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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Putin mantém de pé o actual regime sírio

Nunca é demais abordar os problemas da Síria porque existem sempre novos desenvolvimentos políticos e militares.

O recente ataque dos Estados Unidos a arsenais químicos do regime liderado por Bashar al-Assad, juntamente com o Reino Unido e a França, é uma medida preventiva e punitiva. Concordo com o castigo aplicado ao líder sírio depois de nova utilização de armas poderosas contra a população. A guerra não pode ser feita contra as pessoas, mas para conquistar território aos inimigos. 

O principal problema no território não se chama Assad, mas Vladimir Putin. O poder que a Rússia conquistou nos últimos anos no plano militar permite obter ganhos políticos importantes para o futuro. As principais potências na região como o Irão delegam responsabilidade na Rússia para evitar  a tradicional influência norte-americana. 

As administrações Obama e Trump sentiram bastante dificuldades na implementação de uma estratégia que visa derrubar os ditadores, sobretudo os que têm mais inimizades com o Ocidente. O plano saiu furado no Iraque e na Síria dificilmente se concretiza o desejo de derrubar e Assad e enviar a Rússia para casa. 

Por outro lado, Moscovo percebeu facilmente que o Médio-Oriente seria a única região onde pode expandir o poder. A última barreira que ainda mantém de pé o regime sírio chama-se Vladimir Putin, já que, os restantes países árabes culpam Damasco pela propagação do terrorismo. 

A Síria transformou-se num local onde qualquer país tem capacidade para reclamar território se conseguir derrubar o inimigo, embora possa arranjar problemas com o amigo de alguém que também luta por um pedaço de terra.

2 comentários:

João Menéres disse...

Putin só descansará quando anexar a Síria ( ou grande parte do seu território ).

Francisco Castelo Branco disse...

Concordo.

Mas também de derrotar a Turquia e os Estados Unidos

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