA em Espanha são um exemplo de mentir por necessidade. Por vezes, quando se está na oposição diz-se uma coisa e quando se é Governo faz-se outra, não é por mentir ou ludibriar o povo. Não, em certas alturas, e em particular naquela que atravessamos, têm de ser tomadas medidas contrárias àquelas que foram proferidas antes da hora do voto; por força das circunstâncias. Estas podem ser de várias ordens : sociais, políticas e sobretudo económicas. Pelo que, quando se aponta o dedo a um Primeiro-Ministro porque ele entrou em contradição, a acusação é injusta. 

Qualquer líder tem de tomar decisões consoantes as circunstâncias. Naturalmente que, à medida que a governação avança e os problemas são cada vez maiores, têm de se tomar medidas impopulares mas que são necessárias para evitar males maiores no futuro. Ora este tipo de "mentira" não pode pagar imposto.

Em relação à mentira pura, deve ser cobrada uma certa quantia para que a própria mentira não seja repetida vezes sem conta e com o intuito claro de prejudicar os cidadãos. Por cada mentira de um responsável político, o Estado arrecada cerca de 20 milhões de euros, correspondente a uma percentagem de 40% do IVA. 

Fazendo as contas, cerca de 80% da receita do IVA provêm das mentiras constantes com que somos confrontados. O valor de 35 mil milhões de euros anuais líquidos. 

O Estado não se faz parvo e aplica o ditado " se a mentira pagasse imposto" , Portugal estaria à muito tempo livre do problema do défice. À atenção de Vitor Gaspar.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Causas & Coisas - o país do Senhor Cunha

O Senhor Cunha vive em Portugal há muito tempo. Primo do Compadrio e da Influência, já tem uma certa idade mas ainda assim ele é o unico que fornece os melhores serviços às melhores pessoas. Foi só após o 25 de Abril é que começou a ser conhecido. No entanto, também o Estado Novo de quando em vez recorria aos seus serviços. Mas foi no período democrático que todos os portugueses o ficaram a conhecer.

A escolha de Portugal para viver teve uma unica razão: Há quem não tenha capacidade para chegar onde pretende pelo mérito.

No nosso país, há quem o chame por diversas razões. Pela sua experiência, os cargos políticos são os mais apetecíveis mas também os mais dificeis de obter porque de 4 em 4 anos o governo muda de cor partidária. Uma das dificuldades do Senhor Cunha é explicar que o cargo é temporário e nunca definitivo, no entanto a remuneração vale bem a pena o curto espaço de tempo no poder. Na entrevista não é necessário habilitações literárias, até porque quem tem cursos e boas médias normalmente não recorre ao Senhor Cunha, e quando recorre; num espírito de missão; o Senhor Cunha lá vai dizendo que os lugares disponiveis são para pessoas menos capazes. As boas médias servem para ter bom emprego mas nunca para alcançar o topo na política. Nestes casos, quem tem menos habilitações literárias acaba sempre por ganhar o concurso. De vez em quando lá aparece um candidato que nem curso tirou  ou gravata usa.


O Senhor Cunha é para muitos um verdadeiro pai e ao mesmo tempo pai e mãe. No entanto, ninguém retribui o favor que foi prestado, porque o trabalho dele é pago a peso de ouro pelos contribuintes.

É a pessoa mais famosa do país e certamente aquele a quem muitos recorrem nas horas de aperto, sobretudo em caso de crise. No entanto, ninguém sabe quem ele é, onde mora, que actividades tem, ou sequer onde trabalha. Os lugares que frequenta são secretos e jamais são revelados.

Mas o Senhor Cunha não serve só para pedir ajuda. Quando está zangado pode acabar com a carreira da própria pessoa que o ajudou. Sendo uma pessoa influente é natural que mantenha contactos com a comunicação social e agências de comunicação. Basta-lhe um dia mal disposto para, por exemplo afirmar que um político não tem curso ou fê-lo de forma apressada. Embora o Sr Cunha seja também o melhor amigo da comunicação social, ninguém sabe quem ele é, pois ele nunca dá a cara, mas as informações que revela são totalmente fidedignas.

