segunda-feira, 11 de junho de 2018

O pedido norte-americano de incluir a Rússia no G-7

A tentativa de Donald Trump incluir a Rússia nas reuniões do G-7 é uma medida positiva. Um dos principais erros da administração Obama foi hostilizar Moscovo sem razão aparente e porque seria conveniente aos Estados Unidos terem um inimigo. 

Os problemas globais não podem ser resolvidos sem a presença das grandes potências. A Rússia enquadra-se nesse perfil de países que precisam de estar na mesa juntamente com as outras autoridades. 

O erro cometido por Obama possibilitou aos russos construírem um caminho próprio, alcançando alianças estratégicas que prejudicaram os interesses norte-americanos. A súbita presença no Médio-Oriente é uma consequências das tentativas de isolamento internacional. O crescimento naquela zona retirou espaço de manobra aos norte-americanos, no plano militar e político, que ficaram restringidos ao Iraque e Kuwait. A Rússia ganhou bastante com a manutenção de Bashar al-Assad no poder na Síria. 

A política de inclusão norte-americana deve ser encarada com optimismo, nomeadamente pelos parceiros europeus, que receam o aumento de influência de Moscovo devido à ameaça militar sobre o território da União Europeia. 

A aproximação dos Estados Unidos à Rússia desde a entrada de Trump na Casa Branca tem sido feita de forma inteligente. As movimentações das duas partes, mas sobretudo de Washington necessitam de serem cautelosas por duas razões. Em primeiro lugar, não enfurecer a população americana que continua a olhar para os russos como o principal inimigo. Em segundo, impedir que os aliados europeus cortem definitivamente os laços com os Estados Unidos.

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