Mostrar mensagens com a etiqueta Bancos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bancos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de setembro de 2014

Olhar a Semana - Três notas


Três notas semanais (semana 37)…
1. O defraudar político de Marinho e Pinto
O Francisco Castelo Branco, na sua escala das “Figuras da Semana XVI” coloca o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, a meio da “tabela”. Do meu ponto de vista, o Francisco é um mãos largas. Pessoalmente acho que Marinho e Pinto deveria ficar ainda bem abaixo de Paulo Bento. Foram várias as notas que deixei relacionadas quer com o rescaldo das eleições europeias de maio passado, quer com as posições de abandono e de defraudar assumidas pelo candidato eleito (e demissionário) pelo MPT (a decepção com a união europeia). Mas Marinho e Pinto é uma pessoa claramente insatisfeita. Poder ou querer capitalizar os votos e a projecção alcançada (e isso são factos) nas eleições europeias parece ser algo que Marinho e Pinto se preocupou em desvalorizar. Sedento do poder e do palco político (embora Marinho e Pinto seja mais “um populista” do que um “animal político”) não só defraudou e decepcionou o eleitorado e o MPT, como descredibilizou o processo e o sistema político. A intenção de criar mais um partido político não assenta, no seu caso, numa qualquer questão ideológica ou numa alternativa credível no actual sistema, exageradamente assolado por muitos partidos e movimentos políticos. Para Marinho e Pinto é mais um capricho e a necessidade da luz da ribalta política e social.
2. As cambalhotas do sistema bancário
Teria sido muito mais interessante     se a regulação do Banco de Portugal tivesse actuado nos casos BPP, BPN e agora BES/Novo Banco com a mesma veemência, celeridade, eficácia e intromissão reguladora como que, ao fim de dois meses, pressiona a equipa por si escolhida para liderar o processo BES para se demitir (equipa de Víctor Bento demite-se). Mais ainda, a mesma rapidez e intromissão com que, após um ou dois dias do anúncio da demissão já tem um nome para a nova liderança, não do Novo Banco, mas sim do processo da sua venda/alienação. As divergências eram claras: o desconhecimento da verdadeira dimensão e de todos os casos do BES por parte de Víctor Bento, bem como os objectivos e o projecto para o futuro do Novo Banco.
3. As queixinhas de Belém
Não… não são os famosos Pastéis de Belém. É um sentimento comum na opinião pública a crítica quanto ao isolamento e silêncio inaceitáveis do Presidente da República no que respeita a matérias importantes e que marcam a agenda e o futuro do país. Realidade apenas quebrada temporalmente e em momentos chave do calendário (Natal, Ano Novo, 10 de Junho, …). Infelizmente a excepção a esse ciclo de aparição pública de Cavaco Silva surge para o habitual queixume: “a mim ninguém me diz nada, a mim ninguém me liga!”. Era bom que o Presidente da República Portuguesa também ligasse ao país, muito para além das reflexões pessoais no recesso do lar.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Atitudes diferentes perante o caso BES

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, garantiu que não vai haver intervenção do Estado no BES. As declarações do chefe de governo contrariam assim algumas notícias que circularam a semana passada sobre uma eventual hipótese de dinheiro dos contribuinte ser utilizado para tapar o buraco no Banco Espírito Santo. 
A atitude do governo português é a mais correcta e sensata. É óbvio que nenhum banco pode falir, mas as pessoas não têm de ajudar empresas privadas com o dinheiro dos impostos. No entanto, a nomeação de Vítor Bento para a chefia do Banco é uma garantia que a entidade financeira está sob controlo, não só do Banco de Portugal mas também do executivo. Por um lado o governo não quer ter mão nos problemas internos do BES, mas por outro pretende ter a certeza que vai haver vigilância apertada nos próximos anos porque estes serão de recuperação e rigor financeiro. 

Sob este ponto de vista percebo as interrogações do secretário-geral do PS, António José Seguro, que qualifica a nomeação de Vitor Bento e João Moreira Rato de "política", estando preocupado com a promiscuidade cada vez mais visível entre negócios e partidos. O que não percebo foi o encontro que o líder socialista manteve com o novo "presidente" do BES. Será que Seguro estava a condicionar a acção de Bento, ou foi uma forma de prestar apoio, uma vez que o socialista pode vir a ser o próximo primeiro-ministro?

Posto isto, não é normal que Seguro critique a intervenção da política nos negócios e depois marque um encontro com Vítor Bento. Tenho a certeza que esta reunião não foi para falar de futebol, noitadas ou outros aspectos.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nem mais um euro nos bancos portugueses

O caso do BES é mais um escândalo que envolve um banco nacional e que terá o final provável: quem vai pagar a porcaria que alguns senhores andaram a fazer somos nós, os contribuintes. Era interessante fazer um estudo com o intuito de saber quanto pagaríamos caso uma empresa fosse à falência. Depois do BPP e do BPN, eis que surge mais uma situação de emergência nacional que é, ao mesmo tempo, também um problema de justiça. E como todos mega casos de justiça que temos em Portugal ninguém vai para a cadeia e quem paga é o contribuinte. Posto isto, não é de espantar que as pessoas comecem a ficar fartas do conluio e das influências que existe entre o poder político, finanças e a justiça. Isto é tudo uma brincadeira. 

É impressionante verificar que com os bancos estrangeiros presentes em Portugal, Barclays, Santander e outros, no pasa nada, como diriam os espanhóis. Porque será que as nossas instituições bancárias têm estes problemas? A responsabilidade será dos gestores ou da supervisão? É claro que as duas partes têm culpa no cartório porque os primeiros só podem fazer porcaria se os segundos deixarem. Caso existissem regras apertadas e fiscalização competente muitos problemas deixariam de ser uma realidade. 

Não sei o que vai acontecer ao BES nem aos seus depósitos, mas tenho a convicção que estamos a assistir à morte lenta dos bancos nacionais, uma vez que perante estes escândalos, as pessoas vão deixar de colocar o seu dinheiro em instituições portuguesas. Os estrangeiros, em particular os espanhóis, agradecem. 
Share Button