Amado por uns, odiado por outros, o Senhor Cunha é sem sombra de qualquer dúvida, uma figura de referência nacional, embora seja quase transparente.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Causas & Coisas - O Beijo

Hoje é o dia internacional do beijo. Este é o sentimento mais importante para qualquer pessoa, porque transmite emoções diferentes.
O beijo faz parte do nosso dia-a-dia. É através desta forma que qualquer relação começa. A falta do beijo deixa-nos tristes e ansiosos, porque sentimos a falta de quem gostamos.
Sentimos necessidade do beijo porque gostamos de alguém e necessitamos de o transmitir. Uma única palavra não substitui qualquer beijo.
Não se trata de uma mera formalidade, mas de uma necessidade inerente à condição do ser humano, que é por natureza relacional e sentimental. O facto da relação ser meramente profissional ou ocasional não impede de começar com um beijo.
O beijo está indubitavelmente associado ao amor, mas também segue formas de amizade, cumplicidade e relação familiar. Nestas três vertentes, o beijo é uma forma de sentimento.
A sua importância advêm deste factor : o beijo tem uma multiplicidade de significados.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Causas & Coisas - a ultima aula

Hoje o Professor José Gonçalves Proença, ex Ministro do governo Salazar, lecciona a sua ultima aula da cadeira de Direito Internacional Privado. Os anos de ensino foram tantos que o Ilustre Professor conseguiu ser o docente de várias gerações da mesma familia. Não só teve o neto como aluno, mas também sua tia e avô.
De facto, não deve ser fácil atravessar estas gerações. Foram quase 80 anos......
Nas conversas sobre a competência e interesse das aulas deste Catedrático, há sem dúvida um aspecto que é comum : Apenas a primeira aula teve o privilégio de ter uma assistência digna de registo, porque no resto do período as salas estavam completamente vazias.
Não por culpa da qualidade de oratória do Ilustre, mas sim porque o escorço histórico não interessava muito numa cadeira desinteressante, complicada e sem qualquer utilidade para a vida prática.
No fundo, era importante marcar presença na aula de apresentação, mas depois havia coisas mais interessantes para fazer do que estar a ouvir o professor a citar o livro de cor e salteado....foram tantos anos!
E nem a obrigatoriedade nas aulas teóricos mudou a mentalidade dos alunos. Parecia que a mentalidade ia saltando de geração em geração de forma automática.
O pior tormento para os alunos eram as orais. Quando o Ilustre chegava à sala, os alunos tremiam de medo. Muitos no dia anterior, rezavam para que a oral fosse dirigida pelos professores assistentes. Volta e meia, o Ilustre Professor aparecia para "queimar" alguns alunos. No exame oral era complicado convencer que a matéria estava a ser bem dita, até porque ao entrar na sala o sentimento de receio era uma realidade. A preocupação não era com a oral, mas com quem iamos calhar.
O mais normal era 90% dos alunos chumbaram, e os restantes 10% passarem mas com o dezito e com uma "dádiva do Ilustre Professor", mas no fim o alívio era enorme porque a cadeira do Ilustre já tinha sido feita. E não esquecer, que mesmo quando a oral corria bem, os alunos corriam o risco de serem mandados embora da oral a meio por deficiência de compreensão do Ilustre Professor e não por culpa do aluno que até sabia bem a matéria. Este ultimo não sabia porque havia chumbado.
No dia de hoje, muitas destas histórias acabam. Não sabemos se as orais continuam mas em relação ás aulas é definitivo. No entanto, fica na história da Universidade Portuguesa, e em especial de Coimbra, a imagem de um grande homem e de um Professor genial, não obstante os relatos e as intrigas de quem foi ensinado.
De certeza, que o Ilustre Professor sairá sob uma enorme salva de palmas, apesar dos presentes na cerimónia também partilharem do mesmo sentimento que estas palavras tão bem expressaram.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Causas & Coisas - o maluco das passadeiras

Certo dia ia atravessar uma passadeira quando vi um maluco a "atirar-se" para a estrada de maneira deliberada quando o sinal indicava encarnado para os peões. O pior é que vinha um autocarro a toda a velocidade que por pouco não esmagou o peão em nada.
Este é apenas um caso em muitos milhares de portugueses que gostam de arriscar na passadeira. Não se sabe se a pessoa em causa está desgostosa e assim tenta o suícidio de uma forma kamikaze. Assim, se não for atropelado sempre pode dizer que foi porque estava com pressa ou então pode sempre tentar outra vez mas de uma forma mais célere, como saltar uma ponte por exemplo.

