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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Os partidos tradicionais continuam com medo dos velhos populistas

Nos últimos dois anos aumentou o receio dos partidos tradicionais de serem ultrapassados pelos populistas na Europa. As eleições que decorreram em vários países confirmaram a vontade de mudança de algumas populações.

Os responsáveis do establishment europeu perderam bastante influência em cada país, mas também dentro da União Europeia. No entanto, ainda existe resistência no seio das instituições comunitárias que deverá ser testada no próximo ano. 

A mensagem das duas partes em conflito não podia ser mais clara. Os populistas acusam os tradicionais de continuarem com políticas que originaram a crise financeira, desemprego, problemas sociais, tendo uma bandeira importante que se chama imigração para causar pânico nas pessoas. Os partidos do sistema acusam as novas forças de criarem ilusões nos eleitores com promessas que nunca vão ser cumpridas, embora a falta de competência para governarem seja a principal defesa. 

Curiosamente, os movimentos nacionalistas chegaram à Europa respeitando a democracia e os valores fundamentais. As acusações que iriam mudar as regras do jogo não se verificaram, pelo que, não existe o risco de se repetirem os maus exemplos da América Latina. O discurso das campanhas eleitorais e a actuação no governo também são radicalmente distintas, como se viu na Áustria, onde o Partido da Liberdade adopta posições muito diferentes daquelas que defendeu antes das eleições.

As forças que construíram a democracia na Europa e dentro da União Europeia tentam sobreviver à custa de um papão que vai destruir a unidade política, social e económica. O único acto político que causou apreensão em Bruxelas foi o Brexit, cuja responsabilidade de convocar um referendo pertenceu a um partido do "mainstream", embora conhecido pelo eurocepticismo. 

Os receios de desordem ou mudança ainda não se verificaram porque nenhum conseguiu chegar ao poder sozinho.

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