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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O PSD volta a viver a mesma confusão pós-2005

A possibilidade de Pedro Duarte se candidatar a líder do PSD em 2020 já era esperada, mas o timing da intenção surge na pior altura para o partido, mesmo havendo falta de visibilidade de Rui Rio. 

Neste momento, o partido não necessita de candidatos virtuais que espreitam uma possibilidade de eleições antecipadas para vencer as legislativas de 2019. O burburinho iniciado no dia da tomada de posse da nova direcção, mesmo antes do Congresso, ainda se percebe por provir de antigos apoiantes de Passos Coelho e que se juntaram a Pedro Santana Lopes. A facção de Lisboa também juntou-se por causa de eventuais perdas de lugares. 

No Congresso de Fevereiro, Luís Montenegro anunciou que iria para a televisão ser uma voz opositora à actual liderança. Passaram alguns meses e não se vislumbra qualquer força proveniente do espaço onde o antigo líder da bancada parlamentar costuma fazer xeque-mate. 

A chegada de um novo player abre novamente a discussão sobre as fraquezas do PSD na oposição. O PS agradece que, a força política que venceu as últimas legislativas esteja numa confusão até encontrar um novo líder com capacidade. 

A vida interna no PSD não pode ser semelhante ao que aconteceu depois da vitória de Sócrates em 2005, onde Luís Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite foram abatidos pelos diversos aparelhos partidários, sem possibilidade de transmitirem a mensagem ao eleitorado. 

Caso os sociais-democratas percam as legislativas 2019, mesmo por único voto, correm o risco de divisão através do surgimento de várias candidaturas, como acontece neste momento no Sporting.

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