segunda-feira, 28 de maio de 2018

Unanimidade em torno de António Costa

O congresso do Partido Socialista serviu para legitimar António Costa. Nada de novo numa altura em que os socialistas governam, embora reféns de dois partidos de esquerda. Apesar de tudo, o PS será o principal beneficiado de um entendimento que colocou Portugal num patamar superior em termos económicos. 

A cimeira socialista também não divergiu muito das reuniões sociais-democratas e centristas, embora houvesse mais emoção e diferenças na entrada de Rui Rio como líder do PSD. 

Não há dúvidas que António Costa é um líder aceite totalmente pela restante família, e não tem a ver apenas com a questão do poder. Nota-se uma crença nas opções tomadas no plano estratégico. Na minha opinião, só o actual secretário-geral conseguiria manter os socialistas unidos na tentativa de executar uma legislatura com o BE e sobretudo com o PCP. 

Costa pode ser acusado de alterar as regras tradicionais, embora seja legítimo do ponto de vista constituticional, mas conseguiu aguentar o barco na primeira experiência política do género, além de recolher todos os benefícios do trabalho executado pelo PSD e CDS na legislatura anterior. 

O próximo passo será conquistar a maioria absoluta, o que vai ser mais complicado. Contudo, independentemente dos resultados tem um capital para ser novamente nomeado primeiro-ministro, mantendo o PSD debaixo da mão durante muito tempo.

Sem comentários:

Share Button