sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Jean-Claude Juncker não conseguiu transmitir o orgulho europeu aos cidadãos

Os constantes apelos de Jean-Claude Juncker para a existência de mais orgulho europeu nem sempre são colocados em prática, nomeadamente pelos cidadãos. No entanto, os representantes tentam mostrar a importância das instituições, nomeadamente na ideia chamada União Europeia. 

Os dirigentes europeus não conseguem criar o mesmo espírito que existe nos Estados Unidos. Isto é, aumentar o sentimento de pertença a uma comunidade, que com virtudes e defeitos, luta pelos interesses gerais. Contudo, na prática o que se verifica é o contrário com cada nação à procura dos melhores resultados. Não se pode acusar o líder da Comissão Europeia de incapacidade porque nunca haverá um motivo extraordinário para colocar a Europa à frente de cada país. O grande erro de Juncker e de alguns defensores do ideal europeu passa por copiar o modelo norte-americano em que a bandeira e o hino são símbolos presentes em cada família. 

A maioria dos cidadãos europeus também não acredita em mudanças, nomeadamente na questão da liderança. A supremacia alemã e francesa é uma evidência, mesmo com as constantes trocas de personagens. As principais decisões raramente chegam aos plenários do Parlamento Europeu ou às reuniões da Comissão Europeia, porque o órgão principal é o Conselho Europeu. 

Neste mandato que termina brevemente, o luxemburguês limitou-se a cumprir o papel de mensageiro das decisões alemãs e francesas. Nunca transmitiu qualquer ideia ou pensamento importante, tendo estado quase ausente nos grandes problemas, particularmente no Brexit. A presidência de Durão Barroso foi mais activa e contagiante no plano político. 

O resultado das próximas eleições europeias vai determinar o novo líder da Comissão. O domínio dos dois grandes grupos europeus, Partido Popular e Partido Socialista, pode ser quebrado se aumentar o número de eurodeputados provenientes dos partidos eurocépticos que ganharam ascendente no plano nacional nos últimos dois anos.

Sem comentários:

Share Button