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segunda-feira, 14 de julho de 2014

No fim ganha a Alemanha

A Alemanha conquistou a 20ª edição do Campeonato do Mundo, a 1ª de um país europeu em solo  americano (acabou a maldição). Mario Götze marcou o golo decisivo do encontro, no prolongamento, após jogava individual de Schurrle e terminou com o sonho dos argentinos. Esta geração da Alemanha já merecia este triunfo, e pelo campeonato realizado até foi justo que sejam coroados vencedores, contudo, ao contrário do que muitos previam, a "Mannschaft" não foi superior e até beneficiou do desperdício da Argentina (que apesar de não ter tido muito volume ofensivo, teve mais oportunidades de golo). Götze acabou por oferecer o 4º título Mundial à Alemanha (o 1º troféu no século XXI), numa final mais táctica do que espectacular. A nível individual, os candidatos alemães à Bola de Ouro, Muller e Kroos, estiveram muito aquém, enquanto do lado argentino, Mascherano merecia muito mais. Messi também só apareceu na primeira parte e não conseguiu resolver na final, continuando na sombra de Maradona. 

Uma desilusão, o Messi! De resto...o futebol, são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha! 

Texto de Manuel Marques Guedes

domingo, 13 de julho de 2014

Deutschland Uber Alles



A Alemanha venceu a Argentina por 1-0 após o prolongamento e conquista assim o seu quarto título mundial. O jogo disputado no mítico Maracanã foi bem disputado apesar das naturais preocupações defensivas com que as duas selecções abordaram o jogo. No entanto, a Argentina criou as melhores ocasiões durante os 90 minutos, sendo que os alemães demonstraram maior ascendente no tempo extra. Na alviceleste Leonel Messi tentou oferecer linhas de passe para Gonzalo Higuain, mas este inexplicavelmente falhou duas situações à frente da baliza. 

Os comandados de Joachim Low não conseguiram impor o seu jogo pelo facto de Alejandro Sabella ter colocado três médios a lutar contra o meio campo da Mannschaft. Enzo Perez, Mascherano e Biglia deixaram Schweinstiger, Kramer e Toni Kroos em dificuldades, mas também proporcionaram a Messi, Lavezzi e a Higuaín linhas de passe para criarem oportunidades junto da baliza de Neuer. O problema é que a defesa da Alemanha esteve intransponível, pese embora ter passado por alguns momentos de dificuldade. Viu-se pouco de Muller, Ozil e Klose por causa da boa organização defensiva montada por Sabella.

O problema é que no prolongamento as unidades do meio-campo alemão libertaram-se e chegaram mais perto da área argentina proporcionando a Mario Gotze marcar o único golo do jogo e ser o herói da final. Não, Maradona não renasce duas vezes!

Desta forma quebra-se assim a regra da continentalidade que tinha como tradição o facto de nenhuma selecção europeia ter ganho um campeonato do mundo em solo sul-americano.

sábado, 12 de julho de 2014

Maracanã

O dia porque todos esperam há quase 50 anos está a chegar. O mítico Maracanã volta a receber uma final do campeonato do Mundo de futebol, mas sem a presença da selecção da casa. No palco vão estar Alemanha e Argentina, grande rival do escrete. 24 anos depois as duas equipas voltam a encontrar-se no jogo decisivo desta competição, naquela que será a terceira final entre a mannschaft e a alviceleste. 

Neste desafio também está em questão a escolha do melhor jogador do Mundial, que provavelmente, também será o bota de ouro FIFA 2014. 

Caso a Alemanha vença quebra uma tradição de que as equipas europeias não conseguem vencer mundiais em solo sul-americano. Se a vitória pender para os argentinos será uma autêntica humilhação para os milhões de brasileiros. E será a Dilma Rousseff a pagar por isso.......


