Em sete meses, Pedro Santana Lopes ofereceu várias faces políticas. Em Janeiro disputou a liderança do PSD com Rui Rio, tendo mais uma derrota, embora com números interessantes. Um mês depois, integrou a lista do Presidente social-democrata do Conselho Nacional como cabeça-de-lista numa atitude de união dentro do partido. No entanto, a bomba chegou com a decisão de abandonar o PSD e criar um partido novo, sendo que, não faltaram críticas à actual liderança social-democrata.
As mudanças políticas de Santana Lopes foram constantes ao longo da carreira política, mas em poucos meses não se pode passar de número 2 de Rio a dissidente social-democrata, como aconteceu com várias personalidades em todos os partidos. As opções acabam por ser tomadas em função de uma estratégia futura. Isto é, caso o antigo primeiro-ministro não tivesse ao lado de Rio, neste momento não seria notícia por sair do partido porque já estaria esquecido no plano político. A criação de uma falsa união com o vencedor das últimas eleições serviu os interesses pessoais porque pode aproveitar o descontentamento de muitas pessoas no PSD para lançar o novo projecto com sucesso. No entanto, não existe margem para novo regresso.
Na minha opinião, Santana Lopes transmite uma imagem de perdedor, pelo que, nunca terá possibilidade de êxito com a criação de uma nova força. A possibilidade de dividir ainda mais o PSD nunca será aceite pelo eleitorado que gosta de lealdade. A intenção de um novo partido será sempre a de fragilizar um sector social-democrata que nunca possibilitou uma vitória interna. Apesar das várias candidaturas, os resultados foram sempre os mesmos, pelo que, nunca serão os portugueses a possibilitarem mais uma oportunidade.
O destino do menino guerreiro na política, dentro ou fora do PSD, está definitivamente traçado.

1 comentário:
Não é uma atitude nem coerente, nem inteligente.
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