segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Os números que dão a vantagem socialista nas legislativas

Os números das sondagens oferecem uma vantagem importante ao Partido Socialista nas próximas legislativas, embora ainda seja cedo para tirar conclusões definitivas. No entanto, a capacidade do governo gerir os problemas, bem como o último ano de estabilidade dos acordos parlamentares impossibilitam qualquer vitória do PSD, mesmo que seja por pouco. 

Nos próximos 365 dias não haverá razão para o executivo cometer erros, como aconteceu na gestão política dos incêndios do ano passado. A aprovação do Orçamento de Estado será considerada uma vitória para António Costa, que manteve uma estabilidade durante quatro anos contra todas as expectativas. No plano eleitoral, os grandes beneficiados serão sempre os socialistas. 

A principal questão nos próximos meses passa por perceber qual será o parceiro depois das eleições. O problema é que, mais uma vez, as coligações vão ser decididas após o acto eleitoral porque nenhum partido tem esperanças de obter um bom resultado. A estabilidade do país e a vontade do Presidente da República exigem um bloco central, mas Costa pode ter outras ideias, nomeadamente uma aliança com o Bloco de Esquerda. 

O resultado dos bloquistas também será essencial para perceber em que condições ficam os partidos de Direita. O CDS é uma autêntica incógnita, tendo em conta os últimos resultados eleitorais. 

O PSD encontra-se numa situação difícil. Os constantes ataques internos não vão acabar, mas os números dificilmente chegam para alcançar a prometida vitória. A liderança de Rui Rio tem uma tarefa complicada de escolher uma estratégia que permita subir nas sondagens sem causar a ilusão de um triunfo, sendo que, ao mesmo tempo não se pode importar com o ruído, que só prejudica o trabalho dos sociais-democratas.

As próximas eleições são as mais incertas dos últimos tempos porque existem várias possibilidades depois da noite eleitoral. Todos os cenários estão em aberto, mas os socialistas sentem-se confortáveis na primeira posição.

2 comentários:

João Menéres disse...

O CDS já esclareceu que nunca será muleta do PS.

Francisco Castelo Branco disse...

Acredito pouco na Cristas e na entourage centrista, até porque, o principal objectivo passa por ficar à frente do PSD

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