quinta-feira, 11 de outubro de 2018

As midterms definem o grau de oposição interna a Trump em 2020

A hipótese do Partido Republicano ser o principal derrotado nas próximas eleições por causa das políticas de Donald Trump diminuiu bastante.

As Midterms serão um grande teste ao dois anos de mandato do Presidente, embora não seja decisivo numa eventual recandidatura. Donald Trump vai começar a campanha eleitoral com mais ou menos força, dependendo do que acontecer dentro de um mês. 

Na minha opinião o acto eleitoral tem um cariz de maior importância para os eventuais candidatos contra o Presidente nas primárias. Um bom resultado do partido significa manter a Câmara dos Representantes e o Senado, sendo que, a conquista de um deles também é uma situação positiva. A perda das duas câmaras representa o falhanço total de todos, mas obviamente o dedo será apontado à Casa Branca. 

No caso de acontecer a primeira hipótese, Trump reforça o poder como Chefe de Estado, mas também dentro do establishment republicano. Neste momento, o mais importante passa por assegurar um domínio total no partido porque pode evitar uma chuva de concorrentes nas primárias republicanas. No entanto, independentemente do número de adversários, acredito que o Presidente tem a vitória garantida. 

Caso consiga efectuar todo o percurso na primeira fase das eleições sem oponentes obriga o restante partido a participar na campanha, o que não aconteceu em 2016, mesmo depois de confirmar a nomeação na Convenção. A imagem de união oferece mais possibilidades de vitória, apesar de não ter sido suficiente para os democratas manterem o poder na Casa Branca. 

O desnorte no Partido Democrata é outro factor que favorece um bom resultado dos republicanos nas eleições do próximo mês. É impressionante como os democratas não aproveitaram a onda de críticas contra o Presidente provenientes de todos os sectores da sociedade norte-americana, nomeadamente a comunicação social, além de contarem com ajudas provenientes do estrangeiro.

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