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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

As insensibilidades políticas em Portugal

A recusa de alguns sectores partidários em aceitar a presença de Marine Le Pen na próxima edição da Web Summit mostra a falta de abertura de um país que se pode equiparar a outros onde não vigora a liberdade de expressão. 

Aos poucos, Portugal começa a cair no ridículo de aparecer nas primeiras páginas por situações como aquela que se desenvolveu na última semana. A política portuguesa não pode ser dominada por uma franja de comentadores que se indignam com opiniões contrárias, chegando ao ponto de impedir a liberdade de expressão.

Neste aspecto, os nossos governos têm dado um mau exemplo ao longo do tempo porque não estabelecem um critério de alianças e amizades. O famoso "dou-me bem com toda a gente" nunca pode ser a primeira opção, como se verificou na recente falta de solidariedade com o Reino Unido contra Moscovo. O pior passa por se fazerem pressões para impedir que uma entidade privada convide determinada pessoa. Provavelmente, os responsáveis da WebSummit dificilmente voltam a Lisboa por causa de meia dúzia de comentadores que não gostam de Le Pen.

A intenção de criar uma sociedade aberta choca com situações deste género. 

A passagem da líder da Frente Nacional por Lisboa seria praticamente invisível tendo em conta a falta de identidade dos portugueses com a mensagem política. A falta de insensibilidade política começa a tomar conta da vida quotidiana, pelo que, não vão faltar situações no futuro em que meia dúzia de pessoas consegue fazer barulho. 

Confesso quefiquei decepcionado por Paddy Cosgrove ter cedido à chantagem.

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