quinta-feira, 21 de junho de 2018

Dois anos sem qualquer avanço nas negociações do Brexit

Após dois anos da realização do referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia pode-se dizer que não houve avanços significativos.

As duas partes continuam envolvidas em negociações que não levam a lado nenhum. Os assuntos totalmente concluídos, como os direitos dos cidadãos britânicos no Reino Unido e o valor que Londres tem de pagar à União Europeia pela saída, são irrelevantes, tendo em conta que o mais importante ainda está para discutir.

A manutenção do Reino Unido só será avaliado no período de transição, que durará até final de 2020. Os britânicos pedem mais tempo para as discussões, enquanto os europeus torcem o nariz. 

Na minha opinião ainda existe alguma mágoa dos dirigentes europeus pelo resultado do referendo, mas também porque o governo britânico respeitou a vontade dos eleitores, mesmo com uma apoiante da manutenção, como é Theresa May.

O problema tem sido as constantes mudanças de posições do executivo liderado por May, devido às pressões dos eurocépticos que ocupa a bancada conservadora. As dificuldades nem sequer são dos trabalhistas que reforçaram o poder de intervir nas negociações, depois dos resultados eleitorais do ano passado. Jeremy Corbyn ganhou legitimidade para reclamar mais, embora sejam os próprios conservadores que dificultam um entendimento com a União Europeia. Na cabeça do pelotão, está Boris Johnson, o líder dos eurocépticos no executivo.

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