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Recordar 1986 e 1990

A final do Campeonato do Mundo 2014 que se realiza no Domingo é uma reedição do que se passou no final do México 1986 e do Itália 1990. No primeiro caso a vitória sorriu aos argentinos, naquela que foi o campeonato de Diego Armando Maradona. Ao invés, quatro anos depois, um penalti de Andreas Brehme deu o triunfo aos alemães. O mais curioso é que tanto desde 1986 como em 1990, argentinos e alemães não venceram mais nenhuma prova internacional, uma vez que esse feito coube ao Brasil por duas vezes (1994 e 2002), França (1998), Itália (2006) e Espanha (2010). 

Tendo por base estes números a final de amanhã vai ser jogada pelas duas equipas como se da última se tratasse porque é bem provável que nos próximos anos estas selecções não consigam repetir o feito. É verdade que os germânicos chegaram a quatro meias-finais consecutivas (2002,2006, 2010 e agora em 2014). Por seu lado, a Argentina está longe destes palcos há bastante tempo porque o máximo que tem conseguido nos torneios pós-1990 foi os quartos-de-final. 

Não será fácil escolher um favorito para o jogo de domingo, porque, embora o favoritismo recaia na Alemanha, a verdade é que a Argentina tem individualidades para decidir um jogo e depois voltar ao seu jogo cínico. Perante isto é provável que venhamos a ter um jogo mais parecido em relação à final do Itália 1990 do que o que aconteceu no México, embora este Mundial brasileira esteja a ser mais parecida com o campeonato realizado no continente americano. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O anti Clímax!

Após o jogo da outra meia final, as expectativas para este, eram enorme! E o jogo correspondeu inteiramente. Foi um jogo muitíssimo intenso, táctico, rigoroso. As duas equipas e entrarem em jogo, sabendo como anular as principais valências contrárias e executando o plano delineado na perfeição. Dai ter saído um jogo tão rigoroso, mas muito pouco espectacular....em nada parecido com o que tínhamos assistido na outra meia final.
A Argentina assegurou presença na final do Brasil 2014, depois de derrotar a Holanda nas grandes penalidades. Romero foi o herói da Albiceleste e ofereceu a 5ª final ao país de Maradona. Durante os 120 minutos, assistiu-se a uma partida bastante táctica, sem muitos rasgos dos artistas e com ligeira superioridade da Argentina. A Holanda perde assim nova oportunidade de chegar à final, sendo certo que a geração de Robben não vai fazer melhor que as gerações de Cruijff, Van Basten ou Bergkamp (nem com Van Gaal a Holanda conseguiu vencer um Mundial). Kuyt (muito bom tacticamente) e Vlaar (limpou tudo) estiveram em destaque na Laranja Mecânica, enquanto Mascherano encheu o campo do lado argentino (homem do jogo, a par de Romero). Messi fez um jogo pobre, mas está mais perto do sonho, numa Argentina muito forte a defender e com qualidade táctica (ainda não sofreram golos na fase a eliminar e concederam poucas oportunidades para tal). No domingo, teremos um Alemanha-Argentina, pela 3ª vez na história das finais do Campeonato do Mundo.

Texto de Manuel Marques Guedes

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Foram 7, mas podiam ter sido muito mais

O Brasil-Alemanha das meias-finais do Mundial teve pouca história uma vez que alemães humilharam os anfitriões. Pelo que a Alemanha fez o resultado podia ter sido outro já que a actuação brasileira é vergonhosas, mas tem uma explicação. Ao contrário do que diz Scolari, todo o mundo sabe o que aconteceu. 

Aquilo que vários analistas e não só disseram ao longo do campeonato foi traduzido no jogo de ontem. Bastou ao Brasil apanhar uma equipa mais forte e com qualidade acima do nível. Isto só não sucedeu mais cedo porque Pinilla mandou uma bola ao poste nos jogos dos oitavos-de-final. No entanto, nessa altura o escândalo seria maior. 

É verdade que o Brasil foi goleado, mas já foi um prémio ter chegado às meias-finais da competição. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

O último passo para chegar ao Maracanã

Começam hoje as duas meias-finais que vão decidir os finalistas desta edição do Mundial. O destino é o famoso Maracanã que em 1950 assistiu ao famoso Maracanazo após a vitória do Uruguai sobre a selecção da casa.

