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terça-feira, 3 de julho de 2018

A Europa está salva por apenas mais uns meses

A cedência de Merkel ao ministro Horst Seehofer relativamente ao controlo de imigrantes na fronteira com a Áustria parece acalmar os problemas dentro do governo alemão, mas haverá mais situações no futuro muito difíceis de resolver.

À medida que os defensores da restrição da liberdade de movimentos dos imigrantes ganham vitórias executivas, têm condições para avançar mais no terreno. Ou seja, cada pequeno triunfo significa uma aproximação ao objectivo final, que passa pela completa retirada de imigrantes do espaço europeu. 

Neste problema entre dois membros importantes do governo alemão, o vencedor foi novamente a linha anti-imigração, que não representa a maioria do executivo por causa do apoio do SPD, mas é uma facção existente dentro de uma união antiga da CDU com o CSU. 

Não tenho dúvidas que Angela Merkel está refém desta força partidária que começa a entrar no jogo de alguns partidos conservadores na Europa, nomeadamente na Áustria. Cada medida contra os imigrantes também possibilita ao AfD reforçar a mensagem, que garante um lugar de destaque no parlamento e nas sondagens. 

Em cada situação que a chanceler tem de ceder a Europa perde força porque o governo alemão também fica sem margem de manobra para intervir na defesa dos valores europeus. Merkel continua entre a espada e parede no plano económico devido às exigências do SPD e será forçada a aceitar qualquer proposta da CSU relativamente aos imigrantes. 

Mesmo que tente passar uma mensagem diferente, existem problemas na liderança de Merkel com apenas quatro meses no poder.

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