quarta-feira, 2 de maio de 2018

As duas Coreias não estão totalmente próximas

O encontro histórico entre os líderes norte e sul coreanos correu bastante bem no plano mediático. No entanto, fica a dúvida se haverá mais aproximações importantes do que a unidade no fuso horário.

O problema que divide o Norte e o Sul da peninsula extravasa os temas que foram abordados na cimeira. A segurança da Coreia do Sul depende da alteração de comportamento da Coreia do Norte relativamente ao programa nuclear. 

A chave das boas relações, e também entre Pyongyang e Washington, está na mudança de atitude do regime de Kim Jong-Un.

Os momentos da semana passada foram positivos, já que, se trata de mais um passo para acalmar as mentes mais preocupadas com a segurança mundial. Contudo, não se pode confiar numa mudança súbita do Norte nos objectivos estabelecidos. 

O grande desafio não é a suposta paz podre entre dois vizinhos que se pretendem desenvolver sem conflitos. O verdadeiro inimigo da Coreia do Norte chama-se Estados Unidos, pelo que, a reunião entre os dois líderes dentro de semanas será mais decisivo, embora menos interessante do ponto de vista mediático porque as fotografias e as imagens de união podem ser rapidamente desmentidas por qualquer Tweet de Trump ou comunicado de Kim Jong-Un.

As negociações, tendo em vista a segurança nuclear, têm sido mais complicadas do que as imagens aparentam. Recorde-se que os sul-coreanos já vieram apelar à monitorização das Nações Unidas no armamento nuclear do vizinho.

Sem comentários:

Share Button