O Brasil-Alemanha de hoje é considerado como uma final antecipada. Eu não concordo porque o jogo decisivo que todos querem assistir é o Brasil-Argentina. Talvez pela qualidade das equipas, mas o futebol está sempre a mudar e, tanto a Holanda como a Argentina, têm condições para proporcionar belos espectáculos. A selecção orientada por Scolari chega ao jogo de hoje sem a principal estrela da equipa e o seu capitão. Duas baixas que vão ser aproveitadas pela Alemanha. Se o Brasil tem sido uma equipa defensiva e que usa das suas individualidades para chegar mais à frente, isso hoje não vai acontecer com regularidade. No entanto, a Alemanha também vai estar arriscar menos e procurar atacar na certa. Quando houve espaço, sobretudo no meio-campo. É verdade que o moral e a vontade brasileira pode ter sido suficiente para chegar até aqui, mas a canarinha tem de fazer mais, muito mais. Até porque os alemães esperam por alcançar um título há 24 anos. E a última derrota da Mannschaft na final de um mundial foi precisamente contra o Brasil em 2002.

Holanda e Argentina disputam a outra meia-final. Injustamente estas duas equipas têm sido acusadas de jogarem pouco futebol. Ora, os holandeses já levam 12 golos em cinco jogos. O que não estamos a assistir é a um suicídio colectivo por parte da laranja. Também é um facto que a equipa orientada por Louis Van Gaal tem começado os jogos na expectativa e só depois mete a carne toda no assador. No entanto, isso não justifica as críticas que têm sido feitas. O mesmo se passa em relação aos argentinos que só através das individualidades estão a conseguir vencer os desafios. Um pouco do que acontece com a laranja, também a alviceleste joga um pouco no pragmatismo. Talvez o jogo comece por ser um pouco desinteressante e lento, mas não tenho dúvidas que quando os minutos passarem as estrelas das duas selecções vão dar azo à sua qualidade e competência. 

Embora o meu desejo seja ver uma final europeia, acho que uma decisão entre as melhores equipas da América do Sul também não seria mau. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Laranja cada vez mais mecânica!

A Holanda reservou lugar para defrontar a Argentina nas meias-finais do Mundial,, vencendo a Costa Rica nas grandes penalidades. Krul, lançado estrategicamente por Van Gaal, no minuto 120, foi o herói ao defender 2 penaltis (de Bryan Ruiz e Umana). Depois de um jogo em que os holandeses mesmo sem forçar muito podiam ter goleado com relativa facilidade, desperdiçaram um sem número de oportunidades claras de golo, mas atitude essa que também podia ter hipotecado as hipóteses dos holandeses em fazerem história (perante um adversário tão frágil exigia-se outra intensidade ofensiva, e deixar correr o jogo até à "lotaria" foi um risco que podia ter saído caro). 
A Holanda marca presença nas meias finais pela quinta vez, só tendo sido derrotada uma única vez, em 1998 no mundial de Franca, onde perdeu o aceso a final na marcação das grandes penalidades, contra o Brasil.
Quanto à Costa Rica, sai deste Mundial com o rótulo de uma das maiores sensações de sempre na  história  dos Mundiais. Os ticos optaram por uma estratégia defensiva, com uma linha de 5 em frente a um dos melhores guarda redes deste mundial...Keylor Navas! 
Num pais onde não existe forças armadas, formaram um perfeito exército que não foi batido em jogo jogado com nenhuma das seleções que defrontaram, entre elas 2 campeões do mundo, a Itália e o Uruguai e um 3 vezes finalista, a Holanda!  
Desta vez a postura defensiva foi insuficiente para chegar ao sucesso (os costa-riquenhos tiveram sempre 9 jogadores atrás da linha da bola e só por uma vez, curiosamente foi no minuto 116 e podia ter dado a vitória, testaram Cillessen).
Chegam as meias as 2 grandes seleções da América do Sul e as europeias com que mais mereceram...grandes espectáculos em perspectiva! 
Uma final inteiramente europeia tal como há 4 anos na África do Sul,  contrariando a teoria dos continentes onde se disputa o campeonato! A ver vamos, mas e o meu palpite! 

