terça-feira, 9 de julho de 2019

O fim da eleição do spitzenkandidat

A eleição de Ursula Von der Leyen para a liderança da Comissão Europeia representou o fim do denominado processo spitzenkandidat. A partir de agora, será o establishment europeu a decidir os rostos da política europeia. No entanto, a diminuição dos poderes de socialistas e conservadores europeus coloca outro tipo de desafios.

A nova prática pode tornar-se um problema caso haja um aumento da representatividade de novas ideologias, como aconteceu na última eleição para o Parlamento Europeu. O órgão sediado em Estrasburgo também ganha maior preponderância, o que implica a perda automática da influência das outras instituições, nomeadamente o Conselho Europeu. 

Os novos actores políticos não se conformaram com mais um processo de nomeação, independentemente da cor política. As queixas surgiram da extrema-esquerda à direita mais radical, sendo que, também não faltaram críticas nas forças que costumam receber o poder. 

As mudanças terão de ser operadas a partir do Parlamento Europeu, mas também pelos governos nacionais. Não pode existir uma revolta geral sem a liderança de alguns Estados que estão fartos das mesmas práticas. 

A segunda opção passa por dar a oportunidade de cada país apresentar um candidato, em vez da iniciativa pertencer aos grupos parlamentares. O papel dos grupos políticos começa a ficar cada vez menos reduzido, apesar do crescimento do interesse das pessoas no processo de decisão, como se viu nas últimas eleições.

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