Ao tentar perceber a razão deste "suícidio", conseguimos encontrar várias razões para que alguém arrisque a vida ao atravessar a passadeira quando o sinal indica encarnado para os peões e vem um caterpillar a toda a velocidade.

A pressa - Esta é a razão principal e mais comum entre os homens-bomba. Estamos sempre com pressa e não nos dá jeito esperar pelo sinal que autoriza as pessoas a atravessar mesmo que correndo o risco de um automobilista maluco não respeitar as regras. Se os peões não respeitam, porque haveriam os condutores fazê-lo?. Por causa da pressa uma vida pode ser deitada fora, uma familia ficar destruída ou uma empresa não conseguir liderar. Não há que esperar, porque é preciso chegar o mais rápidamente possível ao local combinado e porque a palavra de honra vale mais do que a própria vida.

É giro - É divertido passar enquanto os carros na sua marcha. Há quem faça macacadas e gestos obscenos para os condutores. "Vê lá se me matas" " Não és homem suficiente para me atropelar".......Depois quando o embate acontece, o riso na cara do peão desaparece e o condutor fica mais aliviado. Sempre se disse que a vingança é um prato que se serve frio. Mesmo até á morte.

Praticar desporto - Há quem corra este risco simplesmente porque goste fazer desporto. Como o trabalho não deixa tempo para mais ninguém, sempre se vão fazendo uns 100 metros na passadeira e assim o exercício físico fica completo. Se repetirmos a situação várias vezes ao dia ou durante a semana, chegamos ao final do mês com menos quilinhos mas provavelmente com umas fracturas no corpo. E como estamos em crise é necessário poupar alguns euros até por causa das taxas moderadoras. Há que evitar gastar dinheiro à toa.

A Estupidez - Se a estupidez pagasse imposto, aqueles que infringem a lei desta forma já estavam tesos e o Estado agradecia. Talvez com o dinheiro deste imposto se conseguisse pagar parte da crise. É estupido aquele que arrisca a vida nestas situações. Pode ser uma palavra forte, mas parvo ou cretino são palavrões elitistas e só a classe média é que pratica este desporto.

Em todo o caso, é dificil compreender o que está na mente de um ser humano-que-arrisca-a-vida-ao-atravessar-a-passadeira-quando-está-sinal-encarnado-para-os-peões-e-vem-um-caterpillar-a-200 kmh. Deveria ser caso para um psicanálise ou mesmo Case Study intelectual. Apesar das tentativas para compreender este tipo de cérebro, muitas outras haverá mas mais depressa um porco anda de bicicleta do que chegamos a uma conclusão.

No fundo, o homem é um ser naturalmente estúpido e por isso é que faz este tipo de cenas na rua.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Causas & Coisas - Os piegas

O piegas é aquele que não quer fazer nada, não trabalha, não se esforça mas mesmo assim quer ter sucesso. Se a coisa não lhe corre bem, faz birrinha e ainda por cima trama os outros.

Normalmente em todas as familias há o irmão piegas. Aquele que é mais mimado, tem a atenção toda dos pais e faz o que quer. Inferniza a vida do outro fazendo intriga atrás de intriga e quando não tem aquilo que quer faz birra.

Ele será piegas a vida toda. No trabalho, na sua própria familia e no resto das actividades.

No nosso país existem muitos piegas. Normalmente são pessoas invejosas, frustadas, sem carácter e que gostam de subir na vida à conta dos outros. Os piegas estão nas empresas, no desporto, na política, no simples comércio tradicional. O problema é que o piegas não está habituado a esforçar-se nem a fazer-se à vida. A educação que teve desde pequeno foi o facilitismo e isso vai acompanhá-lo para o resto da vida.