Texto de Manuel Marques Guedes

Nas meias 24 anos depois

Se até aqui o Mundial tinha sido espectacular, o mesmo não se pode dizer destes quartos-de-final. Num jogo algo idêntico ao França-Alemanha, a Argentina bateu a Bélgica por 1-0 e apurou-se para as meias-finais de um Mundial depois de 24 anos de jejum. A alviceleste, que viu Di Maria sair lesionado (Enzo estreou-se), marcou cedo e a partir daí limitou-se a controlar uma equipa belga inofensiva e que deu a ideia de já estar satisfeita com a chegada a esta fase. Messi fez mais uma excelente exibição (sobretudo na primeira parte), mas foi Higuain o herói do jogo, não só pelo golo mas por toda a classe que mostrou na frente. 
Esperava muito mais da Bélgica, jogou a passo, praticamente 90 minutos, sem nunca ter importunado uma Argentina, que vale....que vale, nem sei, talvez pelo Messi e pouco mais! 
Hoje voltou a ser o melhor jogador da selecção das Pampas, mas denota um défice físico...no lance em que esteve cara a cara com o Courtois aos 89 minutos, parecia que o campo estava a subir, tal a dificuldade que demonstrou no arranque para a baliza.
Uma Bélgica de menos e uma Argentina que ao fim do quinto jogo neste mundial continua a deixar a desejar...mas não me surpreendia que consiga chegar a final...e vence la! 
Para já, a primeira meia final desde Itália 90! Quem diria, parece que foi ontem...nessa altura bateu na meia final a anfitriã Itália, em Nápoles...o reino de Maradona! 
Vamos ver quem será o outro semi-finalista desta vez...a Holanda, que tem contas a ajustar com a Argentina desde 1978 ( empatada aos 89 minutos, Resenbrinck isolado pela esquerda remata ao poste e o jogo acaba por ir para prolongamento...que seria resolvido pelo enorme Mario Kempes)! Foi o mundial dos generais argentinos...onde pela primeira vez percebi que a FIFA não passa de uma Multinacional que gera verbas fabulosas e que põe ao dispor dos países que mais lhe podem ser úteis! A Argentina então, onde o general Videla, aproveitou o mundial para fazer desaparecer uma quantidade de opositores do regime totalitário, perante uma sociedade em transe e distraída com as vitórias da sua selecção...e que agora se mantém, com o Brasil a ser levado ao colo, favorecendo a Dilma, que já sonha com a sua reeleição! Enfim...viva o futebol! 

Texto de Manuel Marques Guedes

Via central para as meias

Só através da qualidade dos seus centrais é que o Brasil conseguiu vencer a Colômbia e garantir o passaporte para as meias-finais onde já não estava desde o Mundial 2002, precisamente o último campeonato ganho pelos canarinhos. 

Deve ter sido a melhor exibição do Brasil que ficou privado de Neymar para o resto do evento. Desta forma Scolari tem de encontrar uma fórmula mágica porque a organização defensiva da Alemanha é a melhor desde mundial. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Quarta meia-final consecutiva para a Mannschaft

A Alemanha venceu a França por 1-0 e carimbou o passaporte para a terceira meia-final consecutiva em Mundiais, depois de ter estado no Alemanha 2006 e no África do Sul 2010 nesta fase. É impressionante a forma como os germânicos têm marcado presença constante nesta fase, sendo que ainda falta um passo para voltar a estar nas finais e ganhar um troféu que lhe escapa desde 1990. No entanto, para chegar outra vez ao Maracanã, a Mannschaft terá de eliminar o Brasil ou a Colômbia. 

