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quarta-feira, 11 de julho de 2018

O encontro mais importante desde a Guerra Fria

O primeiro encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin que se realiza na próxima semana tem sido mal recebido pelo Ocidente. A maioria dos analistas estranham o comportamento do presidente norte-americano que valoriza mais a reunião com o líder russo que a visita ao Reino Unido, mesmo não tendo as honras de Estado. 

O que interessa analisar é a mudança definitiva dos Estados Unidos no plano internacional. A aproximação à Rússia significa um afastamento permanente dos aliados europeus, embora mantendo uma relação privilegiada com os britânicos. 

Nesta primeira reunião, que deverá ser repetida, nos próximos anos, caso Trump seja reeleito em 2020, só haverá oportunidade para celebrar o entendimento entre Moscovo e Washington interrompido durante o mandato de Obama. Apesar das novas tentativas de reestabelecer um clima de paz, o sentimento contra as atitudes da Rússia, nomeadamente de Putin, na população norte-americana aumentou consideravelmente nos últimos anos, tendo atingido o auge com a interferência nas presidenciais de 2016. 

As duas potências podem adoptar uma postura de maior isolamento internacional, sobretudo face ao crescimento de outras regiões em diversos níveis. O mundo global necessita da construção de alianças para atacar os problemas colectivamente. A importância geoestratégica dos dois países permite uma actuação isolada, mas em conjunto poderão criar uma força imbatível, particularmente no plano militar e comercial. 

A luta pela supremacia no Médio-Oriente continua a ser um factor de divisão entre a Rússia e os Estados Unidos, mas as divergências têm de ficar de fora para não estragarem o primeiro aperto de mãos com mais significado desde o fim da Guerra Fria.

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