A culpa da crise também é dos piegas e dos parasitas que desde "Os Maias" levaram o país a este Estado de depressão e falta de identidade nacional em que vivemos há mais de um século.

Infelizmente, em Portugal quem tem sucesso são os piegas e não aqueles que lutam e trabalham honestamente pelo pão, parafraseando um famoso hino partidário.

São os piegas que têm estado à frente do destino e das políticas do nosso país.

É com eles que o Coelho quer acabar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Causas & Coisas - Saudades do meu tempo

Tenho saudades do meu tempo. Daquele em que a liberdade era um bem escasso e não havia a obrigação de cumprir tarefas.
Saudades do tempo em que rir era uma constante e chorar uma raridade. Em que estávamos rodeados dos nossos amigos com quem sempre podíamos contar. Da primeira namorada e do primeiro beijinho....
Das correrias loucas pelo pátio do recreio e das lutas constantes que acabavam sempre com um olho negro e o sangue a escorrer.

O mau comportamento na sala de aula era o momento mais engraçado. Chatear a professora, os colegas do lado e até quem passava na rua. Tudo e todos eram alvo de troça por parte dos alunos mal comportados. Mas isso é que era engraçado naquele tempo, porque a disciplina e responsabilidade não faziam parte do vocabulário, quanto mais da educação.

Aquele tempo é que era bom. Em que podíamos fazer tudo aquilo que quiséssemos e pudéssemos.

Uma palmada por parte dos pais não era suficiente para estragar um dia extremamente feliz.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Causas & Coisas - Manicómio

Há cerca de dois dias uma lontra foi vista num café nas praias da foz do Porto. Quem viu o sucedido diz que esta sentou-se, espero que a atendessem e farta de esperar foi-se embora.
Não há nenhuma fotografia, câmera escondida ou um depoimento da lontra. Apenas e só relatos de pessoas que naquele momento estavam tranquilamente a gozar um dia na esplanada.

Ontem em Lisboa um leão foi visto numa esplanada na baixa lisboeta. Pensa-se que era a "brasileira" mas como na altura todos temiam pela sua segurança, ninguém tem registos fotográficos ou televisivos do acontecimento. O referido animal estava, ao que se consta, a ler o jornal desportivo a fim de saber as últimas antes do escaldante Barça-Real que iria assistir provavelmente na casa do actual Primeiro-Ministro. O leão andou a vaguear pelas ruas de Lisboa triste e chateado pelos ultimos resultados do Sporting.

Na segunda feira uma girafa foi vista num cinema em Faro. Ao que apurámos, o animal estava sentado na primeira fila pelo que quem quis assistir ao filme "Sherlock Holmes, o jogo das sombras" , não pôde ver nada porque o animal estava a tirar a vista a todos os presentes. Não há registos fotográficos nem vídeos porque no cinema é proibido qualquer tipo de aparelhos que perturbem o bom visionamento da película, embora haja quem insista em atender o telefone durante o filme. E comer pipocas de boca aberta.

Não sabemos se estas histórias são verdade ou mentira. A verdade é que alguém contou a alguém e esse alguém foi dizer a outra. Que por sua vez foi a outra que naturalmente não se conteve e foi contar ao vizinho.

Pelos vistos, não é só a crise financeira, politica e social que está a levar Portugal para a bancarrota ou mesmo para o fundo. A crise mental também chegou ao nosso país e agora para nos distrairmos um pouco dos temas habituais inventamos situações em que animais se comportaram como humanos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Causas & Coisas - Lutar é uma alegria

Muitos são os provérbios portugueses que fazem alusão ao facto de na vida ter que se lutar por aquilo que desejamos e queremos muito.
Conquistar algo tem várias fases e a primeira de todas é o sofrimento causado pela primeira resposta negativa.
Nesse percurso encontramos pessoas que nos querem afastar dos objectivos propostos e que arranjam tudo e mais alguma coisa para desistirmos. Na grande maioria dos casos aqueles que nós achamos que são nossos amigos podem vir a ser os piores inimigos.

