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terça-feira, 15 de maio de 2018

Os Estados Unidos ficaram isolados no plano internacional

A segunda decisão em menos de um mês que aumenta o isolamento internacional dos Estados Unidos merece reflexão.

Os anúncios de Trump visam apenas servir os interesses de pequenos lobbys que têm influência sobre o Presidente. A mudança de rumo relativamente à questão israelita só pode ter origem num grupo de pessoas que tenta lucrar de várias formas com a aproximação norte-americana a Israel. 

No plano político a recente medida é um autêntico desastre, já que, coloca todos contra o estado judaico, embora também haja consequências para os norte-americanos na região. No entanto, serão os israelitas a sofrerem com revoltas armadas, militares e políticas patrocinadas pelos vizinhos mais radicais do Médio-Oriente. 

O que me espanta é a facilidade com que Trump consegue ser pressionado por meia dúzia de organizações pró-Israel. Neste assunto, a visão norte-americana é claramente limitada e nem sequer protege os interesses do país. O único beneficiário é mesmo Benjamin Netanyahu. 

Em duas questões fundamentais para a manutenção da paz mundial, os países europeus ficaram longe do velho aliado. Existe um muro cada vez maior entre a União Europeia e os Estados Unidos desde a entrada da nova administração. No início do mandato havia apenas divergência de opiniões, mas agora nota-se maior distância no caminho traçado no plano das políticas externas.

À medida que os Estados Unidos perdem voz na cena internacional, a diplomacia europeia ganha credibilidade e aliados, sobretudo com os denominados países do mal, como o Irão. 

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