A divisão das várias tendências no PSD é um facto consumado, sendo que, falta saber o que vai acontecer num ano em que deveria ser de foco nos actos eleitorais. Contudo, a facção mais radical exige o trono antes de ser despedida durante quatro anos após as eleições de Outubro.
A actual direcção não tem gerido da melhor forma a oposição ao Partido Socialista, mesmo que seja importante concordar com algumas medidas em nome do interesse nacional. O problema é que vários chavões como o do banho de ética, já se perderam.
O que está em causa é a ideologia do partido. Os vários pensamentos que se criaram nos últimos anos, sobretudo com a chegada de novas caras durante as lideranças de Passos Coelho, baralha as prioridades e estratégia. O PSD não tem as mesmas condições que o CDS para abraçar muitas linhas de orientação, sendo que, os centristas também podem ser penalizados no futuro.
A manutenção da social-democracia é o melhor para o PSD conquistar o espaço que perdeu na sociedade portuguesa. Mudar a génese de uma força partidária traz sempre problemas como se percebeu pela forma como Passos Coelho governou à Direita. Os sociais-democratas sempre tiveram responsabilidades sociais, pelo que, colocar um rótulo liberal e com um discurso agressivo não é a melhor solução.
Os dois maiores partidos portugueses sobreviveram por causa da ideologia social, e apresentando um discurso moderado.
A última oportunidade dos militantes de Direita continuaram no partido passa pela conquista à força do poder, originando uma mudança radical, que possibilita ao PS ficar com os votos da classe média mais desprotegida, jovens com poucas oportunidades, e novos empresários que procuram oportunidades para lançarem mais projectos, além de manterem uma posição responsável relativamente às questões europeias.

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