Na maioria das vezes o caminho para conquistar algo é longo e dificil, mas depois de alcançado o objectivo o sabor é dez vezes melhor do que a conquista fácil. A inveja alheia também se revela quando alguém está disposto a ir até ao fim por alguma coisa. Porque essas mesmas pessoas desisitiram facilmente e pretendem o mesmo para os outros : ficar pelo caminho.....

Ao longo da nossa luta vamos ultrapassando obstáculos e conquistando caminho..... tal como fazem os caracois.

Depois de alcançado o objectivo vem a melhor parte : partilhar com quem nós mais gostamos o sucesso obtido.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Causas & Coisas - A Alegria do Povo

Na passada terça feira, a selecção nacional de futebol após ter goleado a sua congénere da Bósnia garantiou o apuramento para o Euro 2012 que se vai realizar no próximo verão na Polónia e na Ucrânia. Foi o 7ª apuramento consecutivo da equipa das quinas para grandes competições da modalidade.

Há quem afirme que isto foi um pontapé na crise e na tristeza dos portugueses. De facto, a alegria sentida na terça devido ao apuramento foi uma vitamina para um povo que só ouve falar de crise e vai viver em 2012 a pior situação financeira desde o 25 de Abril. Mas como todos os remédios, os efeitos foram de passagem rápida. Rapidamente voltámos ao nosso triste fado e nem CR7 desta vez conseguiu que a moral do povo se elevasse.

No próximo verão vão voltar as inumeras horas televisivas dedicadas ao futebol, os compromissos que se vão adiar por causa da bola, muito se vai falar, ouvir e escrever sobre mais uma participação da equipa nacional. E enquanto isso a crise pode ser ou não mais gravosa. Só mesmo se Portugal ganhar o caneco é que pode trazer algum ânimo a este povo que encarna em Cristiano Ronaldo uma espécie de D.Sebastião que pode ajudar a resolver os problemas nacionais.

Triste o nosso povo que deposita maior esperanças em CR7 do que em Vitor Gaspar e Passos Coelho. Esses sim, são os responsáveis pela crise e o outro que se limita a dar pontapés na bola é que vai trazer alegrias a um povo deprimido por culpa dos políticos. No fundo o melhor seria meter os jogadores da bola no Parlamento e os politicos no relvado.

Até porque a CR7 é perdoado um gesto feio, mas aos governantes nada é desculpado. Pobre país que fica mais contente com os golos na baliza do adversário que com as avaliações positivas da Troika. E já vão dois Bons!

O mérito é sempre dos jogadores e do povo mas nunca do treinador ou dos governantes.

De dois em dois é sempre a mesma história, mas pode ser que chegue o dia em que não haverá dinheiro para selecção nacional. Depois como será?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Causas & Coisas - Os amigos e os Outros

Durante a nossa vida, passamos por experiências. Umas boas, outras assim assim, outras nem por isso e as más.
Com as pessoas também assim é.
É na escola que fazemos os nossos primeiros amigos. Aqueles com quem brincamos à macaca, aos indios e cowboys, ao jogo do pneu e com quem fazemos as nossas primeiras equipas de futebol. Depois a vida prega-nos uma partida e esses amigos ( os primeiros são sempre os melhores) desaparecem por circunstâncias que nós não controlamos.
Arranjamos outros amigos mas vamos percebendo que a maioria deles não presta e assim escolhemos um ou dois, aqueles em quem mais confiamos.
Com o passar do tempo vem a entrada na Universidade, o primeiro emprego, as primeiras namoradas, as surfadas, noitadas e o resto. Nesse período vamos também arranjando pessoas com quem nos entendemos melhor e aqueles que não queremos de modo algum aturar. Também existem aqueles amigos que o são por auto-convite.
Então o que distingue o amigo verdadeiro dos outros?
A confiança. É nesta base que se constroi qualquer relação, seja ela de amor, amizade, laboral ou competitiva. Os nossos verdadeiros amigos são aqueles que podemos confiar, contar um segredo, beber copos até altas horas da madrugada e dizer mal do clube rival. Apesar de tudo, não são eles que definem a importância mas somos nós que escolhemos quem gostamos. A amizade é um valor enorme para ser desperdiçado em pessoas que não têm escrupulos, honestidade ou sentimentos verdadeiros e apenas sorriem por mero interesse.
O verdadeiro amigo pode não estar disponivel naquele momento mas acompanha-nos ao longo de uma vida de vitórias e derrotas.
Os outros querem ser importantes na hora da vitória mas na derrota gozam connosco.
É muito importante que saibamos nos rodear das pessoas certas e de quem realmente gostamos. Os amigos são essas pessoas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Causas & Coisas - Condutores nacionais