Bom jogo entre duas equipas que coloriram este mundial, mas os alemães são mais experientes e abordaram melhor a partida. Parabéns aos franceses que voltaram aos grandes palcos e a certeza que no futuro esta equipa poderá voltar a conquistar um troféu. Quem sabe se isso não acontecerá já no Euro 2016 que se disputa em terras gaulesas.

Alcançadas as meias-finais, os alemães terão de descobrir a fórmula para chegar mais longe nesta competição.

A análise aos Quartos-de-final

Começam hoje os quartos-de-final do Mundial 2014 com a realização dos seguintes jogos:

França vs Alemanha

Grande jogo em perspectiva entre duas selecções rivais. Tanto a França como a Alemanha têm jogado muito bem, sendo que, no caso dos franceses tem sido uma surpresa, ao invés, os alemães são uma confirmação. Como tem sido habitual durante este torneio não tem havido espaço para opções defensivas. Embora estejamos numa fase decisiva da competição tenho a convicção que vamos assistir a um jogo de ataque e com muitos golos porque as oportunidades irão surgir uma vez que há talento ofensivo nas duas selecções. Não será uma surpresa se a França vencer até porque a Alemanha sentiu dificuldades perante a Argélia que deverão ser aproveitadas e exploradas de outra maneira pelos gauleses. A história deste jogo será decidida no último minuto. Seja do tempo regulamentar, do prolongamento e até mesmo dos penaltys. 

Brasil vs Colômbia

Apesar do hexacampeonato estar perto, a canarinha não se tem livrado de algumas críticas. É verdade que fez uma fase de grupos sem dificuldades e com algum talento individual, em particular de Neymar, Oscar, e dos laterais que são muito ofensivos. No entanto, contra o Chile a selecção da casa foi salva por uma bola ao poste atirada por Maurício Pinilla. À medida que a dificuldade aumenta o Brasil sente mais problemas a nível de meio-campo, mas também defensivo pese embora ter dois bons laterais e centrais de excelência. O problema é que a defender a equipa não tem uma orientação. Outro aspecto que reduz o Brasil é o facto de não ter ponta-de-lança, o que obriga Neymar, Hulk e Oscar a trabalho reforçado. É injusto esquecer a Colômbia. A equipa de Pekerman tem sido uma das melhores do campeonato e até tem sofrido poucos golos. A única bola que entrou na baliza de Ospina foi rematada por um japonês. Perante este factor temos a certeza que os cafeteros estão bem na defesa e soberbos no ataque. James é o comandante e os outros são os soldados que acatam ordens. Excelente perspectiva para um duelo sul-americano e em que a equipa de Scolari vai ter de ganhar, mas também de convencer o povo brasileiro com uma exibição soberba porque só assim será possível passar às meias-finais. Nesta fase não há milagres. 

Argentina vs Bélgica

A alviceleste tem vivido muito da inspiração de Leonel Messi e agora de Dí Maria. Para já, o colectivo não tem funcionado porque Enzo Pérez continua no banco. No jogo frente aos belgas, Sabella vai ter de mudar e não ficar à espera que um milagre saia dos pés dos dois magníficos jogadores que actuam em Espanha, mas em clubes rivais. É verdade que a defesa tem estado segura devido a uma bela participação de Ezequial Garay. A Bélgica tem vindo a evoluir ao longo do torneio e perante os Estados Unidos mostrou o seu potencial. As estrelas belgas estão prontas para correr e dar mais do que os astros argentinos? Se assim for a Argentina poderá ir mais cedo para casa.

