quinta-feira, 3 de maio de 2018

O governo não tem mais tolerância nos incêndios

A tragédia que abalou Pedrogão Grande em Junho do ano passado ainda não terminou. Desde o primeiro dia que surgem notícias relacionadas com os incêndios na véspera do país entrar em mais uma época de Verão.

Em nenhuma situação o executivo sai bem na fotografia. Em primeiro na falta de combate e protecção das pessoas. Em segundo no apuramento das responsabilidades. Por fim, no tratamento público do problema. 

O que nunca poderia acontecer é a manutenção de um relatório importante em segredo que coloca outra vez o executivo em xeque. A demissão da antiga ministra não foi suficiente para a Administração Interna mudar velhos hábitos. 

O executivo pode dar o braço a torcer e divulgar o relatório, mas já é tarde porque o mal está feito e dificilmente se retiram consequências para o futuro. Caso não fosse assim, o governo seria o primeiro a admitir as falhas, o que nunca aconteceu durante todo o processo de incêndios do ano passado desde Junho até Outubro. 

As notícias do relatório secreto vieram em má altura para o governo, já que, servem como alerta caso hajam falhas. A partir de agora não vão existir mais tolerâncias nem possibilidade de se arranjarem justificações de última hora. O próximo erro será cobrado pelas pessoas, mas sobretudo pelo Presidente da República que não admite mais nenhuma tragédia em Portugal relacionado com os incêndios. 

O ano passado caiu Constança Urbano de Sousa, mas agora as consequências políticas podem sobrar para António Costa.

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