Existe no nosso país vários tipos de condutores. Como todos sabemos, a estrada e a vida que nós por lá fazemos é merecedora de enorme destaque.
Sinceramente nunca percebi a importância que se dá aos acidentes, filas de trânsito e situações ocorridas na via rápida, como por exemplo a queda do famoso Guedes. São horas e horas de noticias vindas directamente das estradas portuguesas.

Se somos peritos em ficar horas a fio numa fila de trânsito mas também a fazer corridas nas Auto Estradas, deveríamos ter um código e analisar os vários tipos de condutores que por cá jaz no nosso betão.

Assim o primeiro é o Condutor Esquecido - este ser humano está completamente nas tintas para os outros. Lê o jornal, arranja as unhas, ouve musica aos altos berros. Por causa dele o trânsito não flui.

Condutor cusco - É o pior de todos. Aquele que pára na AE para ver a desgraça dos outros, isto é, aquele que tem a curiosidade de ver um outro ser humano todo partido e um carro completamente espatifado. Por causa da sua alcoviteiriçe o resto da malta fica cá para trás.

Condutor Schumacher - Atenção com ele. Vai nas AE a 200 km/h nas AE e 100 dentro das localidades. A polícia apesar de tentar nunca o apanha.

Condutor Buzinão - O seu principal hobi é buzinar. Aliás é por isso que tem um carro, unicamente para buzinar. Não quer saber da marca do carro, das jantes, da cilindrada. O que importa é ter uma buzina à maneira. Buzina dentro e fora da cidade, faça chuva ou sol, de dia ou de noite.......

Condutor Stressado - De certeza que 90% dos portugueses se reveêm neste tipo de condutor. Ele não gosta das filas de trânsito, daqueles que demoram horas a passar na passadeira, acha que a Estrada é só para si, buzina aos tipos que estão nas escolas de condução e berra com os seus adversários. No fim vai para casa bater na familia porque a estrada lhe meteu "nervos". E a desculpa que arranja é " as pessoas não sabem conduzir". Como ele fosse o unico mestre do volante à face da terra.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Causas & Coisas - a palavra mais feia...

É sem duvida a palavra mais repetida em toda a nossa linguagem. Podiamos estar a falar de uma coisa bonita, de um gesto simpático ou de uma atitude de relevo. Mas não, a palavra que nós portugueses dizemos mais é a mais feia de se dizer.
Não é nenhum palavrão mas também não pertence ao calão, mas é a que soa pior.
Infelizmente está associado a uma necessidade do ser humano, o que não ajuda à sua divulgação.
Com ela fazemos e dizemos tudo.....
" mas que m.... é esta", " a m.... do não sei quantos...." ; " esta m.... está cada vez pior", " Como é que vai essa m....." , " as moscas mudam mas a m.... é a mesma", " aquela m....", " o pá, esta m.... está impossível", " é tudo uma m.....", " Não faças isso, que dá m.....", o famoso " estou na m.....", e o maior de Portugal........... " vai mazé à m.....".

Apenas são alguns exemplos de como a m..... é importante para nós e está presente no nosso dia a dia apesar de cheirar mal.

Isto só mostra o quanto nós apreciamos a porcaria e nos deixamos levar por m..... sem importância.

