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quinta-feira, 7 de junho de 2018

O risco da União Europeia cometer o mesmo erro de 2004

O próximo alargamento da União Europeia vai atingir os Balcãs. Os seis países da região preparam a adesão ao clube europeu na próxima década. Os primeiros são a Sérvia e Montenegro em 2025, estando previsto que depois sejam a Albânia e a Macedónia. A Bósnia e o Kosovo ficam em último lugar na linha de adesão.

A intenção dos responsáveis europeus passa por criar condições para todos aderirem dentro de pouco tempo. A vontade está reflectida num programa que impede qualquer país dos Balcãs de rejeitar a entrada de um vizinho. Ou seja, a Sérvia jamais pode impossibilitar que o Kosovo seja membro da União Europeia. 

Apesar das datas de adesão não serem coincidentes, continua em cima da mesa a possibilidade de todos entrarem ao mesmo tempo, repetindo o que aconteceu em 2004 com a vaga de leste. No entanto, nessa altura a situação política, económica e social no espaço europeu permitia o risco assumido. Neste momento, a última das preocupações europeias tem de ser o alargamento, nomeadamente em massa, para dar mais um sinal de unidade para o exterior. 

A calendarização pode ser alterada, mas existe alguma cautela por parte dos candidatos. Os dirigentes sérvios e de outras nacionalidades não pretendem acelerar o processo, optando por amadurecer a integração. 

A repetição do erro cometido em 2004 seria mais um factor de desestabilização numa altura em que a União Europeia precisa de consolidar as respostas aos problemas que surgem diariamente. Não é aceitável que se acelere o processo de adesão de alguns países com condições precárias e numa situação dúbia de aceitação, como é o Kosovo. A independência do país não foi reconhecida por muitos países da União Europeia.

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