terça-feira, 23 de julho de 2019

Boris Johnson foi eleito para concretizar o hard-Brexit

O Partido Conservador escolheu Boris Johnson para a liderança, sendo que, será chamado pela Rainha de Inglaterra para formar governo. Contudo, o maior desafio deverá acontecer no Parlamento porque Jeremy Corbyn não vai aceitar a solução governativa. 

O novo Primeiro-Ministro vai enfrentar uma enorme pressão para antecipar as eleições antes de concretizar o Brexit. A falta de legitimidade popular é um argumento forte da oposição para impedir que as ideias eurocépticas de Johnson prevaleçam nas negociações com Bruxelas. 

O líder conservador também pode responder que a prioridade passa por cumprir o desejo das pessoas no referendo de 2016. 

A ambição política é perfeitamente conhecida, pelo que, não se pode estranhar que tenha conseguido chegar ao topo. As tácticas utilizadas, como a recusa em concorrer nas eleições de 2016, após a demissão de Cameron, resultaram na perfeição. Boris foi o rosto da oposição interna a Theresa May nos últimos anos, nomeadamente naqueles que exigiam o hard-Brexit.

A capacidade para gerir um país pode não ser total, embora tivesse a experiência bem sucedida na Câmara de Londres. No entanto, a missão de Boris Johnson passa por concluir a saída do Reino Unido sem qualquer ligação afectiva ou contratual à União Europeia. 

O mandato pode ser o mais curto da história do país caso consiga uma maioria no Parlamento e enfrentar as exigências de Bruxelas porque a partir desse momento acaba o significado político da eleição.

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