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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Os primeiros obstáculos de Macron

A presidência de Emmanuel Macron entra numa fase de problemas por causa das constantes greves em sectores públicos essenciais que podem paralisar o funcionamento dos serviços.

A reforma laboral proposta pelo governo é contestada em todo o país, apesar da pouca força do Partido Socialista francês no parlamento e nas urnas durante os actos eleitorais do ano passado.

A contestação social nunca pode ser encarado com indiferença por um governante, mesmo que a adesão seja pouca ou se trate de uma acção concertada por determinado partido político. 

As greves e a contestação nas ruas não são um bom sinal para o presidente, numa altura em que se aproxima o primeiro aniversário da eleição de uma promessa política chamada Emmanuel Macron. A popularidade presidencial pode ter caído um bocado devido ao estado de graça que todos os governantes beneficiam. 

A questão passa por saber como vai o governo manter-se no centro numa sociedade extremamente bipolarizada pela direita e a esquerda. Os maus resultados dos republicanos e dos socialistas nas eleições de 2017 não significam que a ideologia tenha desaparecido em França. Os votos confiados em Macron representam descontentamento por parte de muitas pessoas, que rapidamente também ficam zangadas caso não haja mudanças. 

Os auto intitulados políticos sem ideologia tornam-se num alvo mais fácil do que os representantes do sistema.

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