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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Trump destruiu o bom trabalho de Obama com a China

As relações entre os Estados Unidos e a China deterioraram-se desde a chegada de Trump à Casa Branca. O presidente cumpriu a tradição dos norte-americanos necessitarem de um inimigo comum para mostrarem a força diplomática e militar.

Neste momento, os chineses são a maior ameaça à liderança mundial dos Estados Unidos no plano económico e militar. O objectivo de Pequim passa por dominar a região do sudoeste asiático, com a presença de tropas em vários locais do Mar do Sul da China e como se viu recentemente na pacata ilha de Vanuatu. 

A guerra comercial é apenas uma forma de iniciar um conflito político que não terá fim à vista. Os norte-americanos podem obrigar Pequim a actuar de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio, mas dificilmente consegue mudar o regime, sobretudo depois das recentes regras constitucionais que permitem a Xi Jinping eternizar-se no poder. 

Durante os mandatos de Obama, Washington efectuou com sucesso aproximações à China. No entanto, Donald Trump só está a cumprir a promessa eleitoral de criar problemas com a outra grande potência. O problema é que os restantes parceiros, nomeadamente na Europa, não estão a seguir os mesmos caminhos, ao contrário do que sucede relativamente a Moscovo, onde se nota uma aliança do Ocidente. 

O espaço europeu será o principal beneficiado da guerra política-comercial iniciada por Trump.

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