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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Sócrates vai bater bastante no PS

A actual direcção socialista comprou uma guerra com o antigo primeiro-ministro que dificilmente vai conseguir ganhar.

O timing das declarações rejeitando os eventuais comportamentos ilícitos de Sócrates não é o mais adequado, mesmo que os dirigentes socialistas pretendem encerrar o assunto antes das eleições legislativas. Não se percebe a razão de fundo, já que, o tema não tem sido utilizado pela oposição porque todos os partidos têm telhados de vidro. 

O actual PS colocou-se a jeito da opinião pública e dos meios de comunicação social que vão tentar explorar o assunto no próximo Congresso em vez de se concentrarem nas bandeiras positivas do governo durante a legislatura. O foco será a atitude do partido face a ligações de membros a processos judiciais.

A primeira reacção de Sócrates só podia ser uma jogada de bastidores para a direcção socialista pensar que o assunto está terminado. Duvido que o antigo primeiro-ministro seja uma presa fácil de derrotar, nomeadamente por antigos colegas de governo. O gesto de António Costa será entendido por Sócrates como uma traição que terá resposta durante a campanha eleitoral.

A capacidade de mobilização de Sócrates dentro do partido ainda é imensa, como se viu em várias conferências. A utilização dos órgãos de comunicação para passar uma mensagem pública tem sido a principal defesa no processo Marquês, pelo que, não será complicado atacar o governo através dos mesmos meios, particularmente António Costa. 

A famosa frase proferida por Jorge Coelho que dizia "quem se mete com o PS leva", pode ser substituída por "quem se mete com Sócrates também leva". No entanto, o ataque a antigos colegas será minucioso.

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