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segunda-feira, 9 de julho de 2018

O início da ofensiva conservadora contra Theresa May

A saída de Boris Johnson do executivo britânico é um acontecimento natural tendo em conta todas as notícias que surgiram desde a eleição de Theresa May no ano passado. 

As negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia são um pretexto para uma parte da bancada conservadora enfraquecer a primeira-ministra. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, não liderava qualquer facção, mas tem bastante influência em certos sectores, nomeadamente naqueles que não pretendem manter uma ligação afectiva com a União Europeia depois de Março do próximo ano.

As constantes hesitações de May relativamente às negociações com o Brexit são preocupantes, porque o maior interesse em alcançar um acordo pertence ao Reino Unido. Os responsáveis europeus estão a adoptar uma atitude relaxante relativamente aos problemas internos do actual executivo.

Caso os britânicos não consigam chegar a acordo será um autêntico fracasso para o governo. Ou seja, a liderança da actual primeira-ministra tem de ser colocada em causa, embora as pressões para a mudança de liderança comecem imediatamente. 

A bancada conservadora responsável pelo barulho irá aproveitar as demissões em catadupa, sendo que, a liberdade de Boris Johnson será ainda mais perturbadora para a chefe do executivo. Não haverá espaço para a manutenção no mercado comum nem mesmo durante um período transitório. Qualquer tentativa do Reino Unido se manter ligado à União Europeia será bloqueada no parlamento, na comunicação social e noutros lugares onde os eurocépticos continuam a opinar. 

O desenlace de um conflito interno nos conservadores só pode mesmo terminar com a antecipação das eleições no partido, ou a substituição de todo o executivo porque entregar o poder aos trabalhistas tem os mesmos efeitos que manter Theresa May no número 10 de Downing Street.

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