quinta-feira, 12 de julho de 2018

António Costa continua a brincar com as parcerias pós-eleitorais

Os constantes avisos de António Costa relativamente aos futuros acordos de coligação servem para entreter as pessoas neste ano de campanha eleitoral. 

O Partido Socialista vai efectuar coligações na próxima legislatura com aquele que tiver mais possibilidades de entendimentos. Neste momento, não é fácil perceber quem está disposto a negociar com os socialistas, nem isso será visível antes das eleições porque, como costuma acontecer, cada um prefere ir a jogo sozinho. Tirando a coligação pré-eleitoral entre o PSD e o CDS no acto eleitoral anterior, a história da democracia portuguesa nunca experimentou uma situação semelhante porque os grandes partidos lutavam sempre pela maioria absoluta. 

A mudança de circunstância exige esclarecimento antes dos portugueses irem às urnas, mas o partido do governo irá manter-se nas contradições até ao último minuto. Contudo, também se nota uma enorme confusão no PCP e BE, sobretudo nos comunistas que costumam ser mais directos nas escolhas. 

Apesar de todos os partidos já terem traçado os cenários pós-eleitorais, os socialistas são os únicos que podem escolher o parceiro ideal para permanecer durante mais uma legislatura no poder, embora não seja possível navegar à esquerda e à direita ao mesmo tempo. Ou seja, a habilidade política de Costa não serve para manter quatro partidos na mão e responsabilizá-los sempre que alguma coisa correr mal. O PS vai ter que efectuar uma escolha. 

Neste momento, a única certeza é a vontade de todos as forças partidárias caminharem pelo próprio pé. O actual cenário também agrada ao Presidente da República que pretende ser o mestre de cerimónias dos entendimentos e zangas depois das eleições, sempre com o objectivo de colocar os interesses do país à frente das questões partidárias.

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