Holanda vs Costa Rica

É talvez o jogo mais desequilibrado do ponto de vista teórico. Mas é só nesse aspecto porque dentro dos relvados os americanos têm sido melhor do que Inglaterra, Itália, Uruguai e Grécia. Três selecções europeias já foram eliminadas pelos costa-riquenhos e isto é um sinal para os holandeses. No entanto, as selecções referidas perderam com a Costa Rica porque correram menos e desvalorizaram o adversário. Penso que a laranja não vai cometer o mesmo erro uma vez que até aqui tem jogado nos limites. E a dupla Robben-Van Persie está novamente preparada para fazer estragos. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Perfume belga

A Bélgica deu um festival de futebol aos EUA, mas só no prolongamento é que conseguiu marcar, isto porque, durante os 90 minutos Tim Howard foi um autêntico extra-terrestre. Finalmente o futebol da Bélgica apareceu neste campeonato do Mundo, o que revela intenção dos treinadores em jogar e não levar os desafios para as grandes penalidades. Em alguns casos tem de ser. 

Os belgas estão a crescer de jogo para jogo e vão dar muito trabalho à Argentina, até porque os sul-americanos estão a depender mais das suas individualidades do que do seu jogo colectivo. Nesta Bélgica há três jogadores que se têm destacado: Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Origi. No entanto, ontem foi a vez de Lukaku entrar e resolver. 

Esta Argentina ainda só tem Magia

É verdade que a Argentina ainda não encantou e eu acho que esse problema está relacionado com a falta de alguém no meio campo que dê velocidade e entregue a bola redondinha aos médios mais criativas. Esse "alguém" chama-se Enzo Pérez e com o jogador do Benfica em campo a alviceleste tinha de sofrer menos e jogaria um futebol mais bonito. 

Sem esse "carregador" a Argentina depende muito da criatividade de Messi, Di Maria, Higuain entre outros. Como se tem visto até agora tem sido Messi a resolver os jogos e por pouco contra a Suiça não houve penaltis. Pois foi, não fosse Angelo Dí Maria ou "Di Magia" e uma das candidatas poderia estar a chorar outro resultado menos favorável. 

Vitória justa mas suada

Uma vitória justa da Alemanha apesar da luta dada pelos argelinos que deixaram a pele em campo. Acaba por ser um triunfo normal, sendo que a atitude argelina é bem mais do que isso: revela qualidade numa selecção em que poucos apostavam e fez melhor do que Portugal, Estados Unidos e o próprio Gana.

Após a vitória sobre a Argélia, a Mannschaft vai ter a sua primeira prova de fogo que se chama França.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

França q.b está nos quartos

A França venceu a Nigéria por 2-0 e apurou-se para os Quartos-de-final da prova onde espera pela Argélia ou Alemanha. A partir deste momento a selecção orientada por Didier Deschamps é candidata ao título, mesmo que para isso tenha de defrontar Alemanha na próxima fase e Brasil/Colômbia ou Holanda/Costa Rica. Ainda falta muito para chegar a essa fase, mas é um facto que esta França está preparada para enfrentar a favorita Mannschaft. O que interessa agora é estar em condições para os desafios a doer e onde o pormenor e a qualidade individual dos jogadores vai decidir. Os gauleses podem estar descansados porque têm o acrescento de qualidade. 

A saga continua

A campanha da Costa Rica continua a ser um sucesso e ontem até nos penalties os americanos tiverm a sorte do seu lado. No entanto, não foi o factor aleatório que levou os costa-riquenhos aos quartos-de-final. Na baliza está Keylor Navas que se arrisca a ser o melhor guarda-redes do torneio. Pelo menos as suas exibições vão levar à sua saída do Levante (com FCP e Benfica há espreita...).

A Grécia tentou, mas não conseguiu marcar porque não tem qualidade na frente de ataque, embora Cholevas e Lazaros tenham feito tudo para servir Samaras e Mitroglou o melhor possível. Caso os helénicos tivessem jogadores como Brian Ruiz ou Joel Campbell provavelmente não estariam a lamentar uma eliminação e a festejar uma passagem histórica. Assim são os costa-riquenhos que seguem em frente.

