segunda-feira, 7 de maio de 2018

Marcelo é o rosto do combate à corrupção na política

As posições de Marcelo Rebelo de Sousa face à corrupção na política mostram que existe vontade em mudar o actual figurino.

O Presidente da República tenta através da pedagogia e de atitudes concretas terminar com um flagelo que condiciona o exercício saudável da democracia em Portugal. O fenómeno em Portugal não atinge proporções semelhantes ao do Brasil, mas existem pequenos focos que precisam de ser combatidos. 

A Operação Marquês é o caso de maior dimensão porque envolve um antigo primeiro-ministro, mas antes houve várias situações com antigos ministros de muitos governos. 

O recente veto presidencial à nova lei do financiamento partidário é outra prova de intervenção ao mais alto nível. Existe preocupação de não tapar o sol com a peneira num tema que começa a merecer acção judicial por causa dos meios à disposição.

A transferência de responsabilidade dada por Marcelo aos partidos na semana passada é mais um aviso. Nota-se uma preocupação de chamar as forças partidárias à razão num tema bastante sensível na sociedade portuguesa, que também é responsável pelo afastamento das pessoas relativamente ao fenómeno político.

O caminho será muito difícil por causa dos interesses instalados, como se verificou na polémica legislação sobre o financiamento partidário.

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