Etiquetas

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Os meios que garantem a manutenção das actuais ditaduras

Os grandes ditadores do nosso tempo continuam a acumular vitórias eleitorais expressivas sem terem de se preocupar com os opositores internos.

As recentes eleições de Vladimir Putin e Nicolás Maduro provam o falhanço das medidas utilizadas por alguns países com poder para alterarem os regimes vigentes. 

A velha fórmula de invadir militarmente os países com ditaduras e instalar democracias foi substituída pela imposição de sanções económicas. As consequências são bastantes, já que, tanto Moscovo como Caracas sofrem de economias fracas decorrentes de cortes comerciais por parte das nações mais poderosas. Na linha da frente neste combate estão os Estados Unidos e a União Europeia.

Apesar da tentativa de queda dos dinossauros eternos, não houve qualquer ganho, já que, Maduro e Putin continuam a ser líderes incontestáveis, que conseguem virar a população contra a oposição. 

A sobrevivência destes ditadores depende da vontade dos militares. Os regimes não são aceites pelas pessoas, mas as alternativas são piores. As elites que tentam ocupar o poder pretendem dividir o país e aproveitarem-se de todos os bens do Estado para enriquecerem pessoalmente. Os motivos dos golpes de Estado nem sempre são políticos, como acontecia no passado, sobretudo no século anterior.

A manutenção no poder por parte destas figuras também visa impedir que o país se divida. Repare-se na necessidade de Erdogan reforçar os poderes depois do golpe de Estado em 2016 na Turquia. Os meios para alcançar a estabilidade podem não ser democráticos, mas os fins, no entender deles, justificam a mudança de orientação política.

Sem comentários:

Share Button