Até ao lavar dos cestos

Primeira nota para as condições impróprias, sob as quais este jogo foi disputado...quem será o interessado em que se jogue a uma da tarde, com uma temperatura de 30 graus e uma humidade relativa acima dos 30 graus! Não faz sentido...em minha opinião o jogo alterou se por completo nos últimos 15 minutos, depois do ultimo "time out" concedido pelo árbitro Pedro Proença! 
A equipa mexicana perde o jogo nessa altura, dando ideia que a equipa desconcentrou se, recuou muito no terreno e a Holanda aproveitou para os encostar as cordas e a conseguir chegar ao empate, mais do que merecido, perto dos 90 minutos! 
Já eram um bônus conseguirem levar o jogo para prolongamento, quando aos 93 minutos um pênalti menos evidente de um outro que o árbitro não viu no final da primeira parte, permitiu um Huntelaar de "gelo", no meio daquele inferno, conseguiu concretizar e levar a sua seleção para uns quartos de final, possivelmente contra a Grécia do Fernando Santos e assim, com caminho aberto para disputar umas meias finais com a Argentina! 
A Holanda, muito pela arte e engenho de um grande treinador, mais uma vez chega as grandes decisões! Um pais com um campo de recrutamento equivalente ao português, que consegue estar quase sempre nestas fases finais das grandes competições! 
Quanto aos jogo, pouco a a dizer, disputado em condições impróprias, o México bem, como foi a sua bitola durante toda a competição, superiormente orientada em campo por um magnífico jogador, que haveria de cometer a grande penalidade decisiva, Rafa Marquez! 
A Holanda, uns furos abaixo daquilo que já fez, condicionada pelas condições atmosféricas, soube reagir, primeiro a Pedro Proença, depois ao golo Mexicano...e conseguiu, com merecimento, quanto a mim, chegar a vitória, quando já todos esperávamos trinta minutos adicionais! 
Parabéns ao México pela bela imagem que deixou...e força Holanda! 

Análise de Manuel Marques Guedes

domingo, 29 de junho de 2014

Um bandido à solta no Brasil

A Colômbia eliminou ontem o Uruguai e passou aos Quartos-de-final do Mundial 2014, o que representa um feito histórico para os "Cafeteros". Os "charruas" mostraram que sem a estrela Luís Suarez valem muito pouco. Pese embora a excelente participação no Mundial 2010 e a vitória na Copa América 2014 a celeste tem de ser alvo de uma renovação em quase todos os sectores. E o treinador também deve ser substituído.

Ora, a Colômbia orientada por José Pekerman dominou o encontro todo e desde o primeiro minuto que todos sabiam quem iria vencer a partida. A maior parte dos jogadores que estão no Brasil têm bastante talento e demonstram vontade de ser sempre melhores, além de serem bastante novos e ainda falta Falcão e Felipe Pardo.

O que seria esta selecção sem James? Provavelmente aparecia Quintero, Adrián Ramos ou Bacca. Há muitas soluções e com qualidade. No entanto, é o "El Bandido" James Rodríguez que faz a delícia dos adeptos colombianos e não só. De facto, só os portugueses é que não surpreendidos com o que James está a fazer em terras de vera cruz. O actual jogador do Mónaco corre o risco de ser considerado o melhor do torneio, mas isso depende da sua selecção chegar à final. Após o Mundial James não deve querer continuar a jogar num clube que só tem 5 mil espectadores por jogo. Leonardo Jardim é que pode ficar a arder.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Argélia consegue o milagre

A Argélia empatou com a Rússia e conseguiu o apuramento para os oitavos-de-final onde jogará contra a Alemanha. Vitória difícil mas justa dos africanos que lutaram sempre pelo apuramento, ao invés os russos acharam sempre que o resultado seria favorável mais tarde ou mais cedo. Aliás, tem sido essa a postura da equipa orientada por Fabio Capello em todo o mundial. No entanto, o treinador também tem culpa porque não apostou nas qualidades de Kerzhakov. Mas ontem nem o melhor jogador da actualidade conseguiu resolver o problema. 

É preciso destacar a qualidade individual e colectiva dos argelinos. Slimani, Yacine Brahimi são jogadores que resolvem uma partida.

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