Apesar daquelas expressões este ano houve um nova que se vai juntar ao dicionário, que é "a m.... do FMI"

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Causas & Coisas - Os grupinhos

Se há coisa que o ser humano é especialista é na capacidade de criar grupos e assim se fazer as suas amizades consoante o matilha em que se encontra.
É uma característica muito saudável tendo em conta que o homem necessita de se relacionar e interagir. Sem isso não consegue ter uma vida feliz....

Se há este lado positivo, os grupinhos têm um lado muito negativo. Que é a "obrigatoriedade" de desenvolver relações com pessoas que não gostamos e pior do que tudo, com outros seres humanos que fazem tudo para nos "tramar". E há ainda outra espécie que são os colas. Sejam eles UHU ou de Stick.

Isto acontece principalmente no nosso local de trabalho, onde invariavelmente temos de conviver diariamente com este tipo de espécie humana. E há sempre quem diga " não faças isto.....". E a vontade de esmurrar ou dar um pontapé é enorme.

Hoje em dia estamos todos dependentes dos grupinhos....ou não?

Há quem queira seguir o seu caminho independente dos grupos em que está inserido. Normalmente são apelidados de anti-sociais porque não convivem com aqueles que lhes dão facadinhas nas costas.

São seres "infelizes" porque não seguem a carneirada ou simplesmente "pensam pela sua própria cabeça", o que para os outros é um crime e um atentado contra a humanidade. Alias, nos dias que correm raros são os que conseguem pensar pela própria cabeça. Seja numa empresa, partido, grupo de amigos ou mesmo dentro do seio familiar onde quem costuma mandar é o patriarca.

Mais, aquele que pensa pela sua cabeça é visto como um ser "inteligente", "digno", "fora de série", ou então "aquele consegue ser diferente".

Normalmente é este que tem sucesso na vida. Tanto a nível pessoal como profissional porque define os seus objectivos e não liga ao ruído que está à volta.

Os outros ficam na mesma pasmaceira, enfiados no seu grupinho e na sua concha, praticando sempre os mesmos actos e atitudes.....

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Causas & Coisas - Domingo à noite

Muito se tem escrito e falado sobre o regresso dos reality shows à agenda televisiva. Já li artigos em que se defende a realização destes espectaculos e outros em que se ataca a sua existência.

Dos muitos argumentos que se utilizam, há dois que sobressaiem : Que só vê quem quer e o facto das pessoas serem obrigadas a consumir lixo televisivo porque é aquilo que lhes dão.

O segundo argumento é bem mais plausível e acertivo, tendo em conta o dia da semana em que a dita casa entra pelos nossos olhos. Se tivermos em conta a pasmaceira que é o domingo à noite, como por exemplo ter que preparar o início da semana de trabalho, é natural que as pessoas se entretenham a ver coisas sem interesse, mesmo só para passar o tempo. Contudo, acabam por se deixar influenciar e "participar" no concurso.

Se bem me recordo, o dito lixo televisivo que tão bem fala Tiago Mesquita do Blogue 100 Reféns já incluiu : Idolos, canta comigo, peso pesado, big brother, quinta das celebridades e agora a casa mais misteriosa do país onde se inventam segredos atrás de segredos.

Estes programas já fizeram parte da vida e crescimento de 90% da população portuguesa. E depois à Segunda-feira comentamos na escola, no trabalho ou mesmo na relação a vida e os gostos de pessoas que não conhecemos de lado nenhum. Mas que remédio, qual é a alternativa que nos oferecem na ressaca de um domingo chuvoso? Deixa-me cá pensar a ver se descubro..........ah pois, futebol e mais futebol para entreter a malta!

Aliás, é costume haver zangas familiares porque o homem quer ver a bola e a mulher seguir a vida privada dos outros.....

e no fim acaba tudo à pancada.

Poderemos sempre optar por um filme, ler um livro mas tendo em conta a importância que a televisão tem na vida da maioria de nós já não há tempo nem paciência para intelectualidades.

Tendo em conta que as opções do serão de Domingo à noite são futebol ou segredinhos é perfeitamente natural que a auto-estima nacional esteja em baixo.

Mais uma situação para o FMI vir ajudar a resolver!

Share Button